11 de Setembro de 2001

Existem as eras históricas: Pré-história, Idade Antiga, Idade Média, Idade Moderna, e a atual, a Idade Contemporânea.

Na classificação que virá a seguir seria talvez justo chamar o nosso tempo de Idade Tecnológica, afinal, depois da descoberta dos supercondutores nos anos 80, o mundo ingressou numa era de progresso tecnológico nunca antes imaginada. O conhecimento acumulado dobra a cada cinco anos.

Mas será conhecida por Nova Ordem Mundial, ou qualquer coisa do gênero, cujo início não datará da criação dos supercondutores que permitiram a criação de computadores poderosos, mas do 11 de Setembro de 2001. O 11 de Setembro, portanto, não diz respeito ao nosso passado, mas nosso futuro. Não somente da América, mas de todo mundo.

Não sei se você ainda vê o atentado da forma como ele foi vendido? Quatro aviões sequestrados por 19 terroristas muçulmanos liderados por Bin Laden, chefe da Al-Qaeda, dois deles jogados contra as Torres Gêmeas, um no Pentágono, e outro que veio a cair na Pensilvânia, que segundo dizem, tinha a Casa Branca ou o Capitólio como alvo.

Primeiro foram 5 atentados, incluindo a queda do WTC 7 por volta das 17 horas do mesmo dia. Desabou um prédio de 47 andares, anexo às torres, sem que tenha sido atingido por nada. Começou um incêndio leve por volta das 15 horas e às 17 desabou em queda livre. A imprensa mal divulgou o fato.

Segundo, sobre a queda do avião na Pensilvânia, voo 93 da United Airlines, com 7 tripulantes e 33 passageiros, o tal que iria para o capitólio ou para a Casa Branca, sabe-se com certeza o seguinte: não havia nenhum avião no local da queda, e consequentemente não foi encontrado nenhum corpo, nem nada que identificasse destroços de uma aeronave, como turbinas, pedaços de asas, bancos, bagagens, caixa preta, nada. Apenas um buraco no chão.

Terceiro, no caso do Pentágono, supostamente atingido pelo voo 77 da American Airlines, com 6 tripulantes e 53 passageiros, a mesma coisa. Foi atacado sem qualquer reação de defesa o prédio mais seguro do mundo por alguma coisa que não era um avião. Não se achou destroços, caixa preta, corpos, bagagens, nada que lembrasse um acidente aéreo. Ficou apenas um buraco enorme no muro.

Quarto, o voo 11 da American Airlines, com 11 tripulantes e 76 passageiros, atingiu a Torre Norte do WTC às 8:46 horas. Existe apenas uma filmagem do impacto, feita por bombeiros que trabalhavam na redondeza, onde dificilmente se vê com clareza qualquer avião. Parece muito mais um trabalho mal feito de editoração gráfica. De real ali só tem a explosão de alguma coisa.

Quinto, o voo 175 da United Airlines, com 9 tripulantes e 51 passageiros, atingiu a Torre Sul do WTC às 9:03 horas. Há várias filmagens, uma delas, da CNN, que mostra o mergulho aterrorizante de um avião contra o prédio.

Passada a comoção do evento as pessoas passaram a se perguntar sobre várias coisas inexplicáveis ocorridas aquele dia, uma delas que dá conta, segundo uma matéria da BBC de Londres publicada em 23 mês de setembro de 2001, que vários dos supostos terroristas estavam vivos. Também o jornal londrino Guardian publicou em 2002 uma entrevista com o pai de Mohammed Atta, suposto líder do grupo que sequestrou o voo 11 da AA. Seu filho, segundo ele, estava vivo e escondido por medo de ser assassinado.

Um parêntesis: Benazir Bhutto, duas vezes ex-primeira-ministra do Paquistão, foi assassinada em dezembro de 2007 durante uma campanha eleitoral. Dois meses antes de seu assassinato ela havia saído ilesa de um atentado em Carachi, em consequência do qual 139 pessoas morreram. Por conta deste primeiro atentado ela deu uma entrevista à TV (está no Youtube), acusando várias pessoas que participaram desta tentativa frustrada de assassina-la, entre elas, Omar Sheikh, que segundo Benazir, seria o homem que teria assassinado Bin Laden.

Mas Bin Laden só foi dado como morto em 2011, conforme anúncio bombástico do presidente Barack Obama. A verdade é que quando Obama anunciou sua morte ele já estava morto há tempos. Especula-se, conforme matérias da BBC e da própria Fox News, que ele teria morrido em dezembro de 2001, no mesmo ano do atentado. Desta maneira, alguém teria lembrado Obama que seria bom matar oficialmente Bin Laden, até porque na altura ninguém mais aguentava ouvir falar que ele era o responsável por todas as mazelas do mundo.

Mas voltemos à principal questão levantada: Como é possível que torres suportadas por estrutura de aço poderiam desabar em queda livre com duas horas de incêndio? Seriam os três únicos casos da história da construção civil, e todos no mesmo dia. Nenhum prédio construído sobre aço jamais desabou em consequência de um incêndio.

Mas houve a colisão de uma Boing 767, o que não é pouca coisa. Mas as torres foram construídas levando em conta esta possibilidade, porque 25 anos antes de ser construído o WTC, quando o Empire State era erguido em 1945, um avião militar B-25 se chocou contra o prédio na altura do  78º andar por causa de um nevoeiro sobre a cidade. Não aconteceu nada. Retiram os destroços, repararam os danos, a construção continuou, e o prédio está lá até hoje. Os engenheiros do WTC levaram isto em consideração quando projetaram as torres.

