A abominação da desolação

O inconsciente coletivo formado em torno deste assunto dirige o raciocínio do leitor para a crença dominante que se refere aos dias finais, à Grande Tribulação, em que o anticristo, depois de simular amizade com o povo de Israel, rompe a aliança e sacrifica um animal impuro sobre o altar do templo, passando daí por diante a perseguir os judeus e os crentes em Jesus.
Mas esta teoria, ou interpretação dos textos, traz certas dificuldades, como por exemplo, a necessidade de existir um templo em Jerusalém, no mesmo lugar que existiram os anteriores, no topo do Monte Moriá, melhor situando nos dias de hoje, acima do Muro das Lamentações, onde existem duas construções erguidas pelos muçulmanos durante a ocupação árabe da Palestina: o Domo da Rocha e a Mesquita de Al Aqsa.
Ainda nos dias de hoje o visitante que chega à cidade é levado a conhecer o Muro das Lamentações no seu lado oriental, e ali é informado que aquilo é tudo que resta do antigo local do Templo dos judeus.
Na prática o muro constitui o alicerce do platô sobre o qual estava o Templo. Funciona como uma caixa que foi colocada em torno do Monte Moriá, de maneira que seu conteúdo foi aterrado, permitindo que Herodes, o construtor do Templo em que Jesus pisou, nivelasse o topo do monte, abrindo assim um grade espaço para construir um novo Templo, bem como para o ajuntamento de pessoas. Não era, portanto, parte do Templo.
Depois da restauração do Estado de Israel, em 1948, o muro, em cujo topo se encontra o Domo da Rocha, segundo lugar mais sagrado do islamismo, passou ao controle da Jordânia, de acordo com os termos da ONU sobre a partilha da Palestina, e foi retomado pelos judeus na Guerra dos Seis Dias em 1967.
Interessante notar que diante do muro se ouve todo tipo de explicação sobre a sua existência, exceto, ou raramente, uma: ele é a mais óbvia testemunha das palavras de Jesus quanto ao destino do Templo em que o Senhor pisou: ” Não vedes tudo isto? Em verdade vos digo que não ficará aqui pedra sobre pedra que não seja derrubada”. (Mt 24:1-2)
Estas construções são consideradas pelos judeus lugares sagrados, de maneira que não podem ser removidos dali por causas não naturais. Desta forma, como os judeus não podem simplesmente tomar posse do lugar e destruir as construções, acreditam que estas serão derrubadas de uma forma natural, como por um terremoto, por exemplo, ou ainda por um bombardeio, ou mísseis disparados pelos próprios muçulmanos, inimigos de Israel, vindos da Faixa de Gaza ou de outro país. O mais provável, quanto à possibilidade deste templo vir a ser construído, é que as coisas se encaminhem para um acordo entre palestinos e judeus, e assim, coexistam pacificamente, no mesmo local, os centros de adoração das duas religiões.

A necessidade de existir um templo em Jerusalém – verdade ou fantasia?
Existem, de fato, em Israel, grupos de judeus ortodoxos que trabalham para a construção do novo templo. Já possuem utensílios guardados, e sabe-se que os sacerdotes encarregados deste eventual templo serão os zadoquitas, descendentes de Zadoque, o que se pode determinar com clareza nos dias de hoje pela marcação genética.Possuem também a planta do templo que pode ser vista no Youtube no endereço abaixo:

Não é impossível que isto venha a acontecer. Os judeus desejam isto, bem como a maioria da cristandade, que crê que a volta de Jesus necessite deste templo para cumprir uma profecia.
Mesmo assim, não se pode deixar de atentar para um ponto muito relevante no que tange o aspecto prático da questão: os judeus querem, a maioria da cristandade quer, mas qual utilidade teria este templo para Deus?
Se houver templo, haverá sacrifícios e holocaustos para expiação de pecados. Que utilidade teria isto para Deus? Nenhuma, porque o único sacrifício que importa ao Pai é aquele já feito por Jesus na cruz do Calvário.
Mas ainda assim, digamos que venha a existir este templo, e como pensam as correntes cristãs mais aceitas, o anticristo entrasse lá um dia e fizesse cessar o sacrifício de bodes, ovelhas e touros, e sacrificasse alí um porco; De que maneira Deus se sentiria ofendido com isto? Por qual razão Jesus chamaria um abuso contra este templo de abominação da desolação? É algo que devemos considerar, porque quer parecer que Deus não poderia se sentir ofendido com isto sem minimizar, ou relativizar o sacrifício de Jesus.
Deus não se sentiu ofendido quando Nabucodonosor destruiu o primeiro Templo. Tempos depois Ciro mandou Zorobabel reerguer o templo de Salomão com uma planta diferente da original. O Templo foi reerguido conforme Ciro determinou, e não como Deus ordenou a Salomão. Nem tampouco Deus se ofendeu quando Herodes, o Grande, desmontou o Templo de Zorobabel e construiu outro muito mais suntuoso que os dois primeiros. Não matou nem puniu Nabucodonosor, nem Ciro, nem Herodes, nem fez chover fogo sobre os construtores, mas ao contrário, abençoou-os, inclusive Herodes. Deus também não puniu os romanos que destruíram o Templo e Jerusalém. Vespasiano e Tito, os generais romanos que comandaram a guerra na Judeia e destruíram não só Jerusalém, como também todas as cidades por onde passaram, foram, não por acaso, guindados ao topo do mundo, uma vez que posteriormente ambos reinaram sobre Roma e sobre o mundo antigo. E tudo isto apenas certifica o que disse (Marcos 4:21) Jesus à mulher samaritana: “Mulher, crê-me que a hora vem, em que nem neste monte nem em Jerusalém adorareis o Pai”. Que dizer então das palavras de Paulo aos romanos: “Porque o fim da lei é Cristo para justiça de todo aquele que crê.” (Romanos 10:4)
Por este ponto de vista quer parecer que os relatos dos sinóticos sobre este assunto, se referem primariamente à destruição de Jerusalém. Veja o texto de Lucas: “E para todas as nações serão levados cativos; e Jerusalém será pisada pelos gentios até que os tempos dos gentios se completem”. (Lc 21:24)
Caso estes acontecimentos viessem a se referir à Jerusalém do futuro, seria preciso imaginar um futuro muito diferente do nosso presente. Será, sem dúvida, mas não no ponto de vista que pretendemos focar.
Em nosso tempo presente, que sem dúvida é caracterizado pela injustiça, fala-se de justiça a todo instante. Trata-se de um mundo dominado pela ganância, e por pressuposto, onde há ganância, não pode haver justiça. A esmagadora maioria das pessoas que possuem emprego nos dias de hoje recebem salário mínimo. Um salário mínimo, na África, é insuficiente para comprar um par de cartuchos de impressora, que afinal, servem para imprimir cerca de 200 páginas de texto em formato A4. Onde há justiça nisto? Um mês de trabalho de um ser humano equivale a 200 páginas de papel impresso.
É neste contexto que proliferam em todos os cantos do mundo as ONGs e outras organizações que se propõem a defender as minorias oprimidas. Existem ONGs defendendo todos os tipos de causa, não só de homens e mulheres, como também de animais, plantas, camada de ozônio etc.
Num passado recente, poucas existiam, mas vieram a existir massivamente depois da criação da ONU, que segundo se sabe, objetiva manter a paz no planeta, o que pelo visto, não consegue fazer. Depois vieram as que supostamente defendem as minorias, e assim, surgiram nos quatro cantos do mundo os chamados ativistas, que se antes eram vistos como chatos, hoje possuem um poder político considerável, de maneira que todos querem estar em paz com esta gente.
O ponto que devemos entender é que hoje seria impossível, com tantos defensores das liberdades e direitos civis, achar minimamente lógica a possibilidade de que os judeus fossem atacados e expatriados como escravos pelos quatro cantos do mundo, conforme nos diz Lucas: “e para todas as nações serão levados cativos”. Mesmo num mundo barbarizado seria praticamente impossível que isto viesse a acontecer. Acrescente-se também que Lucas diz que depois disto, Jerusalém seria pisada pelos gentios.

