O Milênio – Apocalipse 20

“1 E VI descer do céu um anjo, que tinha a chave do abismo, e uma grande cadeia na sua mão. 2 Ele prendeu o dragão, a antiga serpente, que é o Diabo e Satanás, e amarrou-o por mil anos. 3 E lançou-o no abismo, e ali o encerrou, e pôs selo sobre ele, para que não mais engane as nações, até que os mil anos se acabem. E depois importa que seja solto por um pouco de tempo”.

Há duas formas de entender o milênio: ou aceitá-lo como relato cronológico que virá a acontecer depois da volta de Jesus, ou situá-lo em qualquer outro ponto da história antes disto. A maioria dos cristãos acredita que milênio virá depois de Jesus voltar. É, portanto, a crença generalizada entre os cristãos que Jesus retorne antes da tribulação e que o Milênio aconteça depois da volta do Senhor. As duas coisas são muito improváveis.

Embora nada científico, há um método de interpretação, não só da Bíblia, como também serve para quase todas as situações da vida: nunca siga a maioria, o que vem a ser uma sugestão que não é inédita: Jesus disse isto ao explicar a diferença entre caminho largo e estreito – muita gente no largo, poucos no estreito, que embora não se refira ao nosso problema em foco, serve como orientação da lógica.

Há várias teorias sobre o Milênio, algumas muito interessantes. Mas por que há mais que uma teoria ou solução para o Milênio? Porque quando se apela para a lógica ele não faz sentido nenhum da forma como é explicado pela maioria.

Quando Jesus descreve sua volta, começa com a advertência para não nos deixarmos enganar pelos embusteiros que aparecerão por todo decurso da história, mas, particularmente pelos que surgirão no fim dos tempos. É a única recomendação que é repetida diversas vezes em todo Sermão Profético. Depois fala da perseguição da igreja, a grande tribulação, seu retorno, os mortos em Cristo e a igreja arrebatados, e por fim o julgamento, onde serão apartados os bodes das ovelhas.

Se há um julgamento, é de se supor que não há mais pessoas vivas na Terra. Nas palavras de Jesus, a separação de bodes e ovelhas pressupõe isto. O apóstolo Pedro acrescenta ainda que já não haverá na altura sequer esta Terra em que vivemos, pois tudo será consumido pelo fogo, conforme II Pe 3: 10. Onde então se daria o Milênio, se viesse a ocorrer depois da volta do Senhor? Quem seriam aqueles que depois dos mil anos se aliariam a Satanás para enfrentar as forças de Deus? Neste caso seria necessário alocar o grande julgamento para depois do milênio, o que é improvável.

Algumas teorias existentes explicam que estamos no milênio, muito próximos de seu fim, ou como outros afirmam, já acabou. É uma afirmação interessante, porque parece que acabou mesmo, haja vista o estado de prostração e pecado em que vive a igreja em nossos dias.

Cabe, aqui, portanto, uma pergunta: O que seria o aprisionamento de Satanás?
Não há como responder esta questão sem outra pergunta: O que fará Satanás quando for solto?

Vejamos a resposta em Ap 20:8-9: “E sairá a enganar as nações que estão sobre os quatro cantos da terra, Gogue e Magogue, cujo número é como a areia do mar, para as ajuntar em batalha. E subiram sobre a largura da terra, e cercaram o arraial dos santos e a cidade amada”.

O significado de cercar o arraial dos santos e a cidade amada, nada mais é, ou resguardando a possibilidade do erro de julgamento, pode ser um ataque de proporções globais contra a igreja, dando às palavras de Jesus em Mt 24:9 um sentido literal: “Sereis odiados de todas as nações por causa do meu nome”.

Num sentido prático, o Evangelho é ainda tolerado no mundo, mas por pouco tempo. Mesmo sendo o cristianismo maioria, somadas, é claro, todas as denominações ditas cristãs, quando vier o tempo em que teremos que nos posicionar diante da Nova Ordem que se instala, esta maioria se debandará para o outro lado e se resumirá ao remanescente de sempre, o que tem tudo a ver com a possibilidade de estarmos vivendo o fim do milênio.

O período de mil anos é de fato simbólico, mas no que se refere à prisão de Satanás, é muito mais próximo à realidade entender que ele está impedido não de combater, mas de vencer a igreja antes que se cumpram todos os sinais descritos por Jesus no Sermão Profético: guerras, fomes, terremotos, pestes, e por fim, o Evangelho pregado no mundo todo, quando Jesus afirmou que aí sim viria o fim.

Quem será o agente desta guerra? Apocalipse 13 o descreve na ascensão definitiva do quarto império descrito em Daniel 7:7: a besta híbrida, um império diferente dos antecessores, “o quarto animal, terrível e espantoso, e muito forte, o qual tinha dentes grandes de ferro; ele devorava e fazia em pedaços, e pisava aos pés o que sobejava; era diferente de todos os animais que apareceram antes dele”.

Em Ap 13:7-8 João relata que: “foi-lhe permitido fazer guerra aos santos, e vencê-los … esses cujos nomes não estão escritos no livro da vida do Cordeiro”. São os odiados por causa do nome de Jesus, aqueles que serão mortos na grande tribulação por causa do Evangelho, milhões de crentes, conforme nos reporta João no capítulo 7 de Apocalipse: “Depois destas coisas olhei, e eis aqui uma multidão, a qual ninguém podia contar, de todas as nações, e tribos, e povos, e línguas, que estavam diante do trono, e perante o Cordeiro, trajando vestes brancas e com palmas nas suas mãos;…E um dos anciãos me falou, dizendo: Estes que estão vestidos de vestes brancas, quem são, e de onde vieram? E eu disse-lhe: Senhor, tu sabes. E ele disse-me: Estes são os que vieram da grande tribulação, e lavaram as suas vestes e as branquearam no sangue do Cordeiro”. (Ap 7:9-13)

São os excluídos mencionados em Ap 13:17, os que não têm “o sinal, ou o nome da besta, ou o número do seu nome”.
O ensino pré-tribulacionista, que ensina que a igreja será arrebatada antes da tribulação é relativamente novo, cerca de 120 anos, ou menos, se tomarmos a Bíblia Scofield Comentada, editada a partir de 1909, como fonte de propagação desta doutrina.

Scofield ensinou o dispensacionalismo, a distinção entre Israel e a igreja, bem como a existência de sete dispensações, ou diferentes épocas entre a criação e o juízo final. As referências que sustentam o arrebatamento antes da volta de Jesus, consequentemente antes da tribulação, bem como colocam o milênio depois disto, estão presentes em sua Bíblia Comentada. Foi, em grande parte, por influência das notas de Scofield, que o pré-milenismo dispensacionalista se tornou influente entre os fundamentalistas cristãos nos Estados Unidos e depois em todo mundo. Ninguém antes do século XX ouviu falar ou ensinou esta doutrina.

Em Mateus 24:29-30, depois de descrever brevemente a Grande Tribulação que virá sobre o mundo Jesus diz: “E, logo depois da aflição daqueles dias, o sol escurecerá, e a lua não dará a sua luz, e as estrelas cairão do céu, e as potências dos céus serão abaladas. Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem; e todas as tribos da terra se lamentarão, e verão o Filho do homem, vindo sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória”. Jesus disse claramente que voltará depois da tribulação.

O ensino de que seremos arrebatados antes da tribulação traz enorme um prejuízo para a igreja. Ninguém está preparado para aquilo que se tornará o mundo quando chegar este tempo. É como se você fosse viajar para a Terra do Fogo acreditando que faz muito calor por lá, pois se tem fogo, deve ser quente, e assim você só coloca roupas de verão na mala. Mas quando chega lá a temperatura está 20 graus abaixo de zero. A Terra tem fogo só no nome, é gelada.

O Milênio está terminando. O Dia do Senhor virá como um ladrão.

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O falso ensino de que não passaremos pela tribulação