Centenas de estudos independentes executados por peritos em engenharia, entre os quais a Associação Americana de Engenheiros e Arquitetos, concluíram que as 3 torres foram implodidas. Foi isto que as trouxe abaixo em queda livre: uma implosão controlada.

Mas como seria possível aos terroristas da Al-Qaeda ingressarem nos prédios e não só isto, como poderiam, de posse das plantas, colocarem os explosivos em lugares absolutamente precisos sem serem notados? Não seria, ainda mais levando em conta que segundo os especialistas seriam necessárias 100 toneladas de nano termite para colocar abaixo as 3 torres.

Vi muitas entrevistas sobre familiares das vítimas que estavam nos aviões, uma delas, sobre um jovem chamado Jeremy Glick que estava no voo 93 da United que supostamente caiu na Pensilvânia. Como já foi dito não encontraram nenhum destroço de nenhum dos aviões. No caso deste voo em particular, por ter caído num local aberto, é fácil reconhecer que havia somente um buraco no chão. Não havia corpos nem nada que lembrasse um acidente aéreo. Mas desapareceram Jeremy, assim como os demais passageiros.

Mas se o avião não caiu, o que aconteceu com ele e com os demais? Vários pesquisadores chegaram à conclusão que todos os quatro voos pousaram e todos os passageiros foram assassinados, alguns depois de forçados a fazer ligações para familiares dizendo que estavam sendo vítimas de um sequestro. Acha absurdo? Fantasioso? Eu também achei quando li. Hoje já não acho.

A história do atentado está cheia de estudos disponíveis na internet, e não é nossa intenção aqui provar o fato dando detalhes de cada coisa que foi descoberta, apenas destacar a conclusão de todos: o atentado teve a participação do próprio governo americano. Gente séria chegou a esta conclusão, e os primeiros a divulga-la foram assassinados, e continuam sendo mortas pessoas, centenas de pessoas. A imprensa oficial se manteve e se mantém calada sobre o assunto.

A mesma gente que assassinou o presidente John Kennedy em 1963 fez o trabalho sujo de 11 de Setembro. Como consequência do atentado, direitos e liberdades civis dentro dos EUA foram suspensas. Revistas humilhantes em todos os aeroportos do mundo foram impostas e sobre o pretexto de segurança nacional a liberdade de expressão foi suprimida nos EUA e na Europa.

Você já percebeu que qualquer ato de insanidade perpetrado por um maluco que atropela pessoas na rua é rotulado de terrorismo? Que tem sempre uma franquia terrorista para reivindicar o atentado? Percebeu que há hoje leis que são universais e que a pretexto de proteger minorias não têm outro efeito senão disseminar o ódio? Percebeu como a ordem natural da vida instituída por Deus foi subvertida de uma hora para a outra? Que onde Deus disse homem e mulher pode ser lido homem e homem ou mulher e mulher? Como as famílias veem sendo destruídas no seu propósito fundamental? Como as crianças têm sido ensinadas que têm o direito de decidir o gênero que terão conforme sua conveniência? Que o salário mensal de um trabalhador no terceiro mundo vale menos que um cartucho de tinta de uma impressora HP?

Leio uma notícia no site Gopspelmais de 2 de Outubro de 2017. Reproduzo um trecho: “Uma lei aprovada recentemente por ampla maioria definiu que pais que não aceitarem a ideologia de gênero perderão a guarda dos filhos. A polêmica lei despertou enorme preocupação em cristãos em geral, que veem na medida uma forma de imposição e abuso de autoridade. A lei foi aprovada na província de Ontário, no Canadá, por 63 votos contra 23, e cria condições para que o Estado intervenha nas famílias contrárias à ideologia de gênero e tomem as crianças que venham apresentar confusão quando à sua identidade em relação ao sexo biológico, se os pais não aceitarem submete-las a um tratamento para mudança de gênero.”

É este o carater do império que assumirá em breve o controle do mundo. É o mesmo que assassinou os trabalhadores das torres em suas mesas num dia ensolarado de outono. Matou propositalmente dezenas de bombeiros que subiam a pé as escadarias dos prédios na intenção de salvar vidas. O que você espera deste monstro quando vier a nos governar? Justiça social? Segurança?

Tudo isto tem a mesma origem, o inferno. O Apocalipse diz que o próprio diabo daria a este império o seu poder. Comprova-se que de fato deu.

Sabe que da minha parte, vez por outra, quando eu leio notícias absurdas que dão conta do grau da degradação moral do homem no tempo presente, da violência, da fome, do terror, eu sempre me incluo na culpabilidade de todas estas coisas. Sabe por que? Porque quando eu volto pra casa, todos os dias, a pergunta que me faço é se eu agi como Jesus teria agido se estivesse no meu lugar. E a resposta é quase sempre não. E se é não, o meu pecado, por menor que tenha sido, se somou aos pecados de bilhões de pessoas naquele dia, alguns pequenos, alguns absolutamente vis, de maneira que não fiz outra coisa senão engrossar o caldo.

Então, meu irmão em Cristo, minha irmã, quando eu e você compactuamos com o pecado, por menor que ele seja, nós compactuamos com o mundo e com o estado de falência moral em que ele se encontra.

Às portas da volta do Senhor vê-se cristãos preocupados se passarão ou não pela tribulação. Outros se Deus vai abençoar suas vidas com bens materiais; outros com coisas igualmente abjetas, de maneira que pouco ou nada se pode esperar da maioria da cristandade.