Lucas 21:23-34
Porque haverá grande aperto na terra, e ira sobre este povo. E cairão ao fio da espada, e para todas as nações serão levados cativos; e Jerusalém será pisada pelos gentios, até que os tempos dos gentios se completem.

Ora, não foi exatamente isto que aconteceu no ano 70 de nossa era? Não foi Jerusalém atacada pelos romanos? Não foram, os que se salvaram, levados cativos, como escravos, para as colônias romanas nos quatro cantos do mundo de então? Depois disto Israel deixou de existir como nação. Não foi então Jerusalém pisada pelos gentios até 1967 quando os judeus retomaram o controle completo da cidade? Cumpriu-se, portanto, em 1967 esta profecia. Acabou-se o tempo dos gentios.
Ainda que Jerusalém fosse atacada no futuro, conforme querem as teorias escatológicas propostas, e ainda que os judeus fossem levados cativos para outros países, sendo, como são nestas teorias, a volta de Jesus iminente, de qual forma se arranjaria tempo para Jerusalém ser pisada pelos gentios? Não se encaixa isto em nenhuma destas teorias.
Não ficará aqui pedra sobre pedra que não seja derrubada trata da destruição do Templo, que viria a ocorrer no ano 70 de nossa era, quarenta anos depois da profecia de Jesus.
Quando lemos esta passagem é difícil vislumbrar aquilo que de fato aconteceu. Como teria o Templo sido destruído, uma vez que um dos pilares do império romano era o respeito às instituições religiosas dos povos conquistados?
São comuns várias explicações sobre o assunto: uma delas que diz que correu um boato entre os soldados romanos de que havia ouro escondido entre as pedras, e, desta forma, no meio da agitação da guerra o Templo foi literalmente desmontado. É interessante e facilmente credível a estória, mas não é verdade. Parece que alguém quis fazer um gol de mão para dar consistência à profecia de Jesus, coisa absolutamente desnecessária, uma vez que a história real é por si mesma muito mais impressionante que isto.
Conforme os dados históricos, não só não ficou no Templo pedra sobre pedra, como também foi destruída toda a cidade de Jerusalém, onde, segundo o historiador Flávio Josefo, um milhão e cem mil pessoas perderam a vida. Você consegue imaginar isto?
Afora a profecia de Jesus, o Novo Testamento não faz referência a este fato. A obra de Flávio Josefo “Guerra dos Judeus Contra os Romanos” nos conta em detalhes mínimos como tudo aconteceu. Josefo estava presente quando caiu Jerusalém. Nos capítulos anteriores fizemos uma compilação destes acontecimentos extraídos das obras de Josefo. Leia com atenção e tire suas próprias conclusões.

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A destruição do Templo ou a Grande Tribulação?

Jesus falou de uma grande tribulação, conforme registrado em Mateus 24, Marcos 13 e Lucas 21.
Em Mateus 24, o mais extenso dos textos, os versos 4 a 14 dão uma breve descrição do destino da humanidade desde aqueles dias até o fim dos tempos. A parte seguinte, versos 15 a 22, se referem à destruição de Jerusalém.

Mateus 24
15 Quando, pois, virdes que a abominação da desolação, de que falou o profeta Daniel, está no lugar santo; quem lê, atenda 16 Então, os que estiverem na Judéia, fujam para os montes; 17 E quem estiver sobre o telhado não desça a tirar alguma coisa de sua casa; 18 E quem estiver no campo não volte atrás a buscar as suas vestes. 19 Mas ai das grávidas e das que amamentarem naqueles dias! 20 E orai para que a vossa fuga não aconteça no inverno nem no sábado; 21 Porque haverá então grande aflição, como nunca houve desde o princípio do mundo até agora, nem tampouco há de haver. 22 E, se aqueles dias não fossem abreviados, nenhuma carne se salvaria; mas por causa dos escolhidos serão abreviados aqueles dias.

