O falso ensino de que não passaremos pela tribulação

Em Mateus 24:21 Jesus fala da aflição dos dias da grande tribulação: “Porque haverá então grande aflição, como nunca houve desde o princípio do mundo até agora, nem tampouco há de haver. E, se aqueles dias não fossem abreviados, nenhuma carne se salvaria; mas por causa dos escolhidos serão abreviados aqueles dias”.
Consideramos, num capítulo anterior, que neste trecho do Sermão Profético Jesus descrevia a situação de Jerusalém cercada pelos exércitos romanos, o que viria ainda a acontecer no ano 70, mas que ao afirmar que nunca houve desde o princípio do mundo até aquele tempo, nem tampouco haveria uma coisa igual a esta, certamente não se referia à destruição da cidade, mas sim ao que virá no futuro. Propusemos comparar a destruição de Jerusalém ao dilúvio, concluindo que este foi uma catástrofe universal muito mais grave que a destruição da cidade, e assim, a julgar pelas palavras de Jesus, certamente menos grave do que as coisas que virão sobre nós. Já pensou nisto?
Se Jesus disse que nunca houve nada tão grave como esta tribulação que há de vir, nem mesmo o dilúvio de Noé, quão grave ela há de ser?
Os crentes não estão muito preocupados com isto porque acham que não passarão pela tribulação. Mas Jesus, na sequência de seu discurso, em Mateus 24:29-30, diz: “E, logo depois da aflição daqueles dias, o sol escurecerá, e a lua não dará a sua luz, e as estrelas cairão do céu, e as potências dos céus serão abaladas. Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem; e todas as tribos da terra se lamentarão, e verão o Filho do homem, vindo sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória”.
A julgar pelas palavras de Jesus, “depois da aflição daqueles dias”, os que não estão preocupados porque acham que não vão passar pela tribulação deveriam começar a se preocupar, ou pelo menos deveriam procurar nas escrituras ao menos um verso que confirme claramente seu otimismo. Quem já procurou não achou.
Não vale dizer que assistiu o filme “Deixados para trás” com o Nicolas Cage, que por sinal é péssimo. O filme é baseado no livro de Tim LaHaye, Left Behind, que conta sua versão do arrebatamento pré-tribulacionista. Vendeu 65 milhões de cópias em todo mundo, e tornou-se o maior best seller de todos os tempos.
LaHaye é uma referência complicada: é co-fundador da organização ultra direitista Moral Mojoraty, que foi dirigida por Jerry Falwell, outro complicado, que ajudou a eleger Ronald Reagan presidente dos EUA. Reagan é o predecessor de toda desregulamentação do mercado financeiro americano que será responsável muito em breve pela falência não só da América, como do mundo todo.
LaHaye prega abertamente o ódio contra homossexuais, e tantas outras maldades interesseiras que nem valem ser mencionadas, apenas que há sempre muito dinheiro por trás de tudo o que faz.
Não há, meus irmãos, nenhuma referência clara, nem no Antigo, muito menos no Novo Testamento, que diga que a igreja será arrebatada antes da tribulação. Ao contrário, todas referências dizem que não, a começar pela citada por Jesus em Mateus 24:29.
Mas não vamos por ora esmiuçar este assunto, pois a proposta aqui é discutir a falta de preparo da igreja quando este tempo chegar. Vamos tentar imaginar como serão estes dias?
Uma das primeiras imagens que nos vem à mente é a descrita em Apocalipse 13:16-17: “E faz que a todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e servos, lhes seja posto um sinal na sua mão direita, ou nas suas testas, Para que ninguém possa comprar ou vender, senão aquele que tiver o sinal, ou o nome da besta, ou o número do seu nome”.
Este texto é central em todo raciocínio sobre como será a realidade daquele tempo. Ninguém comprará ou venderá senão os que tiverem um sinal na mão direita ou na testa.
Se quiséssemos caracterizar este episódio na forma como é percebido pela maioria dos cristãos, poderíamos fazê-lo através de uma história curtinha de gibi, imaginando o anticristo discursando numa praça, à semelhança do que fazia Adolf Hitler nos anos 30.
No outro quadro, no extremo da praça, cercada de soldados, o palanque, em frente do qual há uma enorme fila de pessoas dispostas a receber em sua mão direita o implante de um chip que lhes permitirá movimentar suas contas bancárias. Os que não aceitam seus termos não recebem o implante, e consequentemente, para além de não terem acesso ao dinheiro, são presos ou mortos.
Embora a estória seja meio parecida com um enredo de novela da Record, serve para o nosso propósito, pois hoje já se dispõe de tecnologias que tornem isto possível, o que era inimaginável há 30 anos atrás.
De fato caminhamos para uma sociedade sem dinheiro impresso. Não haverá, muito em breve, papel-moeda, o que não é de maneira nenhuma ficção: Suécia e Finlândia, por exemplo, já têm hoje menos de 3% de suas transações comerciais pagas com dinheiro papel. É quase tudo feito por cartão magnético ou outros dispositivos, como telefones celulares, ou mesmo implantes de RFIDs. Em muitas cidades suecas já não se aceita papel moeda para pagar contas, nem sequer viagens de ônibus. Dinheiro serve apenas para comprar coisas baratas como cigarro ou uma barra de chocolate.
A sociedade deixar de usar dinheiro em papel não é só uma consequência da evolução, mas, uma imposição financeira que visa regulamentar as economias de forma globalizada.
Revista Veja de 17/10/2015 – Um país ‘livre’ de dinheiro? Na Suécia, isso pode estar próximo
Deriva disto a necessidade de que venha a existir uma moeda única no mundo, o que também não constitui nenhum delírio, uma vez que há pouco tempo vimos toda a União Europeia convergir de suas moedas locais para o Euro sem maiores consequências. E o mundo precisa urgentemente sair do embuste do dólar, que é uma moeda falida. A maquiagem que o dólar recebeu recentemente, quando foi redesenhada a nota de 100 teve este objetivo: apagar sua imagem cansada e transformá-la numa coisa mais desejável.
Se todo mundo pegasse seus dólares e saísse para gastá-los, seriam necessários 20 planetas iguais ao nosso para produzir tantos bens. Ninguém, nem o Federal Reserve, o Banco Central americano, tem a menor ideia de quanto em dólar existe no mundo.
Só para você fazer uma ideia de como a coisa é muito pior do que se imagina, tenha em mente estes números: o PIB americano está em torno de 17 trilhões de dólares, e o do Brasil menos de 3.
Pois bem; dê uma olhada neste vídeo linkado abaixo: É um interrogatório conduzido pelo deputado republicano Alan Grayson sobre o desaparecimento de 9 trilhões de dólares impressos pelo FED. A interrogada, Elizabeth Coleman, que vem a ser inspetora geral da instituição, diz não ter a menor ideia de onde foi parar o dinheiro. Acredita nisto? Sumiu o equivalente ao que o Brasil, oitava economia do mundo, demora mais de três anos para produzir e ninguém sabe onde foi parar.