Lute muito pra ficar fora disto, porque quando chegar o tempo, seremos chamados a mostrar com clareza nosso testemunho em favor do Evangelho, e muitos não o farão.

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Dois grandes eventos em nosso horizonte: a instalação de um governo global e o arrebatamento

Se durante todas as eras se falou da volta de Cristo, há hoje, em vista dos sinais que se manifestam, a impressão geral no meio cristão que não tarda o Senhor.

Não falta nada, absolutamente nada. Todas as profecias necessárias para permitir a volta de Jesus já foram cumpridas, de maneira que nada impede que o fato se consume a qualquer momento.

Há, portanto, dois grandes eventos em nosso horizonte: o arrebatamento dos crentes fiéis a Cristo, e a instalação de um governo global, sob o qual de se desenrolará a grande tribulação. Trata-se do quarto império destacado pelo Profeta Daniel, a besta descrita por João em Apocalipse 13.

De fato, consolida-se diante de nossos olhos este império, que segundo Daniel seria, e é, como podemos constatar, diferente dos que o antecederam.

Veja que se o que nos motiva é o fato, e não somente o desejo de que a volta de Jesus se consume em breve, pode-se afirmar que este império que já existe, e difere dos demais que o antecederam porque não se firma somente no poder militar, mas no poder financeiro. O mundo é hoje dominado não pelas superpotências militares, mas pelo dinheiro, a quem estas superpotências obedecem cegamente. É o poder financeiro quem controla os governos e deles se serve para expandir seus interesses.

Os mais jovens podem analisar a história recente, tendo em vista, por exemplo, os eventos posteriores a 2001, depois da queda das Torres Gêmeas em Nova Iorque, usadas pelos Estados Unidos como pretexto para invadir o Afeganistão, depor Saddam Hussein no Iraque e em seguida Muammar Kadafi na Líbia.

O objetivo destas guerras nunca foi o combate ao terrorismo, mas sim o controle do tráfico da heroína produzida no Afeganistão, e do petróleo iraquiano e líbio.

Já as gerações anteriores se lembrarão de fatos pregressos, como a deposição do ex-primeiro ministro do Irã, Mohammed Mosaddeq, em 1953, por contrariar interesses da Anglo-Iranian Oil Company, a atual BP – British Petroleum; ou de Salvador Allende, presidente do Chile, assassinado em 1973 depois de nacionalizar as riquezas do subsolo chileno, o que contrariou interesses das empresas americanas exploradoras de cobre; ou de Arbenz Guzman, presidente da Guatemala, assassinado em 1954 depois de fazer a reforma agrária que retirou da americana United Fruit Company o monopólio agrícola no país; ou de Jaime Roldós, presidente do Equador, assassinado em 1981 por se opor aos interesses das petrolíferas americanas; ou de Omar Torrijos, presidente do Panamá, também em 1981, impedindo assim que se consolidasse um acordo com os japoneses para a ampliação do Canal do Panamá. Estes fatos estão amplamente detalhados no livro “ Confissões de um Assassino Econômico” de autoria de John Perkins sobre o qual falaremos adiante.

A lista de abusos cometidos por empresas que comandam governos é interminável, e hoje (2017), se lê nos jornais o mesmo emprenho do império para derrubar os governos da Síria, Coreia do Norte e Venezuela, usando as mesmas táticas de sempre, e pior, com o apoio da maioria da maioria das pessoas comuns, porque estas formam seu juízo sobre o acontece no mundo através de jornais e noticiários das grandes emissoras de rádio e TV.

Não seja um destes que toma por verdade o que diz a mídia, porque esta expressa a sua versão do fato, e a versão é sempre condizente com o que o sistema determina. O governo venezuelano, por exemplo, é um governo medíocre, como também é medíocre o governo brasileiro. São farinha do mesmo saco, mas daí a financiar o caos interno como faz a CIA americana é outra estória.

Não foi Jesus que chamou Satanás de “príncipe deste mundo”? Não foi Satanás quem ofereceu ao Senhor o poder terreno em troca de adoração? Então de que maneira a imprensa como os demais poderes não estariam em suas mãos? A mídia oficial, mídia chapa-branca, está a serviço das trevas, assim como as demais entidades que exercem poder sobre as nossas vidas.

Veja o exemplo do Brasil e de tantos outros países onde a imprensa massacra corruptos, o que é louvável, mas tudo isto não passa de um chamariz para nos deixar alheios e desinformados sobre o que realmente acontece no mundo. Diante da realidade mundial a lava-jato no Brasil, ou a mediocridade do governo venezuelano não passam de um roubo de manga no quintal do vizinho.

Para quem ainda não sabe, o mundo todo faliu. O dólar americano que controla o comércio mundial está falido. Os EUA possuem hoje uma dívida de mais de 20 trilhões de dólares. O mundo, ou seja, os bancos centrais de todos os países devem aproximadamente 250 trilhões de dólares. Imagina o que significa isto?

Veja que as crises causadas por bolhas no mercado financeiro foram crises de empresas, enquanto a atual é uma crise de governos.

Em 2008 tivemos a bolha causada pelo “subprime” americano: Bancos de investimento, agências de rating e seguradoras perpetraram à luz do dia o maior assalto a investidores já visto na história da humanidade. Mentindo a seus investidores, geraram para si  bilhões de lucro e depois se declararam insolventes, de maneira que apelaram para os governos de seus países salvá-las. E claro que salvaram.

