Um anticristo gay vai levar o mundo à destruição

O recente “quase-desfecho” da guerra da Síria traz em si um enredo de cinema, daqueles em que se invertem os papéis e a plateia inteligente conclui que afinal o bandido era o mocinho e o mocinho o bandido. A outra plateia nunca percebe.

Ao fim de três anos de conflito ficou claro que os Estados Unidos financiaram e continuam financiando grupos terroristas para atingir seus propósitos econômicos: Al-Qaeda, Al-Nusra, Estado Islâmico e as centenas de franquias terroristas que se espalham pelo mundo, notadamente no oriente médio e África, foram concebidas, armadas e financiadas pela América e seus satélites capachos, particularmente Inglaterra e França, os dois que não abrem mão da ribalta, ainda que na condição de lambe-botas.

No caso específico da Síria, os russos entraram em cena, derrotaram os grupos terroristas que fazem oposição a Assad, e saíram, devolvendo assim o país aos seus legítimos donos, demonstrando clara e propositadamente o contrário da prática da política externa norte-americana, que em supostas investidas democráticas, entram em países que dizem querer libertar das mãos de governantes opressores, mas dali não saem nunca mais.

Uma entrevista do General americano Wesley Clark à jornalista Amy Goodman lança luzes na história recente, não só destes conflitos, como também explica a real situação econômica do mundo. O homem não é pouca coisa: general de quatro estrelas, foi comandante da OTAM durante a guerra do Kosovo, e postulante a candidato à presidência dos Estados Unidos em 2004 pelo Partido Democrata.

Conforme a entrevista (que está disponível no YouTube), o general Clark informa que esteve no Pentágono por volta de 20 de setembro de 2001, dez dias depois do atendado às torres gêmeas em Nova Iorque. Um de seus antigos colaboradores o chamou em particular e revelou que na altura a administração Bush-Cheney já havia decidido ir à guerra contra o Iraque. Admirado ele perguntou por qual razão, ao que seu antigo comandado respondeu que não sabia.

Passam-se  algumas semanas e ao retornar ao Pentágono procura o colega e indaga se os planos de invadir o Iraque permaneciam. Pior, disse o amigo: o governo decidiu invadir sete países nos cinco próximos anos: Iraque, Síria, Líbia, Líbano, Sudão, Somália, e Irã.

Visto do presente, a coisa não só não funcionou de acordo com o plano ambicioso, como também os EUA não desistiram de seu propósito inicial.

Como se constata, os três primeiros países foram de fato invadidos, e há desde 2017 indícios de tentativa de ocupação americana da Somália. Houve também em 2017 uma tentativa de golpe branco no Líbano, cuja desestabilização ficou a cargo dos sauditas, também envolvidos numa guerra sangrenta no Yemem.

O fato é que a entrada dos russos na guerra da Síria, atendendo o pedido de ajuda do presidente Bashar Al Assad, não só complicou a situação, como impos uma derrota vexatória aos americanos e seus grupos terroristas.

Hoje, 2018, não é ainda possível afirmar que a Síria voltou a pertencer aos sírios, porque os Estados Unidos e seus aliados não desistiram de derrubar Assad. Veja que a França, nas palavras do presidente Emmanuel Macron, afirmou que a se confirmar o suposto uso de armas químicas contra civis, justificaria um ataque da França ao território sírio. A Síria não possui armas químicas, assim como Sadam Hussein não tinha armas de destruição em massa.

Este tabuleiro de xadrez em que se joga desde 2001 parecia apontar para uma explicação simples: a América e aliados pretendiam controlar as principais fontes produtoras de petróleo neste curto espaço de tempo, questão de domínio energético. Mas hoje, à luz de informações mais precisas sobre a economia global pode-se chegar a uma conclusão mais precisa. Trata-se de salvar o petrodólar: Controlar os países exportadores de petróleo garante a sobrevida do dólar.

A economia americana está falida e sua moeda já não é uma referência confiável para lastrear os mercados internacionais.

As reservas mundiais de dólar se agrupam em três grandes blocos: 1 – A cota de dólares no SDR do Fundo Monetário Internacional, quer seja, perto de 40% das reservas cambiais do FMI; 2 – As reservas cambiais que todos os países importadores de petróleo necessitam manter para pagar suas importações de petróleo (são estes os petrodólares); 3 – As emissões do próprio tesouro americano.

Há que se considerar também as reservas clandestinas mantidas em espécie pelo narcotráfico, pelas agências de inteligência de diversos países, pelo crime organizado, e pela evasão de divisas depositadas clandestinamente em paraísos fiscais por empresas e políticos corruptos.

Um caso recente investigado pelo congresso americano procurava esclarecer o desaparecimento de 9 trilhões de dólares impressos pelo FED, o banco central americano, sem que ninguém tivesse a menor ideia de onde foi parar esta fábula de dinheiro. O montante equivale a mais de três anos de PIB do Brasil, a oitava economia do mundo. Imprimiram e ninguém sabe onde foi parar.

Oficialmente a dívida americana está calculada em torno de 20 trilhões de dólares, o que nem de perto retrata a verdade. Ninguém sabe ao certo quanto de dólar existe hoje no mundo, mas supõem alguns economistas que com este dinheiro seria possível comprar todos os bens do planeta e sobraria ainda o suficiente para se comprar mais dois planetas iguais ao nosso.

Dólar é dinheiro falso, porque não é lastreado em nada. Em 1944, quase ao final da segunda guerra, o acordo de Bretton Woods impos o dólar como moeda universal. Na altura as emissões de dólar eram lastreadas por ouro. O Federal Reserve emitia papel-moeda equivalente às reservas de ouro depositadas no Fort Knox.

Com as aventuras militares dos EUA na Coreia, nos anos 50, e posteriormente no Vietnam, as emissões de dólares saíram do controle. Tendo a impressora em casa, passaram a imprimir o necessário para custear seus gastos militares sem qualquer controle.

Pela regra de Bretton Woods, se um país tivesse excedente de dólares na sua balança comercial poderia ir ao Fort Knox e resgatar o equivalente em ouro, o que a França, Itália e outros países europeus passaram a fazer. Não havendo ouro suficiente para recomprar tantos dólares, o presidente Richard Nixon vetou unilateralmente em 1971 este direito e desde então o dólar passou a ser uma moeda fiduciária, ou seja, passou a ter o valor equivalente à confiança do mercado na seriedade da América. Imagine a confiabilidade do dólar hoje, custeando, cinquenta anos depois de tantos abusos, guerras e programas de expansão militar em todos os continentes.

