Monthly Archives: Março 2011

Ezequias – a relação de datas com Oséias

A relação de datas de Oséias com Ezequias

1 – Conforme 2 Rs 18:9-10: “no quarto ano do rei Ezequias (que era o sétimo ano de Oséias, filho de Elá, rei de Israel), que Salmanasar, rei da Assíria, subiu contra Samaria, e a cercou. E a tomaram ao fim de três anos, no ano sexto de Ezequias, que era o ano nono de Oséias, rei de Israel, quando tomaram Samaria.”

2 – De acordo com 2 Rs 18:1 foi no 3º ano de Oséias que Ezequias começou a reinar sobre Judá. O 1º ano Ezequias, seria, portanto, o Anno Mundi 3168.

3 – Neste caso, o 4º ano de Ezequias seria o Anno Mundi 3171, 6º ano de Oséias e não o 4º, bem como, contrastando com o verso 10, o 9º ano de Oséias seria o 7º de Ezequias e não o 6º.

4 – Este descompasso seria facilmente corrigido se simplesmente houvesse uma maneira de deslocar o início de Ezequias para o ano posterior, o que aparentemente não é possível, pois há um sincronismo fechado entre estas datas, o que implica que em se deslocando o início de Oséias um ano a frente, implicaria concluir que Oséias reinou 8 anos e não 9.

5 – Veja em sua Bíblia que o verso 9, que relaciona o 4º ano de Ezequias com o 7º de Oséias vem anotado entre parêntesis, o que significa que não se encontra esta anotação nos textos mais antigos.

Este tipo de anotação sugere para alguns que se trata de uma inserção incluída pelo copista, o que não é de maneira uma conclusão sábia, uma vez que justamente este copista poderia ter em mãos o texto correto e os outros que a omitem terem os incorretos.

6 – Mas para além do verso 9 existe o verso 10 que diz que o 6º ano de Ezequias seria o ano 9º de Oséias, e neste verso não há parêntesis.

7 – Não só no caso destas passagens, como também em quaisquer outras semelhantes com a qual possamos nos defrontar na Bíblia, nunca é o caso de perguntar qual versículo está errado, ou qual é o certo. Todos estão absolutamente corretos.

8 – O que o caso em questão nos revela é que há duas contagens distintas para os anos de Ezequias: uma que se inicia no ano de sua ascensão e que valida a duração de seu reinado, e a segunda que não conta o ano de ascensão de Ezequias.

9 – A Seder Olam Rabbah, que por várias vezes mencionamos neste trabalho, é repleta de exemplos de que isto acontece costumeiramente dentro do judaísmo. No caso da Seder, dois rabinos podem opinar de maneira complementar sobre um mesmo texto bíblico a fim de que ele se torne mais informativo.

10 – No caso em questão não se pode sequer cogitar a possibilidade de erro, porque ele seria altamente improvável, uma vez que o verso 1 do capítulo 18 de 2 Rs diz que Ezequias começou a reinar no 3º ano de Oséias, e poucas linhas adiante, nos versos 9 e 13 utiliza outro tipo de contagem que faz defasar o sincronismo de datas em um ano. São tão notáveis que nos obrigam, sim, a entender que o redator nos chama a atenção sobre o seu significado.

11 – Por que razão o redator teria colocado no mesmo contexto duas formas diferentes de contar o tempo? As referências devem ser observadas com atenção. No caso da contagem de tempo que faz a simetria dos versos 4 com 7 e 6 com 9, o cronista mostra a contagem dos anos de Ezequias a partir do ano seguinte à sua posse. Por qual razão? É oportuno recordar que um fato semelhante aconteceu com Jeroboão, que conforme visto, foi considerado pelo redator rei de Israel dois anos antes da morte de Salomão, cuja conclusão nos é induzida pela compreensão da simetria das datas do seu governo.