Na transição de Bush para Obama os dois governos colocaram nas contas bancárias dos mesmos que geraram a crise cerca de 2 trilhões de dólares, trilhões com T, ou seja, roubaram uma montanha de dinheiro através de fraude planejada e receberam uma cordilheira de dólares em recompensa. Ganharam duas vezes. E quem pagou? O contribuinte americano. A mesma coisa aconteceu na Alemanha, no Japão e em vários outros países. Ficou conhecido o jargão “ grande demais para quebrar”, porque se estas empresas quebrassem, quebravam a economia do mundo.

Mas hoje a coisa é imensamente pior porque quem está quebrado desta vez são os governos, ou seja, os bancos centrais, o que nos leva a questionar: quem vai salvá-los? Ninguém, e assim está posto o pano de fundo da crise que culminará num governo mundial.

Se o dólar está falido o que irá substituí-lo no comércio internacional? Talvez o SDR (Special Drawing Right – Direito Especial de Saque) do  FMI (Fundo Monetário Internacional) venha a se transformar em unidade monetária para este propósito, ou mesmo uma cripto moeda como o bitcoin ou o ethereum. Na prática ninguém sabe, mas o que se sabe é que a falência do dólar americano e consequentemente da economia americana são inevitáveis.

A China jogou recentemente a pá de cal sobre o dólar quando lançou um substitutivo ao petrodólar, quer seja o yuan (moeda chinesa) conversível em ouro, o que significa que a China propõe pagar suas importações de petróleo em moeda nacional (yuan) conversível em ouro.

Países como Rússia, Irã, e toda SCO – (Shanghai Cooperation Organization) – Organização de Cooperação de Changai aderiram ao processo de arquitetura de um novo sistema monetário alternativo ao dólar sem a interferência do FMI.

A SCO é um bloco composto pela China, Rússia, Cazaquistão, Usbequistão, Tadjiquistão, e Quirguistão, e deve contar brevemente com o ingresso da Índia e do Paquistão.

Considere-se ainda que China e Rússia lideram os BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul). Somados, todos estes blocos, representam mais da metade da população do planeta, e por ser uma alternativa concreta de escapar às sanções comerciais impostas pela Secretaria de Estado americana ou pela ONU, obviamente ingressarão no coro todos os países pressionados por embargos, como Venezuela, Síria, Coreia do Norte, entre outros.

É digno de nota, no caso do Brasil, que do ponto de vista econômico o país faça parte dos BRICS por decisão do ex-presidente Lula, que se por um lado nos arranjou tantos problemas, por outro talvez tenha nos colocado, ainda que por teimosia, não no lugar certo, na hora certa, mas no lugar menos ruim, considerando a hecatombe que está por vir. O tempo dirá.

De acordo com Apocalipse 13, em breve viveremos num mundo em que ninguém poderá “comprar ou vender, senão aquele que tiver o sinal, ou o nome da besta, ou o número do seu nome.” (v 17). Como chegaremos a isto?

Primeiro, sabendo que chegaremos, porque assim diz a Palavra de Deus. Segundo prevendo que haverá um caos de tamanha proporção que permitirá uma grande aliança global de nações debaixo de uma única autoridade.

Os nacionalistas diriam que é impossível, mas os nacionalistas talvez não saibam que nacionalismo é um sentimento que nada tem a ver com a realidade. O pragmatismo do mundo financeiro nos levará a isto.

Os ingredientes do caos já estão sendo cozinhados na panela global. Antes que ele chegue a igreja de Cristo será arrebatada deste mundo. Não a igreja nominal, mas apenas os vencedores destacados nos capítulos 2 e 3 de Apocalipse. O resto fica para a tribulação.

Foi Jesus quem disse: “Assim também vós, quando virdes sucederem estas coisas, sabei que já está perto, às portas.” (Marcos 13:29).

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A Guerra dos Judeus contra os Romanos – Parte 12 – A destruição de Jerusalém

Conforme Josefo, “foram feitos prisioneiros durante esta guerra noventa e sete mil homens e o assédio de Jerusalém custou a vida a um milhão e cem mil homens, dos quais a maior parte, embora judeus de nascimento, não eram nascidos na judéia, mas lá se encontravam de todas as províncias para festejar a Páscoa e haviam ficado presos na cidade por causa da guerra.

Como não havia lugar para acomodá-los a todos, sobre¬veio a peste e logo em seguida a carestia. Pode-se julgar que era difícil que aquela cidade, sendo tão grande, estivesse de tal modo povoada, que não havia lugar para tanta gente, principalmente esses judeus vindos de fora, mas não há melhor prova para isso, do que o recenseamento feito no tempo de Céstio.

Pois esse governador, querendo dar a conhecer a Nero, que tinha tanto desprezo pelos judeus, a força de Jerusalém, rogou aos sacerdotes que contassem o povo. Eles escolheram para isso o tempo da festa da Páscoa no qual desde as nove horas até às onze, sem cessar, imola¬ram-se vítimas, cuja carne era consumida pelas famílias, que não tinham menos de dez pessoas, algumas até vinte. Concluiu-se que haviam sido imolados duzentos e cinqüenta e cinco mil e seiscentos animais, de onde, contando-se apenas dez pessoas para cada animal, teríamos dois milhões, quinhentos e cinqüenta e seis mil pessoas, purificadas e santificadas. Não eram admitidos a oferecer sacrifícios nem os leprosos, nem os que sofriam de gonorréia, nem as mulheres que estavam no tempo do incômodo que lhes é ordinário, nem os estrangeiros que, não sendo judeus de raça, não deixavam de sê-lo, por devoção a essa solenidade. Assim, aquela grande multidão que se tinha dirigido a Jerusalém, de tantos e tão diversos lugares, antes do cerco, lá se encontrou encerrada como numa prisão, quando a guerra começou.