Um parêntesis: A crise da roubalheira petista no Brasil foi alardeada nos EUA e em todo mundo como o maior ato de corrupção da história da humanidade. Mas à sombra deste caso do FED, seria melhor explicada como o maior roubo de galinhas do planeta, porque nem de perto se assemelha, não só a esta, mas às consecutivas maracutaias norte americanas, todas elas na casa dos trilhões de dólares.
Em resumo, todo este dinheiro falso que lastreia as economias tem que se tornar uma coisa mais sustentável, uma nova moeda, que certamente será papel, por algum tempo, mas apenas em quantidade suficiente para que haja uma assimilação real de sua existência, e depois, tende a desaparecer, dando assim lugar às transações exclusivamente eletrônicas.
Imagine então, voltando ao nosso cenário, se será possível sobreviver num mundo onde não há dinheiro, e que demande que toda transação financeira seja feita por meio eletrônico.
Alguém poderia perguntar: o que será dos pobres que não têm acesso aos bancos?
Errado. A conversão da sociedade para este novo modelo começou pelos pobres, que não precisam de banco, usam as empresas de telefonia celular para transferir valores. Em toda África já funciona assim.
De fato, quem não estiver no sistema não vai comprar nem vender, e consequentemente, não vai comer.
Desta forma, diante do dilema proposto, alguém poderia dizer que não aceitará a marca da besta, conforme a alegoria do Apóstolo João no Apocalípse. Verdade, também isto foi escrito por João.
Mas, por uma questão de lógica, a coisa também não vai funcionar assim como pensa a maioria. Dar-se-á exatamente o contrário, pois todos migrarão para este sistema de forma automática e sem qualquer contestação.
Veja o seguinte: Antigamente existia só o dinheiro, e as pessoas sacavam do banco e pagavam suas contas com papel moeda. Depois veio o cheque, que por sua vez foi substituído pelo cartão de débito. Ninguém te perguntou se queria um. Você chegou ao banco e o teu já estava pronto. E assim, da mesma forma vai acontecer que um dia você vai receber um acesso à tua conta por um meio que será o sucessor destes que existem hoje, ou provavelmente serão estes mesmos que já existem, não importa. E desta forma, a imposição de fazer ou não parte do sistema será muito mais uma questão de aceitar ou rejeitar, porque no sistema todos estarão.
Não vai depender, portanto, de entrar numa fila e esticar a mão para receber um implante. Não tem sentido. O que vai acontecer, diante deste cenário, é o contrário, vai haver o expurgo dos mal adaptados, os indispostos a aceitar as exigências da Nova Ordem Mundial, entre os quais os cristãos.
Mas a exemplo do que aconteceu no tempo em que Ciro permitiu o retorno dos judeus exilados na Babilônia, onde não só os judeus foram libertados, como também os demais povos cativos, na perseguição que há de vir estarão inclusos, para além dos cristãos, os demais monoteístas: judeus e muçulmanos.
Está próximo o tempo deste que se assentará, como Deus, no templo de Deus, querendo parecer Deus, que fará com que sejam mortos todos os que não adorarem a imagem da besta, todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e servos, lhes seja posto um sinal na sua mão direita, ou nas suas testas, para que ninguém possa comprar ou vender, senão aquele que tiver o sinal, ou o nome da besta, ou o número do seu nome.
Você acha que um judeu fundamentalista aceitará isto? Ou um muçulmano aceitará? De maneira nenhuma, e não só isto, como também é fácil prever que proporcionalmente muito mais cristãos abandonarão sua fé para sobreviver do que estes outros, ainda mais num cenário em que acham que não vão passar por isto. Mas vão, e não estão preparados.
Os cristãos, comparativamente aos padrões de cada uma das três religiões monoteístas, são os menos preparados. Sua expectativa religiosa resume-se a uma vida de aparência, que precisa ser marcada pelo sucesso, bem-estar, cheia de bençãos constantes, prosperidade, saúde, bons salários. Como diz o ditado: “Hóstia batista contém mais Deus”, não é mesmo?
Falta masculinidade ao nosso povo, no sentido mais honrado da palavra. Não são assim os demais. Os muçulmanos, ou os judeus fundamentalistas, estão muito mais dispostos a morrer por aquilo que acreditam que nós; Infelizmente.
Os cristãos, que assimilaram o conceito de que a ter dinheiro é ser abençoado por Deus, serão conduzidos a esta realidade, à coisa de não comprar nem vender se não tiverem a marca. Deus tem mesmo senso de humor, porque toda esta gente terá um dia que decidir com quem fica.
A besta descrita no Apocalípse 13 é a extensão do reino simbolizado pelo quarto império visto por Daniel. Este poder fará brevemente com que em todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e servos, lhes seja posto um sinal na sua mão direita, ou nas suas testas.
Ao contrário do que se crê, o sinal da besta é completamente relacionado a uma profissão de fé, e nada relacionado a um ato cirúrgico. É o oposto ao sinal determinado por Moisés em Deuteronômio 6:1-8. Recordemos o texto: “Ouve, Israel, o SENHOR nosso Deus é o único SENHOR. Amarás, pois, o SENHOR teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças. E estas palavras, que hoje te ordeno, estarão no teu coração; E as ensinarás a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te e levantando-te. Também as atarás por sinal na tua mão, e te serão por frontais entre os teus olhos”.
O sinal da besta é o oposto ao de Deus; é o compromisso com o mundo e a consequente rejeição do Evangelho. Muitos rejeitarão Jesus, conforme ele próprio previu: “Então vos hão de entregar para serdes atormentados, e matar-vos-ão; e sereis odiados de todas as nações por causa do meu nome. Nesse tempo muitos serão escandalizados, e trair-se-ão uns aos outros, e uns aos outros se odiarão”.
Mas como as pessoas perderão seu acesso ao sistema financeiro? Da mesma maneira que advertiu o Senhor: “vos hão de entregar”. Você vai contra alguma coisa e é dedurado, e subsequentemente enquadrado em alguma lei que lhe tira o direito de liberdade.
Já existem hoje na América milhares de pessoas encarceradas pelo simples fato de pregarem a criação ao invés da evolução. Outros tantos foram presos pelo chamado Ato Patriótico, um conjunto de leis, que em nome da segurança nacional tranca qualquer indivíduo que discorde da versão oficial sobre qualquer pretexto. Estas coisas estão estampadas na mídia alternativa e a internet é rica em termos de fornecer este tipo de informação.
No futuro próximo as pessoas serão presas por outros motivos fúteis, que por sua vez serão igualmente enquadrados como assuntos de segurança nacional. Fazer parte de grupos cristãos fundamentalistas, participar de reuniões em que se questione as decisões do governo, ou mesmo onde se ore pela propagação do Evangelho, coisas assim, que hoje parecem absurdas, amanhã serão motivos de prisão.
O 11 de Setembro de 2001 foi um divisor de águas que nos precipitou no regime pré-tirânico da Nova Ordem que se implanta hoje no mundo. Funcionários da própria CIA que denunciaram a conspiração por trás dos atentados que resultaram na morte de milhares de inocentes foram presos quando tentavam denunciar tais ocorrências junto ao congresso americano.
Este tempo terrível que se avizinha, que trás de arrasto aquele que tem por nome Morte, que é seguido pelo inferno, a quem foi dado poder para matar a quarta parte da terra, com espada, e com fome, e com peste, e com as feras da terra, trará, para além das consequências terríveis descritas por João, uma oportunidade única para aqueles de nós que tiverem o privilégio de estarem vivos: a possibilidade de pagar com suas vidas o preço do testemunho do Evangelho. É este o sentido da advertência de Jesus para estarmos prontos.
Qual outro tempo da história nos daria tal oportunidade? Nenhum. Mas a maioria de nós quer ser arrebatada antes disto, o que torna interessante perceber como a covardia é a característica mais notável da doutrina que ensina o arrebatamento pré-tribulacional. É vergonhoso, meus irmãos, chegar à conclusão de que a era mais desejada entre todas as demais do cristianismo, que é também a que mais trará oportunidades de mostrar a que viemos, seja também aquela a ser evitada em nossos delírios teológicos.
Nenhuma vida cristã nos séculos recentes, por melhor que tenha sido vivida, trouxe em si a mesma possibilidade que a misericórdia de Deus concedeu a Estevão: morrer pelo Evangelho. Qual cristão pode desejar mais que isto? Mas ao contrário: às portas da volta de Jesus sonhamos com carrões, viagens, champanhe francês no ano novo, dinheiro no banco e outras abominações propagas pela teologia da prosperidade.

14 Comentários

Filed under Uncategorized

A multiplicação da ciência nos últimos tempos – ou com viemos a descobrir que o Sol gira em torno da Terra