Neste trecho Jesus fala sobre a condição dos habitantes da Judeia naqueles dias. Não fala sobre o Templo propriamente dito, mas descreve a situação da Judeia e particularmente de Jerusalém, dando assim instruções aos cristãos de como proceder naquela ocasião: Saiam da cidade!
Mateus e Marcos falam do sinal da abominação da desolação no lugar santo referida por Daniel. Mas Lucas cita uma informação que antecede isto: Jerusalém cercada por exércitos: “Mas, quando virdes Jerusalém cercada de exércitos, sabei então que é chegada a sua desolação”. (Lucas 21:20)
Lucas registrou de maneira clara o aviso deixado por Jesus para os cristãos daquele tempo: quando virdes Jerusalém cercada de exércitos, caiam fora da cidade. E assim fizeram quando primeiramente Vespasiano recuperou todas as cidades dominadas pelos judeus na guerra contra os romanos. Começou pela Galileia descendo gradativamente em direção a Jerusalém. Às portas de Jerusalém Vespasiano retornou a Roma para assumir o comando do império, deixando Tito, seu filho, encarregado de reconquistar a cidade. Eis aí a cidade cercada de exércitos. Harmonizando os três evangelhos, temos que os textos relatam que Jerusalém seria atacada por exércitos e depois disto o Templo seria violado, conforme predito pelo Profeta Daniel.
Mas este texto refere-se à destruição do Templo ou à Grande Tribulação que há de vir? Refere-se às duas coisas.
O Sermão Profético não é uma leitura simplória como quer a maioria dos crentes. Mas é interessante observar que ao ser lido desta forma funciona aparentemente de maneira perfeita, mas leva a conclusões erradas.
Mas a linguagem que Jesus emprega aqui é profética, da mesma natureza empregada por Ezequiel ou Isaías, onde um fato do presente é figura de outro que há de acontecer no futuro, quer próximo, quer distante.
Um exemplo muito claro disto está em Isaías 7, onde o profeta relata que nos dias do rei Acaz, rei de Judá, a Síria e Israel se aliaram para destruí-lo. Mas Deus manda um sinal que isto não aconteceria: “Portanto o mesmo Senhor vos dará um sinal: Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho, e chamará o seu nome Emanuel. Manteiga e mel comerá, quando ele souber rejeitar o mal e escolher o bem. Na verdade, antes que este menino saiba rejeitar o mal e escolher o bem, a terra, de que te enfadas, será desamparada dos seus dois reis”. (Is 7:14-16)
A criança citada viria a ser filho do próprio Isaías, conforme se lê no capítulo seguinte, conforme Is 8:3-4: “E fui ter com a profetiza, e ela concebeu, e deu à luz um filho; e o SENHOR me disse: Põe-lhe o nome de Maer-Salal-Has-Baz. Porque antes que o menino saiba dizer meu pai, ou minha mãe, se levarão as riquezas de Damasco, e os despojos de Samaria, diante do rei da Assíria”. Cumpriu-se, portanto, esta profecia cerca de 3 anos depois deste relato.
Mas Mateus, na mesma qualidade de profeta de Deus, movido pelo mesmo Espírito Santo, diz: “José, filho de Davi, não temas receber a Maria, tua mulher, porque o que nela está gerado é do Espírito Santo; E dará à luz um filho e chamarás o seu nome JESUS; porque ele salvará o seu povo dos seus pecados. Tudo isto aconteceu para que se cumprisse o que foi dito da parte do Senhor, pelo profeta, que diz; Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho, E chamá-lo-ão pelo nome de EMANUEL, Que traduzido é: Deus conosco”. (Mt 1:20-23)
Cumpriu-se, esta profecia, tanto nos dias de Acaz quanto nos dias de Jesus.
Joel 2:28-32 é outro exemplo: “E há de ser que, depois derramarei o meu Espírito sobre toda a carne, e vossos filhos e vossas filhas profetizarão, os vossos velhos terão sonhos, os vossos jovens terão visões. E também sobre os servos e sobre as servas naqueles dias derramarei o meu Espírito. E mostrarei prodígios no céu, e na terra, sangue e fogo, e colunas de fumaça. O sol se converterá em trevas, e a lua em sangue, antes que venha o grande e terrível dia do SENHOR. E há de ser que todo aquele que invocar o nome do SENHOR será salvo; porque no monte Sião e em Jerusalém haverá livramento, assim como disse o SENHOR, e entre os sobreviventes, aqueles que o SENHOR chamar”.
Jesus confirmou esta profecia de Joel como um sinal de sua volta, conforme Mateus 24:29, sinal este reconfirmado por João em Apocalipse 6:12: “E, havendo aberto o sexto selo, olhei, e eis que houve um grande tremor de terra; e o sol tornou-se negro como saco de cilício, e a lua tornou-se como sangue”.
Mas Pedro, também na qualidade de profeta entendeu que esta profecia cumpriu-se no dia de Pentecostes, conforme Atos 2:16-18: “Mas isto é o que foi dito pelo profeta Joel: E nos últimos dias acontecerá, diz Deus, Que do meu Espírito derramarei sobre toda a carne; E os vossos filhos e as vossas filhas profetizarão, Os vossos jovens terão visões, E os vossos velhos terão sonhos; E também do meu Espírito derramarei sobre os meus servos e as minhas servas naqueles dias, e profetizarão; E farei aparecer prodígios em cima, no céu; E sinais em baixo na terra, Sangue, fogo e vapor de fumo”.
Jesus usa, no Sermão Profético, este mesmo tipo de linguagem. É preciso que a leitura seja atenta, pois não se trata de um texto que objetiva facilitar o entendimento de quem o lê às pressas. A única coisa que Jesus facilitou neste sermão é a advertência para estarmos preparados.
Voltando ao nosso assunto, é importante entender que esta referência fala, em primeiro lugar, a respeito à destruição de Jerusalém, mas é também uma figura daquilo que se repetirá antes da volta de Jesus, não literalmente, no sentido em que afetou o Templo, mas como um alerta de que haverá um período de grande turbulência antes de sua volta, e que a igreja passará por ela.
A instrução para sair da cidade foi dada especificamente para os cristãos daqueles dias. Jesus, poucas horas antes havia dito aos fariseus que o peso de todos os pecados da nação viria sobre aquela presente geração, como de fato veio no ano 70 quando Tito destruiu a cidade.
No que diz respeito à tribulação que ainda há de vir, para os cristãos que estiverem vivos no fim dos tempos, o aviso de Jesus para sair da cidade não se refere a Jerusalém, mas à Babilônia, conforme Apocalipse 18:4: “E ouvi outra voz do céu, que dizia: Sai dela, povo meu, para que não sejas participante dos seus pecados, e para que não incorras nas suas pragas”. Nunca é demais repetir que a Babilônia de Apocalipse não é uma entidade pagã, no sentido convencional da palavra, mas retrata a igreja misturada com o mundo, Deus e Mamon, nada diferente do que ela já é na atualidade.
Perceber que primeiramente Jesus se referiu a Jerusalém, possibilita entender ao menos três coisas:
1 – Que Daniel 11:31, sobre a abominação desoladora, foi cumprido no ano 70, uma vez que este é o entendimento de Jesus, conforme Mateus, Marcos e Lucas. O registro do período dos macabeus, com Antíoco Epifâneo violando o Templo, é apenas uma figura do que viria a acontecer quando Jerusalém fosse destruída. Antíoco sacrificou animais impuros no Templo, mas durante o cerco de Jerusalém em 70, os zelotes, sicários e outros tipos de criminosos se refugiaram no Templo, fazendo uso do Lugar Santíssimo para depositar o fruto de seus roubos, além de palco de vários assassinatos. Leia nos capítulos anteriores, se não leu ainda, a compilação da Guerra dos Judeus contra os Romanos de Flávio Josefo onde estes acontecimentos foram registrados;
2 – Evita também crer na falácia de que um dia o anticristo entrará num templo reconstruído pelos judeus para sacrificar porcos, conforme explicamos adiante;
3 – Entende-se também que Dn 12:11 se refere ao tempo transcorrido entre a destruição de Jerusalém e a volta de Jesus: “E desde o tempo em que o sacrifício contínuo for tirado, e posta a abominação desoladora, haverá mil duzentos e noventa dias”.
Mateus 24:21 fala da aflição daqueles dias: “Porque haverá então grande aflição, como nunca houve desde o princípio do mundo até agora, nem tampouco há de haver. E, se aqueles dias não fossem abreviados, nenhuma carne se salvaria; mas por causa dos escolhidos serão abreviados aqueles dias”.
Houve, de fato, grande aflição em Jerusalém nos dias de sua destruição. Mas veja que aqui Jesus diz que “nunca houve desde o princípio do mundo até agora, nem tampouco há de haver” uma coisa igual a esta. Estaria o Senhor se referindo à destruição da cidade no ano 70? Claro que não. No relato, numa visão de Deus, Jesus parte de Jerusalém e vê o futuro.
Se tomássemos a destruição da cidade como referência, seria possível compará-la à destruição trazida pelo dilúvio nos dias de Noé? Não seria. Embora a destruição de Jerusalém tenha sido um momento brutal na história da humanidade, não há como compará-la à destruição do mundo todo nos dias de Noé. O dilúvio foi um evento universal.
Jesus refere-se, portanto, aos dias futuros, onde tais dias de aflição serão abreviados por causa dos escolhidos. Quais escolhidos? A Igreja, outra vez confirmada como entidade presente na Terra naqueles dias.