Parece, pelo que acabo de dizer, que nenhum acidente humano, nem flagelo algum mandado por Deus, jamais causaram a ruína de um tão grande número de pessoas, como o dos que pereceram pela peste, pela fome, pelas armas e pelo fogo, durante esse cerco, ou que foram levados como escravos pelos romanos. Os solda¬dos rebuscaram até nos esgotos e nos sepulcros, onde mataram a todos os que ainda estavam vivos e desses encontraram mais de dois mil que se haviam matado uns aos outros ou a si mesmos, ou que tinham sido mortos pela fome. O mau cheiro que saía desses lugares infectados era tão grande, que vários, não podendo suportá-lo, abandonavam-no.

Assim terminou Jerusalém, no dia oito de setembro, no segundo ano do reinado de Vespasiano. Tito ordenou que destruíssem a cidade até os alicerces, com exceção de um pedaço do muro, que está do lado do ocidente, onde ele tinha determinado construir uma fortaleza e as torres de Hípicos, de Fazael e de Mariana, porque, sobrepujando a todas as outras em altura e em magnificência, ele as queria conservar para mostrar à posteridade, quão grandes foram o valor e a ciência dos romanos na guerra, para se apoderarem daquela poderosa cidade, que se tinha elevado a tal nível de glória. Essa ordem foi tão exatamente cumprida que não ficou sinal al¬gum, que mostrasse haver ali existido um centro tão populoso. Tal o fim de Jerusalém, cuja triste sorte só se pode atribuir à raiva daqueles revoltosos que atearam o fogo na guerra. (Ibid 498 – 500)

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A Guerra dos Judeus contra os Romanos – Parte 11 – Tito entra em Jerusalém

Ao mesmo tempo em que o fogo consumia o Templo os romanos matavam a todos os que encontravam. Mais proveitosa é a leitura do próprio texto de Josefo: ” Não perdoavam nem à idade, nem à condição. Os velhos e as crianças, os sacerdotes e os leigos, eram todos passa¬dos a fio de espada; todos eram envolvidos nessa matança geral e os que recorriam aos rogos não eram tratados com mais clemência do que os que tinham a coragem de se defender até o fim; o gemido dos moribundos misturava-se com o barulho do crepitar das chamas, que avançavam sempre e o incêndio de tão grande edifício, situado num lugar elevado, fazia, aos que o contemplavam de longe, pensar que toda a cidade estava sendo devorada pelas chamas.
Nada se poderia ouvir de mais horrível, do que o ruído que ecoava pelo ar, em todas as direções.

Não se pode imaginar o que faziam as legiões romanas, tomadas de furor; os gritos dos revoltosos, que se viam envolvidos de todos os lados pelas armas e pelo fogo misturavam-se com as queixas e lamentações do pobre povo, que estava no Templo e que levado pelo desespero, ao fugir, atirava-se nos braços dos inimigos; vozes confusas elevava até o céu a multidão que estava no alto do monte fronteiro ao Templo, contem¬plando o horrível espetáculo. Aqueles mesmos que a fome tinha reduzido aos extremos, aos quais a morte estava prestes a fechar os olhos para sempre, percebendo o incêndio do Templo, reuniam todas as suas forças para deplorar tão grave desgraça; os ecos dos montes vizinhos e da região que está além do Jordão multiplicavam ainda esse barulho horrível. Por mais espantoso que fosse, porém, os males que causava eram-no ainda mais. O fogo, que devorava o Templo, era tão grande e violento que parecia que o mesmo monte sobre o qual estava situado ardia todo inteiro. O sangue corria em tal quantidade que parecia querer competir com o fogo, quem se estenderia mais. O número dos mortos era muito maior que o daqueles que os sacrifica¬vam à sua cólera e vingança; toda a terra estava coberta de cadáveres; os soldados pisavam-nos, para poder continuar a perseguir os que ainda tentavam fugir. Por fim os revoltosos organizaram tão violento ataque que repeliram os romanos, chegaram ao Templo exterior e de lá retiraram-se para a cidade.

Os romanos, julgando que uma vez queimado, seria inútil poupar o restante, incendiaram, também todos os edifícios dos arredores; e assim eles foram destruídos com tudo o que restava dos pórticos e das portas, exceto as duas que estavam do lado do oriente e do sul, que eles destruíram depois, até os alicerces. Incendiaram também a tesouraria que estava cheia de uma quantidade enorme de riquezas, quer em dinheiro quer em soberbas peças de vestuário e outras coisas preciosas, porque os mais ricos dos judeus para lá haviam levado o que tinham de melhor.
Fora do Templo só restava uma galeria, onde seis mil pessoas do povo, homens, mulheres e crianças se tinham reunido para se salvar; mas os soldados, levados pela cólera, incendiaram-na também, sem esperar a ordem de Tito, uns morreram queimados, outros atirando-se para baixo, para não sofrer morte se¬melhante, se suicidaram, de sorte que nem um só se salvou. (Ibid 472-474)

Com o Templo tomado, passaram os soldados a atacar indistintamente as populações da cidade, matando sem qualquer traço de piedade mulheres, crianças e velhos. As casas eram saqueadas e incendiadas. Os que nelas entravam, para saqueá-las, encontravam-nas cheias de cadáveres de toda a família que a fome havia feito perecer.