Uma pequena história da Astronomia
Aristóteles, que viveu em Atenas entre os anos 384 a.C. e 322 a.C., foi discípulo de Platão e mestre de Alexandre, o Grande. Estudioso das ciências, elaborou a concepção do cosmos geocêntrico, ou seja, com a Terra literalmente estacionária no centro do universo. É a primeira teoria importante sobre o assunto.
Depois dele, foi Ptolomeu (90 dC – 168 dC) um outro grande nome a apoiar a mesma teoria, mas sendo cartógrafo, geógrafo, matemático e astrônomo, foi além de Aristóteles e criou um dos primeiros modelos matemáticos de descrição da órbita celeste, também com a Terra no centro do universo.
A concepção de Ptolomeu sobreviveu até a idade média, quando Nicolau Copérnico (1473 – 1543), católico, astrônomo e matemático polonês, propôs uma nova teoria, o sistema heliocêntrico, onde a Terra orbita em torno do Sol, e este, por sua vez, estaria próximo ao centro do universo. A própria igreja católica não gostou da proposta, rotulada a princípio de heresia.
Sua teoria não trouxe grandes melhorias com relação ao modelo proposto por Ptolomeu, pelo menos até encantar a mente de um gênio, Galileo, que viveu quase um século depois de sua morte.
É importante realçar que embora Copérnico não tenha conseguido atrair com sua teoria a simpatia da igreja católica, atraiu sim, a antipatia de Martinho Lutero (1483 – 1546), seu contemporâneo, líder da reforma protestante na Alemanha. Lutero fez veementes críticas à proposta de Copérnico, uma vez que esta contrariava a Bíblia. Como diz acertadamente o ditado, que o inimigo de meu inimigo é meu amigo, a igreja católica tolerou durante quase um século a heresia útil de Copérnico, uma vez que Lutero e outros protestantes se opunham a ela.
Entra em cena Tycho Brahe (1546 – 1601), astrônomo dinamarquês, destacado representante da ciência renascentista, que baseado na tradição bíblica veio a propor um modelo de universo que combinava as visões de Ptolomeu e Copérnico, onde os planetas giram de fato em torno do Sol e este, por sua vez, em torno da Terra, teoria que embora pareça absurda, nunca foi refutada.
A Dinamarca de Brahe era na altura protestante. Dizia ele: “A Terra é o centro do universo por duas razoes: a Bíblia afirma que sim, e minhas observações confirmam isto”.
Um de seus pilares era o Salmo 93:1, que diz, conforme a versão Almeida, que : “o mundo também está firmado, e não poderá vacilar”. Da versão King James da Bíblia se traduz com mais propriedade que “o mundo também está estabelecido e não pode ser movido”.
Brahe faleceu antes de publicar suas observações, mas confiou-as a seu assistente, Johannes Kepler, que mencionamos no tópico em que tratamos da Estrela de Belém. Kepler prometeu publicá-las, mas preferindo o sistema de Copérnico, fez nele algumas alterações, entre as quais a principal se refere às órbitas dos planetas, que originariamente eram circulares e passaram a elípticas.
Surge então na história da ciência o o gênio italiano Galileu Galilei (1564 -1642 ), matemático, físico e astrônomo, que a partir das conclusões de Kepler, aperfeiçoa o sistema heliocêntrico. De fato Galileo destrói em sua obra “Diálogo sobre os dois principais sistemas do mundo”, o sistema geocêntrico, impondo de maneira irrefutável o que até hoje é o princípio básico da astronomia: Não só a Terra gira em torno do sol, como está presente em todo universo a força da gravidade que estabiliza a ordem gravitacional de todos os corpos celestes. Galileo foi quase queimado nas fogueiras da inquisição católica por afirmar estas coisas, quase. Giordano Bruno (1548-1600), este sim foi queimado vivo por defender o mesmo ponto de vista de Galileo.
Triunfou, desta forma, o sistema heliocêntrico de Copérnico, não por seu próprio mérito, mas por causa de Galileo, e assim Copérnico se tornou a figura central da cosmologia.
A influência desta migração de conceitos é tremenda, pois tanto em termos filosóficos quanto espirituais, no sistema geocêntrico, colocar a Terra no centro do universo, implica que somos importantes. Mas o contrário também é verdadeiro: se a Terra não é o centro, não somos importantes, e talvez sejamos mesmo frutos do acaso.
Aprendemos isto na escola: que um ano é o tempo em que a Terra faz uma volta completa em torno do Sol, que estamos num canto da Via Láctea, que somos um planeta secundário perdido na vastidão do cosmos. Este talvez seja um dos conceitos mais básicos de ciência assimilado por qualquer pessoa minimamente educada.
O Sol gira em torno da Terra
Mas, e se lhe dissessem que é o contrário, que o Sol gira em torno da Terra, e que a Terra está de fato no centro do universo? Daria risada?
Pois não deve.Esta é a assombrosa e desconfortável conclusão a que chegaram inúmeros astrônomos, sobretudo depois da divulgação de dados do Projeto Plank da ESA – Agência Espacial Europeia: a Terra está fixa num ponto do universo e o Sol gira em torno dela.
Em termos de cência moderna, desde 1978 havia fortes comprovações de que fosse verdade, desde a publicação do trabalho de Arno Allan Penzias e Robert Wilson – que naquele ano receberam o premio nobel de física por seu trabalho – a descoberta da radiação cósmica presente em todo universo.
A existência desta radiação já fora prevista em 1948 por grandes físicos como George Gamov, Ralph Alpher e Robert Herman, e ao confirmá-la, Penzias e Wilson acabaram por descobrir aquilo que pode chamar de “fóssil da criação”, ou seja, a Radiação Cósmica de Fundo em Micro Ondas (CMB – Cosmic Microwave Background Radiation), que vem a ser o mais antigo remanescente vestígio da energia presente no instante da criação do universo, independente da forma como ele tenha sido criado.
Quando observado por telescópios óticos, o espaço vazio entre as estrelas e galáxias (background) é completamente negro. No entanto, quando examinado por rádio telescópio mostra neste vazio um brilho remanescente, idêntico em todas as direções observadas, e não associado a nenhuma estrela ou galáxia específica. Estas ondas seriam responsáveis por um calor de cerca 2 graus célsius remanescentes do instante da criação. Em tese, o universo que tem hoje uma temperatura hipotética de 272 ºC negativos, 1 grau acima do zero absoluto, tende a chegar ao zero absoluto, 2.7 Kelvin = -270.45 célsius.
Penzias e Wilson se tornaram imediatamente estrelas da física, sobretudo porque apareceram em cena 15 anos depois do físico inglês Stephen Hawking teorizar o Big Bang.
Quando Hawking explicou o Big Bang, seus críticos questionavam onde estariam os fósseis da grande explosão, o que veio a ser explicado pelas observações de Penzias e Wilson. É briga de cachorro grande, como diz o ditado, disputada por fórmulas matemáticas incompreensíveis para a maioria de nós, simples mortais.
Particularmente não acredito no Big Bang, mas respeito a opinião de muitos cristãos que o aceitam como explicação do Fiat Lux – Faça-se a Luz – de Gênesis 1. Mas veja que mesmo a teoria de Hawking sobre o Big Bang arrasta consigo uma conclusão maravilhosa, pois, se houve uma explosão inicial, presume-se que houvesse uma quantidade brutal de matéria original para explodir, mas segundo as fórmulas de Hawking, matematicamente comprovadas, não havia nenhuma matéria no instante inicial. Veja isto: matematicamente falando, Hawking, que é ateu, demonstrou a possibilidade de o universo vir a existir a partir de nada, nem um grão de poeira, de maneira que seria necessário, com ou sem Big Bang, Deus como agente da criação.
Voltando à questão da radiação do universo, quais conclusões se pode tirar a partir dos dados coletados até 2005 pela sonda Planck da Agência Espacial Europeia? Que toda radiação do universo converge para a Terra. E não somente o Projeto Planck constatou isto, como também seus antecessores, os projetos COBE e WMAP. Tudo no universo converge para nós, quer seja pela análise da radiação, quer sejam as emissões teorizadas dos quasares, buracos negros, ou quer sejam tomados por referência os “Mega Muros” (Megawalls), tudo no universo sincroniza com a nossa Terra. A cosmologia mostra a existência de ao menos 13 enormes muros de galáxias, 13 enormes ajuntamentos de milhões de galáxias, que quando mapeadas parecem muros (Mega Walls) no universo observável. Alinhados com quem? Com a Terra.
Tudo no universo é alinhado com a Terra. Foi assim que Deus o criou e tudo o que faz a ciência é exaustivamente confirmar isto. Somos, afinal, importantes.
O modelo mais apropriado de funcionamento do universo volta a ser o de Tycho Brahe, para quem a Terra é o centro, em torno do qual circula o Sol. Em torno do Sol orbitam os demais planetas do sistema, bem como o resto do universo, tudo arrastado pela Terra. E pouco importa o que acha a maioria, pois foi assim que Deus fez as coisas funcionarem.
Para quem observa as constatações da ciência, todas estas evidências não só tornam obsoletas nossas crenças científicas atuais, como provam que nosso conhecimento prático da ciência é medieval. Tudo terá que ser reescrito, e tomará muito tempo para que isto aconteça, pois mesmo à luz de tantas evidências, a própria ciência continuará negando o que já constatou. Esta é uma boa razão para você não ensinar estas coisas para seus filhos, porque se aprenderem certo, serão reprovados na escola.. Einstein disse que duas coisas são infinitas: o universo e a estupidez humana. Mas, no que diz respeito ao universo, ainda não tinha ainda certeza absoluta se é mesmo infinito.
E se tudo tem que ser reescrito na cosmologia, seria por acaso diferente com relação às outras ciências?
Ciência, meus irmãos, poderia ser explicada como a matemática de Deus. Deus é o criador da ciência, não a humana, mas a verdadeira, e estes poucos de nós a quem é dada a compreensão de uma parte insignificante destes segredos, apropriam-se deles como se fossem seus criadores. Mas a ciência pertence a Deus.
Mas ao mesmo tempo que não se vê Deus, a ciência está presente em nossas vidas de muitas formas tangíveis: O telefone celular é ciência, assim como o computador, a TV, os meios de transportes, medicamentos, tecidos, satélites de comunicação, tudo que nos cerca, para além das promessas de viagens fora da órbita da Terra, veículos movidos a energia solar, robôs que fazem qualquer tipo de trabalho, navegação autônoma, casas inteligentes, vidas que podem durar mais de 300 anos, etc.
No campo espiritual, o efeito colateral de tantas maravilhas se manifesta na descrença generalizada no Deus descrito na Bíblia, uma vez que a Ele se opõem de muitas maneiras os homens da ciência.
O Livro de Gênesis não é por acaso o primeiro livro da Bíblia. É suposto que quem pega uma Bíblia para ler pela primeira vez abra na primeira página. Ali está escrito que Deus criou antes de qualquer coisa os céus e a Terra. Criou depois o Sol, a Lua, e as estrelas, nesta ordem. Não cabe, portanto, nesta descrição, nenhum Big Bang. Os atos seguintes à criação são igualmente desconfortáveis de serem explicados à luz da ciência. O dilúvio, a travessia do Mar Vermelho, a ordem de Josué para que o Sol parasse, Jesus andando sobre as águas, sua ressurreição, a sombra de Pedro curando doentes, tudo isto não se explica, se crê.
Mil vezes ter o apreço de Deus e ser motivo de riso, que se submeter à ridícula pretensiosidade dos homens.
Moisés podia ter evitado falar da criação, como também poderia ter atravessado o Mar Vermelho de canoa. Cada coisa complicada da Bíblia poderia ter sido explicada de uma forma mais adequada a minimizar a descrença humana. Mas não foi esta a decisão de Deus.
Pena que como Tomé também nós precisemos de provas para aceitar o que está escrito.

6 Comentários

Filed under Uncategorized

Como nos dias de Noé

Lucas 17
26 E, como aconteceu nos dias de Noé, assim será também nos dias do Filho do homem. 27 Comiam, bebiam, casavam, e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca, e veio o dilúvio, e os consumiu a todos. 28 Como também da mesma maneira aconteceu nos dias de Ló: Comiam, bebiam, compravam, vendiam, plantavam e edificavam; 29 Mas no dia em que Ló saiu de Sodoma choveu do céu fogo e enxofre, e os consumiu a todos. 30 Assim será no dia em que o Filho do homem se há de manifestar.