Serguei Lavrov, ministro das relações exteriores da Rússia, numa recente visita à Síria fez um pronunciamento muito interessante: Disse com todas as letras que é o caso dos EUA se darem conta de que o mundo hoje não pertence a um único dono, mas é, sim, um mundo multi-polarizado.

Lavrov é uma das pessoas mais influentes do mundo e evidentemente não se sabe com certeza a qual multipolarização se refere, mas possivelmente identifica minimamente a Rússia, a China, a Alemanha e evidentemente os próprios EUA como as principais potências a influenciar o mundo. Poder-se-ia incluir ao grupo Japão, Inglaterra e França num grau de influência menor, e num futuro breve, por força da realidade econômica, a Índia.

Rússia EUA
China Alemanha
Japão Inglaterra
India França

Agrupando oriente e ocidente, a nova realidade geopolítica sugere um certo equilíbrio, mas talvez seja apenas aparente. Os blocos sobre a influência sino-russa são tanto do ponto de vista econômico, quanto demográfico, mais importantes. Além da Eurásia, China e Rússia lideram os BRICS, que somados ao resto, totalizam 57% da população mundial.

Embora parte desta equação seja especulativa, a verdade é que já vivemos num mundo multipolarizado, muito próximo da realidade exposta em Apocalipse 13, que dá conta do surgimento do último império a se manifestar sobre a terra.

Apocalipse o descreve de forma alegórica como uma besta fera de “sete cabeças e dez chifres, e sobre os seus chifres dez diademas, e sobre as suas cabeças um nome de blasfêmia”.

Num mundo tão racional e materialista como o que vivemos há que se convir que falar em bestas com chifres confere aparência de ignorância a qualquer afirmação. Pior que isto, ridiculariza qualquer afirmação. Mas desculpem os racionais, porque a realidade não tem nada a ver com o que o homem acha, e tudo a ver com a soberania de Deus na condução da história. É justamente por isto, pela pretensão de querer saber mais que Deus que a maioria será surpreendida com o que está por vir muito em breve.

Veja que o humanismo como corrente de pensamento é algo tão irracional que há pessoas que ainda acham que as coisas irão melhorar.

Já não é privilégio dos mais velhos constatar que há muito tempo as coisas só pioram ano após ano. Evidentemente por serem mais velhos tiveram mais tempo de observar a história recente, mas hoje, mesmo uma pessoa nos seus 30 anos tem informação suficiente para perceber que nada melhora, só faz piorar.

Não é possível afirmar que as potências mundiais descritas anteriormente sejam tal e qual as mencionadas em Ap 13. Podem não ser tal e qual, mas a maioria delas é certamente parte desta nova realidade. O vilão da história não será a Rússia ou a China , mas uma coalizão de forças, conforme descrito no Apocalipse.

Do entendimento entre elas surgirá o anticristo, o patético líder que conduzirá bilhões à sua própria destruição. Não será um russo, nem chines, nem americano, nem alemão, mas um judeu, e conforme sugere o Profeta Daniel, ateu e gay. (Daniel 11: 37)

Um ateu gay vai conduzir o mundo para a destruição.

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Ainda não é o fim – os Falsos Profetas

E Jesus, respondendo, disse-lhes: Acautelai-vos, que ninguém vos engane; Porque muitos virão em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo; e enganarão a muitos….E surgirão muitos falsos profetas, e enganarão a muitos.” (Mateus 24:4-14)

Antes de qualquer coisa, o sinal mais destacado da proximidade da volta de Jesus não são as guerras e terremotos, mas o fato claríssimo que virão enganadores usando seu nome. São falsos profetas, no sentido de que usam o nome de Deus, mas não falam por Deus. Jesus adverte que enganarão a muitos.

O falecido pastor Aníbal Pereira dos Reis costumava dizer que este é o mais importante sinal da volta de Jesus, porque enquanto os demais sinais necessitam de informação imparcial acerca do que acontece no mundo para serem reconhecidos, este necessita tão-somente que se analise o que supostamente fala em nome de Deus pelos frutos que produz.

Trata-se aqui dos que enganam a muitos, como se vê no tempo presente, e de tal maneira que é difícil entender com alguns crentes consigam identificar um Silas Malafaia, por exemplo, como cristão. Em situação igual ou pior que estes se encontram os que chamam de irmãos em Cristo tipos vulgares como Valdomiro Santiago, Marcos Feliciano, Rene Terra Nova, R.R. Soares, o português Jorge Tadeu da Maná, o casal Hernandes, Edir Macedo, Joyce Meyer, Joel Osteen, Benny Hinn, Kennet Copeland, Rick Warren, Creffo Dollar, entre outros encostos que usam o nome de Cristo. Não quero ser injusto com ninguém, então me perdoem os que ficaram de fora, porque a lista é interminável, e é interminável justamente porque é o tempo desta gente.

Me impressiona sobremaneira, não a fragilidade espiritual, mas, desculpem, a imbecilidade dos seguidores destes e de outras figuras igualmente abjetas que orbitam o dito mundo evangélico. Há até admiradores de padres e papas. Pobres seguidores.

Salomão disse uma coisa muito certa no Eclesiastes 1:10: “não há nada de novo no mundo, tudo Já foi nos séculos passados”.

É tão verdade isto, que proponho tomar o livro de Jeremias para explicar quem são estes traidores do Evangelho. É bem verdade que o Profeta não falou exatamente deles em seus escritos, mas também é verdade que ele identifica semelhanças incríveis entre os profetas de Baal daquele tempo e os vendilhões da fé do tempo presente.

Por cerca de 20 anos, entre os 13° ano de Josias até a queda de Jerusalém, Jeremias pregou abertamente os pecados de Judá, não só a idolatria, o principal pecado do povo, mas a depravação dos costumes, porque, era uma sociedade obcecada por sexo, dada a prostituição e ao adultério (Jer 5:7-9), marcada pela ganância (6:13) e insensível à justiça social, igualzinho à nossa.

Mas no tangente à questão da idolatria, que no caso de Judá foi trocar Deus por Baal, no tempo presente trocam Cristo por Mamon, o deus do dinheiro, cuja melhor representação de sucesso são eles próprios, pregadores milionários à custa da estupidez de seus seguidores.

Deles, Jeremias diz o seguinte: “Nos profetas de Samaria bem vi loucura; profetizavam da parte de Baal, e faziam errar o meu povo Israel. Mas nos profetas de Jerusalém vejo uma coisa horrenda: cometem adultérios, e andam com falsidade, e fortalecem as mãos dos malfeitores, para que não se convertam da sua maldade; eles têm-se tornado para mim como Sodoma, e os seus moradores como Gomorra.” (Jr 23:13-14)

Em Jr 23:16 é Deus quem adverte o povo: “Não deis ouvidos às palavras dos profetas, que entre vós profetizam; fazem-vos desvanecer; falam da visão do seu coração, não da boca do SENHOR.”