Josefo diz que “foi a oito de setembro que Jerusalém, depois de ter sofrido tantos males, por fim, desapareceu sob o violento incêndio. Durante o assédio, mil sofrimentos a atormentaram, fazendo que sua felicidade e seu esplendor, que desde a funda¬ção haviam sido enormes, se eclipsassem, depois de a terem tornado digna de inveja. Mas em tal conjuntura, depois de tantos males, essa infeliz cidade não é digna de lástima, a não ser por ter agasalhado em seu seio aquela multidão de víboras, que a devoraram e foram a causa de sua ruína.” (Ibid 495)

Mesmo com a cidade entregue à superioridade dos romanos, ainda assim continuou a mortandade de pessoas, mesmo havendo ordens de Tito para que fossem poupados os que desejassem a paz.

Josefo conta que “dentre os que foram poupados, os que tinham mais de dezessete anos foram enviados para trabalhar nas obras públicas e Tito distribuiu um grande número deles pelas províncias para servirem de espetáculo de gladiadores e combater contra as feras. Os que tinham menos de dezessete anos foram vendidos.

Dessa forma, enquanto estes míseros eram encaminhados como escravos, onze mil outros morreram, uns, porque seus guardas que os odiavam não lhes deram de comer, outros, porque não o queriam fazer, desgostosos como esta¬vam da vida, preferiam mesmo morrer e também porque dificilmente se encon¬trava trigo para alimentar tanta gente”. (Ibid 497)

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A Guerra dos Judeus contra os Romanos – Parte 10 – O Templo incendiado

Josefo diz que em 8 de agosto Tito mandou colocar arietes na direção dos portões do Templo em seu lado ocidental, batendo por seis dias seguidos sem qualquer resultado. O mesmo se deu quanto à tentativa de arrancar algumas pedras dos alicerces das portas. Tentaram também escalar o portão com escadas, o que os judeus repeliam, e assim, vários romanos perderam suas vidas. Tito, vendo que o seu desejo de conservar o Templo custava a vida de um grande número de soldados, mandou incendiar-lhe os pórticos, que queimaram pelo restante daquele dia e toda a noite, de maneira que, no dia seguinte, ordenou que fosse extinto o fogo e o caminho aplainado para a passagem das tropas.

Reuniu em seguida seus comandantes para deliberarem sobre a resolução que deviam tomar com relação ao Templo. Diz Josefo que “uns, foram de opinião de se usar do poder que lhes dava o direito da guerra, porque enquanto ele subsistisse, os judeus que ali se reuniram de todas as partes da terra, sempre se haveriam de revoltar. Outros disseram, que se os judeus o abandonassem, sem querer mais defendê-lo, julgavam que então poderia ser conservado.

No entanto, se continuassem a fazer guerra, seria preciso incendiá-lo, porque não deveria mais ser considerado como um Templo, mas como uma fortaleza e seria aos judeus somente que se deveria atribuir a ruína do mesmo, porque lhe tinham sido a causa. Depois de terem assim opinado, Tito disse que ainda que os judeus se servissem do Templo como de uma praça de guerra, para continuar na sua revolta, não era justo vingar-se em coisas inanimadas, pelas faltas cometidas pelos homens, reduzindo a cinzas uma obra cuja conservação seria tão grande ornamento para o império. Ninguém mais en¬tão pôde duvidar de seus sentimentos; Alexandre, Cerealis e Fronto foram da mes¬ma opinião; dissolveu-se o conselho e o príncipe ordenou que se desse descanso às tropas, para pô-las em condições de dar um assalto mais forte ainda, quando fosse necessário. Ordenou em seguida a algumas coortes que apagassem o fogo e fizes¬sem uma estrada, pelo meio das ruínas. Os judeus, cansados e esgotados por tan¬tas fadigas, nada mais empreenderam naquele dia.” (Ibid 463)

Tito resolveu atacar o Templo no dia dez de agosto. Josefo vê naquela decisão, não um ato isolado de Tito, mas verdadeiramente a vontade de Deus a ditar o destino daquele povo: “e assim estava-se na véspera desse dia fatal, em que Deus tinha, há tanto tempo, condenado aquele lugar santo a ser incendiado e destruído depois de uma longa série de anos, como ele tinha outrora, no mesmo dia, sido destruído por Nabucodonosor, rei de Babilônia. Mas não foram estrangeiros, foram os mesmos judeus a causa única de tão funesto incêndio. Um soldado, então, sem para isso ter recebido ordem alguma, e sem temer cometer um horrível sacrilégio, mas, como levado por inspiração divina, fez-se levantar por um companheiro e atirou pela janela de ouro um pedaço de madeira aceso no lugar pelo qual se ia aos edifícios, ao redor do Templo do lado do norte. O fogo ateou-se imediatamente; em tão grande desgraça, os judeus lançavam gritos espantosos. Corriam procurando apagá-lo e nada mais os obri¬gava a poupar suas vidas, quando viam desaparecer diante de seus olhos aquele Templo que os levava a poupá-las pelo desejo de conservá-lo.” (Ibid 466 – 467)

Quando soube do ocorrido, Tito tentou apagar o fogo. “Todos os chefes seguiram-no e as legiões depois dele, com grande confusão e tumulto, clamores tais, que se pode imaginar, quando em tal contingência um grande exército marcha, sem ordem e sem disciplina. Tito gritava com todas as forças, fazia sinais com a mão para obrigar os seus a apagar o fogo, mas tão grande barulho impedia que ele fosse ouvido; o ardor e a cólera de que os soldados esta¬vam cheios, naquela guerra, não lhes permitia notar os sinais que lhe fazia. Assim, aquelas legiões que entravam em massa, não podiam em sua impetuosidade ser contidas nem por suas ordens, nem por suas ameaças; o furor as conduzia; elas apertavam-se de tal modo que muitos caíam e eram pisados, outros, caindo sobre as ruínas do pórtico e das galerias, ainda acesas e fumegantes, não eram, embora vencedores, menos infelizes que os vencidos. Quando todos aqueles soldados che¬garam ao Templo fingiram não entender as ordens que o imperador lhes dava. Os que estavam atrás exortavam os mais adiantados a pôr fogo e não restava então aos revoltosos nem uma esperança de poderem impedi-lo.