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A religião do anticristo

Um aspecto muito importante: Qual a religião do anticristo?
É, por suposto, a mais oposta ao cristianismo bíblico. A religião do anticristo é a teosofia, uma vez que esta é a essência de tudo o que se opõe ao que ensina a Bíblia. É quase uma religião secreta, mas absurdamente presente em todas as entidades que regem hoje o destino do mundo.
A palavra teosofia deriva do grego Theos (Deus) + sophia (sabedoria) – que no conjunto significa conhecimento de Deus.
Despida das maliciosas letras pequenas, como naqueles contratos que você assina com o banco, a teosofia prega abertamente uma visão espiritual totalmente oposta aos ensinos da Bíblia. Seus profetas citam Deus, citam Jesus, mas, no gênesis de sua vocação, declara a crença de que Deus aprisionou o homem no paraíso e Satanás veio para libertá-lo. Temos, desta forma, uma completa inversão dos valores espirituais cristãos, uma vez que que o mal absoluto se transforma no bem, e Satanás no redentor da humanidade.
Brutal demais para ser exposta sem retoques, a teosofia trabalha sorrateiramente nas sombras das coisas que se veem.
Hitler foi profundamente influenciado pela teosofia. Um de seus livros de cabeceira era “A Doutrina Secreta” de autoria da escritora russa Helena Blavatsky, co-fundadora da Sociedade Teosófica em 1877. Madame Blavatsky, como era chamada, publicou durante anos um magazine chamado Lucifer, que tempos depois foi rebatizado para Theosophical Review.
Da teosofia nasceu o movimento Nova Era, que celebra a mudança da Era de Peixes para a Era de Aquário. O que significa isto? Seria uma coisa mais ou menos assim: a Terra, na sua movimentação processional na órbita celeste demora cerca de 26000 anos para percorrer o caminho de todas as constelações do zodíaco.Sendo assim, a movimentação de uma constelação para outra toma cerca de 2166 anos (26000 / 12).
De acordo com a Nova Era, entre 1960 e 1970 a Terra passou a estar de frente para a constelação de Aquário, e sendo assim, ingressamos na Era de Aquário.
Não se preocupe muito com a exatidão dos números porque eles não fazem nenhum sentido. Esta coisa de era zodiacal é coisa da astrologia, que não é ciência, é bruxaria, e conforme a lei de Deus, terminantemente proibida, a ponto de a Lei de Moisés mandar matar por apedrejamento quem a praticasse:

Dt 17: 3 Que se for, e servir a outros deuses, e se encurvar a eles ou ao sol, ou à lua, ou a todo o exército do céu, o que eu não ordenei, 4 E te for denunciado, e o ouvires; então bem o inquirirás; e eis que, sendo verdade, e certo que se fez tal abominação em Israel, 5 Então tirarás o homem ou a mulher que fez este malefício, às tuas portas, e apedrejarás o tal homem ou mulher, até que morra.

Mas não foi só Moisés que condenou a astrologia: Johannes Kepler (1571-1630), considerado o pai da astronomia, esta sim, uma ciência, disse que a astrologia era uma espécie de filha tola da astronomia.
A era de Peixes, iniciada em cerca de 200 AC e terminada em aproximadamente 1970, segundo a Nova Era, caracterizou um mundo em conflito, ao passo que Aquarius representa a redenção da humanidade. Enquanto Peixes limitou as possibilidaes do homem, Aquarius trará uma nova ordem mundial cheia de paz, prosperidade e libertação do verdadeiro potencial de cada ser humano. Esta coisa surgiu no fim dos 60.
O grupo musical The Fifth Dimension atingiu em 1969 o primeiro lugar nas paradas de sucesso em todo mundo com uma canção intitulada “Aquarius – Let The Sunshine In” que toca até hoje nas rádios. Já ouviu? Veja a letra abaixo, que se tornou o primeiro hino da Nova Era.

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A imbecilidade é tão grande, que não por acaso, o mundo não só não melhorou de 1970 para cá, como também piorou exponencialmente. Nunca houve tanta desordem, tantas guerras, tanta fome, tanto egoísmo, tanto obscurantismo na história da humanidade como se vê nestes anos recentes. Veja o terrorismo, por exemplo, desconhecido até então.
Mas aparte o lado cômico da Nova Era, a teosofia real é sinistra em todos os seus aspectos. É a religião da Nova Ordem Mundial, onde a ONU, Banco Mundial, FMI, Agências de Cooperação e várias outras entidades se integram numa irmandade que visa levar o mundo onde nem Babel nem Hitler conseguiram: a um único governo em todo mundo. Veja que já não somos centenas de países no mundo, mas cerca de dez blocos econômicos.
Onde esta gente importante se encontra para tomar um cafezinho? Na maçonaria e outras sociedades fechadas.
Muitos que fazem parte de inúmeras organizações importantes nem sequer fazem idéia de que elas integram uma coisa maior. São os chamados inocentes úteis.
Chamam este tipo de pensamento de teoria da conspiração. Mas só acha que é teoria quem não está em sintonia com a Bíblia, ou aqueles que mesmo não dando a menor importância para a Bíblia, não leem um jornal.
Os profetas da Nova Ordem Mundial falam, para consumo de quem ouve, palavras bonitas, de paz, compreensão, companheirismo, mas seus escritos revelam uma coisa totalmente oposta. Não há, nas suas argumentações, lugar para os que discordam de sua ideologia.
Barbara Marx Hubbard é uma das profetizas do movimento. Segue abaixo um link, infelizmente sem legenda em portugues, onde ela descreve em palavras macias “A Estória Evolucionária da Criação”.