Jeremias disse que aqueles costumavam dizer: “sonhei, sonhei” (Jr 23:25), mas estes, muito mais atrevidos dizem “o senhor me revelou tal coisa”, e escarram falsas profecias com a mesma facilidade com que respiram.

Jeremias indaga: “Até quando sucederá isso no coração dos profetas que profetizam mentiras, e que só profetizam do engano do seu coração?”

É Deus quem responde a pergunta: “Eis que eu sou contra os profetas, diz o SENHOR, que usam de sua própria linguagem, e dizem: Ele disse. Eis que eu sou contra os que profetizam sonhos mentirosos, diz o SENHOR, e os contam, e fazem errar o meu povo com as suas mentiras e com as suas leviandades; pois eu não os enviei, nem lhes dei ordem; e não trouxeram proveito algum a este povo, diz o SENHOR.” (Jr 26:31-32)

Este pessoal é do ramo, porque não sai uma frase da boca de qualquer deles sem que se mencione a palavra dinheiro. O deus deles tem um apetite insaciável por grana. Troca bênçãos por vantagens materiais; Só atende pedidos com pagamento adiantado; Aceita, inclusive, cheque pré-datado.

Sabe o Nietzsche, o pai da filosofia anticristã? Ele definiu numa frase irretocável quem é esta gente: “Onde bebe a canalha as fontes foram contaminadas. Mas quando chamam de sonhos seus pensamentos imundos, conspurcam também as palavras”. Foi mais ou menos isto que ele disse.

A punição de Deus sobre aquela gente veio imediatamente depois da sentença do Profeta? Não, veio somente depois de muito tempo. Mas quando chegou o dia do acerto de contas o castigo foi imensamente pesado.

Há uma coisa interessante na questão do exílio de Judá que não é levada em conta. Nós falamos do exílio como a punição mais pesada que veio sobre o povo, mas na verdade foi a mais leve de todas.

A somatória de todas as pessoas levadas por Nabucodonosor para a Babilônia não chega a 15 mil. Imagine que hoje, por exemplo, um pequeno país como a Namíbia, 2,4 milhões de habitantes, fosse invadido por um inimigo que levasse para o exílio 15 mil pessoas; O que isto significaria na prática? Não significaria nada. Dependendo de quem fosse levado até melhoraria as condições da vida nacional.

Mas o fato é que quando 15 mil judeus foram levados cativos, significa que estes 15 mil eram tudo o que restava que fosse aproveitável como mão-de-obra escrava. A esmagadora maioria dos habitantes de Judá morreu pela fome, ou pela peste, ou pela espada. Não houve sequer quem os enterrasse. Apodreceram no chão em que caíram, e os poucos que foram levados cativos são os que se renderam ao inimigo, conforme se lê em Jr 21:9: “O que ficar nesta cidade há de morrer à espada, ou de fome, ou de pestilência; mas o que sair, e se render aos caldeus, que vos têm cercado, viverá, e terá a sua vida por despojo.”

Isto quer dizer que será este o destino destes enganadores? Claro que não. Será pior que isto, porque foi Jesus quem disse: “Ai do mundo, por causa dos escândalos; porque é mister que venham escândalos, mas ai daquele homem por quem o escândalo vem!” (Mateus 18:7)

Veja aí se tem alguma chance de você estar entre os enganados. Tomara que não.

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11 de Setembro de 2001

Existem as eras históricas: Pré-história, Idade Antiga, Idade Média, Idade Moderna, e a atual, a Idade Contemporânea.

Na classificação que virá a seguir seria talvez justo chamar o nosso tempo de Idade Tecnológica, afinal, depois da descoberta dos supercondutores nos anos 80, o mundo ingressou numa era de progresso tecnológico nunca antes imaginada. O conhecimento acumulado dobra a cada cinco anos.

Mas será conhecida por Nova Ordem Mundial, ou qualquer coisa do gênero, cujo início não datará da criação dos supercondutores que permitiram a criação de computadores poderosos, mas do 11 de Setembro de 2001. O 11 de Setembro, portanto, não diz respeito ao nosso passado, mas nosso futuro. Não somente da América, mas de todo mundo.

Não sei se você ainda vê o atentado da forma como ele foi vendido? Quatro aviões sequestrados por 19 terroristas muçulmanos liderados por Bin Laden, chefe da Al-Qaeda, dois deles jogados contra as Torres Gêmeas, um no Pentágono, e outro que veio a cair na Pensilvânia, que segundo dizem, tinha a Casa Branca ou o Capitólio como alvo.

Primeiro foram 5 atos terroristas, incluindo a queda do WTC 7 por volta das 17 horas do mesmo dia. Desabou um prédio de 47 andares, anexo às torres, sem que tenha sido atingido por nada. Começou um incêndio leve por volta das 15 horas e às 17 desabou em queda livre. A imprensa mal divulgou o fato.

Segundo, sobre a queda do avião na Pensilvânia, voo 93 da United Airlines, com 7 tripulantes e 33 passageiros, o tal que iria para o capitólio ou para a Casa Branca, sabe-se com certeza o seguinte: não havia nenhum avião no local da queda, e consequentemente não foi encontrado nenhum corpo, nem nada que identificasse destroços de uma aeronave, como turbinas, pedaços de asas, bancos, bagagens, caixa preta, nada. Apenas um buraco no chão.

Terceiro, no caso do Pentágono, supostamente atingido pelo voo 77 da American Airlines, com 6 tripulantes e 53 passageiros, a mesma coisa. Foi atacado sem qualquer reação de defesa o prédio mais seguro do mundo por alguma coisa que não era um avião. Não se achou destroços, caixa preta, corpos, bagagens, nada que lembrasse um acidente aéreo. Ficou apenas um buraco enorme no muro.

Quarto, o voo 11 da American Airlines, com 11 tripulantes e 76 passageiros, atingiu a Torre Norte do WTC às 8:46 horas. Existe apenas uma filmagem do impacto, feita por bombeiros que trabalhavam na redondeza, onde dificilmente se vê com clareza qualquer avião. Parece muito mais um trabalho mal feito de editoração gráfica. De real ali só tem a explosão de alguma coisa.

Quinto, o voo 175 da United Airlines, com 9 tripulantes e 51 passageiros, atingiu a Torre Sul do WTC às 9:03 horas. Há várias filmagens, uma delas, da CNN, que mostra o mergulho aterrorizante de um avião contra o prédio.