Em Mateus 24:21 Jesus fala da aflição dos dias da grande tribulação: “Porque haverá então grande aflição, como nunca houve desde o princípio do mundo até agora, nem tampouco há de haver. E, se aqueles dias não fossem abreviados, nenhuma carne se salvaria; mas por causa dos escolhidos serão abreviados aqueles dias”.
Consideramos, num capítulo anterior, que neste trecho do Sermão Profético Jesus descrevia a situação de Jerusalém cercada pelos exércitos romanos, o que viria ainda a acontecer no ano 70, mas que ao afirmar que nunca houve desde o princípio do mundo até aquele tempo, nem tampouco haveria uma coisa igual a esta, certamente não se referia à destruição da cidade, mas sim ao que virá no futuro. Propusemos comparar a destruição de Jerusalém ao dilúvio, concluindo que este foi uma catástrofe universal muito mais grave que a destruição da cidade, e assim, a julgar pelas palavras de Jesus, certamente menos grave do que as coisas que virão sobre nós. Já pensou nisto?
Se Jesus disse que nunca houve nada tão grave como esta tribulação que há de vir, nem mesmo o dilúvio de Noé, quão grave ela há de ser?
Os crentes não estão muito preocupados com isto porque acham que não passarão pela tribulação. Mas Jesus, na sequência de seu discurso, em Mateus 24:29-30, diz: “E, logo depois da aflição daqueles dias, o sol escurecerá, e a lua não dará a sua luz, e as estrelas cairão do céu, e as potências dos céus serão abaladas. Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem; e todas as tribos da terra se lamentarão, e verão o Filho do homem, vindo sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória”.
A julgar pelas palavras de Jesus, “depois da aflição daqueles dias”, os que não estão preocupados porque acham que não vão passar pela tribulação deveriam começar a se preocupar, ou pelo menos deveriam procurar nas escrituras ao menos um verso que confirme claramente seu otimismo. Quem já procurou não achou.
Não vale dizer que assistiu o filme “Deixados para trás” com o Nicolas Cage, que por sinal é péssimo. O filme é baseado no livro de Tim LaHaye, Left Behind, que conta sua versão do arrebatamento pré-tribulacionista. Vendeu 65 milhões de cópias em todo mundo, e tornou-se o maior best seller de todos os tempos.
LaHaye é uma referência complicada: é co-fundador da organização ultra direitista Moral Mojoraty, que foi dirigida por Jerry Falwell, outro complicado, que ajudou a eleger Ronald Reagan presidente dos EUA. Reagan é o predecessor de toda desregulamentação do mercado financeiro americano que será responsável muito em breve pela falência não só da América, como do mundo todo.
LaHaye prega abertamente o ódio contra homossexuais, e tantas outras maldades interesseiras que nem valem ser mencionadas, apenas que há sempre muito dinheiro por trás de tudo o que faz.
Não há, meus irmãos, nenhuma referência clara, nem no Antigo, muito menos no Novo Testamento, que diga que a igreja será arrebatada antes da tribulação. Ao contrário, todas referências dizem que não, a começar pela citada por Jesus em Mateus 24:29.
Mas não vamos por ora esmiuçar este assunto, pois a proposta aqui é discutir a falta de preparo da igreja quando este tempo chegar. Vamos tentar imaginar como serão estes dias?
Uma das primeiras imagens que nos vem à mente é a descrita em Apocalipse 13:16-17: “E faz que a todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e servos, lhes seja posto um sinal na sua mão direita, ou nas suas testas, Para que ninguém possa comprar ou vender, senão aquele que tiver o sinal, ou o nome da besta, ou o número do seu nome”.
Este texto é central em todo raciocínio sobre como será a realidade daquele tempo. Ninguém comprará ou venderá senão os que tiverem um sinal na mão direita ou na testa.
Se quiséssemos caracterizar este episódio na forma como é percebido pela maioria dos cristãos, poderíamos fazê-lo através de uma história curtinha de gibi, imaginando o anticristo discursando numa praça, à semelhança do que fazia Adolf Hitler nos anos 30.
No outro quadro, no extremo da praça, cercada de soldados, o palanque, em frente do qual há uma enorme fila de pessoas dispostas a receber em sua mão direita o implante de um chip que lhes permitirá movimentar suas contas bancárias. Os que não aceitam seus termos não recebem o implante, e consequentemente, para além de não terem acesso ao dinheiro, são presos ou mortos.
Embora a estória seja meio parecida com um enredo de novela da Record, serve para o nosso propósito, pois hoje já se dispõe de tecnologias que tornem isto possível, o que era inimaginável há 30 anos atrás.
De fato caminhamos para uma sociedade sem dinheiro impresso. Não haverá, muito em breve, papel-moeda, o que não é de maneira nenhuma ficção: Suécia e Finlândia, por exemplo, já têm hoje menos de 3% de suas transações comerciais pagas com dinheiro papel. É quase tudo feito por cartão magnético ou outros dispositivos, como telefones celulares, ou mesmo implantes de RFIDs. Em muitas cidades suecas já não se aceita papel moeda para pagar contas, nem sequer viagens de ônibus. Dinheiro serve apenas para comprar coisas baratas como cigarro ou uma barra de chocolate.
A sociedade deixar de usar dinheiro em papel não é só uma consequência da evolução, mas, uma imposição financeira que visa regulamentar as economias de forma globalizada.
Deriva disto a necessidade de que venha a existir uma moeda única no mundo, o que também não constitui nenhum delírio, uma vez que há pouco tempo vimos toda a União Europeia convergir de suas moedas locais para o Euro sem maiores consequências. E o mundo precisa urgentemente sair do embuste do dólar, que é uma moeda falida. A maquiagem que o dólar recebeu recentemente, quando foi redesenhada a nota de 100 teve este objetivo: apagar sua imagem cansada e transformá-la numa coisa mais desejável.
Se todo mundo pegasse seus dólares e saísse para gastá-los, seriam necessários 20 planetas iguais ao nosso para produzir tantos bens. Ninguém, nem o Federal Reserve, o Banco Central americano, tem a menor ideia de quanto em dólar existe no mundo.
Só para você fazer uma ideia de como a coisa é muito pior do que se imagina, tenha em mente estes números: o PIB americano está em torno de 17 trilhões de dólares, e o do Brasil menos de 3.
Pois bem; dê uma olhada neste vídeo linkado abaixo: É um interrogatório conduzido pelo deputado republicano Alan Grayson sobre o desaparecimento de 9 trilhões de dólares impressos pelo FED. A interrogada, Elizabeth Coleman, que vem a ser inspetora geral da instituição, diz não ter a menor ideia de onde foi parar o dinheiro. Acredita nisto? Sumiu o equivalente ao que o Brasil, oitava economia do mundo, demora mais de três anos para produzir e ninguém sabe onde foi parar.