http://barbaramarxhubbard.com/global-communication-hub/

Ela é uma simpática senhora de 82 anos, muito rica e influente nas altas esferas, que aparece neste vídeo explicando que a evolução nos trouxe a um presente em que falharam, de alguma forma, as conquistas da humanidade em áreas como ciência, educação, princípios econômicos, saúde, etc. Compete, portanto, a ela, convidar as pessoas a se integrarem naquilo que chama de processo de co-criação. Em resumo, Deus falhou, mas eles não irão falhar e você está convidado a fazer parte do grupo dos vencedores.
Como dizia a Hebe Camargo, ela é uma gracinha. Mas, em sua obra intitulada “O Livro da Co-Criação”, ela diz o que realmente pensa em palavras que podemos facilmente entender. Diz o seguinte: “No conjunto completo da personalidade humana, um quarto (25%) é eleito para transcender, evoluir… Um quarto (outros 25%) é resistente à eleição. Não são atraídos pela vida sempre evolutiva… Agora, conforme nos aproximamos do salto quântico, de criatura humana para humanos co-criadores, este um quarto destrutivo tem que ser eliminado da sociedade. Afortunadamente, vocês, amados, não são responsáveis por este ato. Nós somos. Nós estamos a cargo do processo de seleção divina para o planeta Terra. Ele seleciona, nós destruímos. Nós somos os cavaleiros do cavalo amarelo, a Morte”. Barbara Marx Hubbard, The Book of Co-Creation, (1980 Edition), pág. 59
É por isto que se diz que a pior coisa do inferno não serão as labaredas de fogo, mas a companhia.
Alice Bailey, inglesa, falecida em 1949, é tão direta quanto vovó Barbara em suas conclusões. Diz o seguinte em uma de suas obras: “Não nos esqueçamos jamais que é a vida, seu propósito e seu destino intencional direto que importa; e também que quando a forma se prova inadequada, ou muito incapacitada, ou danificada para a expressão de seu propósito, não é, do ponto de vista da Hierarquia, nenhum desastre quando aquela forma tem que partir. A morte não é um desastre a ser temido; o trabalho do Destruidor não é cruel ou indesejável. … Ao invés de ser o “último inimigo a ser destruído” ( I Co 15:26), a morte é o grande libertador. …É assim porque a dominação do espírito (e sua reflexão, alma), por razão, é o que constitui o mal”.
Ambas pregam abertamente a morte daqueles que constituem objeção à sua doutrina dominadora, ou em outras palavras, os fundamentalistas religiosos, principalmente cristãos, o que não exclui judeus e muçulmanos. Confira os títulos dos livros de Alice Bailley já traduzidos para o português: “Cartas sobre meditação ocultista, Tratado sobre o Fogo Cósmico, Tratado sobre Magia Branca, Os discípulos na nova era, Os problemas da humanidade, A educação da nova era, Astrologia esotérica, Cura esotérica”, entre outros.
São muitos os profetas da Nova Era: Helena Petrovna Blavatsky, Robert Muller, Neale Donald Walsch, David Spangler, Matthew Fox, Maharishi Mahesh Yogi, que foi guru dos Beatles, Ruth Montgomery… As organizações que divulgam suas ideias são igualmente muitas: New World Alliance, Planetary Citizens… todas com nomes sugestivos de comunidade cósmica.
Todos já ouviram dizer que a ONU foi fundada depois da Segunda Guerra Mundial com o propósito de garantir que não houvesse mais guerras no mundo. Parece que não deu muito certo.
Pois bem, a ONU e seus satélites estão no comando do processo de trazer à luz esta Nova Ordem Mundial.
O assunto é interminável, mas não devemos nos estender sobre ele. Jesus nos advertiu que seria assim, que perseguiriam e matariam um dia seus seguidores certos de estar fazendo um favor para Deus.
A igreja sofre, desde seus primórdios, uma perseguição sistemática por parte de seus inimigos. Houve, no decurso da história, momentos em que esta perseguição assumiu vultos de catástrofe, como no primeiro século, ou na inquisição movida pela igreja católica na idade média, ou durante o nazismo na Alemanha de Hitler, apenas para citar os exemplos mais conhecidos.
Mas aparte estes episódios, em toda sua trajetória há marcas do sangue dos justos.
Em nosso presente, lê-se nos jornais todos os dias, que cristãos são massacrados no mundo islâmico. Mas seriam os muçulmanos no fim dos tempos os nossos perseguidores?
É nada provável. Basta se examinar os textos escatológicos para se constatar que não há nada que os identifique claramente em lugar nenhum. Esta perseguição que vemos hoje, se abate, para além dos grupos cristãos, sobre homosexuais, e minorias raciais e religiosas não cristãs. Ademais, ainda que exista de fato perseguição de cristãos verdadeiros, a maioria perseguida é constituída de cristãos nominais, como ocorre atualmente no caso da Nigéria. O ISIS, Estado Islâmico, por exemplo, massacra mais muçulmanos que cristãos. É desproporcional, de maneira que estes grupos de radicais islâmicos não podem sequer ser considerados muçulmanos. Não são. São, sim, uma contingência do presente, mais precisamente, um efeito proposital da Nova Ordem Mundial.
No exercício de prever o futuro, que pode levar a conclusões erradas, uma vez que nossa tendência é sempre analisar o futuro próximo pelos sinais do presente, podemos propor que é mais provável que muçulmanos e judeus fundamentalistas sejam igualmente perseguidos. Para a Nova Ordem que se instala, eles são um estorvo tão grande quanto os cristãos. Para eles, todo fundamentalismo religioso é indesejável.
Há um caso parecido no passado de Israel, ainda que com ressalvas, quando Isaías previu o aparecimento de Ciro 200 anos antes que ele nascesse. Ciro libertou os judeus, bem como devolveu ao Templo que ele autorizara reconstruir todos os bens tomados por Nabucodonozor. Era a determinação de Deus, mas Ciro fez o mesmo para os demais povos que estavam cativos na Babilônia. Puderam sair todos e todos os bens tomados de seus santuários foram igualmente devolvidos.
Um dia, muito em breve, os cristãos serão perseguidos. A maioria acha que não, que serão arrebatados antes que aconteça. Mas Jesus deixou claro, conforme Mateus 24:29, que não será assim. Seremos perseguidos.
Mas todos os perseguidos serão presos, torturados ou mortos? Claro que não. Os que negarem o Evangelho não terão qualquer problema.