O culto fiel ao Deus de Israel havia sido esquecido há tempos, a ponto de se constatar que desde os dias de Salomão a Páscoa não era celebrada (2 Cr 30:26). Foi no primeiro ano de seu reinado que Ezequias fez um pacto com Deus: “Agora me tem vindo ao coração, que façamos uma aliança com o Senhor Deus de Israel, para que se desvie de nós o ardor da sua ira. Agora, filhos meus, não sejais negligentes; pois o Senhor vos tem escolhido para estardes diante dele para o servirdes, e para serdes seus ministros e queimadores de incenso.” (2 Cr 29:10-11)

A redação que lemos em Reis e Crônicas sobre o reinado de Ezequias foi escrita mais de um século depois de sua morte. Desta perspectiva, o cronista pode querer nos mostrar que a desobediência a Deus levou Israel à ruína. Mostra também que simultaneamente à queda de Israel Deus colocara em Judá um rei justo e fiel, que se dedica majoritariamente em seu governo a restabelecer e fortalecer a relação do povo com seu Deus.

Ezequias passou a reinar oficialmente no ano da morte de Acaz, seu pai, um péssimo rei para Judá. Talvez um novo início de contagem do governo de Ezequias a partir da restauração do culto fiel a Deus no ano seguinte seja a justificativa para os dois registros, ou talvez não seja, podendo haver outra explicação. No entanto, seja como for, não há a menor possibilidade de erro neste registro.

A sobrevivência de Israel
Costumeiramente somos levados a pensar que Israel deixou de existir a partir da invasão assíria, mas a Bíblia se pronuncia contra esta assertiva, já a partir do relato sobre o governo do próprio Ezequias. O capítulo 30 de 2 Crônicas nos descreve uma nova realidade na vida de Israel. Ezequias, depois de implantar rigorosas reformas religiosas, toma a iniciativa de celebrar a Páscoa. Manda cartas convidando todo o povo a participar da celebração, não só os de Judá, como também os de Israel, “o restante de vós que escapou da mão dos reis da Assíria” (2 Cr 30:6)

Além de significar uma troca de governo na Assíria durante o processo de invasão de Israel, dá a entender que boa parte do povo já se encontrava no exílio, mas muitos israelitas permaneciam ainda na terra.

A realidade da Samaria era agora diferente: não possuíam mais autonomia política, uma vez que eram colônia assíria; Não havia rei e habitava entre eles o povo de Chut, os chutenses, conforme os qualifica Flávio Josefo.
Dentro desta nova realidade seria possível compreender que desapareceram todas as dez tribos do norte? O próprio texto nos responde: “todavia alguns de Aser, e de Manassés, e de Zebulom, se humilharam, e vieram a Jerusalém.” (2 Cr 30:11);

Lemos ainda em 2 Cr 30:18-20: “Porque uma multidão do povo, muitos de Efraim e Manassés, Issacar e Zebulom, não se tinham purificado, e contudo comeram a Páscoa, não como está escrito; porém Ezequias orou por eles, dizendo: O Senhor, que é bom, perdoa todo aquele Que tem preparado o seu coração para buscar ao Senhor Deus, o Deus de seus pais, ainda que não esteja purificado segundo a purificação do santuário. E ouviu o Senhor a Ezequias, e sarou o povo.”

O Israel do norte não desapareceu por completo. Perdeu a sua identidade nacional. Cento e vinte e oito anos depois da queda de Israel, Deus, pela instrumentalidade do Profeta Jeremias condenará o reino de Judá ao mesmo destino (Jr 20).