Um parêntesis: A crise da roubalheira petista no Brasil foi alardeada nos EUA e em todo mundo como o maior ato de corrupção da história da humanidade. Mas à sombra deste caso do FED, seria melhor explicada como o maior roubo de galinhas do planeta, porque nem de perto se assemelha, não só a esta, mas às consecutivas maracutaias norte americanas, todas elas na casa dos trilhões de dólares.
Em resumo, todo este dinheiro falso que lastreia as economias tem que se tornar uma coisa mais sustentável, uma nova moeda, que certamente será papel, por algum tempo, mas apenas em quantidade suficiente para que haja uma assimilação real de sua existência, e depois, tende a desaparecer, dando assim lugar às transações exclusivamente eletrônicas.
Imagine então, voltando ao nosso cenário, se será possível sobreviver num mundo onde não há dinheiro, e que demande que toda transação financeira seja feita por meio eletrônico.
Alguém poderia perguntar: o que será dos pobres que não têm acesso aos bancos?
Errado. A conversão da sociedade para este novo modelo começou pelos pobres, que não precisam de banco, usam as empresas de telefonia celular para transferir valores. Em toda África já funciona assim.
De fato, quem não estiver no sistema não vai comprar nem vender, e consequentemente, não vai comer.
Desta forma, diante do dilema proposto, alguém poderia dizer que não aceitará a marca da besta, conforme a alegoria do Apóstolo João no Apocalípse. Verdade, também isto foi escrito por João.
Mas, por uma questão de lógica, a coisa também não vai funcionar assim como pensa a maioria. Dar-se-á exatamente o contrário, pois todos migrarão para este sistema de forma automática e sem qualquer contestação.
Veja o seguinte: Antigamente existia só o dinheiro, e as pessoas sacavam do banco e pagavam suas contas com papel moeda. Depois veio o cartão de débito. Ninguém te perguntou se queria um. Você chegou ao banco e o teu já estava pronto. E assim, da mesma forma vai acontecer que um dia você vai receber um acesso à tua conta por um meio que será o sucessor destes que existem hoje, ou provavelmente serão estes mesmos que já existem, não importa. E desta forma, a imposição de fazer ou não parte do sistema será muito mais uma questão de aceitar ou rejeitar, porque no sistema todos estarão.
Não vai depender, portanto, de entrar numa fila e esticar a mão para receber um implante. Não tem sentido. O que vai acontecer, diante deste cenário, é o contrário, vai haver o expurgo dos mal adaptados, os indispostos a aceitar as exigências da Nova Ordem Mundial, entre os quais os cristãos.
Mas a exemplo do que aconteceu no tempo em que Ciro permitiu o retorno dos judeus exilados na Babilônia, onde não só os judeus foram libertados, como também os demais povos cativos, na perseguição que há de vir estarão inclusos, para além dos cristãos, os demais monoteístas: judeus e muçulmanos.
Está próximo o tempo deste que se assentará, como Deus, no templo de Deus, querendo parecer Deus, que fará com que sejam mortos todos os que não adorarem a imagem da besta, todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e servos, lhes seja posto um sinal na sua mão direita, ou nas suas testas, para que ninguém possa comprar ou vender, senão aquele que tiver o sinal, ou o nome da besta, ou o número do seu nome.
Você acha que um judeu fundamentalista aceitará isto? Ou um muçulmano aceitará? De maneira nenhuma, e não só isto, como também é fácil prever que proporcionalmente muito mais cristãos abandonarão sua fé para sobreviver do que estes outros, ainda mais num cenário em que acham que não vão passar por isto. Mas vão, e não estão preparados.
Os cristãos, comparativamente aos padrões de cada uma das três religiões monoteístas, são os menos preparados. Sua expectativa religiosa resume-se a uma vida de aparência, que precisa ser marcada pelo sucesso, bem-estar, cheia de bençãos constantes, prosperidade, saúde, bons salários. Como diz o ditado: “Hóstia batista contém mais Deus”, não é mesmo?
Falta masculinidade ao nosso povo, no sentido mais honrado da palavra. Não são assim os demais. Os muçulmanos, ou os judeus fundamentalistas, estão muito mais dispostos a morrer por aquilo que acreditam que nós; Infelizmente.
Os cristãos, que assimilaram o conceito de que a ter dinheiro é ser abençoado por Deus, serão conduzidos a esta realidade, à coisa de não comprar nem vender se não tiverem a marca. Deus tem mesmo senso de humor, porque toda esta gente terá um dia que decidir com quem fica.
A besta descrita no Apocalípse 13 é a extensão do reino simbolizado pelo quarto império visto por Daniel. Este poder fará brevemente com que em todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e servos, lhes seja posto um sinal na sua mão direita, ou nas suas testas.
Ao contrário do que se crê, o sinal da besta é completamente relacionado a uma profissão de fé, e nada relacionado a um ato cirúrgico. É o oposto ao sinal determinado por Moisés em Deuteronômio 6:1-8. Recordemos o texto: “Ouve, Israel, o SENHOR nosso Deus é o único SENHOR. Amarás, pois, o SENHOR teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças. E estas palavras, que hoje te ordeno, estarão no teu coração; E as ensinarás a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te e levantando-te. Também as atarás por sinal na tua mão, e te serão por frontais entre os teus olhos”.
O sinal da besta é o oposto ao de Deus; é o compromisso com o mundo e a consequente rejeição do Evangelho. Muitos rejeitarão Jesus, conforme ele próprio previu: “Então vos hão de entregar para serdes atormentados, e matar-vos-ão; e sereis odiados de todas as nações por causa do meu nome. Nesse tempo muitos serão escandalizados, e trair-se-ão uns aos outros, e uns aos outros se odiarão”.
Mas como as pessoas perderão seu acesso ao sistema financeiro? Da mesma maneira que advertiu o Senhor: “vos hão de entregar”. Você vai contra alguma coisa e é dedurado, e subsequentemente enquadrado em alguma lei que lhe tira o direito de liberdade.
Já existem hoje na América milhares de pessoas encarceradas pelo simples fato de pregarem a criação ao invés da evolução. Outros tantos foram presos pelo chamado Ato Patriótico, um conjunto de leis, que em nome da segurança nacional tranca qualquer indivíduo que discorde da versão oficial sobre qualquer pretexto. Estas coisas estão estampadas na mídia alternativa e a internet é rica em termos de fornecer este tipo de informação.
No futuro próximo as pessoas serão presas por outros motivos fúteis, que por sua vez serão igualmente enquadrados como assuntos de segurança nacional. Fazer parte de grupos cristãos fundamentalistas, participar de reuniões em que se questione as decisões do governo, ou mesmo onde se ore pela propagação do Evangelho, coisas assim, que hoje parecem absurdas, amanhã serão motivos de prisão.
O 11 de Setembro de 2001 foi um divisor de águas que nos precipitou no regime pré-tirânico da Nova Ordem que se implanta hoje no mundo. Funcionários da própria CIA que denunciaram a conspiração por trás dos atentados que resultaram na morte de milhares de inocentes foram presos quando tentavam denunciar tais ocorrências junto ao congresso americano.
Este tempo terrível que se avizinha, que trás de arrasto aquela que tem por nome Morte, que é seguido pelo inferno, a quem foi dado poder para matar a quarta parte da terra, com espada, e com fome, e com peste, e com as feras da terra, trará, para além das consequências terríveis descritas por João, trás consigo uma oportunidade única para aqueles de nós que tiverem o privilégio de estarem vivos: a possibilidade de pagar com suas vidas o preço do testemunho do Evangelho. É este o sentido da advertência de Jesus para estarmos prontos.
Qual outro tempo da história nos daria tal oportunidade? Nenhum. Mas a maioria de nós quer ser arrebatada antes disto, o que torna interessante perceber como a covardia é a característica mais notável da doutrina que ensina o arrebatamento pré-tribulacional. É vergonhoso, meus irmãos, chegar à conclusão de que a era mais desejada entre todas as demais do cristianismo, que é também a que mais trará oportunidades de mostrar a que viemos, seja também aquela a ser evitada em nossos delírios teológicos.
Nenhuma vida cristã nos séculos recentes, por melhor que tenha sido vivida, trouxe em si a mesma possibilidade que a misericórdia de Deus concedeu a Estevão: morrer pelo Evangelho. Qual cristão pode desejar mais que isto? Mas ao contrário: às portas da volta de Jesus sonhamos com carrões, viagens, champanhe francês no ano novo, dinheiro no banco e outras abominações propagas pela teologia da prosperidade.

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A multiplicação da ciência nos últimos tempos – ou com viemos a descobrir que o Sol gira em torno da Terra

DANIEL 12:4 “E tu, Daniel, encerra estas palavras e sela este livro, até ao fim do tempo; muitos correrão de uma parte para outra, e o conhecimento se multiplicará”.