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O primeiro cavaleiro do Apocalipse

E, havendo o Cordeiro aberto um dos selos, olhei, e ouvi um dos quatro animais, que dizia como em voz de trovão: Vem, e vê. E olhei, e eis um cavalo branco; e o que estava assentado sobre ele tinha um arco; e foi-lhe dada uma coroa, e saiu vitorioso, e para vencer”. (Apocalípse 6:1-2)

Uma das interpretações aceitas entre cristãos, é que este cavaleiro represente Jesus Cristo, o que é nada provável. Apocalípse 19 representa o verdadeiro Jesus, que de semelhança com o primeiro tem apenas a montaria. O falso messias vem armado de um arco, enquanto o verdadeiro da espada, e claramente identificado como Rei dos reis, e Senhor dos senhores.

Ap 19:”11 E vi o céu aberto, e eis um cavalo branco; e o que estava assentado sobre ele chama-se Fiel e Verdadeiro; e julga e peleja com justiça. 12 E os seus olhos eram como chama de fogo; e sobre a sua cabeça havia muitos diademas; e tinha um nome escrito, que ninguém sabia senão ele mesmo. 13 E estava vestido de uma veste salpicada de sangue; e o nome pelo qual se chama é a Palavra de Deus. 14 E seguiam-no os exércitos no céu em cavalos brancos, e vestidos de linho fino, branco e puro. 15 E da sua boca saía uma aguda espada, para ferir com ela as nações; e ele as regerá com vara de ferro; e ele mesmo é o que pisa o lagar do vinho do furor e da ira do Deus Todo-Poderoso. 16 E no manto e na sua coxa tem escrito este nome: Rei dos reis, e Senhor dos senhores”.

Este falso messias representa o anticristo. Mas seria este cavaleiro uma pessoa específica?
O Apóstolo Paulo o apresenta como o que “se opõe, e se levanta contra tudo o que se chama Deus, ou se adora; de sorte que se assentará, como Deus, no templo de Deus, querendo parecer Deus”. (II Ts 2:4)
Segundo os que creem ser ele uma pessoa, a história registra muitos nomes que seriam a encarnação deste cavaleiro: Constantino; Carlos Magno, Napoleão Bonaparte, Adolf Hitler. Sua figura mais representativa em nosso tempo poderia ser Geroge W. Bush.
Diferente de Napoleão, por exemplo, que levantava cedo, calçava as botas e saía cortando cabeças para constituir seu império, Bush é mais representativo da nova ordem mundial. Suportado por um enorme poder financeiro, covarde, emasculado, e hipócrita, esvazia completamente a aura do conquistador tradicional.
Ainda conforme esta linha de pensamento, vitorioso e vencedor, conforme Ap 6:2, seria o que detém o poder, e assim, quando pensamos nos homens que aparentemente detêm este poder, como um presidente, por exemplo, vêm à mente a imagem de alguém carismático e com grande espírito de liderança. É o caso de muitos líderes que aparecem nas páginas da história.
Mas quem vê, por exemplo, na figura do presidente dos Estados Unidos um líder inconteste está redondamente enganado. É um serviçal do poder econômico, que é quem escolhe antecipadamente os candidatos dos principais partidos. Ganhe quem ganhar, não passará de um empregado do sistema.
Ao contrário do presidente lacaio, o sistema não tem obrigação com ninguém: Desrespeita indivíduos, corporações, instituições e governos; Dispõe da vida de quem quer; está acima da lei.
Um exemplo recente de como o sistema pratica suas “maldades” pode ser visto na crise do Suprime dos EUA. Lembra? Foi em 2008 e até hoje (2015) o mundo sofre suas consequências: Milhões de pessoas atiradas às camadas de pobreza absoluta, suicídios, destruição de famílias, de empresas, fundos de pensão descapitalizados, impossibilitados assim de pagar as aposentadorias de milhões que contribuíram a vida toda com o suor de seu trabalho.
Passou a ser comum ver os estacionamentos de supermercados dos EUA abarrotados de carros todas as noites, onde famílias inteiras passaram a viver. Quem perdeu casa ou emprego passou a viver dentro do carro, não gente que era pobre, mas de classe média. Não centenas, mas milhões de pessoas. Em consequência desta mesma crise sofrem até hoje os países do terceiro mundo por conta de cortes orçamentais que até então vinham de doadores internacionais, dinheiro este dirigido a programas sociais. Estima-se que tenha sido um golpe de 7 trilhões de dólares, praticado à luz do dia diante do Federal Reserve, o Banco Central americano, que de federal só tem o nome, uma vez que é uma instituição privada.
Quem praticou o golpe? Bancos, empresas de investimento, e agências de avaliação de risco.
Entre os bancos, os maiores do mundo: BNP Paribas (França), JPMorgan Chase (USA), Citigroup, USA, Deutsche Bank (Alemanha), Bear Stearns (USA), Goldman Sachs (USA), o falido Lehman Brothers (USA), Bank of America (USA), Wachovia (USA), UBS AG, Suíça, Merrill Lynch (USA), Royal Bank of Scotland Group (Reino Unido), Lloyds Banking Group (Reino Unido), apenas para citar os mais famosos.
Bancos e agências de investimento criaram intencionalmente produtos financeiros que visavam fraudar os investidores. Eram títulos de crédito podres com nomes pomposos como Obrigações de crédito Coleteralizada e Credit Default Swaps, que eram nada mais que um golpe sem precentes no mercado financeiro, porque representavam basicamente operações de crédito impossíveis de serem saldadas. Estes papeis podres eram avaliados com clasificação AAA, a mais alta possível a ser atribuída a um investimento. Para se fazer idéia do isto representa, os títulos do governo americanos eram classificados de AAA. Quem atribuía esta espetacular avaliação? As três maiores agências de análise de crédito do mundo: Moody’s, Standard & Poor’s e Fitch.
A consequência deste golpe foi a quebradeira do mercado financeiro no mundo todo. Ninguém importante foi preso. De concreto, bilhões de dólares foram transferidos para estes agentes financeiros, enquanto milhões de pessoas perderam as economias de sua vida. Aconteceu no governo de George Bush. Quando a coisa chegou a um ponto de insolvência, o governo americano interveio, premiando os criminosos com cerca de 1 trilhão de dólares. Quem fez isto? Bush com a anuência do sucessor Obama, porque conforme o ditado, quem tem juízo obedece, e no final, são ambos meros empregados do mesmo patrão.
Antes desta, também nos EUA, foi a crise da Enron, que por sua vez foi precedida pela crise da NASDAC, resultando todas elas em enormes prejuízos para as pessoas comuns. A próxima virá da China e certamente arrastará para o buraco os já endividados países europeus e o resto do mundo.
Mas não é só de golpes no sistema financeiro que vive esta potestade. Faz guerras contra nações soberanas justificadas sob pretexto de desentronar algum ditador da periferia. Mas estas guerras só objetivam tomar posse das riquezas destas nações, onde o primeiro objeto do desejo é o já escasso petróleo.
Quem acha que petróleo serve para fazer motor funcionar está redondamente enganado. Aí mesmo onde você está tem petróleo, a menos de um metro de sua cadeira. Quase tudo que se consome no mundo é feito de petróleo. Veja os derivados de plástico que estão ao alcance de sua mão. Tem alguma coisa que não tenha plástico? Quase nada. Plástico é petróleo. A tinta da parede tem petróleo; pasta de dente tem petróleo.
O mundo ultrapassou o chamado pico do óleo por volta de 1975, ou seja, já em 75 se havia consumido mais da metade das reservas de petróleo do mundo. Então, numa tomada de posição sem precedentes na história moderna, nações soberanas como Afeganistão, Iraque, e Síria, para mencionar o casos mais importantes sucumbiram sob o pretexto da democracia para todos.
Uma consideração importante: Mas em que o sistema se beneficia do tumulto que causa? Basicamente de duas coisas: primeiro, porque concentra brutalmente rendas nas mãos de cada vez menos pessoas, empobrecendo consequentemente, por outro lado, os demais; Segundo, que ao desestabilizar a economia, põe em alvoroço todos os que sofrem diretamente as consequências da perda do emprego, da poupança, da casa, do padrão de vida da família que já não pode ser sustentado, etc. Funciona como atear fogo num canto de um teatro lotado. Ninguém pego numa situação destas consegue ser racional o suficiente para apagar o fogo, uma vez que estão todos correndo na direção oposta. Não há tempo para a sociedade se organizar contra isto, mesmo quando chega a entender o princípio da coisa, porque estas crises são cíclicas e planejadas. São frutos de matemática pura, semear e colher. Não falha, e desta forma não há esperança de reação, até porque quem não é atingido não se importa com quem foi, simplesmente continua vivendo como se nada tivesse acontecido.
É difícil, portanto, entender este cavaleiro, o anticristo, como um personagem individual, uma pessoa específica. Em que ele se diferenciaria de Obama, ou qualquer outro dignatário poderoso? Como ele poderia ser mais maléfico que o assassino George Bush? Como seria mais hipócrita que um Toni Blair? Mais sanguinário que um Dick Cheney? Não há como.
Em II Ts 2 Paulo adverte: “Ora, irmãos, rogamo-vos, pela vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, e pela nossa reunião com ele, que não vos movais facilmente do vosso entendimento, nem vos perturbeis, quer por espírito, quer por palavra, quer por epístola, como de nós, como se o dia de Cristo estivesse já perto. Ninguém de maneira alguma vos engane; porque não será assim sem que antes venha a apostasia, e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição, o qual se opõe, e se levanta contra tudo o que se chama Deus, ou se adora; de sorte que se assentará, como Deus, no templo de Deus, querendo parecer Deus”.
Este que quer ser Deus não pode ser um homem, senão a humanidade. O anticristo representa o espírito absolutamente maligno que se materializa na vida das pessoas que entendem serem autossuficientes; dos que bocejarem diante de uma explanação do Evangelho; dos que reproduzem, numa escala menor, de acordo com o poder de cada um, as mesmas injustiças praticadas em nível global pelo deus deste século; das pessoas que colocam no dinheiro a sua confiança; dos crentes na religião do deus Aladim que existe para contentar seus mínimos desejos; dos que pagam salários injustos praticando farisaicamente a justiça legal do salário mínimo; dos crentes na justificativa que estão melhores que os de baixo porque são mais justos; dos que condenam a corrupção escancarada para serem igualmente corruptas na insignificância de suas vidas; dos que se mostram injuriados contra Deus quando uma calamidade se abate sobre suas vidas. O anticristo é todo aquele que pratica o oposto ao ensino de Jesus; que olha para o lado, e vendo outros piores que ele se conforma com seu próprio padrão moral. É parte deste corpo anticristão todo aquele para quem a realidade da vida coincide com a realidade da vida, e não do porvir.
O anticristo não é uma pessoa, são muitas; não é um malvadão que vai aparecer um dia na história, porque estes aparecem todos os dias.
No dia em que Jesus voltar um destes estará no poder, no topo do mundo. Este será o último deles. Nada nele o diferenciará de seus antecessores. Não será pior que os outros: isto seria impossível. Não será mais competente, nem mais maligno, nem terá um poder que os outros não tiveram, não vestirá a camisa 10 do inferno. Será simplesmente o último, o representante de todos anticristãos.
Por que ele será aceito? Porque a esmagadora maioria, tanto os que estão correndo do fogo ateado ao teatro, quanto os que não foram ao teatro são feitos do mesmo espírito anticristão que o anticristo.