Outros cento e vinte e oito anos depois da queda de Jerusalém até o retorno dos exilados liderados por Esdras (Ed 8:31), ele próprio nos revela que depois do exílio babilônico, não há a Tribo de Judá, mas sim, as doze tribos de Israel: “E os filhos de Israel, os sacerdotes, os levitas, e o restante dos filhos do cativeiro, fizeram a dedicação desta casa de Deus com alegria. E ofereceram para a dedicação desta casa de Deus cem novilhos, duzentos carneiros, quatrocentos cordeiros, e doze cabritos por expiação do pecado de todo o Israel; segundo o número das tribos de Israel.” (Ed 6: 16-17)

Tiago em sua epístola se dirige à nação israelense: “Tiago, servo de Deus, e do Senhor Jesus Cristo, às doze tribos que andam dispersas, saúde.” Tg 1:1

Jesus foi habitar nos confins de Zebulom e Naftali quando deixou Nazaré (MT 4: 13); Quando José e Maria levam Jesus ao templo encontram ali uma descendente de Aser: “E estava ali a profetisa Ana, filha de Fanuel, da tribo de Aser. Esta era já avançada em idade, e tinha vivido com o marido sete anos, desde a sua virgindade” Lc 2:36

Definitivamente Israel sobreviveu ao cativeiro assírio e há nesta altura apenas uma liderança política dentro das bordas do Israel antigo: Ezequias, o descendente de Davi.

Ezequias reinou até o Anno Mundi 3096, quando foi sucedido por Manasses, seu filho. Durante seu governo, apenas Oséias reinou 7 anos sobre Israel.

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O Prisma de Taylor e o Prisma de Senaqueribe


Clique aqui para acessar o original no Museu Britânico

O Prisma de Taylor e o Prisma de Senaqueribe são dois vasos de barro distintos em formato de prisma inscritos ambos com o mesmo texto em acadiano.

O Prisma de Senaqueribe se encontra no Instituto Oriental de Chicago – EUA, e foi adquirido em 1919 por J. H. Breasted em nome do Instituto. O de Taylor está no Museu Britânico, e foi descoberto em Níneve e adquirido em 1830 pelo Coronel R. Taylor, Cônsul Geral Britânico em Bagdá e vendido posteriormente por sua viúva ao Museu Britânico em 1855. É daí que vem o seu nome. Ambos registram os primeiros oito anos de campanha do rei assírio Senaqueribe.

Têm para nós um especial interesse, pois reporta a guerra assíria contra as cidades de Judá, e particularmente a tentativa fracassada de se apossar de Jerusalém. Nesta campanha Senaqueribe destaca a destruição de 46 cidades de Judá além da deportação de 200.150 pessoas (SIC) para a Assíria.

Vejamos um pequeno trecho deste documento. A íntegra do documento traduzido para o idioma inglês por Daniel LUCKENBILL pode ser encontrada no seguinte endereço eletrônico:

http://www.kchanson.com/ANCDOCS/meso/sennprism1.html

“Quanto a Ezequias, o judeu, que não se submeteu a meu jugo: quarenta e seis cidades fortes, cidades muradas, bem como as cidades pequenas naquela área, as quais eram sem número, com aríetes e catapultas, e com ataques por minas, túneis e retaguarda eu sitiei e lhes tomei duzentas mil e cento e cinqüenta pessoas, grandes e pequenos, homens e mulheres, mulas e jumentos, camelos, gado e ovelhas sem número eu tomei e contei como espólio.

O próprio Ezequias, como um pássaro numa gaiola, fechou-se em Jerusalém, sua cidade real. Suas cidades, as quais eu espoliei, cortei de sua terra e a Mitinti, rei de Ashdod, Padi, rei de Ekron, e Silli-bêl, rei de Gaza, as dei. E assim diminuí sua terra. Aumentei o antigo tributo.

Veio sobre Ezequias o terror de minha majestade e os árabes e suas tropas mercenárias que ele trouxe para fortificar Jerusalém, sua cidade real, desertaram. Além dos trinta talentos de ouro e oitocentos talentos de prata, gemas antimônio, jóias, grandes cornélias, móveis incrustados de marfim, peles e presas de elefante, ébano, caixas de madeira, toda a espécie de tesouro, bem como suas filhas, seu harém, seus músicos, os quais trouxe a mim em Níneve, minha cidade real, para pagar tributos e aceitar a servidão ele enviou seus mensageiros.” (Prisma de Senaqueribe)

Conforme se ve, Senaqueribe exagerou um pouco nas tintas, pois além de não controlar Jerusalém, foi obrigado a retornar a Níneve onde foi morto pelos próprios filhos (2 Rs 19:35-37).