Jesus comparou o tempo de sua volta aos dias de Noé e Ló. Como entender, além da advertência, esta comparação?
Os dias de Noé, como os de Sodoma, foram dias maus, e comparados aos nossos, são tempos muito parecidos. Mas era tudo ruim nos dias de Noé?
Não. Havia Noé, e assim, a palavra de Jesus serve para nós como um convite, ou mais que isto, uma inspiração, um desafio para que nos transformemos em crentes à semelhança de Noé. Milhões espalhados pela Terra, onde a arca, desta vez, é a igreja, não a de quatro paredes, mas o corpo de Cristo, literalmente.
A igreja de quatro paredes, meus irmãos, vai mal. Nem todas, é claro: há umas poucas que ainda se mantêm fiéis a Cristo. Mas são muito poucas, raríssimas.
Já nascemos num mundo contaminado onde também a igreja foi contaminada. Os crentes mais antigos dizem que em seu tempo as coisas eram melhores, e parece que eram de fato, mas mesmo eles também já nasceram num mundo onde o Evangelho já havia assimilado uma grande carga de conformismo.
Nossa igreja é um retrato recentíssimo do Israel antigo, e não se trata apenas de opinião pessoal, nem de uma coisa que não possa ser comprovada, mas bíblica, totalmente de acordo com as palavras de Jesus, Paulo, Pedro, e João quando advertiram o que ela seria nos últimos tempos, e estamos neles, nos tempos finais. É triste observar como todos concordamos que estamos vivendo estes tempos, mas raramente confessamos que fazemos parte desta coisa. Mas se nenhum de nós é parte disto, então a quem Jesus teria se referido?
Não sairão pessoas como Noé da maioria destas igrejas. O Noé de hoje tem que ser um alienígena; não pode pertencer a este mundo. Para construir a Nova Arca é preciso desistir do mundo e isto não acontece do dia para a noite. É preciso desenvolver a consciência de que não somos cidadãos desta realidade, mas sim da que há de vir.
Era a isto que se referia Jesus quando disse que quem quisesse segui-lo deveria tomar a cada dia sua cruz e negar-se. Esta cruz não é a do Calvário, nem poderia ser, uma vez que nem sequer passava na altura pela cabeça dos que o ouviam que ele viesse a ser crucificado um dia. Jesus se referia à cruz de todos os dias, aquela que ele carregou também nos 30 anos anteriores ao seu ministério.
Quem se salvou nos dias de Noé? Apenas ele e sua família. Quem se salvará desta vez? Apenas os da mesma espécie de Noé.
As semelhanças com nosso tempo são bastante encorajadoras: A propagação das guerras ocorre numa escalada desproporcional ao ritmo da história. Violência doméstica, violência contra crianças, multiplicação de atos terroristas praticados por todo o mundo.
Onipresente na sociedade está a ganância, a característica mais destacada do deus deste século, o dinheiro. Tornou-se comum ver todos os dias na mídia, notícias de demissões em massa. Motivadas por que causa? Porque as ações da empresa desvalorizaram. E assim, num ato frio de brutalidade fecham-se fábricas e negócios, porque afinal estes não têm nenhuma finalidade social, servem apenas para gerar lucro.
Ganância gera violência econômica. A violência econômica gera mortes. Veja o caso das empresas de seguro saúde: Negam ao associado o direito a exames e internações. Fazem isto como quem pratica um ato de justiça contra alguém que abusa de uma situação, como se a doença fosse um ato desonesto. É como se o doente não sofresse da doença, mas a praticasse propositalmente. Que morra o doente, porque trata-lo diminuiu o lucro.
Nosso tempo é permeado pela sensualidade, onde mesmo nas sociedades mais fechadas do planeta, a perversão sexual se tornou um mal tão presente quanto o ar que respiramos. Veja a pornografia, tão fácil por meio da internet. Toda esta sensualidade deságua no rebaixamento do homem, de criatura espiritual, para simples animal. Dotado de espírito, mas sem comunhão com Deus, o homem nada mais é que um animal inteligente..
Este animal inteligente construiu o sistema em que vivemos onde nada funciona. Pergunte a si mesmo ou a seus amigos. Desafie qualquer um a achar alguma coisa que funcione, não duas coisas, uma só. Não vai achar.
Como nos dias de Noé, a sociedade tornou-se imprestável, impossível de ser consertada. Por que o mundo antigo foi destruído? Porque sua sociedade era imprestável.

1 Comentário

Filed under Uncategorized

A abominação da desolação

O inconsciente coletivo formado em torno deste assunto dirige o raciocínio do leitor para a crença dominante que se refere aos dias finais, à Grande Tribulação, em que o anticristo, depois de simular amizade com o povo de Israel, rompe a aliança e sacrifica um animal impuro sobre o altar do templo, passando daí por diante a perseguir os judeus e os crentes em Jesus.
Mas esta teoria, ou interpretação dos textos, traz certas dificuldades, como por exemplo, a necessidade de existir um templo em Jerusalém, no mesmo lugar que existiram os anteriores, no topo do Monte Moriá, melhor situando nos dias de hoje, acima do Muro das Lamentações, onde existem duas construções erguidas pelos muçulmanos durante a ocupação árabe da Palestina: o Domo da Rocha e a Mesquita de Al Aqsa.
Ainda nos dias de hoje o visitante que chega à cidade é levado a conhecer o Muro das Lamentações no seu lado oriental, e ali é informado que aquilo é tudo que resta do antigo local do Templo dos judeus.
Na prática o muro constitui o alicerce do platô sobre o qual estava o Templo. Funciona como uma caixa que foi colocada em torno do Monte Moriá, de maneira que seu conteúdo foi aterrado, permitindo que Herodes, o construtor do Templo em que Jesus pisou, nivelasse o topo do monte, abrindo assim um grade espaço para construir um novo Templo, bem como para o ajuntamento de pessoas. Não era, portanto, parte do Templo.
Depois da restauração do Estado de Israel, em 1948, o muro, em cujo topo se encontra o Domo da Rocha, segundo lugar mais sagrado do islamismo, passou ao controle da Jordânia, de acordo com os termos da ONU sobre a partilha da Palestina, e foi retomado pelos judeus na Guerra dos Seis Dias em 1967.
Interessante notar que diante do muro se ouve todo tipo de explicação sobre a sua existência, exceto, ou raramente, uma: ele é a mais óbvia testemunha das palavras de Jesus quanto ao destino do Templo em que o Senhor pisou: ” Não vedes tudo isto? Em verdade vos digo que não ficará aqui pedra sobre pedra que não seja derrubada”. (Mt 24:1-2)
Estas construções são consideradas pelos judeus lugares sagrados, de maneira que não podem ser removidos dali por causas não naturais. Desta forma, como os judeus não podem simplesmente tomar posse do lugar e destruir as construções, acreditam que estas serão derrubadas de uma forma natural, como por um terremoto, por exemplo, ou ainda por um bombardeio, ou mísseis disparados pelos próprios muçulmanos, inimigos de Israel, vindos da Faixa de Gaza ou de outro país. O mais provável, quanto à possibilidade deste templo vir a ser construído, é que as coisas se encaminhem para um acordo entre palestinos e judeus, e assim, coexistam pacificamente, no mesmo local, os centros de adoração das duas religiões.

A necessidade de existir um templo em Jerusalém – verdade ou fantasia?
Existem, de fato, em Israel, grupos de judeus ortodoxos que trabalham para a construção do novo templo. Já possuem utensílios guardados, e sabe-se que os sacerdotes encarregados deste eventual templo serão os zadoquitas, descendentes de Zadoque, o que se pode determinar com clareza nos dias de hoje pela marcação genética.Possuem também a planta do templo que pode ser vista no Youtube no endereço abaixo:

Não é impossível que isto venha a acontecer. Os judeus desejam isto, bem como a maioria da cristandade, que crê que a volta de Jesus necessite deste templo para cumprir uma profecia.
Mesmo assim, não se pode deixar de atentar para um ponto muito relevante no que tange o aspecto prático da questão: os judeus querem, a maioria da cristandade quer, mas qual utilidade teria este templo para Deus?
Se houver templo, haverá sacrifícios e holocaustos para expiação de pecados. Que utilidade teria isto para Deus? Nenhuma, porque o único sacrifício que importa ao Pai é aquele já feito por Jesus na cruz do Calvário.
Mas ainda assim, digamos que venha a existir este templo, e como pensam as correntes cristãs mais aceitas, o anticristo entrasse lá um dia e fizesse cessar o sacrifício de bodes, ovelhas e touros, e sacrificasse alí um porco; De que maneira Deus se sentiria ofendido com isto? Por qual razão Jesus chamaria um abuso contra este templo de abominação da desolação? É algo que devemos considerar, porque quer parecer que Deus não poderia se sentir ofendido com isto sem minimizar, ou relativizar o sacrifício de Jesus.
Deus não se sentiu ofendido quando Nabucodonosor destruiu o primeiro Templo. Tempos depois Ciro mandou Zorobabel reerguer o templo de Salomão com uma planta diferente da original. O Templo foi reerguido conforme Ciro determinou, e não como Deus ordenou a Salomão. Nem tampouco Deus se ofendeu quando Herodes, o Grande, desmontou o Templo de Zorobabel e construiu outro muito mais suntuoso que os dois primeiros. Não matou nem puniu Nabucodonosor, nem Ciro, nem Herodes, nem fez chover fogo sobre os construtores, mas ao contrário, abençoou-os, inclusive Herodes. Deus também não puniu os romanos que destruíram o Templo e Jerusalém. Vespasiano e Tito, os generais romanos que comandaram a guerra na Judeia e destruíram não só Jerusalém, como também todas as cidades por onde passaram, foram, não por acaso, guindados ao topo do mundo, uma vez que posteriormente ambos reinaram sobre Roma e sobre o mundo antigo. E tudo isto apenas certifica o que disse (Marcos 4:21) Jesus à mulher samaritana: “Mulher, crê-me que a hora vem, em que nem neste monte nem em Jerusalém adorareis o Pai”. Que dizer então das palavras de Paulo aos romanos: “Porque o fim da lei é Cristo para justiça de todo aquele que crê.” (Romanos 10:4)
Por este ponto de vista quer parecer que os relatos dos sinóticos sobre este assunto, se referem primariamente à destruição de Jerusalém. Veja o texto de Lucas: “E para todas as nações serão levados cativos; e Jerusalém será pisada pelos gentios até que os tempos dos gentios se completem”. (Lc 21:24)
Caso estes acontecimentos viessem a se referir à Jerusalém do futuro, seria preciso imaginar um futuro muito diferente do nosso presente. Será, sem dúvida, mas não no ponto de vista que pretendemos focar.
Em nosso tempo presente, que sem dúvida é caracterizado pela injustiça, fala-se de justiça a todo instante. Trata-se de um mundo dominado pela ganância, e por pressuposto, onde há ganância, não pode haver justiça. A esmagadora maioria das pessoas que possuem emprego nos dias de hoje recebem salário mínimo. Um salário mínimo, na África, é insuficiente para comprar um par de cartuchos de impressora, que afinal, servem para imprimir cerca de 200 páginas de texto em formato A4. Onde há justiça nisto? Um mês de trabalho de um ser humano equivale a 200 páginas de papel impresso.
É neste contexto que proliferam em todos os cantos do mundo as ONGs e outras organizações que se propõem a defender as minorias oprimidas. Existem ONGs defendendo todos os tipos de causa, não só de homens e mulheres, como também de animais, plantas, camada de ozônio etc.
Num passado recente, poucas existiam, mas vieram a existir massivamente depois da criação da ONU, que segundo se sabe, objetiva manter a paz no planeta, o que pelo visto, não consegue fazer. Depois vieram as que supostamente defendem as minorias, e assim, surgiram nos quatro cantos do mundo os chamados ativistas, que se antes eram vistos como chatos, hoje possuem um poder político considerável, de maneira que todos querem estar em paz com esta gente.
O ponto que devemos entender é que hoje seria impossível, com tantos defensores das liberdades e direitos civis, achar minimamente lógica a possibilidade de que os judeus fossem atacados e expatriados como escravos pelos quatro cantos do mundo, conforme nos diz Lucas: “e para todas as nações serão levados cativos”. Mesmo num mundo barbarizado seria praticamente impossível que isto viesse a acontecer. Acrescente-se também que Lucas diz que depois disto, Jerusalém seria pisada pelos gentios.

