O Prisma de Taylor e o Prisma de Senaqueribe


Clique aqui para acessar o original no Museu Britânico

O Prisma de Taylor e o Prisma de Senaqueribe são dois vasos de barro distintos em formato de prisma inscritos ambos com o mesmo texto em acadiano.

O Prisma de Senaqueribe se encontra no Instituto Oriental de Chicago – EUA, e foi adquirido em 1919 por J. H. Breasted em nome do Instituto. O de Taylor está no Museu Britânico, e foi descoberto em Níneve e adquirido em 1830 pelo Coronel R. Taylor, Cônsul Geral Britânico em Bagdá e vendido posteriormente por sua viúva ao Museu Britânico em 1855. É daí que vem o seu nome. Ambos registram os primeiros oito anos de campanha do rei assírio Senaqueribe.

Têm para nós um especial interesse, pois reporta a guerra assíria contra as cidades de Judá, e particularmente a tentativa fracassada de se apossar de Jerusalém. Nesta campanha Senaqueribe destaca a destruição de 46 cidades de Judá além da deportação de 200.150 pessoas (SIC) para a Assíria.

Vejamos um pequeno trecho deste documento. A íntegra do documento traduzido para o idioma inglês por Daniel LUCKENBILL pode ser encontrada no seguinte endereço eletrônico:

http://www.kchanson.com/ANCDOCS/meso/sennprism1.html

“Quanto a Ezequias, o judeu, que não se submeteu a meu jugo: quarenta e seis cidades fortes, cidades muradas, bem como as cidades pequenas naquela área, as quais eram sem número, com aríetes e catapultas, e com ataques por minas, túneis e retaguarda eu sitiei e lhes tomei duzentas mil e cento e cinqüenta pessoas, grandes e pequenos, homens e mulheres, mulas e jumentos, camelos, gado e ovelhas sem número eu tomei e contei como espólio.

O próprio Ezequias, como um pássaro numa gaiola, fechou-se em Jerusalém, sua cidade real. Suas cidades, as quais eu espoliei, cortei de sua terra e a Mitinti, rei de Ashdod, Padi, rei de Ekron, e Silli-bêl, rei de Gaza, as dei. E assim diminuí sua terra. Aumentei o antigo tributo.

Veio sobre Ezequias o terror de minha majestade e os árabes e suas tropas mercenárias que ele trouxe para fortificar Jerusalém, sua cidade real, desertaram. Além dos trinta talentos de ouro e oitocentos talentos de prata, gemas antimônio, jóias, grandes cornélias, móveis incrustados de marfim, peles e presas de elefante, ébano, caixas de madeira, toda a espécie de tesouro, bem como suas filhas, seu harém, seus músicos, os quais trouxe a mim em Níneve, minha cidade real, para pagar tributos e aceitar a servidão ele enviou seus mensageiros.” (Prisma de Senaqueribe)

Conforme se ve, Senaqueribe exagerou um pouco nas tintas, pois além de não controlar Jerusalém, foi obrigado a retornar a Níneve onde foi morto pelos próprios filhos (2 Rs 19:35-37).

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5 comentários

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5 responses to “O Prisma de Taylor e o Prisma de Senaqueribe

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  2. yarshali

    o rei falou ysrael, o nome era este. exagerou um pouco na escrita.

  3. yarshali

    o rei escreveu Jerusalém ? este nome existia no tempo deste rei? o termo judeu ja era usado em escritos ? esta seria a pergunta correta,yarshali.

    • leonardo

      sim naquele tempo já era jerusalém pois o reino de israel já estava dividido,leia 2 reis cap.18,19 e 20.

  4. Jose Fabbri

    Olá, de fato, conforme a tradução do link acima, sim. Ezequias era de fato judeu, rei de Judá.

    Abc