De qualquer lado que se lançassem os olhos, só se viam fuga e mortan¬dade. Matou-se um grande número de pessoas do baixo povo, gente desarmada e incapaz de se defender. Em volta do altar havia montes de cadáveres, que eram atirados, depois de assassinados, àquele lugar santo, o qual não era destinado a sacrificar tais vítimas; rios de sangue corriam por todos os degraus.

Tito, vendo que lhe era impossível deter o furor dos soldados e o fogo começava a incendiar tudo em toda parte, entrou com os seus principais chefes no Santuário e achou, depois de tê-lo observado, que sua magnificência e rique¬za sobrepujavam ainda de muito o que a fama havia espalhado entre as nações estrangeiras e que tudo o que os judeus diziam a esse respeito, ainda que pare¬cesse incrível, nada acrescentava à verdade.

Quando viu que o fogo não tinha ainda chegado ali, mas consumia então so¬mente o que estava nas vizinhanças do Templo, julgou, como era verdade, que ainda poderia ser conservado; rogou, ele mesmo, aos soldados que apagassem o fogo e mandou um oficial de nome Liberal, um de seus guardas, que desse mesmo pauladas, nos que se recusassem a obedecer. Mas nem o temor do castigo nem o respeito pelo general puderam impedir-lhes o efeito do furor, da cólera e do ódio pelos judeus; alguns mesmos eram impelidos pela esperança de encontrar aqueles lugares santos cheios de riquezas, porque viam que as portas estavam recobertas de lâminas de ouro e quando Tito avançava para impedir o incêndio, um dos soldados que havia entrado, já tinha posto fogo na porta. Dentro acendeu-se então uma grande labareda que obrigou Tito e os que o acompanhavam a se retirar sem que nenhum dos que estavam fora procurasse apagá-la. Assim, esse santo e soberbo Templo foi incendiado, não obstante todos os esforços de Tito para impedi-lo.” (Ibid 468-469)

Josefo afirma que o Templo foi incendiado “no mesmo mês e no mesmo dia em que os babilônios outrora o haviam também incendiado. Esse segundo incêndio aconteceu no segundo ano do reinado de Vespasiano, mil cento e trinta anos, sete meses e quinze dias depois que o rei Salomão o havia construído pela primeira vez; seiscentos e trinta e nove anos, quarenta e cinco dias depois que Zorobabel o tinha feito restaurar, no segundo ano do reinado de Ciro.

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A Guerra dos Judeus contra os Romanos – Parte 9 – Ai das grávidas e das que amamentarem naqueles dias!

Paralelo ao que acontecia no Templo, a fome grassava na cidade. Josefo conta a estória de uma mulher que quis o destino estivesse presa na cidade naqueles dias. Era rica e fugindo da guerra que chegara à sua aldeia veio refugiar-se em Jerusalém. Viveu ali dias tão amargurados que ao fim de longo sofrimento matou seu filho recém nascido para dele se alimentar. Vejamos como o autor descreve este episódio: “… matou o filho, cozeu-o, comeu uma parte e escondeu a outra.

Aqueles ímpios, que só viviam de rapina, entraram em seguida naquela casa; tendo sentido o cheiro daquela iguaria inominável, ameaçaram matá-la, se ela não lhes mostrasse o que tinha preparado para comer. Ela respondeu que ainda lhe restava um pedaço da iguaria e mostrou-lhes restantes do corpo do próprio filho. Ainda que tivessem um coração de bronze, tal espetáculo causou-lhes tanto horror, que eles pareciam fora de si. Ela, porém, na exaltação que lhe causava o furor, disse-lhes, com o rosto convulsionado: “Sim, é meu próprio filho que vedes, e fui eu mesma que o matei. Podeis comê-lo, também, pois eu já comi. Sois talvez menos corajosos que uma mulher e tendes mais compaixão que uma mãe? Se vossa piedade não vos permite aceitar essa vítima, que vos ofereço, eu mesma acabarei de comê-lo”.

Aqueles homens que até então não haviam sabido o que era a compaixão, retiraram-se trêmulos, e por maior que fosse a sua avidez em procurar alimento, deixaram o restante daquela detestável iguaria à infeliz mãe.

A notícia de fato tão funesto espalhou-se incontinenti por toda a cidade. O horror que todos sentiram foi o mesmo, como se cada qual tivesse cometido aquele horrível crime; os mais torturados pela fome só desejavam morrer, quanto antes, e julgavam felizes os que já haviam morrido, antes de ter tido ciência deste fato ou ouvido narrar coisa tão execrável.

Os romanos também logo souberam de tudo, isto é, da criança sacrificada por sua própria mãe, para que ela pudesse continuar a viver. Uns não podiam crer no que se dizia; outros sentiam imensa compaixão, mas a maior parte viu acender-se ainda mais o ódio que já sentiam contra os judeus.