Lucas 21:23-34
Porque haverá grande aperto na terra, e ira sobre este povo. E cairão ao fio da espada, e para todas as nações serão levados cativos; e Jerusalém será pisada pelos gentios, até que os tempos dos gentios se completem.

Ora, não foi exatamente isto que aconteceu no ano 70 de nossa era? Não foi Jerusalém atacada pelos romanos? Não foram, os que se salvaram, levados cativos, como escravos, para as colônias romanas nos quatro cantos do mundo de então? Depois disto Israel deixou de existir como nação. Não foi então Jerusalém pisada pelos gentios até 1967 quando os judeus retomaram o controle completo da cidade? Cumpriu-se, portanto, em 1967 esta profecia. Acabou-se o tempo dos gentios.
Ainda que Jerusalém fosse atacada no futuro, conforme querem as teorias escatológicas propostas, e ainda que os judeus fossem levados cativos para outros países, sendo, como são nestas teorias, a volta de Jesus iminente, de qual forma se arranjaria tempo para Jerusalém ser pisada pelos gentios? Não se encaixa isto em nenhuma destas teorias.
Não ficará aqui pedra sobre pedra que não seja derrubada trata da destruição do Templo, que viria a ocorrer no ano 70 de nossa era, quarenta anos depois da profecia de Jesus.
Quando lemos esta passagem é difícil vislumbrar aquilo que de fato aconteceu. Como teria o Templo sido destruído, uma vez que um dos pilares do império romano era o respeito às instituições religiosas dos povos conquistados?
São comuns várias explicações sobre o assunto: uma delas que diz que correu um boato entre os soldados romanos de que havia ouro escondido entre as pedras, e, desta forma, no meio da agitação da guerra o Templo foi literalmente desmontado. É interessante e facilmente credível a estória, mas não é verdade. Parece que alguém quis fazer um gol de mão para dar consistência à profecia de Jesus, coisa absolutamente desnecessária, uma vez que a história real é por si mesma muito mais impressionante que isto.
Conforme os dados históricos, não só não ficou no Templo pedra sobre pedra, como também foi destruída toda a cidade de Jerusalém, onde, segundo o historiador Flávio Josefo, um milhão e cem mil pessoas perderam a vida. Você consegue imaginar isto?
Afora a profecia de Jesus, o Novo Testamento não faz referência a este fato. A obra de Flávio Josefo “Guerra dos Judeus Contra os Romanos” nos conta em detalhes mínimos como tudo aconteceu. Josefo estava presente quando caiu Jerusalém. Nos capítulos anteriores fizemos uma compilação destes acontecimentos extraídos das obras de Josefo. Leia com atenção e tire suas próprias conclusões.

6 Comentários

Filed under Uncategorized

A destruição do Templo ou a Grande Tribulação?

Jesus falou de uma grande tribulação, conforme registrado em Mateus 24, Marcos 13 e Lucas 21.
Em Mateus 24, o mais extenso dos textos, os versos 4 a 14 dão uma breve descrição do destino da humanidade desde aqueles dias até o fim dos tempos. A parte seguinte, versos 15 a 22, se referem à destruição de Jerusalém.

Mateus 24
15 Quando, pois, virdes que a abominação da desolação, de que falou o profeta Daniel, está no lugar santo; quem lê, atenda 16 Então, os que estiverem na Judéia, fujam para os montes; 17 E quem estiver sobre o telhado não desça a tirar alguma coisa de sua casa; 18 E quem estiver no campo não volte atrás a buscar as suas vestes. 19 Mas ai das grávidas e das que amamentarem naqueles dias! 20 E orai para que a vossa fuga não aconteça no inverno nem no sábado; 21 Porque haverá então grande aflição, como nunca houve desde o princípio do mundo até agora, nem tampouco há de haver. 22 E, se aqueles dias não fossem abreviados, nenhuma carne se salvaria; mas por causa dos escolhidos serão abreviados aqueles dias.

Neste trecho Jesus fala sobre a condição dos habitantes da Judeia naqueles dias. Não fala sobre o Templo propriamente dito, mas descreve a situação da Judeia e particularmente de Jerusalém, dando assim instruções aos cristãos de como proceder naquela ocasião: Saiam da cidade!
Mateus e Marcos falam do sinal da abominação da desolação no lugar santo referida por Daniel. Mas Lucas cita uma informação que antecede isto: Jerusalém cercada por exércitos: “Mas, quando virdes Jerusalém cercada de exércitos, sabei então que é chegada a sua desolação”. (Lucas 21:20)
Lucas registrou de maneira clara o aviso deixado por Jesus para os cristãos daquele tempo: quando virdes Jerusalém cercada de exércitos, caiam fora da cidade. E assim fizeram quando primeiramente Vespasiano recuperou todas as cidades dominadas pelos judeus na guerra contra os romanos. Começou pela Galileia descendo gradativamente em direção a Jerusalém. Às portas de Jerusalém Vespasiano retornou a Roma para assumir o comando do império, deixando Tito, seu filho, encarregado de reconquistar a cidade. Eis aí a cidade cercada de exércitos. Harmonizando os três evangelhos, temos que os textos relatam que Jerusalém seria atacada por exércitos e depois disto o Templo seria violado, conforme predito pelo Profeta Daniel.
Mas este texto refere-se à destruição do Templo ou à Grande Tribulação que há de vir? Refere-se às duas coisas.
O Sermão Profético não é uma leitura simplória como quer a maioria dos crentes. Mas é interessante observar que ao ser lido desta forma funciona aparentemente de maneira perfeita, mas leva a conclusões erradas.
Mas a linguagem que Jesus emprega aqui é profética, da mesma natureza empregada por Ezequiel ou Isaías, onde um fato do presente é figura de outro que há de acontecer no futuro, quer próximo, quer distante.
Um exemplo muito claro disto está em Isaías 7, onde o profeta relata que nos dias do rei Acaz, rei de Judá, a Síria e Israel se aliaram para destruí-lo. Mas Deus manda um sinal que isto não aconteceria: “Portanto o mesmo Senhor vos dará um sinal: Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho, e chamará o seu nome Emanuel. Manteiga e mel comerá, quando ele souber rejeitar o mal e escolher o bem. Na verdade, antes que este menino saiba rejeitar o mal e escolher o bem, a terra, de que te enfadas, será desamparada dos seus dois reis”. (Is 7:14-16)
A criança citada viria a ser filho do próprio Isaías, conforme se lê no capítulo seguinte, conforme Is 8:3-4: “E fui ter com a profetiza, e ela concebeu, e deu à luz um filho; e o SENHOR me disse: Põe-lhe o nome de Maer-Salal-Has-Baz. Porque antes que o menino saiba dizer meu pai, ou minha mãe, se levarão as riquezas de Damasco, e os despojos de Samaria, diante do rei da Assíria”. Cumpriu-se, portanto, esta profecia cerca de 3 anos depois deste relato.
Mas Mateus, na mesma qualidade de profeta de Deus, movido pelo mesmo Espírito Santo, diz: “José, filho de Davi, não temas receber a Maria, tua mulher, porque o que nela está gerado é do Espírito Santo; E dará à luz um filho e chamarás o seu nome JESUS; porque ele salvará o seu povo dos seus pecados. Tudo isto aconteceu para que se cumprisse o que foi dito da parte do Senhor, pelo profeta, que diz; Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho, E chamá-lo-ão pelo nome de EMANUEL, Que traduzido é: Deus conosco”. (Mt 1:20-23)
Cumpriu-se, esta profecia, tanto nos dias de Acaz quanto nos dias de Jesus.
Joel 2:28-32 é outro exemplo: “E há de ser que, depois derramarei o meu Espírito sobre toda a carne, e vossos filhos e vossas filhas profetizarão, os vossos velhos terão sonhos, os vossos jovens terão visões. E também sobre os servos e sobre as servas naqueles dias derramarei o meu Espírito. E mostrarei prodígios no céu, e na terra, sangue e fogo, e colunas de fumaça. O sol se converterá em trevas, e a lua em sangue, antes que venha o grande e terrível dia do SENHOR. E há de ser que todo aquele que invocar o nome do SENHOR será salvo; porque no monte Sião e em Jerusalém haverá livramento, assim como disse o SENHOR, e entre os sobreviventes, aqueles que o SENHOR chamar”.
Jesus confirmou esta profecia de Joel como um sinal de sua volta, conforme Mateus 24:29, sinal este reconfirmado por João em Apocalipse 6:12: “E, havendo aberto o sexto selo, olhei, e eis que houve um grande tremor de terra; e o sol tornou-se negro como saco de cilício, e a lua tornou-se como sangue”.
Mas Pedro, também na qualidade de profeta entendeu que esta profecia cumpriu-se no dia de Pentecostes, conforme Atos 2:16-18: “Mas isto é o que foi dito pelo profeta Joel: E nos últimos dias acontecerá, diz Deus, Que do meu Espírito derramarei sobre toda a carne; E os vossos filhos e as vossas filhas profetizarão, Os vossos jovens terão visões, E os vossos velhos terão sonhos; E também do meu Espírito derramarei sobre os meus servos e as minhas servas naqueles dias, e profetizarão; E farei aparecer prodígios em cima, no céu; E sinais em baixo na terra, Sangue, fogo e vapor de fumo”.
Jesus usa, no Sermão Profético, este mesmo tipo de linguagem. É preciso que a leitura seja atenta, pois não se trata de um texto que objetiva facilitar o entendimento de quem o lê às pressas. A única coisa que Jesus facilitou neste sermão é a advertência para estarmos preparados.
Voltando ao nosso assunto, é importante entender que esta referência fala, em primeiro lugar, a respeito à destruição de Jerusalém, mas é também uma figura daquilo que se repetirá antes da volta de Jesus, não literalmente, no sentido em que afetou o Templo, mas como um alerta de que haverá um período de grande turbulência antes de sua volta, e que a igreja passará por ela.
A instrução para sair da cidade foi dada especificamente para os cristãos daqueles dias. Jesus, poucas horas antes havia dito aos fariseus que o peso de todos os pecados da nação viria sobre aquela presente geração, como de fato veio no ano 70 quando Tito destruiu a cidade.
No que diz respeito à tribulação que ainda há de vir, para os cristãos que estiverem vivos no fim dos tempos, o aviso de Jesus para sair da cidade não se refere a Jerusalém, mas à Babilônia, conforme Apocalipse 18:4: “E ouvi outra voz do céu, que dizia: Sai dela, povo meu, para que não sejas participante dos seus pecados, e para que não incorras nas suas pragas”. Nunca é demais repetir que a Babilônia de Apocalipse não é uma entidade pagã, no sentido convencional da palavra, mas retrata a igreja misturada com o mundo, Deus e Mamon, nada diferente do que ela já é na atualidade.
Perceber que primeiramente Jesus se referiu a Jerusalém, possibilita entender ao menos três coisas:
1 – Que Daniel 11:31, sobre a abominação desoladora, foi cumprido no ano 70, uma vez que este é o entendimento de Jesus, conforme Mateus, Marcos e Lucas. O registro do período dos macabeus, com Antíoco Epifâneo violando o Templo, é apenas uma figura do que viria a acontecer quando Jerusalém fosse destruída. Antíoco sacrificou animais impuros no Templo, mas durante o cerco de Jerusalém em 70, os zelotes, sicários e outros tipos de criminosos se refugiaram no Templo, fazendo uso do Lugar Santíssimo para depositar o fruto de seus roubos, além de palco de vários assassinatos. Leia nos capítulos anteriores, se não leu ainda, a compilação da Guerra dos Judeus contra os Romanos de Flávio Josefo onde estes acontecimentos foram registrados;
2 – Evita também crer na falácia de que um dia o anticristo entrará num templo reconstruído pelos judeus para sacrificar porcos, conforme explicamos adiante;
3 – Entende-se também que Dn 12:11 se refere ao tempo transcorrido entre a destruição de Jerusalém e a volta de Jesus: “E desde o tempo em que o sacrifício contínuo for tirado, e posta a abominação desoladora, haverá mil duzentos e noventa dias”.
Mateus 24:21 fala da aflição daqueles dias: “Porque haverá então grande aflição, como nunca houve desde o princípio do mundo até agora, nem tampouco há de haver. E, se aqueles dias não fossem abreviados, nenhuma carne se salvaria; mas por causa dos escolhidos serão abreviados aqueles dias”.
Houve, de fato, grande aflição em Jerusalém nos dias de sua destruição. Mas veja que aqui Jesus diz que “nunca houve desde o princípio do mundo até agora, nem tampouco há de haver” uma coisa igual a esta. Estaria o Senhor se referindo à destruição da cidade no ano 70? Claro que não. No relato, numa visão de Deus, Jesus parte de Jerusalém e vê o futuro.
Se tomássemos a destruição da cidade como referência, seria possível compará-la à destruição trazida pelo dilúvio nos dias de Noé? Não seria. Embora a destruição de Jerusalém tenha sido um momento brutal na história da humanidade, não há como compará-la à destruição do mundo todo nos dias de Noé. O dilúvio foi um evento universal.
Jesus refere-se, portanto, aos dias futuros, onde tais dias de aflição serão abreviados por causa dos escolhidos. Quais escolhidos? A Igreja, outra vez confirmada como entidade presente na Terra naqueles dias.