Uma pequena história da Astronomia
Aristóteles, que viveu em Atenas entre os anos 384 a.C. e 322 a.C., foi discípulo de Platão e mestre de Alexandre, o Grande. Estudioso das ciências, elaborou a concepção do cosmos geocêntrico, ou seja, com a Terra literalmente estacionária no centro do universo. É a primeira teoria importante sobre o assunto.
Depois dele, foi Ptolomeu (90 dC – 168 dC) um outro grande nome a apoiar a mesma teoria, mas sendo cartógrafo, geógrafo, matemático e astrônomo, foi além de Aristóteles e criou um dos primeiros modelos matemáticos de descrição da órbita celeste, também com a Terra no centro do universo.
A concepção de Ptolomeu sobreviveu até a idade média, quando Nicolau Copérnico (1473 – 1543), católico, astrônomo e matemático polonês, propôs uma nova teoria, o sistema heliocêntrico, onde a Terra orbita em torno do Sol, e este, por sua vez, estaria próximo ao centro do universo. A própria igreja católica não gostou da proposta, rotulada a princípio de heresia.
Sua teoria não trouxe grandes melhorias com relação ao modelo proposto por Ptolomeu, pelo menos até encantar a mente de um gênio, Galileo, que viveu quase um século depois de sua morte.
É importante realçar que embora Copérnico não tenha conseguido atrair com sua teoria a simpatia da igreja católica, atraiu sim, a antipatia de Martinho Lutero (1483 – 1546), seu contemporâneo, líder da reforma protestante na Alemanha. Lutero fez veementes críticas à proposta de Copérnico, uma vez que esta contrariava a Bíblia. Como diz acertadamente o ditado, que o inimigo de meu inimigo é meu amigo, a igreja católica tolerou durante quase um século a heresia útil de Copérnico, uma vez que Lutero e outros protestantes se opunham a ela.
Entra em cena Tycho Brahe (1546 – 1601), astrônomo dinamarquês, destacado representante da ciência renascentista, que baseado na tradição bíblica veio a propor um modelo de universo que combinava as visões de Ptolomeu e Copérnico, onde os planetas giram de fato em torno do Sol e este, por sua vez, em torno da Terra, teoria que embora pareça absurda, nunca foi refutada.
A Dinamarca de Brahe era na altura protestante. Dizia ele: “A Terra é o centro do universo por duas razoes: a Bíblia afirma que sim, e minhas observações confirmam isto”.
Um de seus pilares era o Salmo 93:1, que diz, conforme a versão Almeida, que : “o mundo também está firmado, e não poderá vacilar”. Da versão King James da Bíblia se traduz com mais propriedade que “o mundo também está estabelecido e não pode ser movido”.
Brahe faleceu antes de publicar suas observações, mas confiou-as a seu assistente, Johannes Kepler, que mencionamos no tópico em que tratamos da Estrela de Belém. Kepler prometeu publicá-las, mas preferindo o sistema de Copérnico, fez nele algumas alterações, entre as quais a principal se refere às órbitas dos planetas, que originariamente eram circulares e passaram a elípticas.
Surge então na história da ciência o o gênio italiano Galileu Galilei (1564 -1642 ), matemático, físico e astrônomo, que a partir das conclusões de Kepler, aperfeiçoa o sistema heliocêntrico. De fato Galileo destrói em sua obra “Diálogo sobre os dois principais sistemas do mundo”) o sistema geocêntrico, impondo de maneira irrefutável o que até hoje é o princípio básico da astronomia: Não só a Terra gira em torno do sol, como está presente em todo universo a força da gravidade que estabiliza a ordem gravitacional de todos os corpos celestes. Galileo foi quase queimado nas fogueiras da inquisição católica por afirmar estas coisas, quase. Giordano Bruno (1548-1600), este sim foi queimado vivo por defender o mesmo ponto de vista de Galileo.
Triunfou, desta forma, o sistema heliocêntrico de Copérnico, não por seu próprio mérito, mas por causa de Galileo, e assim Copérnico se tornou a figura central da cosmologia.
A influência desta migração de conceitos é tremenda, pois tanto em termos filosóficos quanto espirituais, no sistema geocêntrico, colocar a Terra no centro do universo, implica que somos importantes. Mas o contrário também é verdadeiro: se a Terra não é o centro, não somos importantes, e talvez sejamos mesmo frutos do acaso.
Aprendemos isto na escola: que um ano é o tempo em que a Terra faz uma volta completa em torno do Sol, que estamos num canto da Via Láctea, que somos um planeta secundário perdido na vastidão do cosmos. Este talvez seja um dos conceitos mais básicos de ciência assimilado por qualquer pessoa minimamente educada.
O Sol gira em torno da Terra
Mas, e se lhe dissessem que é o contrário, que o Sol gira em torno da Terra, e que a Terra está de fato no centro do universo? Daria risada?
Pois não deve.Esta é a assombrosa e desconfortável conclusão a que chegaram inúmeros astrônomos, sobretudo depois da divulgação de dados do Projeto Plank da ESA – Agência Espacial Europeia: a Terra está fixa num ponto do universo e o Sol gira em torno dela.
Em termos de cência moderna, desde 1978 havia fortes comprovações de que fosse verdade, desde a publicação do trabalho de Arno Allan Penzias e Robert Wilson – que naquele ano receberam o premio nobel de física por seu trabalho – a descoberta da radiação cósmica presente em todo universo.
A existência desta radiação já fora prevista em 1948 por grandes físicos como George Gamov, Ralph Alpher e Robert Herman, e ao confirmá-la, Penzias e Wilson acabaram por descobrir aquilo que pode chamar de “fóssil da criação”, ou seja, a Radiação Cósmica de Fundo em Micro Ondas (CMB – Cosmic Microwave Background Radiation), que vem a ser o mais antigo remanescente vestígio da energia presente no instante da criação do universo, independente da forma como ele tenha sido criado.
Quando observado por telescópios óticos, o espaço vazio entre as estrelas e galáxias (background) é completamente negro. No entanto, quando examinado por rádio telescópio mostra neste vazio um brilho remanescente, idêntico em todas as direções observadas, e não associado a nenhuma estrela ou galáxia específica. Estas ondas seriam responsáveis por um calor de cerca 2 graus célsius remanescentes do instante da criação. Em tese, o universo que tem hoje uma temperatura hipotética de 272 ºC negativos, 1 grau acima do zero absoluto, tende a chegar ao zero absoluto, 2.7 Kelvin = -270.45 célsius.
Penzias e Wilson se tornaram imediatamente estrelas da física, sobretudo porque apareceram em cena 15 anos depois do físico inglês Stephen Hawking teorizar o Big Bang.
Quando Hawking explicou o Big Bang, seus críticos questionavam onde estariam os fósseis da grande explosão, o que veio a ser explicado pelas observações de Penzias e Wilson. É briga de cachorro grande, como diz o ditado, disputada por fórmulas matemáticas incompreensíveis para a maioria de nós, simples mortais.
Particularmente não acredito no Big Bang, mas respeito a opinião de muitos cristãos que o aceitam como explicação do Fiat Lux – Faça-se a Luz – de Gênesis 1. Mas veja que mesmo a teoria de Hawking sobre o Big Bang arrasta consigo uma conclusão maravilhosa, pois, se houve uma explosão inicial, presume-se que houvesse uma quantidade brutal de matéria original para explodir, mas segundo as fórmulas de Hawking, matematicamente comprovadas, não havia nenhuma matéria no instante inicial. Veja isto: matematicamente falando, Hawking, que é ateu, demonstrou a possibilidade de o universo vir a existir a partir de nada, nem um grão de poeira, de maneira que seria necessário, com ou sem Big Bang, Deus como agente da criação.
Voltando à questão da radiação do universo, quais conclusões se pode tirar a partir dos dados coletados até 2005 pela sonda Planck da Agência Espacial Europeia? Que toda radiação do universo converge para a Terra. E não somente o Projeto Planck constatou isto, como também seus antecessores, os projetos COBE e WMAP. Tudo no universo converge para nós, quer seja pela análise da radiação, quer sejam as emissões teorizadas dos quasares, buracos negros, ou quer sejam tomados por referência os “Mega Muros” (Megawalls), tudo no universo sincroniza com a nossa Terra. A cosmologia mostra a existência de ao menos 13 enormes muros de galáxias, 13 enormes ajuntamentos de milhões de galáxias, que quando mapeadas parecem muros (Mega Walls) no universo observável. Alinhados com quem? Com a Terra.
Tudo no universo é alinhado com a Terra. Foi assim que Deus o criou e tudo o que faz a ciência é exaustivamente confirmar isto. Somos, afinal, importantes.
O modelo mais apropriado de funcionamento do universo volta a ser o de Tycho Brahe, para quem a Terra é o centro, em torno do qual circula o Sol. Em torno do Sol orbitam os demais planetas do sistema, bem como o resto do universo, tudo arrastado pela Terra. E pouco importa o que acha a maioria, pois foi assim que Deus fez as coisas funcionarem.
Para quem observa as constatações da ciência, todas estas evidências não só tornam obsoletas nossas crenças científicas atuais, como provam que nosso conhecimento prático da ciência é medieval. Tudo terá que ser reescrito, e tomará muito tempo para que isto aconteça, pois mesmo à luz de tantas evidências, a própria ciência continuará negando o que já constatou. Esta é uma boa razão para você não ensinar estas coisas para seus filhos, porque se aprenderem certo, serão reprovados na escola.. Einstein disse que duas coisas são infinitas: o universo e a estupidez humana. Mas, no que diz respeito ao universo, ainda não tinha ainda certeza absoluta se é mesmo infinito.
E se tudo tem que ser reescrito na cosmologia, seria por acaso diferente com relação às outras ciências?
Ciência, meus irmãos, poderia ser explicada como a matemática de Deus. Deus é o criador da ciência, não a humana, mas a verdadeira, e estes poucos de nós a quem é dada a compreensão de uma parte insignificante destes segredos, apropriam-se deles como se fossem seus criadores. Mas a ciência pertence a Deus.
Mas ao mesmo tempo que não se vê Deus, a ciência está presente em nossas vidas de muitas formas tangíveis: O telefone celular é ciência, assim como o computador, a TV, os meios de transportes, medicamentos, tecidos, satélites de comunicação, tudo que nos cerca, para além das promessas de viagens fora da órbita da Terra, veículos movidos a energia solar, robôs que fazem qualquer tipo de trabalho, navegação autônoma, casas inteligentes, vidas que podem durar mais de 300 anos, etc.
No campo espiritual, o efeito colateral de tantas maravilhas se manifesta na descrença generalizada no Deus descrito na Bíblia, uma vez que a Ele se opõem de muitas maneiras os homens da ciência.
O Livro de Gênesis não é por acaso o primeiro livro da Bíblia. É suposto que quem pega uma Bíblia para ler pela primeira vez abra na primeira página. Ali está escrito que Deus criou antes de qualquer coisa os céus e a Terra. Criou depois o Sol, a Lua, e as estrelas, nesta ordem. Não cabe, portanto, nesta descrição, nenhum Big Bang. Os atos seguintes à criação são igualmente desconfortáveis de serem explicados à luz da ciência. O dilúvio, a travessia do Mar Vermelho, a ordem de Josué para que o Sol parasse, Jesus andando sobre as águas, sua ressurreição, a sombra de Pedro curando doentes, tudo isto não se explica, se crê.
Mil vezes ter o apreço de Deus e ser motivo de riso, que se submeter à ridícula pretensiosidade dos homens.
Daniel bem podia ter evitado no texto citado acima mencionar a multiplicação do conhecimento. Moisés também podia ter evitado falar da criação, como também poderia ter atravessado o Mar Vermelho de canoa. Cada coisa complicada da Bíblia poderia ter sido explicada de uma forma mais adequada a minimizar a descrença humana. Mas não foi esta a decisão de Deus.
Pena que como Tomé também nós precisemos de provas para aceitar o que está escrito.

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Como nos dias de Noé

Lucas 17
26 E, como aconteceu nos dias de Noé, assim será também nos dias do Filho do homem. 27 Comiam, bebiam, casavam, e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca, e veio o dilúvio, e os consumiu a todos. 28 Como também da mesma maneira aconteceu nos dias de Ló: Comiam, bebiam, compravam, vendiam, plantavam e edificavam; 29 Mas no dia em que Ló saiu de Sodoma choveu do céu fogo e enxofre, e os consumiu a todos. 30 Assim será no dia em que o Filho do homem se há de manifestar.