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Ezequias – 12º rei de Judá – 29 anos – 728 AC a 700 AC

Anno Mundi 3168 a 3196 A.M. – (2 Rs 18:1-3)

Referência Bíblica
“E sucedeu que, no terceiro ano de Oséias, filho de Elá, rei de Israel, começou a reinar Ezequias, filho de Acaz, rei de Judá. Tinha vinte e cinco anos de idade quando começou a reinar, e vinte e nove anos reinou em Jerusalém; e era o nome de sua mãe Abi, filha de Zacarias.” (2 Rs 18:1-2)

Ezequias governou por 29 anos a partir do 3º ano de Oséias, conforme 2 Rs 18:1-2, portanto, entre os anos 3168 A.M. a 3196 A.M., ano em que Manasses começou a reinar.

Ezequias foi um rei fiel a Deus e promoveu a partir de seu primeiro ano de governo, no mesmo ano da morte de Acaz, seu pai, profundas reformas religiosas, restaurando o templo, bem como a ordem dos serviços da Casa de Deus.

Teve a sensibilidade de perceber que toda sorte de horrores que caíram sobre Judá e Jerusalém não era outra coisa senão a manifestação da ira de Deus, conforme se lê em 2 Cr 29:6-10: “Porque nossos pais transgrediram, e fizeram o que era mau aos olhos do Senhor nosso Deus, e o deixaram, e desviaram os seus rostos do Tabernáculo do Senhor, e lhe deram as costas. Também fecharam as portas do alpendre, e apagaram as lâmpadas, e não queimaram incenso nem ofereceram holocaustos no santuário ao Deus de Israel.

Por isso veio grande ira do Senhor sobre Judá e Jerusalém, e os entregou à perturbação, à assolação, e ao escárnio, como vós o estais vendo com os vossos olhos. Porque eis que nossos pais caíram à espada, e nossos filhos, e nossas filhas, e nossas mulheres; por isso estiveram em cativeiro. Agora me tem vindo ao coração, que façamos uma aliança com o Senhor Deus de Israel, para que se desvie de nós o ardor da sua ira.”

Seus primeiros anos de reinado foram prioritariamente dedicados à restauração dos princípios religiosos baseados na Lei de Moisés.

Israel deixou de existir como nação no 7º ano de Ezequias, sendo oportuno lembrar que em seu 4º ano de governo o rei da Assíria já havia sitiado a Samaria (2 Rs 18:9).

O auge do período de reformas de Ezequias foi registrado com a volta da celebração da Páscoa, que não era festejada desde os dias de Salomão (2 Cr 30:26).

Por volta de seu 9º ano de reinado (2 Cr 30:1), quando além de convocar o povo de Judá para as festividades, mandou também convidar os de Israel que haviam sobrevivido ao cativeiro assírio e permanecido na terra: “Foram, pois, os correios com as cartas, do rei e dos seus príncipes, por todo o Israel e Judá, segundo o mandado do rei, dizendo: Filhos de Israel, convertei-vos ao Senhor Deus de Abraão, de Isaque e de Israel; para que ele se volte para o restante de vós que escapou da mão dos reis da Assíria.“ (2 Cr 30:6)

Entre os de Israel que atenderam ao convite se destacam os de Aser, Manasses, Zebulom (2 Cr 30:11), Efraim, e Issacar (2 Cr 30:18). Muitos, no entanto, rejeitaram o convite (2 Cr 30:10), mesmo depois de haverem sido assolados pelo rei da Assíria.