Passada a comoção do evento as pessoas começaram a se perguntar sobre várias coisas inexplicáveis ocorridas aquele dia, uma delas que dá conta, segundo uma matéria da BBC de Londres publicada em 23 mês de setembro de 2001, que vários dos supostos terroristas estavam vivos. Também o jornal londrino Guardian publicou em 2002 uma entrevista com o pai de Mohammed Atta, suposto líder do grupo que sequestrou o voo 11 da AA. Seu filho, segundo ele, estava vivo e escondido por medo de ser assassinado.

Um parêntesis: Benazir Bhutto, duas vezes primeira-ministra do Paquistão, foi assassinada em dezembro de 2007 durante uma campanha eleitoral. Dois meses antes de seu assassinato ela havia saído ilesa de um atentado em Carachi, em consequência do qual 139 pessoas morreram. Por conta deste primeiro atentado ela deu uma entrevista à TV (está no Youtube), acusando várias pessoas que participaram desta tentativa frustrada de assassina-la, entre elas, Omar Sheikh, que segundo Benazir, seria o homem que teria assassinado Bin Laden.

Mas Bin Laden só foi dado como morto em 2011, conforme anúncio bombástico do presidente Barack Obama. A verdade é que quando Obama anunciou sua morte ele já estava morto há tempos. Especula-se, conforme matérias da BBC e da própria Fox News, que ele teria morrido em dezembro de 2001, no mesmo ano do atentado. Desta maneira, alguém teria lembrado Obama que seria bom matar oficialmente Bin Laden, até porque na altura ninguém mais aguentava ouvir falar que ele era o responsável por todas as mazelas do mundo.

Mas voltemos à principal questão levantada: Como é possível que torres suportadas por estrutura de aço poderiam desabar em queda livre com duas horas de incêndio? Seriam os três únicos casos da história da construção civil, e todos no mesmo dia. Nenhum prédio construído sobre aço jamais desabou em consequência de um incêndio.

Mas houve a colisão de uma Boing 767, o que não é pouca coisa. Mas as torres foram construídas levando em conta esta possibilidade, porque 25 anos antes de ser construído o WTC, quando o Empire State era erguido em 1945, um avião militar B-25 se chocou contra o prédio na altura do  78º andar por causa de um nevoeiro sobre a cidade. Não aconteceu nada. Retiram os destroços, repararam os danos, a construção continuou, e o prédio está lá até hoje. Os engenheiros do WTC levaram isto em consideração quando projetaram as torres.

Centenas de estudos independentes executados por peritos em engenharia, entre os quais a Associação Americana de Engenheiros e Arquitetos, concluíram que as 3 torres foram implodidas. Foi isto que as trouxe abaixo em queda livre: uma implosão controlada.

Mas como seria possível aos terroristas da Al-Qaeda ingressarem nos prédios e não só isto, como poderiam, de posse das plantas, colocarem os explosivos em lugares absolutamente precisos sem serem notados? Não seria, ainda mais levando em conta que segundo os especialistas seriam necessárias 100 toneladas de nano termite para colocar abaixo as 3 torres.

Vi muitas entrevistas sobre familiares das vítimas que estavam nos aviões, uma delas, sobre um jovem chamado Jeremy Glick que estava no voo 93 da United que supostamente caiu na Pensilvânia. Como já foi dito não encontraram nenhum destroço de nenhum dos aviões. No caso deste voo em particular, por ter caído num local aberto, é fácil reconhecer que havia somente um buraco no chão. Não havia corpos nem nada que lembrasse um acidente aéreo. Mas desapareceram Jeremy, assim como os demais passageiros.

Mas se o avião não caiu, o que aconteceu com ele e com os demais? Vários pesquisadores chegaram à conclusão que todos os quatro voos pousaram e todos os passageiros foram assassinados, alguns depois de forçados a fazer ligações para familiares dizendo que estavam sendo vítimas de um sequestro. Acha absurdo? Fantasioso? Eu também achei quando li. Hoje já não acho.

A história do atentado está cheia de estudos disponíveis na internet, e não é nossa intenção aqui provar o fato dando detalhes de cada coisa que foi descoberta, apenas destacar a conclusão de todos: o atentado teve a participação do próprio governo americano. Gente séria chegou a esta conclusão, e os primeiros a divulga-la foram assassinados, e continuam sendo mortas pessoas, centenas de pessoas. A imprensa oficial se manteve e se mantém calada sobre o assunto.

A mesma gente que assassinou o presidente John Kennedy em 1963 fez o trabalho sujo de 11 de Setembro. Como consequência do atentado, direitos e liberdades civis dentro dos EUA foram suspensas. Revistas humilhantes em todos os aeroportos do mundo foram impostas e sobre o pretexto de segurança nacional a liberdade de expressão foi suprimida nos EUA e na Europa.

Você já percebeu que qualquer ato de insanidade perpetrado por um maluco que atropela pessoas na rua é rotulado de terrorismo? Que tem sempre uma franquia terrorista para reivindicar o atentado? Percebeu que há hoje leis que são universais e que a pretexto de proteger minorias não têm outro efeito senão disseminar o ódio? Percebeu como a ordem natural da vida instituída por Deus foi subvertida de uma hora para a outra? Que onde Deus disse homem e mulher pode ser lido homem e homem ou mulher e mulher? Como as famílias veem sendo destruídas no seu propósito fundamental? Como as crianças têm sido ensinadas que têm o direito de decidir o gênero que terão conforme sua conveniência? Que o salário mensal de um trabalhador no terceiro mundo vale menos que um cartucho de tinta de uma impressora HP?

Leio uma notícia no site Gopspelmais de 2 de Outubro de 2017. Reproduzo um trecho: “Uma lei aprovada recentemente por ampla maioria definiu que pais que não aceitarem a ideologia de gênero perderão a guarda dos filhos. A polêmica lei despertou enorme preocupação em cristãos em geral, que veem na medida uma forma de imposição e abuso de autoridade. A lei foi aprovada na província de Ontário, no Canadá, por 63 votos contra 23, e cria condições para que o Estado intervenha nas famílias contrárias à ideologia de gênero e tomem as crianças que venham apresentar confusão quando à sua identidade em relação ao sexo biológico, se os pais não aceitarem submete-las a um tratamento para mudança de gênero.”

É este o carater do império que assumirá em breve o controle do mundo. É o mesmo que assassinou os trabalhadores das torres em suas mesas num dia ensolarado de outono. Matou propositalmente dezenas de bombeiros que subiam a pé as escadarias dos prédios na intenção de salvar vidas. O que você espera deste monstro quando vier a nos governar? Justiça social? Segurança?