Jesus comparou o tempo de sua volta aos dias de Noé e Ló. Como entender, além da advertência, esta comparação?
Os dias de Noé, como os de Sodoma, foram dias maus, e comparados aos nossos, são tempos muito parecidos. Mas era tudo ruim nos dias de Noé?
Não. Havia Noé, e assim, a palavra de Jesus serve para nós como um convite, ou mais que isto, uma inspiração, um desafio para que nos transformemos em crentes à semelhança de Noé. Milhões espalhados pela Terra, onde a arca, desta vez, é a igreja, não a de quatro paredes, mas o corpo de Cristo, literalmente.
A igreja de quatro paredes, meus irmãos, vai mal. Nem todas, é claro: há umas poucas que ainda se mantêm fiéis a Cristo. Mas são muito poucas, raríssimas.
Já nascemos num mundo contaminado onde também a igreja foi contaminada. Os crentes mais antigos dizem que em seu tempo as coisas eram melhores, e parece que eram de fato, mas mesmo eles também já nasceram num mundo onde o Evangelho já havia assimilado uma grande carga de conformismo.
Nossa igreja é um retrato recentíssimo do Israel antigo, e não se trata apenas de opinião pessoal, nem de uma coisa que não possa ser comprovada, mas bíblica, totalmente de acordo com as palavras de Jesus, Paulo, Pedro, e João quando advertiram o que ela seria nos últimos tempos, e estamos neles, nos tempos finais. É triste observar como todos concordamos que estamos vivendo estes tempos, mas raramente confessamos que fazemos parte desta coisa. Mas se nenhum de nós é parte disto, então a quem Jesus teria se referido?
Não sairão pessoas como Noé da maioria destas igrejas. O Noé de hoje tem que ser um alienígena; não pode pertencer a este mundo. Para construir a Nova Arca é preciso desistir do mundo e isto não acontece do dia para a noite. É preciso desenvolver a consciência de que não somos cidadãos desta realidade, mas sim da que há de vir.
Era a isto que se referia Jesus quando disse que quem quisesse segui-lo deveria tomar a cada dia sua cruz e negar-se. Esta cruz não é a do Calvário, nem poderia ser, uma vez que nem sequer passava na altura pela cabeça dos que o ouviam que ele viesse a ser crucificado um dia. Jesus se referia à cruz de todos os dias, aquela que ele carregou também nos 30 anos anteriores ao seu ministério.
Quem se salvou nos dias de Noé? Apenas ele e sua família. Quem se salvará desta vez? Apenas os da mesma espécie de Noé.
As semelhanças com nosso tempo são bastante encorajadoras: A propagação das guerras ocorre numa escalada desproporcional ao ritmo da história. Violência doméstica, violência contra crianças, multiplicação de atos terroristas praticados por todo o mundo.
Onipresente na sociedade está a ganância, a característica mais destacada do deus deste século, o dinheiro. Tornou-se comum ver todos os dias na mídia, notícias de demissões em massa. Motivadas por que causa? Porque as ações da empresa desvalorizaram. E assim, num ato frio de brutalidade fecham-se fábricas e negócios, porque afinal estes não têm nenhuma finalidade social, servem apenas para gerar lucro.
Ganância gera violência econômica. A violência econômica gera mortes. Veja o caso das empresas de seguro saúde: Negam ao associado o direito a exames e internações. Fazem isto como quem pratica um ato de justiça contra alguém que abusa de uma situação, como se a doença fosse um ato desonesto. É como se o doente não sofresse da doença, mas a praticasse propositalmente. Que morra o doente, porque trata-lo diminuiu o lucro.
Nosso tempo é permeado pela sensualidade, onde mesmo nas sociedades mais fechadas do planeta, a perversão sexual se tornou um mal tão presente quanto o ar que respiramos. Veja a pornografia, tão fácil por meio da internet. Toda esta sensualidade deságua no rebaixamento do homem, de criatura espiritual, para simples animal. Dotado de espírito, mas sem comunhão com Deus, o homem nada mais é que um animal inteligente..
Este animal inteligente construiu o sistema em que vivemos onde nada funciona. Pergunte a si mesmo ou a seus amigos. Desafie qualquer um a achar alguma coisa que funcione, não duas coisas, uma só. Não vai achar.
Como nos dias de Noé, a sociedade tornou-se imprestável, impossível de ser consertada. Por que o mundo antigo foi destruído? Porque sua sociedade era imprestável.

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A abominação da desolação

O inconsciente coletivo formado em torno deste assunto dirige o raciocínio do leitor para a crença dominante que se refere aos dias finais, à Grande Tribulação, em que o anticristo, depois de simular amizade com o povo de Israel, rompe a aliança e sacrifica um animal impuro sobre o altar do templo, passando daí por diante a perseguir os judeus e os crentes em Jesus.
Mas esta teoria, ou interpretação dos textos, traz certas dificuldades, como por exemplo, a necessidade de existir um templo em Jerusalém, no mesmo lugar que existiram os anteriores, no topo do Monte Moriá, melhor situando nos dias de hoje, acima do Muro das Lamentações, onde existem duas construções erguidas pelos muçulmanos durante a ocupação árabe da Palestina: o Domo da Rocha e a Mesquita de Al Aqsa.
Ainda nos dias de hoje o visitante que chega à cidade é levado a conhecer o Muro das Lamentações no seu lado oriental, e ali é informado que aquilo é tudo que resta do antigo local do Templo dos judeus.
Na prática o muro constitui o alicerce do platô sobre o qual estava o Templo. Funciona como uma caixa que foi colocada em torno do Monte Moriá, de maneira que seu conteúdo foi aterrado, permitindo que Herodes, o construtor do Templo em que Jesus pisou, nivelasse o topo do monte, abrindo assim um grade espaço para construir um novo Templo, bem como para o ajuntamento de pessoas. Não era, portanto, parte do Templo.
Depois da restauração do Estado de Israel, em 1948, o muro, em cujo topo se encontra o Domo da Rocha, segundo lugar mais sagrado do islamismo, passou ao controle da Jordânia, de acordo com os termos da ONU sobre a partilha da Palestina, e foi retomado pelos judeus na Guerra dos Seis Dias em 1967.
Interessante notar que diante do muro se ouve todo tipo de explicação sobre a sua existência, exceto, ou raramente, uma: ele é a mais óbvia testemunha das palavras de Jesus quanto ao destino do Templo em que o Senhor pisou: ” Não vedes tudo isto? Em verdade vos digo que não ficará aqui pedra sobre pedra que não seja derrubada”. (Mt 24:1-2)
Estas construções são consideradas pelos judeus lugares sagrados, de maneira que não podem ser removidos dali por causas não naturais. Desta forma, como os judeus não podem simplesmente tomar posse do lugar e destruir as construções, acreditam que estas serão derrubadas de uma forma natural, como por um terremoto, por exemplo, ou ainda por um bombardeio, ou mísseis disparados pelos próprios muçulmanos, inimigos de Israel, vindos da Faixa de Gaza ou de outro país. O mais provável, quanto à possibilidade deste templo vir a ser construído, é que as coisas se encaminhem para um acordo entre palestinos e judeus, e assim, coexistam pacificamente, no mesmo local, os centros de adoração das duas religiões.

A necessidade de existir um templo em Jerusalém – verdade ou fantasia?
Existem, de fato, em Israel, grupos de judeus ortodoxos que trabalham para a construção do novo templo. Já possuem utensílios guardados, e sabe-se que os sacerdotes encarregados deste eventual templo serão os zadoquitas, descendentes de Zadoque, o que se pode determinar com clareza nos dias de hoje pela marcação genética.Possuem também a planta do templo que pode ser vista no Youtube no endereço abaixo:

Não é impossível que isto venha a acontecer. Os judeus desejam isto, bem como a maioria da cristandade, que crê que a volta de Jesus necessite deste templo para cumprir uma profecia.
Mesmo assim, não se pode deixar de atentar para um ponto muito relevante no que tange o aspecto prático da questão: os judeus querem, a maioria da cristandade quer, mas qual utilidade teria este templo para Deus?
Se houver templo, haverá sacrifícios e holocaustos para expiação de pecados. Que utilidade teria isto para Deus? Nenhuma, porque o único sacrifício que importa ao Pai é aquele já feito por Jesus na cruz do Calvário.
Mas ainda assim, digamos que venha a existir este templo, e como pensam as correntes cristãs mais aceitas, o anticristo entrasse lá um dia e fizesse cessar o sacrifício de bodes, ovelhas e touros, e sacrificasse alí um porco; De que maneira Deus se sentiria ofendido com isto? Por qual razão Jesus chamaria um abuso contra este templo de abominação da desolação? É algo que devemos considerar, porque quer parecer que Deus não poderia se sentir ofendido com isto sem minimizar, ou relativizar o sacrifício de Jesus.
Deus não se sentiu ofendido quando Nabucodonosor destruiu o primeiro Templo. Tempos depois Ciro mandou Zorobabel reerguer o templo de Salomão com uma planta diferente da original. O Templo foi reerguido conforme Ciro determinou, e não como Deus ordenou a Salomão. Nem tampouco Deus se ofendeu quando Herodes, o Grande, desmontou o Templo de Zorobabel e construiu outro muito mais suntuoso que os dois primeiros. Não matou nem puniu Nabucodonosor, nem Ciro, nem Herodes, nem fez chover fogo sobre os construtores, mas ao contrário, abençoou-os, inclusive Herodes. Deus também não puniu os romanos que destruíram o Templo e Jerusalém. Vespasiano e Tito, os generais romanos que comandaram a guerra na Judeia e destruíram não só Jerusalém, como também todas as cidades por onde passaram, foram, não por acaso, guindados ao topo do mundo, uma vez que posteriormente ambos reinaram sobre Roma e sobre o mundo antigo. E tudo isto apenas certifica o que disse (Marcos 4:21) Jesus à mulher samaritana: “Mulher, crê-me que a hora vem, em que nem neste monte nem em Jerusalém adorareis o Pai”. Que dizer então das palavras de Paulo aos romanos: “Porque o fim da lei é Cristo para justiça de todo aquele que crê.” (Romanos 10:4)
Por este ponto de vista quer parecer que os relatos dos sinóticos sobre este assunto, se referem primariamente à destruição de Jerusalém. Veja o texto de Lucas: “E para todas as nações serão levados cativos; e Jerusalém será pisada pelos gentios até que os tempos dos gentios se completem”. (Lc 21:24)
Caso estes acontecimentos viessem a se referir à Jerusalém do futuro, seria preciso imaginar um futuro muito diferente do nosso presente. Será, sem dúvida, mas não no ponto de vista que pretendemos focar.
Em nosso tempo presente, que sem dúvida é caracterizado pela injustiça, fala-se de justiça a todo instante. Trata-se de um mundo dominado pela ganância, e por pressuposto, onde há ganância, não pode haver justiça. A esmagadora maioria das pessoas que possuem emprego nos dias de hoje recebem salário mínimo. Um salário mínimo, na África, é insuficiente para comprar um par de cartuchos de impressora, que afinal, servem para imprimir cerca de 200 páginas de texto em formato A4. Onde há justiça nisto? Um mês de trabalho de um ser humano equivale a 200 páginas de papel impresso.
É neste contexto que proliferam em todos os cantos do mundo as ONGs e outras organizações que se propõem a defender as minorias oprimidas. Existem ONGs defendendo todos os tipos de causa, não só de homens e mulheres, como também de animais, plantas, camada de ozônio etc.
Num passado recente, poucas existiam, mas vieram a existir massivamente depois da criação da ONU, que segundo se sabe, objetiva manter a paz no planeta, o que pelo visto, não consegue fazer. Depois vieram as que supostamente defendem as minorias, e assim, surgiram nos quatro cantos do mundo os chamados ativistas, que se antes eram vistos como chatos, hoje possuem um poder político considerável, de maneira que todos querem estar em paz com esta gente.
O ponto que devemos entender é que hoje seria impossível, com tantos defensores das liberdades e direitos civis, achar minimamente lógica a possibilidade de que os judeus fossem atacados e expatriados como escravos pelos quatro cantos do mundo, conforme nos diz Lucas: “e para todas as nações serão levados cativos”. Mesmo num mundo barbarizado seria praticamente impossível que isto viesse a acontecer. Acrescente-se também que Lucas diz que depois disto, Jerusalém seria pisada pelos gentios.