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Sermão Profético – O Apocalípse já começou?

Parece uma questão tola, fora de ordem, ou coisa de retórica, mas não é. Você já pensou sobre isto?
Sempre que pensamos no Apocalípse, verifique você mesmo, uma conclusão vem de pronto à nossa mente.
Para alguns, a maioria, a bem da verdade, o apocalípse é uma imagem figurativa, uma palavra que descreve uma situação terminal, não uma profecia sobre o futuro. Está mais para folclore que para realidade. Muitos riem quando se aborda o assunto; Os jovens acham que é nome de algum filme parecido com o Armagedon do Bruce Willis; Para a maioria dos cristãos representa uma série de eventos que acontecerão no fim dos tempos. Vamos então analisar esta última opção.
Se é uma coisa reservada para o futuro, então tudo o que está descrito a partir do seu capítulo 4 ainda está por acontecer. Este é o consenso geral, talvez porque raciocinamos baseados no deslocamento do tempo, e desta maneira dispomos tudo em nossa mente de forma cronológica, quer para trás, quer para frente. Mas é pouco provável que seja este o caso específico do Apocalípse.
Voltemos então ao Sermão Profético, onde toda descritiva do Senhor coincide com a chegada de três, dos quatro cavaleiros do Apocalípse.
Basicamente os evangelhos sinóticos descrevem os acontecimentos relatados por Jesus de forma muito parecida, porém com importantes diferenças, conforme veremos.
Em sua primeira parte, descrevem os fatos desde o princípio de dores até o fim, para em seguida relatar a destruição de Jerusalém, rotulada nos cabeçalhos bíblicos como a grande tribulação, retornando após isto, com maiores detalhes sobre a volta de Jesus, o grande julgamento e várias advertências para que estejamos preparados.
Depois de advertir que viriam muitos em seu nome, Jesus segue sua narrativa: Até o fim haverá muitas guerras e rumores de guerras; haverá fomes, e pestes, e terremotos em vários lugares. Disse que vendo estas coisas não deveríamos nos assustar, porque tudo isto tem que acontecer, pois estas coisas são como o princípio das dores da parturiente.
Jesus compara aqui a sua volta a um nascimento, que é imediatamente precedido pelas dores do parto. Quando a mulher passa a sentir as dores das contrações do parto, o nascimento está próximo. As contrações que acometem a parturiente no final da gravidez indicam início de trabalho de parto, e são, por sua vez, sempre acompanhas de dor que não diminui com o repouso. Estas contrações surgem inicialmente a cada 20 minutos, evoluindo para um intervalo menor de 15 minutos e depois a cada 10 e 5 minutos.
Tomando por literal o sentido da comparação que Jesus faz, é de se constatar que é isto o que tem acontecido no decorrer da história. Se sempre houve guerras, nunca as houve como em nossos dias. Os intervalos têm sido cada vez menores. Se sempre houve terremotos, nunca aconteceram na escalada que acontecem em nosso presente. Se sempre houve pestes terríveis ceifando vidas, nunca foram vistas como nos dias de hoje. E o que dizer da fome?
A história é difícil de ser percebida no presente. Sempre é preciso que se passe um longo tempo para que a história vire história. Observamos que o que triunfa, ou seja, o que fica registrado na história, não é obrigatoriamente a verdade, não são os fatos, mas sim a versão de quem escreve, do vencedor. E desta forma, a julgar pelo comportamento das pessoas em geral, seus anseios e objetivos, seu modo de vida, nossa impressão pode ser a de quem vê um mundo melhor a cada dia, ou ao menos não pior do que era alguns anos atrás.