Tudo isto tem a mesma origem, o inferno. O Apocalipse diz que o próprio diabo daria a este império o seu poder. Comprova-se que de fato deu.

Sabe que da minha parte, vez por outra, quando eu leio notícias absurdas que dão conta do grau da degradação moral do homem no tempo presente, da violência, da fome, do terror, eu sempre me incluo na culpabilidade de todas estas coisas. Sabe por que? Porque quando eu volto pra casa, todos os dias, a pergunta que me faço é se eu agi como Jesus teria agido se estivesse no meu lugar. E a resposta é quase sempre não. E se é não, o meu pecado, por menor que tenha sido, se somou aos pecados de bilhões de pessoas naquele dia, alguns pequenos, alguns absolutamente vis, de maneira que não fiz outra coisa senão engrossar o caldo.

Então, meu irmão em Cristo, minha irmã, quando eu e você compactuamos com o pecado, por menor que ele seja, nós compactuamos com o mundo e com o estado de falência moral em que ele se encontra.

Às portas da volta do Senhor vê-se cristãos preocupados se passarão ou não pela tribulação. Outros se Deus vai abençoar suas vidas com bens materiais; outros com coisas igualmente abjetas, de maneira que pouco ou nada se pode esperar da maioria da cristandade.

Lute muito pra ficar fora disto, porque quando chegar o tempo, seremos chamados a mostrar com clareza nosso testemunho em favor do Evangelho, e muitos não o farão.

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Dois grandes eventos em nosso horizonte: a instalação de um governo global e o arrebatamento

Se durante todas as eras se falou da volta de Cristo, há hoje, em vista dos sinais que se manifestam, a impressão geral no meio cristão que não tarda o Senhor.

Não falta nada, absolutamente nada. Todas as profecias necessárias para permitir a volta de Jesus já foram cumpridas, de maneira que nada impede que o fato se consume a qualquer momento.

Há, portanto, dois grandes eventos em nosso horizonte: o arrebatamento dos crentes fiéis a Cristo, e a instalação de um governo global, sob o qual de se desenrolará a grande tribulação. Trata-se do quarto império destacado pelo Profeta Daniel, a besta descrita por João em Apocalipse 13.

De fato, consolida-se diante de nossos olhos este império, que segundo Daniel seria, e é, como podemos constatar, diferente dos que o antecederam.

Veja que se o que nos motiva é o fato, e não somente o desejo de que a volta de Jesus se consume em breve, pode-se afirmar que este império  já existe, e difere dos demais que o antecederam porque não se firma somente no poder militar, mas no poder financeiro. O mundo é hoje dominado não pelas superpotências militares, mas pelo dinheiro, a quem estas superpotências obedecem cegamente. É o poder financeiro quem controla os governos e deles se serve para expandir seus interesses.

Os mais jovens podem analisar a história recente, tendo em vista, por exemplo, os eventos posteriores a 2001, depois da queda das Torres Gêmeas em Nova Iorque, usadas pelos Estados Unidos como pretexto para invadir o Afeganistão, depor Saddam Hussein no Iraque e em seguida Muammar Kadafi na Líbia.

O objetivo destas guerras nunca foi o combate ao terrorismo, mas sim o controle do tráfico da heroína produzida no Afeganistão, e do petróleo iraquiano e líbio.

Já as gerações anteriores se lembrarão de fatos pregressos, como a deposição do ex-primeiro ministro do Irã, Mohammed Mosaddeq, em 1953, por contrariar interesses da Anglo-Iranian Oil Company, a atual BP – British Petroleum; ou de Salvador Allende, presidente do Chile, assassinado em 1973 depois de nacionalizar as riquezas do subsolo chileno, o que contrariou interesses das empresas americanas exploradoras de cobre; ou de Arbenz Guzman, presidente da Guatemala, assassinado em 1954 depois de fazer a reforma agrária que retirou da americana United Fruit Company o monopólio agrícola no país; ou de Jaime Roldós, presidente do Equador, assassinado em 1981 por se opor aos interesses das petrolíferas americanas; ou de Omar Torrijos, presidente do Panamá, também em 1981, impedindo assim que se consolidasse um acordo com os japoneses para a ampliação do Canal do Panamá. Estes fatos estão amplamente detalhados no livro “ Confissões de um Assassino Econômico” de autoria de John Perkins sobre o qual falaremos adiante.

A lista de abusos cometidos por empresas que comandam governos é interminável, e hoje (2017), se lê nos jornais o mesmo emprenho do império para derrubar os governos da Síria, Coreia do Norte e Venezuela, usando as mesmas táticas de sempre, e pior, com o apoio da maioria da maioria das pessoas comuns, porque estas formam seu juízo sobre o acontece no mundo através de jornais e noticiários das grandes emissoras de rádio e TV.

Não seja um destes que toma por verdade o que diz a mídia, porque esta expressa a sua versão do fato, e a versão é sempre condizente com o que o sistema determina. O governo venezuelano, por exemplo, é um governo medíocre, como também é medíocre o governo brasileiro. São farinha do mesmo saco, mas daí a financiar o caos interno como faz a CIA americana na Venezuela  é outra estória.

Não foi Jesus que chamou Satanás de “príncipe deste mundo”? Não foi Satanás quem ofereceu ao Senhor o poder terreno em troca de adoração? Então de que maneira a imprensa como os demais poderes não estariam em suas mãos? A mídia oficial, mídia chapa-branca, está a serviço das trevas, assim como as demais entidades que exercem poder sobre as nossas vidas.

Veja o exemplo do Brasil e de tantos outros países onde a imprensa massacra corruptos, o que é louvável, mas tudo isto não passa de um chamariz para nos deixar alheios e desinformados sobre o que realmente acontece no mundo. Diante da realidade mundial a lava-jato no Brasil, ou a mediocridade do governo venezuelano não passam de um roubo de manga no quintal do vizinho.

Para quem ainda não sabe, o mundo todo faliu. O dólar americano que controla o comércio mundial está falido. Os EUA possuem hoje uma dívida de mais de 20 trilhões de dólares. O mundo, ou seja, os bancos centrais de todos os países devem aproximadamente 250 trilhões de dólares. Imagina o que significa isto?

Veja que as crises causadas por bolhas no mercado financeiro foram crises de empresas, enquanto a atual é uma crise de governos.

Em 2008 tivemos a bolha causada pelo “subprime” americano: Bancos de investimento, agências de rating e seguradoras perpetraram à luz do dia o maior assalto a investidores já visto na história da humanidade. Mentindo a seus investidores, geraram para si  bilhões de lucro e depois se declararam insolventes, de maneira que apelaram para os governos de seus países salvá-las. E claro que salvaram.