Tito, para se justificar diante de Deus a esse respeito, protestou em voz alta que ele tinha oferecido aos judeus uma anistia geral de todo o passado e visto que eles tinham preferido a revolta à obediência, a guerra à paz, a carestia à abundância e tinham sido os primeiros a incendiar com suas próprias mãos o Templo, que ele tinha se esforçado por conservar, mereciam ser obrigados a se alimentar de tão execrável iguaria.

No entanto, ele sepultaria aquele horrível crime sob as ruínas da sua capital, a fim de que o sol, fazendo a volta ao mundo, não fosse obrigado a esconder seus raios, pelo horror, de iluminar uma cidade onde as mães se nutriam de carne dos próprios filhos, onde os pais não eram menos culpados que elas, pois tão estranhas misérias não os podiam decidir a abandonar as armas. Estas as palavras do grande príncipe, porque, considerando até que excesso ia a raiva daqueles revoltosos, ele não achava, que depois de ter sofrido tantos males, dos quais apenas o temor deveria trazê-los ao cumprimento do dever, nada poderia jamais fazê-los mudar.” (Ibid 459)

Nós mínimos detalhes esta estória nos lembra as palavras de Jesus em Mateus 24 : 19: “Mas ai das grávidas e das que amamentarem naqueles dias!”

Como a realidade das palavras do Senhor poderiam ser mais amargas e reais que isto? Quem, naqueles dias de Jesus poderia crer que Jerusalém chegaria a este ponto?

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A Guerra dos Judeus contra os Romanos – Parte 8 – A conquista da Fortaleza Antônia

Os romanos construíam neste tempo plataformas e rampas para escalar o terceiro muro, de maneira que toda a vegetação ao redor de Jerusalém foi devastada: “Onde outrora havia bosques e árvores frondosas, jardins deliciosos, não havia agora uma única árvore, e não somente os judeus, mas os estrangeiros, que antes admiravam aquela formosa parte da Judeia, agora não seriam capazes de reconhecer, nem ver os maravilhosos arrabaldes daquela grande cidade, convertidos em terrenos abandonados e silvestres, sem que tão deplorável mudança os fizesse derramar lágrimas. Foi assim que a guerra de tal modo destruiu uma região tão favorecida por Deus, que já não lhe restava o menor vestígio de sua beleza antiga e podia-se perguntar em Jerusalém, onde então estava Jerusalém.” (Ibid 433)

A Fortaleza Antônia veio por fim a cair nas mãos dos romanos, e desta forma, muitos dos que lá se refugiavam fugiram para o Templo, em cujas portas travou-se uma intensa batalha, com tanta gente, e por causa disto, num espaço tão apertado, que só era possível combater usando a espada, porque dardos e flechas eram inúteis por causa da proximidade de uns e outros. Josefo conta que combatiam pisando em cadáveres, e que esta batalha foi travada no escuro, desde as nove horas da noite até o amanhecer.

Tito mandou destruir os alicerces de um lado Fortaleza Antônia de maneira a possibilitar a entrada de um grande contingente de soldados.

Nesta altura da situação, os judeus que conseguiam fugir da cidade e se entregar aos romanos eram bem tratados por estes, e como já fosse grande o seu número, Tito mandou que fossem mostrados a seus compatriotas, para que vissem que estavam em condições dignas e assim pudessem também proceder da mesma forma. Mas não havia hipótese disto acontecer, pois os sediciosos matavam a quer quer que ousasse tentá-lo.

Antes de investir contra a cidade, Tito, que desejava preservar o Templo, mandou novamente Josefo para apelar ao bom censo e pedir sua rendição incondicional. Mas foram vãos os apelos, e assim resolveu atacá-los à noite. Tito comandou pessoalmente o ataque a partir da Fortaleza Antônia.

Por causa da surpresa, os judeus atacavam indistintamente amigos e inimigos, por causa da escuridão da noite. Josefo diz que os romanos podiam distinguir os campaneiros do inimigo porque eles combatiam em grupos, apertados uns contra os outros, cobertos com seus escudos e se serviam, para se reconhecer, da senha que lhes fora dada. Pelo lado dos judeus mataram-se mais entre eles próprios do que pela espada do inimigo. Este combate cessou somente ao raiar do dia com muitos mortos de ambos lados.

Tito ordenou então que a Fortaleza Antônia fosse destruída até os alicerces para abrir espaço para a entrada das legiões. Josefo conta assim o início da destruição do Templo: “Os judeus, enfraquecidos pelas perdas que haviam sofrido em tantos combates, vendo que a guerra se acendia cada vez mais e que o perigo de que o Templo estava ameaçado crescia sempre, resolveram destruir-lhe uma parte, para salvar o restante; do mesmo modo que se cortam os membros de um corpo atacado de gangrena, para impedir que ela passe adiante.

Começaram por incendiar aquela parte da galeria que o unia à Fortaleza Antônia, do lado do vento norte e do ocidente, e derrubaram depois quase vinte côvados e foram assim os primeiros que empreenderam a destruição daquela soberba construção. Dois dias depois, vinte e quatro de julho, os romanos incendiaram a mesma galeria. Depois de terem arruinado uns catorze côvados, os judeus derrubaram o restante e continuaram assim trabalhando na destruição de tudo o que podia ter comunicação com a Fortaleza Antônia embora tivessem podido, se quisessem, impedir aquele incêndio. Eles consideravam sem se inquietar o curso que o fogo tomava para dele servir-se em seu proveito, e as escaramuças se faziam todas em redor do Templo. (Ibid 452-453)

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