Lucas 21:23-34
Porque haverá grande aperto na terra, e ira sobre este povo. E cairão ao fio da espada, e para todas as nações serão levados cativos; e Jerusalém será pisada pelos gentios, até que os tempos dos gentios se completem.

Ora, não foi exatamente isto que aconteceu no ano 70 de nossa era? Não foi Jerusalém atacada pelos romanos? Não foram, os que se salvaram, levados cativos, como escravos, para as colônias romanas nos quatro cantos do mundo de então? Depois disto Israel deixou de existir como nação. Não foi então Jerusalém pisada pelos gentios até 1967 quando os judeus retomaram o controle completo da cidade? Cumpriu-se, portanto, em 1967 esta profecia. Acabou-se o tempo dos gentios.
Ainda que Jerusalém fosse atacada no futuro, conforme querem as teorias escatológicas propostas, e ainda que os judeus fossem levados cativos para outros países, sendo, como são nestas teorias, a volta de Jesus iminente, de qual forma se arranjaria tempo para Jerusalém ser pisada pelos gentios? Não se encaixa isto em nenhuma destas teorias.
Não ficará aqui pedra sobre pedra que não seja derrubada trata da destruição do Templo, que viria a ocorrer no ano 70 de nossa era, quarenta anos depois da profecia de Jesus.
Quando lemos esta passagem é difícil vislumbrar aquilo que de fato aconteceu. Como teria o Templo sido destruído, uma vez que um dos pilares do império romano era o respeito às instituições religiosas dos povos conquistados?
São comuns várias explicações sobre o assunto: uma delas que diz que correu um boato entre os soldados romanos de que havia ouro escondido entre as pedras, e, desta forma, no meio da agitação da guerra o Templo foi literalmente desmontado. É interessante e facilmente credível a estória, mas não é verdade. Parece que alguém quis fazer um gol de mão para dar consistência à profecia de Jesus, coisa absolutamente desnecessária, uma vez que a história real é por si mesma muito mais impressionante que isto.
Conforme os dados históricos, não só não ficou no Templo pedra sobre pedra, como também foi destruída toda a cidade de Jerusalém, onde, segundo o historiador Flávio Josefo, um milhão e cem mil pessoas perderam a vida. Você consegue imaginar isto?
Afora a profecia de Jesus, o Novo Testamento não faz referência a este fato. A obra de Flávio Josefo “Guerra dos Judeus Contra os Romanos” nos conta em detalhes mínimos como tudo aconteceu. Josefo estava presente quando caiu Jerusalém. Nos capítulos anteriores fizemos uma compilação destes acontecimentos extraídos das obras de Josefo. Leia com atenção e tire suas próprias conclusões.

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A destruição do Templo ou a Grande Tribulação?

Jesus falou de uma grande tribulação, conforme registrado em Mateus 24, Marcos 13 e Lucas 21.
Em Mateus 24, o mais extenso dos textos, os versos 4 a 14 dão uma breve descrição do destino da humanidade desde aqueles dias até o fim dos tempos. A parte seguinte, versos 15 a 22, se referem à destruição de Jerusalém.

Mateus 24
15 Quando, pois, virdes que a abominação da desolação, de que falou o profeta Daniel, está no lugar santo; quem lê, atenda 16 Então, os que estiverem na Judéia, fujam para os montes; 17 E quem estiver sobre o telhado não desça a tirar alguma coisa de sua casa; 18 E quem estiver no campo não volte atrás a buscar as suas vestes. 19 Mas ai das grávidas e das que amamentarem naqueles dias! 20 E orai para que a vossa fuga não aconteça no inverno nem no sábado; 21 Porque haverá então grande aflição, como nunca houve desde o princípio do mundo até agora, nem tampouco há de haver. 22 E, se aqueles dias não fossem abreviados, nenhuma carne se salvaria; mas por causa dos escolhidos serão abreviados aqueles dias.