Na transição de Bush para Obama os dois governos colocaram nas contas bancárias dos mesmos que geraram a crise cerca de 2 trilhões de dólares, trilhões com T, ou seja, roubaram uma montanha de dinheiro através de fraude planejada e receberam uma cordilheira de dólares em recompensa. Ganharam duas vezes. E quem pagou? O contribuinte americano. A mesma coisa aconteceu na Alemanha, no Japão e em vários outros países. Ficou conhecido o jargão “ grande demais para quebrar”, porque se estas empresas quebrassem, quebravam a economia do mundo.

Mas hoje a coisa é imensamente pior porque quem está quebrado desta vez são os governos, ou seja, os bancos centrais, o que nos leva a questionar: quem vai salvá-los? Ninguém, e assim está posto o pano de fundo da crise que culminará num governo mundial.

Se o dólar está falido o que irá substituí-lo no comércio internacional? Talvez o SDR (Special Drawing Right – Direito Especial de Saque) do  FMI (Fundo Monetário Internacional) venha a se transformar em unidade monetária para este propósito, ou mesmo uma cripto moeda semelhante ao bitcoin ou o ethereum. Na prática ninguém sabe, mas o que se sabe é que a falência do dólar americano e consequentemente da economia americana são inevitáveis.

A China jogou recentemente a pá de cal sobre o dólar quando lançou um substitutivo ao petrodólar, quer seja o yuan (moeda chinesa) conversível em ouro, o que significa que a China propõe pagar suas importações de petróleo em moeda nacional (yuan) conversível em ouro.

Países como Rússia, Irã, e toda SCO – (Shanghai Cooperation Organization) – Organização de Cooperação de Changai aderiram ao processo de arquitetura de um novo sistema monetário alternativo ao dólar com a anuência do FMI. A SCO é um bloco composto pela China, Rússia, Cazaquistão, Usbequistão, Tadjiquistão, e Quirguistão, e deve contar brevemente com o ingresso da Índia e do Paquistão.

Considere-se ainda que China e Rússia lideram os BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul). Somados, todos estes blocos, representam mais da metade da população do planeta, e por ser uma alternativa concreta de escapar às sanções comerciais impostas pela Secretaria de Estado americana ou pela ONU, obviamente ingressarão no coro todos os países pressionados por embargos, como Venezuela, Síria, Coreia do Norte, entre outros.

É digno de nota, no caso do Brasil, que do ponto de vista econômico o país faça parte dos BRICS por decisão do ex-presidente Lula, que se por um lado nos arranjou tantos problemas, por outro talvez tenha nos colocado, ainda que por teimosia, não no lugar certo, na hora certa, mas no lugar menos ruim, considerando a hecatombe que está por vir. O tempo dirá.

De acordo com Apocalipse 13, em breve viveremos num mundo em que ninguém poderá “comprar ou vender, senão aquele que tiver o sinal, ou o nome da besta, ou o número do seu nome.” (v 17). Como chegaremos a isto?

Primeiro, sabendo que chegaremos, porque assim diz a Palavra de Deus. Segundo prevendo que haverá um caos de tamanha proporção que permitirá uma grande aliança global de nações debaixo de uma única autoridade.

Os nacionalistas diriam que é impossível, mas os nacionalistas talvez não saibam que nacionalismo é um sentimento que nada tem a ver com a realidade. O pragmatismo do mundo financeiro nos levará a isto.

Os ingredientes do caos já estão sendo cozinhados na panela global. Antes que ele chegue a igreja de Cristo será arrebatada deste mundo. Não a igreja nominal, mas apenas os vencedores destacados nos capítulos 2 e 3 de Apocalipse. O resto fica para a tribulação.

Foi Jesus quem disse: “Assim também vós, quando virdes sucederem estas coisas, sabei que já está perto, às portas.” (Marcos 13:29).

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A Guerra dos Judeus contra os Romanos – Parte 12 – A destruição de Jerusalém

Conforme Josefo, “foram feitos prisioneiros durante esta guerra noventa e sete mil homens e o assédio de Jerusalém custou a vida a um milhão e cem mil homens, dos quais a maior parte, embora judeus de nascimento, não eram nascidos na judéia, mas lá se encontravam de todas as províncias para festejar a Páscoa e haviam ficado presos na cidade por causa da guerra.

Como não havia lugar para acomodá-los a todos, sobre¬veio a peste e logo em seguida a carestia. Pode-se julgar que era difícil que aquela cidade, sendo tão grande, estivesse de tal modo povoada, que não havia lugar para tanta gente, principalmente esses judeus vindos de fora, mas não há melhor prova para isso, do que o recenseamento feito no tempo de Céstio.

Pois esse governador, querendo dar a conhecer a Nero, que tinha tanto desprezo pelos judeus, a força de Jerusalém, rogou aos sacerdotes que contassem o povo. Eles escolheram para isso o tempo da festa da Páscoa no qual desde as nove horas até às onze, sem cessar, imola¬ram-se vítimas, cuja carne era consumida pelas famílias, que não tinham menos de dez pessoas, algumas até vinte. Concluiu-se que haviam sido imolados duzentos e cinqüenta e cinco mil e seiscentos animais, de onde, contando-se apenas dez pessoas para cada animal, teríamos dois milhões, quinhentos e cinqüenta e seis mil pessoas, purificadas e santificadas. Não eram admitidos a oferecer sacrifícios nem os leprosos, nem os que sofriam de gonorréia, nem as mulheres que estavam no tempo do incômodo que lhes é ordinário, nem os estrangeiros que, não sendo judeus de raça, não deixavam de sê-lo, por devoção a essa solenidade. Assim, aquela grande multidão que se tinha dirigido a Jerusalém, de tantos e tão diversos lugares, antes do cerco, lá se encontrou encerrada como numa prisão, quando a guerra começou.

Parece, pelo que acabo de dizer, que nenhum acidente humano, nem flagelo algum mandado por Deus, jamais causaram a ruína de um tão grande número de pessoas, como o dos que pereceram pela peste, pela fome, pelas armas e pelo fogo, durante esse cerco, ou que foram levados como escravos pelos romanos. Os solda¬dos rebuscaram até nos esgotos e nos sepulcros, onde mataram a todos os que ainda estavam vivos e desses encontraram mais de dois mil que se haviam matado uns aos outros ou a si mesmos, ou que tinham sido mortos pela fome. O mau cheiro que saía desses lugares infectados era tão grande, que vários, não podendo suportá-lo, abandonavam-no.