1 Comentário

Filed under Uncategorized

Sermão Profético – O Apocalípse já começou?

Parece uma questão tola, fora de ordem, ou coisa de retórica, mas não é. Você já pensou sobre isto?
Para alguns, a maioria, a bem da verdade, o apocalípse é uma imagem figurativa, uma palavra que descreve uma situação terminal, não uma profecia sobre o futuro. Está mais para folclore que para realidade. Muitos riem quando se aborda o assunto; Os jovens acham que é nome de algum filme parecido com o Armagedon do Bruce Willis; Para a maioria dos cristãos representa uma série de eventos que acontecerão no fim dos tempos. Vamos então analisar esta última opção.
Se é uma coisa reservada para o futuro, então tudo o que está descrito a partir do seu capítulo 4 ainda está por acontecer. Este é o consenso geral, talvez porque raciocinamos baseados no deslocamento do tempo, e desta maneira dispomos tudo em nossa mente de forma cronológica, quer para trás, quer para frente. Mas é pouco provável que seja este o caso específico do Apocalípse.
Voltemos então ao Sermão Profético, onde toda descritiva do Senhor coincide com a chegada de três, dos quatro cavaleiros do Apocalípse.
Basicamente os evangelhos sinóticos descrevem os acontecimentos relatados por Jesus de forma muito parecida, porém com importantes diferenças, conforme veremos.
Em sua primeira parte, descrevem os fatos desde o princípio de dores até o fim, para em seguida relatar a destruição de Jerusalém, rotulada nos cabeçalhos bíblicos como a grande tribulação, retornando após isto, com maiores detalhes sobre a volta de Jesus, o grande julgamento e várias advertências para que estejamos preparados.
Depois de advertir que viriam muitos em seu nome, Jesus segue sua narrativa: Até o fim haverá muitas guerras e rumores de guerras; haverá fomes, e pestes, e terremotos em vários lugares. Disse que vendo estas coisas não deveríamos nos assustar, porque tudo isto tem que acontecer, pois estas coisas são como o princípio das dores da parturiente.
Jesus compara aqui a sua volta a um nascimento, que é imediatamente precedido pelas dores do parto. Quando a mulher passa a sentir as dores das contrações do parto, o nascimento está próximo. As contrações que acometem a parturiente no final da gravidez indicam início de trabalho de parto, e são, por sua vez, sempre acompanhas de dor que não diminui com o repouso. Estas contrações surgem inicialmente a cada 20 minutos, evoluindo para um intervalo menor de 15 minutos e depois a cada 10 e 5 minutos.
Tomando por literal o sentido da comparação que Jesus faz, é de se constatar que é isto o que tem acontecido no decorrer da história. Se sempre houve guerras, nunca as houve como em nossos dias. Os intervalos têm sido cada vez menores. Se sempre houve terremotos, nunca aconteceram na escalada que acontecem em nosso presente. Se sempre houve pestes terríveis ceifando vidas, nunca foram vistas como nos dias de hoje. E o que dizer da fome?
A história é difícil de ser percebida no presente. Sempre é preciso que se passe um longo tempo para que a história vire história. Observamos que o que triunfa, ou seja, o que fica registrado na história, não é obrigatoriamente a verdade, não são os fatos, mas sim a versão de quem escreve, do vencedor. E desta forma, a julgar pelo comportamento das pessoas em geral, seus anseios e objetivos, seu modo de vida, nossa impressão pode ser a de quem vê um mundo melhor a cada dia, ou ao menos não pior do que era alguns anos atrás.

Guerras
Apocalípse 6:4
E saiu outro cavalo, vermelho; e ao que estava assentado sobre ele foi dado que tirasse a paz da terra, e que se matassem uns aos outros; e foi-lhe dada uma grande espada.

Mas no caso de nosso tempo presente, não é preciso ser um grande observador para notar as rápidas mudanças que têm acontecido no mundo. Veja, por exemplo, a evolução das guerras nas duas últimas décadas. Quem tem mais de quarenta anos de idade pode perceber a drástica mudança que tem ocorrido no mundo diante de nossos olhos. Veja que há poucos anos atrás a Líbia, por exemplo, era um país soberano. Hoje é uma nação envolvida numa guerra fratricida sem perspectiva de paz. Que guerra é esta? Uma guerra pela tomada do petróleo líbio, como as demais guerras, regadas pelo sangue alheio, movidas pela ambição de quem tem o poder.
Entre a versão do ocidente e a realidade dos fatos, consulte o IDH – Índice de Desenvolvimento Humano da ONU e constate que a Líbia tinha até o ano da deposição e Kadafi o melhor IDH em toda a África. Parece ser pouco, mas superava a África do Sul, a potência do continente, como também superava países como a Rússia e o Brasil.
Poderíamos citar inúmeros outros exemplos tais como o Afeganistão, Síria, Egito, Iêmen, ou qualquer outro da chamada primavera árabe. Primavera Árabe? Não seria Tsunami Árabe um nome mais apropriado?
Como dissemos anteriormente, entre 162 países em nosso tempo presente, apenas 11 não estão envolvidos em nenhum tipo de guerra. Mas nosso objetivo é raciocinar sobre o passado recente, e constatar que houve de fato uma aceleração drástica na ampliação do número de guerras, tal qual acontece no paralelo com o parto proposto por Jesus. O segundo selo já foi aberto.

Fome
Apocalípse 6:5-6
E olhei, e eis um cavalo preto e o que sobre ele estava assentado tinha uma balança na mão. E ouvi uma voz no meio dos quatro animais, que dizia: Uma medida de trigo por um dinheiro, e três medidas de cevada por um dinheiro; e não danifiques o azeite e o vinho.