No Anno Mundi 3181, conforme 2 Rs 18:13: no 14º ano de Ezequias, 8 anos depois de destruir Israel, Senaqueribe, rei da Assíria, invadiu Judá e tomou suas cidades fortificadas.

Entre outras razões, invadiu Judá para prevenir uma possível aliança entre Ezequias e o rei do Egito, conforme sugere 2 Rs 18:21: “Eis que agora tu confias naquele bordão de cana quebrada, no Egito, no qual, se alguém se encostar, entrar-lhe-á pela mão e a furará; assim é Faraó, rei do Egito, para com todos os que nele confiam.”

Corrobora com isto o fato registrado em 2 Rs 18:14, onde Ezequias por alguma razão reconhece que errou, o que pode ser entendido como uma tentativa de se aliar de fato ao Egito: “Então Ezequias, rei de Judá, enviou ao rei da Assíria, a Laquis, dizendo: Pequei; retira-te de mim; tudo o que me impuseres suportarei. Então o rei da Assíria impôs a Ezequias, rei de Judá, trezentos talentos de prata e trinta talentos de ouro.”

Ezequias concordou por decorrência disto em pagar tributos a Senaqueribe, retirando ouro e prata da Casa de Deus (2 Rs 18:14-16).

Mesmo assim Senaqueribe manteve seus planos de tomar Jerusalém.

Ezequias orou a este respeito e foi atendido (2 Rs 19:19-20). A ação direta de Deus fez destruir o exército assírio. Senaqueribe foi obrigado a retornar a Níneve onde foi morto pelos próprios filhos (2 Rs 19:35-37).

Depois disto Ezequias adoeceu de morte (2 Rs 20:1) e Deus lhe acrescentou 15 anos de vida (2 Rs 20:6).

O epsódio referente à invasão de Senaqueribe se encontra igualmente documentado no chamado Prisma de Senaqueribe, onde este rei fez registrar o acontecimento segundo a sua ótica parcial.

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Oséias – 19º rei de Israel – 9 anos – 730 AC a 722 AC

Anno Mundi 3166 a 3174 A.M. – (2 Rs 15:30 e 2 Rs 17:1)

Referência Bíblica
“No ano duodécimo de Acaz, rei de Judá, começou a reinar Oséias, filho de Elá, e reinou sobre Israel, em Samaria, nove anos.” (2 Rs 17:1)

Oséias é o 19º e último rei de Israel. Em seu 7º ano de reinado, Salmaneser, rei da Assíria, sitiou a Samaria e combateu contra ela por três anos até que a tomou no 9º ano de Oseias e levou todo o povo cativo para o exílio.

Trouxe para lá, em lugar dos que levara, de acordo com 2 Rs 17:24, povos da Babilônia, para habitar a Samaria. Entre os povos relacionados no texto bíblico, gente de “Cuta, de Ava, de Hamate e Sefarvaim”, dos quais convém destacar os de Cuta.

Deviam ser os mais proeminentes entre todos os que vieram, pois Flavio Josefo os destaca como sendo os chutenses, povo de Chut, uma província da Pérsia que tem este nome por estar às margens de um rio com o mesmo nome. Josefo sempre que se refere à gente da Samaria os chama de chutenses. (História dos Hebreus, Vol. 3, Pag. 217).

Datas
1 – Há duas referências distintas para o início de Oséias: 2 Rs 15:30 nos informa que foi no 20º ano de Jotão, e 2 Rs 17:1 que foi no 12º de Acaz.

2 – Temos, portanto, que o 20º ano de Jotão e o 12º de Acaz são o mesmo ano, referindo-se desta maneira ao Anno Mundi 3166.

3 – Se 3166 equivale ao 1º ano de Oséias, sabemos desta forma que ele veio a reinar até o Anno Mundi 3174 na queda da Samaria.