Assim terminou Jerusalém, no dia oito de setembro, no segundo ano do reinado de Vespasiano. Tito ordenou que destruíssem a cidade até os alicerces, com exceção de um pedaço do muro, que está do lado do ocidente, onde ele tinha determinado construir uma fortaleza e as torres de Hípicos, de Fazael e de Mariana, porque, sobrepujando a todas as outras em altura e em magnificência, ele as queria conservar para mostrar à posteridade, quão grandes foram o valor e a ciência dos romanos na guerra, para se apoderarem daquela poderosa cidade, que se tinha elevado a tal nível de glória. Essa ordem foi tão exatamente cumprida que não ficou sinal al¬gum, que mostrasse haver ali existido um centro tão populoso. Tal o fim de Jerusalém, cuja triste sorte só se pode atribuir à raiva daqueles revoltosos que atearam o fogo na guerra. (Ibid 498 – 500)

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A Guerra dos Judeus contra os Romanos – Parte 11 – Tito entra em Jerusalém

Ao mesmo tempo em que o fogo consumia o Templo os romanos matavam a todos os que encontravam. Mais proveitosa é a leitura do próprio texto de Josefo: ” Não perdoavam nem à idade, nem à condição. Os velhos e as crianças, os sacerdotes e os leigos, eram todos passa¬dos a fio de espada; todos eram envolvidos nessa matança geral e os que recorriam aos rogos não eram tratados com mais clemência do que os que tinham a coragem de se defender até o fim; o gemido dos moribundos misturava-se com o barulho do crepitar das chamas, que avançavam sempre e o incêndio de tão grande edifício, situado num lugar elevado, fazia, aos que o contemplavam de longe, pensar que toda a cidade estava sendo devorada pelas chamas.
Nada se poderia ouvir de mais horrível, do que o ruído que ecoava pelo ar, em todas as direções.

Não se pode imaginar o que faziam as legiões romanas, tomadas de furor; os gritos dos revoltosos, que se viam envolvidos de todos os lados pelas armas e pelo fogo misturavam-se com as queixas e lamentações do pobre povo, que estava no Templo e que levado pelo desespero, ao fugir, atirava-se nos braços dos inimigos; vozes confusas elevava até o céu a multidão que estava no alto do monte fronteiro ao Templo, contem¬plando o horrível espetáculo. Aqueles mesmos que a fome tinha reduzido aos extremos, aos quais a morte estava prestes a fechar os olhos para sempre, percebendo o incêndio do Templo, reuniam todas as suas forças para deplorar tão grave desgraça; os ecos dos montes vizinhos e da região que está além do Jordão multiplicavam ainda esse barulho horrível. Por mais espantoso que fosse, porém, os males que causava eram-no ainda mais. O fogo, que devorava o Templo, era tão grande e violento que parecia que o mesmo monte sobre o qual estava situado ardia todo inteiro. O sangue corria em tal quantidade que parecia querer competir com o fogo, quem se estenderia mais. O número dos mortos era muito maior que o daqueles que os sacrifica¬vam à sua cólera e vingança; toda a terra estava coberta de cadáveres; os soldados pisavam-nos, para poder continuar a perseguir os que ainda tentavam fugir. Por fim os revoltosos organizaram tão violento ataque que repeliram os romanos, chegaram ao Templo exterior e de lá retiraram-se para a cidade.

Os romanos, julgando que uma vez queimado, seria inútil poupar o restante, incendiaram, também todos os edifícios dos arredores; e assim eles foram destruídos com tudo o que restava dos pórticos e das portas, exceto as duas que estavam do lado do oriente e do sul, que eles destruíram depois, até os alicerces. Incendiaram também a tesouraria que estava cheia de uma quantidade enorme de riquezas, quer em dinheiro quer em soberbas peças de vestuário e outras coisas preciosas, porque os mais ricos dos judeus para lá haviam levado o que tinham de melhor.
Fora do Templo só restava uma galeria, onde seis mil pessoas do povo, homens, mulheres e crianças se tinham reunido para se salvar; mas os soldados, levados pela cólera, incendiaram-na também, sem esperar a ordem de Tito, uns morreram queimados, outros atirando-se para baixo, para não sofrer morte se¬melhante, se suicidaram, de sorte que nem um só se salvou. (Ibid 472-474)

Com o Templo tomado, passaram os soldados a atacar indistintamente as populações da cidade, matando sem qualquer traço de piedade mulheres, crianças e velhos. As casas eram saqueadas e incendiadas. Os que nelas entravam, para saqueá-las, encontravam-nas cheias de cadáveres de toda a família que a fome havia feito perecer.

Josefo diz que “foi a oito de setembro que Jerusalém, depois de ter sofrido tantos males, por fim, desapareceu sob o violento incêndio. Durante o assédio, mil sofrimentos a atormentaram, fazendo que sua felicidade e seu esplendor, que desde a funda¬ção haviam sido enormes, se eclipsassem, depois de a terem tornado digna de inveja. Mas em tal conjuntura, depois de tantos males, essa infeliz cidade não é digna de lástima, a não ser por ter agasalhado em seu seio aquela multidão de víboras, que a devoraram e foram a causa de sua ruína.” (Ibid 495)

Mesmo com a cidade entregue à superioridade dos romanos, ainda assim continuou a mortandade de pessoas, mesmo havendo ordens de Tito para que fossem poupados os que desejassem a paz.

Josefo conta que “dentre os que foram poupados, os que tinham mais de dezessete anos foram enviados para trabalhar nas obras públicas e Tito distribuiu um grande número deles pelas províncias para servirem de espetáculo de gladiadores e combater contra as feras. Os que tinham menos de dezessete anos foram vendidos.

Dessa forma, enquanto estes míseros eram encaminhados como escravos, onze mil outros morreram, uns, porque seus guardas que os odiavam não lhes deram de comer, outros, porque não o queriam fazer, desgostosos como esta¬vam da vida, preferiam mesmo morrer e também porque dificilmente se encon¬trava trigo para alimentar tanta gente”. (Ibid 497)

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A Guerra dos Judeus contra os Romanos – Parte 10 – O Templo incendiado

Josefo diz que em 8 de agosto Tito mandou colocar arietes na direção dos portões do Templo em seu lado ocidental, batendo por seis dias seguidos sem qualquer resultado. O mesmo se deu quanto à tentativa de arrancar algumas pedras dos alicerces das portas. Tentaram também escalar o portão com escadas, o que os judeus repeliam, e assim, vários romanos perderam suas vidas. Tito, vendo que o seu desejo de conservar o Templo custava a vida de um grande número de soldados, mandou incendiar-lhe os pórticos, que queimaram pelo restante daquele dia e toda a noite, de maneira que, no dia seguinte, ordenou que fosse extinto o fogo e o caminho aplainado para a passagem das tropas.