Neste trecho Jesus fala sobre a condição dos habitantes da Judeia naqueles dias. Não fala sobre o Templo propriamente dito, mas descreve a situação da Judeia e particularmente de Jerusalém, dando assim instruções aos cristãos de como proceder naquela ocasião: Saiam da cidade!
Mateus e Marcos falam do sinal da abominação da desolação no lugar santo referida por Daniel. Mas Lucas cita uma informação que antecede isto: Jerusalém cercada por exércitos: “Mas, quando virdes Jerusalém cercada de exércitos, sabei então que é chegada a sua desolação”. (Lucas 21:20)
Lucas registrou de maneira clara o aviso deixado por Jesus para os cristãos daquele tempo: quando virdes Jerusalém cercada de exércitos, caiam fora da cidade. E assim fizeram quando primeiramente Vespasiano recuperou todas as cidades dominadas pelos judeus na guerra contra os romanos. Começou pela Galileia descendo gradativamente em direção a Jerusalém. Às portas de Jerusalém Vespasiano retornou a Roma para assumir o comando do império, deixando Tito, seu filho, encarregado de reconquistar a cidade. Eis aí a cidade cercada de exércitos. Harmonizando os três evangelhos, temos que os textos relatam que Jerusalém seria atacada por exércitos e depois disto o Templo seria violado, conforme predito pelo Profeta Daniel.
Mas este texto refere-se à destruição do Templo ou à Grande Tribulação que há de vir? Refere-se às duas coisas.
O Sermão Profético não é uma leitura simplória como quer a maioria dos crentes. Mas é interessante observar que ao ser lido desta forma funciona aparentemente de maneira perfeita, mas leva a conclusões erradas.
Mas a linguagem que Jesus emprega aqui é profética, da mesma natureza empregada por Ezequiel ou Isaías, onde um fato do presente é figura de outro que há de acontecer no futuro, quer próximo, quer distante.
Um exemplo muito claro disto está em Isaías 7, onde o profeta relata que nos dias do rei Acaz, rei de Judá, a Síria e Israel se aliaram para destruí-lo. Mas Deus manda um sinal que isto não aconteceria: “Portanto o mesmo Senhor vos dará um sinal: Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho, e chamará o seu nome Emanuel. Manteiga e mel comerá, quando ele souber rejeitar o mal e escolher o bem. Na verdade, antes que este menino saiba rejeitar o mal e escolher o bem, a terra, de que te enfadas, será desamparada dos seus dois reis”. (Is 7:14-16)
A criança citada viria a ser filho do próprio Isaías, conforme se lê no capítulo seguinte, conforme Is 8:3-4: “E fui ter com a profetiza, e ela concebeu, e deu à luz um filho; e o SENHOR me disse: Põe-lhe o nome de Maer-Salal-Has-Baz. Porque antes que o menino saiba dizer meu pai, ou minha mãe, se levarão as riquezas de Damasco, e os despojos de Samaria, diante do rei da Assíria”. Cumpriu-se, portanto, esta profecia cerca de 3 anos depois deste relato.
Mas Mateus, na mesma qualidade de profeta de Deus, movido pelo mesmo Espírito Santo, diz: “José, filho de Davi, não temas receber a Maria, tua mulher, porque o que nela está gerado é do Espírito Santo; E dará à luz um filho e chamarás o seu nome JESUS; porque ele salvará o seu povo dos seus pecados. Tudo isto aconteceu para que se cumprisse o que foi dito da parte do Senhor, pelo profeta, que diz; Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho, E chamá-lo-ão pelo nome de EMANUEL, Que traduzido é: Deus conosco”. (Mt 1:20-23)
Cumpriu-se, esta profecia, tanto nos dias de Acaz quanto nos dias de Jesus.
Joel 2:28-32 é outro exemplo: “E há de ser que, depois derramarei o meu Espírito sobre toda a carne, e vossos filhos e vossas filhas profetizarão, os vossos velhos terão sonhos, os vossos jovens terão visões. E também sobre os servos e sobre as servas naqueles dias derramarei o meu Espírito. E mostrarei prodígios no céu, e na terra, sangue e fogo, e colunas de fumaça. O sol se converterá em trevas, e a lua em sangue, antes que venha o grande e terrível dia do SENHOR. E há de ser que todo aquele que invocar o nome do SENHOR será salvo; porque no monte Sião e em Jerusalém haverá livramento, assim como disse o SENHOR, e entre os sobreviventes, aqueles que o SENHOR chamar”.
Jesus confirmou esta profecia de Joel como um sinal de sua volta, conforme Mateus 24:29, sinal este reconfirmado por João em Apocalipse 6:12: “E, havendo aberto o sexto selo, olhei, e eis que houve um grande tremor de terra; e o sol tornou-se negro como saco de cilício, e a lua tornou-se como sangue”.
Mas Pedro, também na qualidade de profeta entendeu que esta profecia cumpriu-se no dia de Pentecostes, conforme Atos 2:16-18: “Mas isto é o que foi dito pelo profeta Joel: E nos últimos dias acontecerá, diz Deus, Que do meu Espírito derramarei sobre toda a carne; E os vossos filhos e as vossas filhas profetizarão, Os vossos jovens terão visões, E os vossos velhos terão sonhos; E também do meu Espírito derramarei sobre os meus servos e as minhas servas naqueles dias, e profetizarão; E farei aparecer prodígios em cima, no céu; E sinais em baixo na terra, Sangue, fogo e vapor de fumo”.
Jesus usa, no Sermão Profético, este mesmo tipo de linguagem. É preciso que a leitura seja atenta, pois não se trata de um texto que objetiva facilitar o entendimento de quem o lê às pressas. A única coisa que Jesus facilitou neste sermão é a advertência para estarmos preparados.
Voltando ao nosso assunto, é importante entender que esta referência fala, em primeiro lugar, a respeito à destruição de Jerusalém, mas é também uma figura daquilo que se repetirá antes da volta de Jesus, não literalmente, no sentido em que afetou o Templo, mas como um alerta de que haverá um período de grande turbulência antes de sua volta, e que a igreja passará por ela.
A instrução para sair da cidade foi dada especificamente para os cristãos daqueles dias. Jesus, poucas horas antes havia dito aos fariseus que o peso de todos os pecados da nação viria sobre aquela presente geração, como de fato veio no ano 70 quando Tito destruiu a cidade.
No que diz respeito à tribulação que ainda há de vir, para os cristãos que estiverem vivos no fim dos tempos, o aviso de Jesus para sair da cidade não se refere a Jerusalém, mas à Babilônia, conforme Apocalipse 18:4: “E ouvi outra voz do céu, que dizia: Sai dela, povo meu, para que não sejas participante dos seus pecados, e para que não incorras nas suas pragas”. Nunca é demais repetir que a Babilônia de Apocalipse não é uma entidade pagã, no sentido convencional da palavra, mas retrata a igreja misturada com o mundo, Deus e Mamon, nada diferente do que ela já é na atualidade.
Perceber que primeiramente Jesus se referiu a Jerusalém, possibilita entender ao menos três coisas:
1 – Que Daniel 11:31, sobre a abominação desoladora, foi cumprido no ano 70, uma vez que este é o entendimento de Jesus, conforme Mateus, Marcos e Lucas. O registro do período dos macabeus, com Antíoco Epifâneo violando o Templo, é apenas uma figura do que viria a acontecer quando Jerusalém fosse destruída. Antíoco sacrificou animais impuros no Templo, mas durante o cerco de Jerusalém em 70, os zelotes, sicários e outros tipos de criminosos se refugiaram no Templo, fazendo uso do Lugar Santíssimo para depositar o fruto de seus roubos, além de palco de vários assassinatos. Leia nos capítulos anteriores, se não leu ainda, a compilação da Guerra dos Judeus contra os Romanos de Flávio Josefo onde estes acontecimentos foram registrados;
2 – Evita também crer na falácia de que um dia o anticristo entrará num templo reconstruído pelos judeus para sacrificar porcos, conforme explicamos adiante;
3 – Entende-se também que Dn 12:11 se refere ao tempo transcorrido entre a destruição de Jerusalém e a volta de Jesus: “E desde o tempo em que o sacrifício contínuo for tirado, e posta a abominação desoladora, haverá mil duzentos e noventa dias”.
Mateus 24:21 fala da aflição daqueles dias: “Porque haverá então grande aflição, como nunca houve desde o princípio do mundo até agora, nem tampouco há de haver. E, se aqueles dias não fossem abreviados, nenhuma carne se salvaria; mas por causa dos escolhidos serão abreviados aqueles dias”.
Houve, de fato, grande aflição em Jerusalém nos dias de sua destruição. Mas veja que aqui Jesus diz que “nunca houve desde o princípio do mundo até agora, nem tampouco há de haver” uma coisa igual a esta. Estaria o Senhor se referindo à destruição da cidade no ano 70? Claro que não. No relato, numa visão de Deus, Jesus parte de Jerusalém e vê o futuro.
Se tomássemos a destruição da cidade como referência, seria possível compará-la à destruição trazida pelo dilúvio nos dias de Noé? Não seria. Embora a destruição de Jerusalém tenha sido um momento brutal na história da humanidade, não há como compará-la à destruição do mundo todo nos dias de Noé. O dilúvio foi um evento universal.
Jesus refere-se, portanto, aos dias futuros, onde tais dias de aflição serão abreviados por causa dos escolhidos. Quais escolhidos? A Igreja, outra vez confirmada como entidade presente na Terra naqueles dias.

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A religião do anticristo

Um aspecto muito importante: Qual a religião do anticristo?
É, por suposto, a mais oposta ao cristianismo bíblico. A religião do anticristo é a teosofia, uma vez que esta é a essência de tudo o que se opõe ao que ensina a Bíblia. É quase uma religião secreta, mas absurdamente presente em todas as entidades que regem hoje o destino do mundo.
A palavra teosofia deriva do grego Theos (Deus) + sophia (sabedoria) – que no conjunto significa conhecimento de Deus.
Despida das maliciosas letras pequenas, como naqueles contratos que você assina com o banco, a teosofia prega abertamente uma visão espiritual totalmente oposta aos ensinos da Bíblia. Seus profetas citam Deus, citam Jesus, mas, no gênesis de sua vocação, declara a crença de que Deus aprisionou o homem no paraíso e Satanás veio para libertá-lo. Temos, desta forma, uma completa inversão dos valores espirituais cristãos, uma vez que que o mal absoluto se transforma no bem, e Satanás no redentor da humanidade.
Brutal demais para ser exposta sem retoques, a teosofia trabalha sorrateiramente nas sombras das coisas que se veem.
Hitler foi profundamente influenciado pela teosofia. Um de seus livros de cabeceira era “A Doutrina Secreta” de autoria da escritora russa Helena Blavatsky, co-fundadora da Sociedade Teosófica em 1877. Madame Blavatsky, como era chamada, publicou durante anos um magazine chamado Lucifer, que tempos depois foi rebatizado para Theosophical Review.
Da teosofia nasceu o movimento Nova Era, que celebra a mudança da Era de Peixes para a Era de Aquário. O que significa isto? Seria uma coisa mais ou menos assim: a Terra, na sua movimentação processional na órbita celeste demora cerca de 26000 anos para percorrer o caminho de todas as constelações do zodíaco.Sendo assim, a movimentação de uma constelação para outra toma cerca de 2166 anos (26000 / 12).
De acordo com a Nova Era, entre 1960 e 1970 a Terra passou a estar de frente para a constelação de Aquário, e sendo assim, ingressamos na Era de Aquário.
Não se preocupe muito com a exatidão dos números porque eles não fazem nenhum sentido. Esta coisa de era zodiacal é coisa da astrologia, que não é ciência, é bruxaria, e conforme a lei de Deus, terminantemente proibida, a ponto de a Lei de Moisés mandar matar por apedrejamento quem a praticasse:

Dt 17: 3 Que se for, e servir a outros deuses, e se encurvar a eles ou ao sol, ou à lua, ou a todo o exército do céu, o que eu não ordenei, 4 E te for denunciado, e o ouvires; então bem o inquirirás; e eis que, sendo verdade, e certo que se fez tal abominação em Israel, 5 Então tirarás o homem ou a mulher que fez este malefício, às tuas portas, e apedrejarás o tal homem ou mulher, até que morra.