Co-regência Peca – Oséias – 4 anos – 730 AC a 727 AC
1 – A intersecção das datas de Peca e Oséias nos revelam que co-reinaram por 4 anos.

2 – De acordo com 2 Rs 15: 29 “Nos dias de Peca, rei de Israel, veio Tiglate-Pileser, rei da Assíria, e tomou a Ljom, a Abel-Bete-Maaca, a Janoa, e a Quedes, a Hazor, a Gileade, e a Galiléia, e a toda a terra de Naftali, e os levou à Assíria.”

Este fato ocorreu por volta do 17º ano de Peca, e é a provável razão pela qual Peca concordou em ceder a co-regência de Israel para Oséias, governando com este por 4 anos.

3 – O verso 30 de 2 Rs nos diz que “Oséias, filho de Elá, conspirou contra Peca, filho de Remalias, e o feriu, e o matou, e reinou em seu lugar, no vigésimo ano de Jotão, filho de Uzias.”

4- Acaz assume no ano 17 de Peca, que seria o 16º e último ano de Jotão, seu pai.

5 – Como vimos, Jotão reinou um total de 20 anos, sendo 4 com Uzias e 16 sozinho. São, portanto, os anos 16 e 20 de Jotão o mesmo ano e também, por sincronismo, o 17º ano de Peca.

6 – Sendo este ano o 20º de Jotão, é por conseguinte o ano em que Oseias iniciou seu reinado de 9 anos.

7 – Temos, portanto, que no mesmo ano, morreu Jotão, sendo sucedido por Acaz em Judá, e em Israel Oséias começou a co-reinar com Peca em seu 17º ano.

8 – Embora pareça uma situação complicada, é absolutamente exata, pois as datas expostas estão sincronizadas a partir do ano 52 de Azarias, o que não deixa margem para erro ou outra alternativa de sincronismo do governo de Oséias.

9 – Tentando sincronizar o início de Oséias com o 20º ano de Peca, faz cancelar os 4 anos de co-reinado de Jotão com Azarias, bem como estende o reinado de Jotão para vinte anos sem os 4 de co-regência com seu pai.

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Acaz – 11º rei de Judá – 16 anos – 741 AC a 726 AC

Anno Mundi 3155 a 3170 A.M. – (2 Rs 16:1)

Referências Bíblicas
“No ano dezessete de Peca, filho de Remalias, começou a reinar Acaz, filho de Jotão, rei de Judá.” (2 Rs 16:1)

“E Oséias, filho de Elá, conspirou contra Peca, filho de Remalias, e o feriu, e o matou, e reinou em seu lugar, no vigésimo ano de Jotão, filho de Uzias.” (2 Rs 15:30)

“No ano duodécimo de Acaz, rei de Judá, começou a reinar Oséias, filho de Elá, e reinou sobre Israel, em Samaria, nove anos.” (2 Rs 17:1)

De acordo com 2 Rs 16:1 Acaz começou a reinar no ano 17 de Peca, rei de Israel, no Anno Mundi 3166, mesmo ano da morte de Jotão, rei de Judá. Jotão, que conforme vimos reinou 16 anos, que acrescidos do co-reinado com seu pai Azarias, totalizam 20 anos de governo.

Há, portanto, neste ano um sincronismo de datas que o faz coincidir o início do reinado de Oseias (20º de Jotão), ou mais propriamente seu co-reinado com Peca.

Conclui-se que o 20º ano de Jotão, que é também seu 16º ano de governo, coincide com o 12º de Acaz, que por sua vez coincidem com o primeiro ano de Oséias, de seu co-reinado com Peca.

Co-reinado Jotão – Acaz – 12 anos – 741 AC a 730 AC
1 – No Anno Mundi 3166 coincidem, portanto, o 16º ano de Jotão, o 20º ano de Jotão e 12º ano de Acaz e o 1º ano de Oséias.

2 – Como Acaz reinou 16 anos (2 Rs 16:2), concluímos que reinou mais 4 anos depois deste sincronismo, até, portanto, o Anno Mundi 3170.