Jesus falou também da fome no mundo. Seguindo seu discurso, muito poderia ser dito a respeito das estatísticas deste assunto no mundo, mas não há necessidade, uma vez que há diariamente na mídia informações estarrecedoras sobre o assunto.
Mas se já é ruim no presente, comparado com as previsões para o futuro próximo, podemos dizer que a situação tende a piorar consideravelmente. Entenda-se por futuro não os próximos séculos, mas os próximos 20 ou 30 anos.
Na expectativa de que o mundo terá em em 2050 9 bilhões de habitantes, a ONU adverte para os problemas que virão em consequência da falta de água, uma vez 20% dos lençóis freáticos do mundo já estão saturados e poluídos na atualidade. É o que diz o relatório da UNESCO “The United Nations World Water Development Report 2015 – Água para um Mundo Sustentável”. O relatório pode ser consultado neste endereço:

http://unesdoc.unesco.org/images/0023/002318/231823E.pdf

Mais alarmante, segundo o relatório, é a advertência de que em 2030, o planeta terá apenas 60% da água necessária para seu sustento. O autor do relatório, Richard Connor, conclui que é necessário que os governos apliquem programas severos de uso eficiente da água, além de elevar substancialmente o seu preço de consumo. Uma de suas observações se refere ao fato de que em função das mudanças climáticas que têm acontecido em decorrência do desrespeito geral pela natureza é que o clima será cada vez mais seco, portanto, mais carente de água.
As más notícias não param por aí: em função do desgelo das calotas polares, o nível dos oceanos tem se elevado, o que significa que haverá cada vez mais alta incidência de salinização da água doce dos lençóis freáticos e posteriormente dos rios. Cidades ao nível do mar, ou abaixo, como é o caso de Dhaka, capital de Bangaladesh, sofrerão enormes baixas na sua produtividade agrícola por causa da salinização do solo.
O relatório menciona ainda que Brasil e a região oeste dos Estados Unidos correm riscos de sofrerem secas severas nos próximos anos, afetando drasticamente suas produções agrícolas.
Setenta por cento (70%) da água existente para consumo é hoje destinada à irrigação de lavouras.
A ONU prevê que em função do crescimento demográfico, até 2050 será necessário produzir 60% mais comida do que é produzida hoje. De onde retirar água para satisfazer esta demanda?
O estado americano da Califórnia, maior produtor agrícola do país, sofrerá este problema mais acentuadamente que os demais, o que redunda dizer que os Estados Unidos sofrerão grandemente com esta crise, pois a Califórnia é o celeiro da América.
Conclusão: o preço dos alimentos tende a subir drasticamente pois não haverá comida em abundância. Isto te lembra alguma coisa?
Mas pode-se ainda agregar a tudo isto um cenário ainda mais apocalíptico: as sementes geneticamente modificadas (SGM). Em tese, as SGM usadas na agricultura atualmente seriam uma solução para o problema da fome, uma vez que sua produtividade é muito maior que as sementes convencionais. Desconsideremos, neste caso, as questões que se referem a serem ou não saudáveis. Diante de um cenário de fome isto é irrelevante.
O Paraguai é hoje o quarto maior exportador de soja do mundo: semeia cerca de 3 milhões de hectares. Praticamente tudo o que produz é transgênico. Exporta a maior parte de sua produção para a União Europeia, que utiliza esta soja para alimentação de gado, seguido da Argentina, que produz biodiesel com soja importada.
A Revista Time publicou tempos atrás uma matéria dando conta que o uso de semente transgênica, associada aos pesticidas necessários para sua proteção, têm envenenado as fontes de água próximas às regiões cultivadas. Populações inteiras, nas regiões próximas a estas plantações não têm água para beber. Dependem de água engarrafada, pois seus lençóis freáticos estão contaminados.
A semente geneticamente modificada não pode ser replantada, o que significa que, contrariando o que acontece na agricultura desde sempre, onde o agricultor guarda uma parte de sua colheita como semente para o próximo ano, no caso da SGM isto não funciona. Ela germina apenas no primeiro plantio. Se guardar a semente, ela não brota, servindo desta forma apenas para alimentar as galinhas. É como os cientistas da Monsanto, Cargil, e outros gigantes do mercado agrícola modificaram o gene. Ganham, assim, imensas quantias de dinheiro, pois os lavradores são obrigados a comprar novas sementes a cada safra.
Outra coisa: se uma abelha ou qualquer outro inseto pousar na planta geneticamente modificada, aquela estória da polinização que a mãe conta pro “filinho” na hora de dormir, lembra? Isto acabou. A abelha cai morta fulminada na mesma hora. Não há, portanto, polinização neste tipo de agricultura, como também ninguém tem a menor ideia sobre como os micro organismos que vivem na terra sobreviverão, ou se sofrerão mutações genéticas ao longo do tempo.
Mas o fato mais alarmante envolvendo as SGM é o fato de serem todas derivadas de um único gene, o que as torna altamente suscetíveis a uma praga que as dizimaria em todo o mundo levadas pelo vento. É um cenário possível. Uma praga resistente aos pesticidas hoje utilizados neste tipo de lavoura poderia em questão de meses, ou poucos anos, extinguir estas sementes, deixando assim um rastro de fome espalhado por todo o mundo.
O terceiro selo já foi aberto.

Terremotos
Façamos uma breve análise da evolução dos terremotos. Começamos citando um interessante artigo do City-Data – http://www.city-data.com/# – uma empresa americana que coleta dados de várias fontes, cuja missão é prover informações sobre diversas cidades dos EUA.. Diz o seguinte, o artigo:
“Entre o ano 1 e 1800 DC houve aproximadamente 28 grandes terremotos registrados pela história. Isto resulta numa média de 1 grande terremoto ocorrendo a cada 60 anos; De 1801 até 1900 houve aproximadamente 31 terremotos acima de 7 graus na Escala Richter, o que resulta em 1 grande terremoto a cada 3,2 anos; De 1901 a 2000 ocorreram 222 grandes terremotos acima de Richter 7, resultando numa média de 1 a cada 6 meses; De 2000 a 2003 foram 59 grandes terremotos,o que resulta uma média de 1 a cada 24 dias.
O artigo segue dizendo: “Isto nos trás a tempos mais recentes, onde um dos mais notáveis terremotos de grande porte ocorreu em Bam, Irã, em 26 de dezembro de 2003. Exatamente um ano depois, no dia 26 de dezembro de 2004, em Sumatra, Indonésia, ocorreu outro grande terremoto, este seguido de um tsunami devastador. Somente estes dois mataram cerca de 330 mil pessoas.
De 2004 a 2007 houve 56 grandes terremotos maiores que 7 na Escala Richter, resultando numa média de 1 a cada 25 dias; Em 2008 houve 12 grandes terremotos, o que resulta uma média de 1 a cada 30 dias. Note que isto aconteceu em apenas um ano; Em 2009 houve 17 grandes terremotos acima de Richter 7, resultando numa média de 1 cada 20 dias; Em 2010, ocorreram 22 grandes terremotos acima de Richter 7, resultando uma média de 1 a cada 15 dias”.
O artigo continua com esta observação: “Eu não tenho dúvida que os zombadores vão rir desta informação, mas os números não mentem.”
Faça sua pesquisa e constate o que dizem as publicações científicas. Todas concordam que tem havido um aumento significativo na atividade sísmica do planeta.
Citamos outro artigo, este da http://earthsky.org/ intitulado “Are large earthquakes increasing in frequency?” – “Estão os grandes terremotos crescendo em frequência?”
O artigo confirma que terremotos acima de Richer 8 tem acontecido com maior frequência desde 2004, mas argumentam que isto pode ser puro acaso. Leia a íntegra do artigo, que é bastante otimista, diga-se de passagem. Diz o pessimista que os números não mentem. Mas antes de rotular uma pessoa como pessimista, lembre-se que o pessimista é apenas um otimista bem informado.
http://earthsky.org/earth/are-large-earthquakes-increasing-in-frequency
Outro artigo da Live Science (27 de Junho de 2014) traz a seguinte manchete: “Grandes terremotos dobraram desde 2014, mas não estão conectados”.

http://www.livescience.com/46576-more-earthquakes-still-random-process.html

Começa assim, o artigo: “Se você acha que este ano (2014) tem acontecido mais terremotos que o usual, você está certo. Um novo estudo aponta que ocorreram no primeiro trimestre de 2014 mais que o dobro de grandes terremotos quando comparados com a média desde 1979. Passamos por um período com a mais alta frequência de grandes terremotos jamais registrada, diz o autor do estudo, Tom Parsons, pesquisador de geofísica do U.S. Geological Survey (USGS) – Menlo Park, California”.
Só não vê a realidade quem não quer. Todas as palavras de Jesus têm se cumprido com precisão absoluta. Os quatro cavaleiros do Apocalipse não são uma realidade reservada para o futuro, mas fatos constatáveis em nosso presente.

3 Comentários

Filed under Uncategorized

Sermão Profético – Eu sou o Cristo

O Sermão Profético é um discurso proferido por Jesus dois dias antes de sua crucificação para quatro de seus discípulos, quando no entardecer do dia, o Senhor se retira com eles para o Monte das Oliveiras. Eram Pedro, André, João e Tiago. (Mc 13:3)
Seu último pronunciamento público daquele dia, conforme registrado em Mateus 23, fora dirigido aos escribas e fariseus, sendo o mais aberto dos discursos de Jesus contra a hipocrisia religiosa. Na conclusão o Senhor pronuncia (Mt 23:36) uma sentença terrível: “Em verdade vos digo que todas estas coisas hão de vir sobre esta geração”. Depois disto ao sair do Templo, quando os discípulos elogiam a arquitetura do local, o Mestre diz: “Não ficará aqui pedra sobre pedra”.
A noite os discípulos indagam: “Mestre, quando serão, pois, estas coisas? E que sinal haverá quando isto estiver para acontecer?” (Lc 21:7)
Pode-se dizer que Jesus responde estas duas questões de forma distinta, detalhando primeiramente vários acontecimentos que culminam com o julgamento final da humanidade, mas intercala também o assunto da destruição do Templo, o que aparentemente para os discípulos seria a mesma coisa, ou seja, que o Templo seria destruído por ocasião da volta de Jesus.
No encerramento de seu discurso contra os fariseus Jesus disse: “Porque eu vos digo que desde agora me não vereis mais, até que digais: Bendito o que vem em nome do Senhor”. Esta palavra se relaciona a outras ocasiões em que o Senhor havia falado sobre este mesmo assunto, sua volta. Trata-se, portanto, de um tema recorrente em seu ministério, como se vê em Lucas 12:35-40, ou em Mc 8:38, ou em Mateus 16:26-27, na parábola do servo vigilante, em que Jesus conclui: “estai vós também apercebidos; porque virá o Filho do homem à hora que não imaginais.”
Tudo neste sermão é dirigido a crentes no Evangelho, e absolutamente nada a descrentes.
Jesus começa dizendo que viriam muitos em seu nome enganando a muitos, não gente de fora do Evangelho, mas de dentro, tanto enganados como enganadores.