Mas não foi só Moisés que condenou a astrologia: Johannes Kepler (1571-1630), considerado o pai da astronomia, esta sim, uma ciência, disse que a astrologia era uma espécie de filha tola da astronomia.
A era de Peixes, iniciada em cerca de 200 AC e terminada em aproximadamente 1970, segundo a Nova Era, caracterizou um mundo em conflito, ao passo que Aquarius representa a redenção da humanidade. Enquanto Peixes limitou as possibilidaes do homem, Aquarius trará uma nova ordem mundial cheia de paz, prosperidade e libertação do verdadeiro potencial de cada ser humano. Esta coisa surgiu no fim dos 60.
O grupo musical The Fifth Dimension atingiu em 1969 o primeiro lugar nas paradas de sucesso em todo mundo com uma canção intitulada “Aquarius – Let The Sunshine In” que toca até hoje nas rádios. Já ouviu? Veja a letra abaixo, que se tornou o primeiro hino da Nova Era.

Sem título-1 cópia

A imbecilidade é tão grande, que não por acaso, o mundo não só não melhorou de 1970 para cá, como também piorou exponencialmente. Nunca houve tanta desordem, tantas guerras, tanta fome, tanto egoísmo, tanto obscurantismo na história da humanidade como se vê nestes anos recentes. Veja o terrorismo, por exemplo, desconhecido até então.
Mas aparte o lado cômico da Nova Era, a teosofia real é sinistra em todos os seus aspectos. É a religião da Nova Ordem Mundial, onde a ONU, Banco Mundial, FMI, Agências de Cooperação e várias outras entidades se integram numa irmandade que visa levar o mundo onde nem Babel nem Hitler conseguiram: a um único governo em todo mundo. Veja que já não somos centenas de países no mundo, mas cerca de dez blocos econômicos.
Onde esta gente importante se encontra para tomar um cafezinho? Na maçonaria e outras sociedades fechadas.
Muitos que fazem parte de inúmeras organizações importantes nem sequer fazem idéia de que elas integram uma coisa maior. São os chamados inocentes úteis.
Chamam este tipo de pensamento de teoria da conspiração. Mas só acha que é teoria quem não está em sintonia com a Bíblia, ou aqueles que mesmo não dando a menor importância para a Bíblia, não leem um jornal.
Os profetas da Nova Ordem Mundial falam, para consumo de quem ouve, palavras bonitas, de paz, compreensão, companheirismo, mas seus escritos revelam uma coisa totalmente oposta. Não há, nas suas argumentações, lugar para os que discordam de sua ideologia.
Barbara Marx Hubbard é uma das profetizas do movimento. Segue abaixo um link, infelizmente sem legenda em portugues, onde ela descreve em palavras macias “A Estória Evolucionária da Criação”.

http://barbaramarxhubbard.com/global-communication-hub/

Ela é uma simpática senhora de 82 anos, muito rica e influente nas altas esferas, que aparece neste vídeo explicando que a evolução nos trouxe a um presente em que falharam, de alguma forma, as conquistas da humanidade em áreas como ciência, educação, princípios econômicos, saúde, etc. Compete, portanto, a ela, convidar as pessoas a se integrarem naquilo que chama de processo de co-criação. Em resumo, Deus falhou, mas eles não irão falhar e você está convidado a fazer parte do grupo dos vencedores.
Como dizia a Hebe Camargo, ela é uma gracinha. Mas, em sua obra intitulada “O Livro da Co-Criação”, ela diz o que realmente pensa em palavras que podemos facilmente entender. Diz o seguinte: “No conjunto completo da personalidade humana, um quarto (25%) é eleito para transcender, evoluir… Um quarto (outros 25%) é resistente à eleição. Não são atraídos pela vida sempre evolutiva… Agora, conforme nos aproximamos do salto quântico, de criatura humana para humanos co-criadores, este um quarto destrutivo tem que ser eliminado da sociedade. Afortunadamente, vocês, amados, não são responsáveis por este ato. Nós somos. Nós estamos a cargo do processo de seleção divina para o planeta Terra. Ele seleciona, nós destruímos. Nós somos os cavaleiros do cavalo amarelo, a Morte”. Barbara Marx Hubbard, The Book of Co-Creation, (1980 Edition), pág. 59
É por isto que se diz que a pior coisa do inferno não serão as labaredas de fogo, mas a companhia.
Alice Bailey, inglesa, falecida em 1949, é tão direta quanto vovó Barbara em suas conclusões. Diz o seguinte em uma de suas obras: “Não nos esqueçamos jamais que é a vida, seu propósito e seu destino intencional direto que importa; e também que quando a forma se prova inadequada, ou muito incapacitada, ou danificada para a expressão de seu propósito, não é, do ponto de vista da Hierarquia, nenhum desastre quando aquela forma tem que partir. A morte não é um desastre a ser temido; o trabalho do Destruidor não é cruel ou indesejável. … Ao invés de ser o “último inimigo a ser destruído” ( I Co 15:26), a morte é o grande libertador. …É assim porque a dominação do espírito (e sua reflexão, alma), por razão, é o que constitui o mal”.
Ambas pregam abertamente a morte daqueles que constituem objeção à sua doutrina dominadora, ou em outras palavras, os fundamentalistas religiosos, principalmente cristãos, o que não exclui judeus e muçulmanos. Confira os títulos dos livros de Alice Bailley já traduzidos para o português: “Cartas sobre meditação ocultista, Tratado sobre o Fogo Cósmico, Tratado sobre Magia Branca, Os discípulos na nova era, Os problemas da humanidade, A educação da nova era, Astrologia esotérica, Cura esotérica”, entre outros.
São muitos os profetas da Nova Era: Helena Petrovna Blavatsky, Robert Muller, Neale Donald Walsch, David Spangler, Matthew Fox, Maharishi Mahesh Yogi, que foi guru dos Beatles, Ruth Montgomery… As organizações que divulgam suas ideias são igualmente muitas: New World Alliance, Planetary Citizens… todas com nomes sugestivos de comunidade cósmica.
Todos já ouviram dizer que a ONU foi fundada depois da Segunda Guerra Mundial com o propósito de garantir que não houvesse mais guerras no mundo. Parece que não deu muito certo.
Pois bem, a ONU e seus satélites estão no comando do processo de trazer à luz esta Nova Ordem Mundial.
O assunto é interminável, mas não devemos nos estender sobre ele. Jesus nos advertiu que seria assim, que perseguiriam e matariam um dia seus seguidores certos de estar fazendo um favor para Deus.
A igreja sofre, desde seus primórdios, uma perseguição sistemática por parte de seus inimigos. Houve, no decurso da história, momentos em que esta perseguição assumiu vultos de catástrofe, como no primeiro século, ou na inquisição movida pela igreja católica na idade média, ou durante o nazismo na Alemanha de Hitler, apenas para citar os exemplos mais conhecidos.
Mas aparte estes episódios, em toda sua trajetória há marcas do sangue dos justos.
Em nosso presente, lê-se nos jornais todos os dias, que cristãos são massacrados no mundo islâmico. Mas seriam os muçulmanos no fim dos tempos os nossos perseguidores?
É nada provável. Basta se examinar os textos escatológicos para se constatar que não há nada que os identifique claramente em lugar nenhum. Esta perseguição que vemos hoje, se abate, para além dos grupos cristãos, sobre homosexuais, e minorias raciais e religiosas não cristãs. Ademais, ainda que exista de fato perseguição de cristãos verdadeiros, a maioria perseguida é constituída de cristãos nominais, como ocorre atualmente no caso da Nigéria. O ISIS, Estado Islâmico, por exemplo, massacra mais muçulmanos que cristãos. É desproporcional, de maneira que estes grupos de radicais islâmicos não podem sequer ser considerados muçulmanos. Não são. São, sim, uma contingência do presente, mais precisamente, um efeito proposital da Nova Ordem Mundial.
No exercício de prever o futuro, que pode levar a conclusões erradas, uma vez que nossa tendência é sempre analisar o futuro próximo pelos sinais do presente, podemos propor que é mais provável que muçulmanos e judeus fundamentalistas sejam igualmente perseguidos. Para a Nova Ordem que se instala, eles são um estorvo tão grande quanto os cristãos. Para eles, todo fundamentalismo religioso é indesejável.
Há um caso parecido no passado de Israel, ainda que com ressalvas, quando Isaías previu o aparecimento de Ciro 200 anos antes que ele nascesse. Ciro libertou os judeus, bem como devolveu ao Templo que ele autorizara reconstruir todos os bens tomados por Nabucodonozor. Era a determinação de Deus, mas Ciro fez o mesmo para os demais povos que estavam cativos na Babilônia. Puderam sair todos e todos os bens tomados de seus santuários foram igualmente devolvidos.
Um dia, muito em breve, os cristãos serão perseguidos. A maioria acha que não, que serão arrebatados antes que aconteça. Mas Jesus deixou claro, conforme Mateus 24:29, que não será assim. Seremos perseguidos.
Mas todos os perseguidos serão presos, torturados ou mortos? Claro que não. Os que negarem o Evangelho não terão qualquer problema.

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