3 – Da mesma maneira, retroagindo-se 12 anos a partir de 3166 (12º de Acaz), chegamos ao início de seu reinado no Anno Mundi 3155. Reinou, portanto entre os anos 3155 A.M. e 3170 A.M.

4 – Como Jotão, seu pai, faleceu em 3166 A.M., conclui-se que co-reinaram 12 anos entre 3155 A.M. e 3166 A.M.

Acaz reinou sozinho no ano seguinte à morte de Jotão, e co-reinou com Ezequias, seu filho, nos três últimos anos de seu reinado, conforme veremos adiante.

Construiu o relógio de Acaz, sobre o qual nada se fala em suas crônicas. Através deste relógio Deus deu a Ezequias um sinal confirmando sua cura (2 Rs 20:11).

Acaz foi um mau rei, e conforme 2 Rs 16:3 “até a seu filho fez passar pelo fogo, segundo as abominações dos gentios que o Senhor lançara fora de diante dos filhos de Israel”.

Durante seu governo, reinaram sobre Israel Peca e Oseias.

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Jotão – 10º rei de Judá – 16 / 20 anos – 749 AC a 730 AC

Anno Mundi 3147 a 3166 A.M. – (2 Rs 15:32-33)

Referência Bíblica
“E o Senhor feriu o rei (Azarias), e ficou leproso até ao dia da sua morte; e habitou numa casa separada; porém Jotão, filho do rei, tinha o cargo da casa, julgando o povo da terra.” (2 Rs 15:5)

“No ano segundo de Peca, filho de Remalias, rei de Israel, começou a reinar Jotão, filho de Uzias, rei de Judá.33 Tinha vinte e cinco anos de idade quando começou a reinar, e reinou dezesseis anos em Jerusalém; e era o nome de sua mãe Jerusa, filha de Zadoque.” (2 Rs 15:32)

Co-regência Azarias – Jotão – 4 anos – 749 AC a 746 AC
1 – Jotão começou a reinar no 2° ano de Peca, ou seja, no Anno Mundi 3151, conforme 2 Rs 15:32-33.

2 – Jotão reinou 16 anos, entre os anos 3151 A.M. e 3166 A.M.

3 – Conforme já vimos, co-reinou mais 4 anos com seu pai Azarias além dos 16 anos de seu reinado, que é o que nos informa 2 Rs 15:30: “E Oséias, filho de Elá, conspirou contra Peca, filho de Remalias, e o feriu, e o matou, e reinou em seu lugar, no vigésimo ano de Jotão, filho de Uzias”. Conforme já vimos em Azarias, é este verso que nos esclarece que a co-regência de 4 anos de Jotão com Uzias.

4 – Depois disto reinou sozinho 4 anos e voltou a co-reinar com seu filho Acaz, conforme veremos mais adiante, por um período de 12 anos.

Durante seu governo reinaram em Israel Menaem, Pecaias, Peca e Oséias.

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Peca – 18º rei de Israel – 20 anos – 746 AC a 727 AC

Anno Mundi 3150 a 3169 A.M. – (2 Rs 15:27-28)

Referência Bíblica
“No ano cinqüenta e dois de Azarias, rei de Judá, começou a reinar Peca, filho de Remalias, sobre Israel, em Samaria, e reinou vinte anos.” (2 Rs 15:27)

De acordo com 2 Rs 15:27-28 Peca começou seu reinado no ano 52 de Azarias (ano de sua morte), e reinou 20 anos, entre 3150 A.M. e 3169 A.M.

Conforme veremos na cronologia de Oseias, sucessor de Peca, estes dois co-reinaram por 4 anos. No quarto ano do co-reinado, Oseias matou Peca e reinou em seu lugar (2 Rs 15:30).

Durante seu governo reinaram em Judá Azarias, Jotão, Acaz e Ezequias.

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