Eu sou o Cristo
A primeira coisa que Jesus disse foi: “Acautelai-vos, que ninguém vos engane; Porque muitos virão em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo; e enganarão a muitos. (Mateus 24:4, Marcos 13:6, Lucas 21:8)
Alguns comentaristas identificam nesta profecia figuras como Simão Bar Kokba, que entre os anos 132 e 135 comandou a terceira revolta dos judeus contra o império romano. Alguns rabinos concordam no Talmude que Simão era o messias, embora outros, no mesmo Talmude o chamam de impostor.
No tempo dos apóstolos, conforme registrado no Livro de Atos, capítulo 5, Gamaliel nos conta que eles já existiam antes mesmo de Jesus. “Porque antes destes dias levantou-se Teudas, dizendo ser alguém; a este se ajuntou o número de uns quatrocentos homens; o qual foi morto, e todos os que lhe deram ouvidos foram dispersos e reduzidos a nada. Depois deste levantou-se Judas, o galileu, nos dias do alistamento, e levou muito povo após si; mas também este pereceu, e todos os que lhe deram ouvidos foram dispersos.” (At 5:34-39)
Em 2009, o National Geographic Channel fez um documentário com três homens que dizem ser o messias. São eles, o pastor Apollo Quiboloy, fundador do Reino de Jesus Cristo, nas Filipinas, que afirma ter seis milhões de seguidores no mundo inteiro; Sergei Torop, um ex-guarda de trânsito da Rússia, que depois da queda da União Soviética perdeu o emprego e virou Jesus de Nazaré; e David Shayler, um ex-agente do serviço de inteligência britânico MI5, o equivalente à CIA, americana, que afirma ser a alma de Jesus encarnada. O documentário mostra as pessoas que acreditam nas suas extraordinárias afirmações.
Falsos cristos se espalham pelo mundo. Recentemente (2013) um deles, José Luis de Jesus Miranda, cidadão porto-riquenho, faleceu vítima de cirrose aos 67 anos de idade. Este tipifica o embusteiro que é dotado de uma capacidade aguçada para perceber a fraqueza espiritual das pessoas. Travestiu-se de cristo, fundou sua própria igreja (Crescendo na Graça), e lançou sua mentira, que se por um lado não foi aceita pela maioria, era tida como verdade por um considerável número de pessoas. Neste caso, este pseudo-messianismo deve ser visto como um meio de vida, porque o referido cidadão teve por cerca de 30 anos uma boa vida, porque o homem era muito rico, sustentado por uma multidão de ignorantes. Se chegou a ser notícia nas mídias do mundo inteiro, foi pelo fato de ter conseguido enganar com uma estória simplória tanta gente.
Há também o australiano Alan John Miller, que se anunciou como cristo num programa matinal de TV. Estava acompanhado de uma mulher chamada Mary Luck, que diz ser a reencarnação de Maria Madalena.
São centenas, milhares que se podem contar. Vão desde Simon Magus, e Dositheos, ambos no primeiro século; Tancheelm de Antuérpia (1.110); Ann Lee (1736–1784), que se dizia ser Cristo nascido em forma de mulher; Bernhard Müller (1799–1834) que se proclamava o Leão de Judá; John Nichols Thom (1799–1838); Arnold Potter (1804–1872); Hong Xiuquan (1814–1864), um chines que clamava ser irmão mais novo de Cristo; a brasileira Jacobina Mentz Maurer (1842-1874) de origem alemã, que viveu e morreu no Rio Grande do Sul, que dizia ser a encarnação de Jesus Cristo; William W. Davies (1833–1906), mormon, que clamava que seu filho Arthur era Jesus encarnado; Mirza Ghulam Ahmad, indiano, que entre outras divindades, clamava ser também Jesus reencarnado; Cyrus Reed Teed (1839 – 1908); Pai Divino – George Baker (1880 – 1965), cidadão americano que dizia ser Deus; André Matsoua (1899–1942), congoles; Ahn Sahng-hong (1918–1985), fundador da World Mission Society Church of God, adorado pelos seus seguidores como sendo o messias; o famoso Reverendo Moon, Sun Myung Moon (1920–2012), líder da Igreja da Unificação; Yahweh ben Yahweh (1935–2007); Laszlo Toth (1940) que dizia ser Deus, e atacou a Pietá, de Michelangelo; Wayne Bent (1941); Iesu Matayoshi (1944), que criou em 1997 o World Economic Community Party baseado em convicções de que ele é Deus e Cristo; o coreano Jung Myung Seok (1945), que era membro da Igreja da Unificação do Rev Moon, que proclama ser uma revelação de Cristo; o frances Claude Vorilhon, conhecido como Raël (1946), que diz que em 1973 encontrou-se com extraterrestres e se transformou no Messias; o brasileiro Inri Cristo, nascido em 1948, que diz ser a segunda vinda de Jesus; Apollo Quiboloy (1950), líder da comunidade Reino de Jesus Cristo, que se proclama filho de Deus; David Icke (1952), cidadão ingles, que diz ser o filho de Deus e canal do Espírito de Cristo; Brian David Mitchell (1953), americano, que diz ser o Messias que vai restaurar o Reino de Israel…Bem, a lista é interminável… David Koresh, Jim Jones, Marshall Applewhite, etc.
Como sempre nos chamam a atenção os tipos mais exóticos, não os reputamos por perigosos. Nós os tomamos por piada de mau gosto, por loucos, caras de pau, aproveitadores, malandros, nada mais que isto; fazem parte da legião de excentricidades que inundam e sempre inundaram a história do cristianismo. Mas seriam todos eles tipificáveis como excêntricos? Nem todos; alguns são mesmo pessoas perigosas. Jim Jones (1931 – 1978) ficou mundialmente conhecido nos anos 70 como o “Pastor da Guiana”. Foi lá, numa comunidade que ele próprio fundou, chamada Jonestown (cidade de Jones), na antiga Guiana Inglesa, que ele levou ao suicídio coletivo, em 1978, mais de 900 pessoas, 300 das quais eram crianças. É o maior suicídio coletivo da história moderna, e em termos de perdas civis, só foi superado em 2001 pelo atentado ao WTC em Nova York.
Se procurarmos no cumprimento literal desta profecia por indivíduos que se identificaram no passado ou se identificam como Cristo em nosso tempo, podemos tomar todos estes como exemplos de falsos cristos.
Conheci de vista, nos anos 70, nas ruas de São Paulo, um deles: o Inri, um tipo magro, de cabelos compridos, vestido de Jesus, que parava na esquina do antigo Mappin, na Praça Ramos, e fazia ali algumas pregações. O tipo estava mais para figura exótica do que para pregador, e como o visse constantemente naquele local, falando sempre as mesmas bobagens, nem sequer percebi que se fazer passar por Cristo era sua pretensão. Achei que era um artista, um comediante fazendo um bico para ganhar uns trocados. Saía o Inri e chegava um rapaz que engolia bolas de bilhar. Para mim o Inri competia com este, e não com Jesus.
Some-se a estes os pregadores dos outros evangelhos: o da prosperidade, das curas de picadeiro, das fronhas miraculosas, tijolinhos santos, churrasco ungido, fogueira santa, do ódio aos gays supostamente em nome da família, os que pregam que a igreja pode melhorar o mundo elegendo políticos evangélicos, das unções de araque, evangelho de levitas e tantas outras imundices onde o nome de Jesus é atirado diariamente na lama. Falta uma pérola que vem com nome estrangeiro: Ultimate Reborn Fight – luta de MMA dentro da igreja rebatizada de “Estratégia de evangelismo”.
Para descrever esta gente poderia citar Frederico Nietsche, filósofo abertamente anticristão, que disse: “Onde bebe a canalha, as fontes foram contaminadas. Mas quando chamam de sonho seus pensamentos imundos, conspurcam também as palavras”.
Alguém poderia se perguntar como é possível crer nestes malandros? Não é preciso ser muito tolo para crer nesta gente?
A resposta foi dada por Jesus em Mateus 13:14-15, quando explicava a parábola do semeador: “Neles se cumpre a profecia de Isaías, que diz: Ouvindo, ouvireis, mas não compreendereis, E, vendo, vereis, mas não percebereis. Porque o coração deste povo está endurecido, E ouviram de mau grado com seus ouvidos, E fecharam seus olhos; Para que não vejam com os olhos, E ouçam com os ouvidos, E compreendam com o coração, E se convertam, E eu os cure”.
Os evangelhos insistem na necessidade de conhecer a verdade: “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”. Desta forma, o contrário também acontece: Conhecereis a mentira e a mentira vos escravizará.
Trata-se de uma lei espiritual, onde o único caminho para a verdade é Jesus, e desta forma, se uma pessoa toma outro caminho, a decepção é uma coisa infalível, e os crentes nestes falsos messias são pessoas pouco dadas a examinar as escrituras. São como tipos surtados que vão atrás de coisas excêntricas. E num mundo de mais de 7 bilhões de pessoas, pode crer, eles são muitos milhões.
“E por isso Deus lhes enviará a operação do erro, para que creiam a mentira.” [2 Tessalonicenses 2:11].

1 Comentário

Filed under Uncategorized