Reuniu em seguida seus comandantes para deliberarem sobre a resolução que deviam tomar com relação ao Templo. Diz Josefo que “uns, foram de opinião de se usar do poder que lhes dava o direito da guerra, porque enquanto ele subsistisse, os judeus que ali se reuniram de todas as partes da terra, sempre se haveriam de revoltar. Outros disseram, que se os judeus o abandonassem, sem querer mais defendê-lo, julgavam que então poderia ser conservado.

No entanto, se continuassem a fazer guerra, seria preciso incendiá-lo, porque não deveria mais ser considerado como um Templo, mas como uma fortaleza e seria aos judeus somente que se deveria atribuir a ruína do mesmo, porque lhe tinham sido a causa. Depois de terem assim opinado, Tito disse que ainda que os judeus se servissem do Templo como de uma praça de guerra, para continuar na sua revolta, não era justo vingar-se em coisas inanimadas, pelas faltas cometidas pelos homens, reduzindo a cinzas uma obra cuja conservação seria tão grande ornamento para o império. Ninguém mais en¬tão pôde duvidar de seus sentimentos; Alexandre, Cerealis e Fronto foram da mes¬ma opinião; dissolveu-se o conselho e o príncipe ordenou que se desse descanso às tropas, para pô-las em condições de dar um assalto mais forte ainda, quando fosse necessário. Ordenou em seguida a algumas coortes que apagassem o fogo e fizes¬sem uma estrada, pelo meio das ruínas. Os judeus, cansados e esgotados por tan¬tas fadigas, nada mais empreenderam naquele dia.” (Ibid 463)

Tito resolveu atacar o Templo no dia dez de agosto. Josefo vê naquela decisão, não um ato isolado de Tito, mas verdadeiramente a vontade de Deus a ditar o destino daquele povo: “e assim estava-se na véspera desse dia fatal, em que Deus tinha, há tanto tempo, condenado aquele lugar santo a ser incendiado e destruído depois de uma longa série de anos, como ele tinha outrora, no mesmo dia, sido destruído por Nabucodonosor, rei de Babilônia. Mas não foram estrangeiros, foram os mesmos judeus a causa única de tão funesto incêndio. Um soldado, então, sem para isso ter recebido ordem alguma, e sem temer cometer um horrível sacrilégio, mas, como levado por inspiração divina, fez-se levantar por um companheiro e atirou pela janela de ouro um pedaço de madeira aceso no lugar pelo qual se ia aos edifícios, ao redor do Templo do lado do norte. O fogo ateou-se imediatamente; em tão grande desgraça, os judeus lançavam gritos espantosos. Corriam procurando apagá-lo e nada mais os obri¬gava a poupar suas vidas, quando viam desaparecer diante de seus olhos aquele Templo que os levava a poupá-las pelo desejo de conservá-lo.” (Ibid 466 – 467)

Quando soube do ocorrido, Tito tentou apagar o fogo. “Todos os chefes seguiram-no e as legiões depois dele, com grande confusão e tumulto, clamores tais, que se pode imaginar, quando em tal contingência um grande exército marcha, sem ordem e sem disciplina. Tito gritava com todas as forças, fazia sinais com a mão para obrigar os seus a apagar o fogo, mas tão grande barulho impedia que ele fosse ouvido; o ardor e a cólera de que os soldados esta¬vam cheios, naquela guerra, não lhes permitia notar os sinais que lhe fazia. Assim, aquelas legiões que entravam em massa, não podiam em sua impetuosidade ser contidas nem por suas ordens, nem por suas ameaças; o furor as conduzia; elas apertavam-se de tal modo que muitos caíam e eram pisados, outros, caindo sobre as ruínas do pórtico e das galerias, ainda acesas e fumegantes, não eram, embora vencedores, menos infelizes que os vencidos. Quando todos aqueles soldados che¬garam ao Templo fingiram não entender as ordens que o imperador lhes dava. Os que estavam atrás exortavam os mais adiantados a pôr fogo e não restava então aos revoltosos nem uma esperança de poderem impedi-lo.

De qualquer lado que se lançassem os olhos, só se viam fuga e mortan¬dade. Matou-se um grande número de pessoas do baixo povo, gente desarmada e incapaz de se defender. Em volta do altar havia montes de cadáveres, que eram atirados, depois de assassinados, àquele lugar santo, o qual não era destinado a sacrificar tais vítimas; rios de sangue corriam por todos os degraus.

Tito, vendo que lhe era impossível deter o furor dos soldados e o fogo começava a incendiar tudo em toda parte, entrou com os seus principais chefes no Santuário e achou, depois de tê-lo observado, que sua magnificência e rique¬za sobrepujavam ainda de muito o que a fama havia espalhado entre as nações estrangeiras e que tudo o que os judeus diziam a esse respeito, ainda que pare¬cesse incrível, nada acrescentava à verdade.

Quando viu que o fogo não tinha ainda chegado ali, mas consumia então so¬mente o que estava nas vizinhanças do Templo, julgou, como era verdade, que ainda poderia ser conservado; rogou, ele mesmo, aos soldados que apagassem o fogo e mandou um oficial de nome Liberal, um de seus guardas, que desse mesmo pauladas, nos que se recusassem a obedecer. Mas nem o temor do castigo nem o respeito pelo general puderam impedir-lhes o efeito do furor, da cólera e do ódio pelos judeus; alguns mesmos eram impelidos pela esperança de encontrar aqueles lugares santos cheios de riquezas, porque viam que as portas estavam recobertas de lâminas de ouro e quando Tito avançava para impedir o incêndio, um dos soldados que havia entrado, já tinha posto fogo na porta. Dentro acendeu-se então uma grande labareda que obrigou Tito e os que o acompanhavam a se retirar sem que nenhum dos que estavam fora procurasse apagá-la. Assim, esse santo e soberbo Templo foi incendiado, não obstante todos os esforços de Tito para impedi-lo.” (Ibid 468-469)

Josefo afirma que o Templo foi incendiado “no mesmo mês e no mesmo dia em que os babilônios outrora o haviam também incendiado. Esse segundo incêndio aconteceu no segundo ano do reinado de Vespasiano, mil cento e trinta anos, sete meses e quinze dias depois que o rei Salomão o havia construído pela primeira vez; seiscentos e trinta e nove anos, quarenta e cinco dias depois que Zorobabel o tinha feito restaurar, no segundo ano do reinado de Ciro.

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