Guerras
Apocalípse 6:4
E saiu outro cavalo, vermelho; e ao que estava assentado sobre ele foi dado que tirasse a paz da terra, e que se matassem uns aos outros; e foi-lhe dada uma grande espada.

Mas no caso de nosso tempo presente, não é preciso ser um grande observador para notar as rápidas mudanças que têm acontecido no mundo. Veja, por exemplo, a evolução das guerras nas duas últimas décadas. Quem tem mais de quarenta anos de idade pode perceber a drástica mudança que tem ocorrido no mundo diante de nossos olhos. Veja que há poucos anos atrás a Líbia, por exemplo, era um país soberano. Hoje é uma nação envolvida numa guerra fratricida sem perspectiva de paz. Que guerra é esta? Uma guerra pela tomada do petróleo líbio, como as demais guerras, regadas pelo sangue alheio, movidas pela ambição de quem o poder.
Entre a versão do ocidente e a realidade dos fatos, consulte o IDH – Índice de Desenvolvimento Humano da ONU e constate que a Líbia tinha até o ano da deposição e Kadafi o melhor IDH em toda a África. Parece ser pouco, mas superava a África do Sul, a potência do continente, como também superava países como a Rússia e o Brasil.
Poderíamos citar inúmeros outros exemplos tais como o Afeganistão, Síria, Egito, Iêmen, ou qualquer outro da chamada primavera árabe. Primavera Árabe? Não seria Tsunami Árabe um nome mais apropriado?
Como dissemos anteriormente, entre 162 países em nosso tempo presente, apenas 11 não estão envolvidos em nenhum tipo de guerra. Mas nosso objetivo é raciocinar sobre o passado recente, e constatar que houve de fato uma aceleração drástica na ampliação do número de guerras, tal qual acontece no paralelo com o parto proposto por Jesus. O segundo selo á foi aberto.

Fome
Apocalípse 6:5-6
E olhei, e eis um cavalo preto e o que sobre ele estava assentado tinha uma balança na mão. E ouvi uma voz no meio dos quatro animais, que dizia: Uma medida de trigo por um dinheiro, e três medidas de cevada por um dinheiro; e não danifiques o azeite e o vinho.

Jesus falou também da fome no mundo. Seguindo seu discurso, muito poderia ser dito a respeito das estatísticas deste assunto no mundo, mas não há necessidade, uma vez que há diariamente na mídia informações estarrecedoras sobre o assunto.
Mas se já é ruim no presente, comparado com as previsões para o futuro próximo, podemos dizer que a situação tende a piorar consideravelmente. Entenda-se por futuro não os próximos séculos, mas os próximos 20 ou 30 anos.
Na expectativa de que o mundo terá em em 2050 9 bilhões de habitantes, a ONU adverte para os problemas que virão em consequência da falta de água, uma vez 20% dos lençóis freáticos do mundo já estão saturados e poluídos na atualidade. É o que diz o relatório da UNESCO “The United Nations World Water Development Report 2015 – Água para um Mundo Sustentável”. O relatório pode ser consultado neste endereço:

http://unesdoc.unesco.org/images/0023/002318/231823E.pdf

Mais alarmante, segundo o relatório, é a advertência de que em 2030, o planeta terá apenas 60% da água necessária para seu sustento. O autor do relatório, Richard Connor, conclui que é necessário que os governos apliquem programas severos de uso eficiente da água, além de elevar substancialmente o seu preço de consumo. Uma de suas observações se refere ao fato de que em função das mudanças climáticas que têm acontecido em decorrência do desrespeito geral pela natureza é que o clima será cada vez mais seco, portanto, mais carente de água.
As más notícias não param por aí: em função do desgelo das calotas polares, o nível dos oceanos tem se elevado, o que significa que haverá cada vez mais alta incidência de salinização da água doce dos lençóis freáticos e posteriormente dos rios. Cidades ao nível do mar, ou abaixo, como é o caso de Dhaka, capital de Bangaladesh, sofrerão enormes baixas na sua produtividade agrícola por causa da salinização do solo.
O relatório menciona ainda que Brasil e a região oeste dos Estados Unidos correm riscos de sofrerem secas severas nos próximos anos, afetando drasticamente suas produções agrícolas.
Setenta por cento (70%) da água existente para consumo é hoje destinada à irrigação de lavouras.
A ONU prevê que em função do crescimento demográfico, até 2050 será necessário produzir 60% mais comida do que é produzida hoje. De onde retirar água para satisfazer esta demanda?
O estado americano da Califórnia, maior produtor agrícola do país, sofrerá este problema mais acentuadamente que os demais, o que redunda dizer que os Estados Unidos sofrerão grandemente com esta crise, pois a Califórnia é o celeiro da América.
Conclusão: o preço dos alimentos tende a subir drasticamente pois não haverá comida em abundância. Isto te lembra alguma coisa?
Mas pode-se ainda agregar a tudo isto um cenário ainda mais apocalíptico: as sementes geneticamente modificadas (SGM). Em tese, as SGM usadas na agricultura atualmente seriam uma solução para o problema da fome, uma vez que sua produtividade é muito maior que as sementes convencionais. Desconsideremos, neste caso, as questões que se referem a serem ou não saudáveis. Diante de um cenário de fome isto é irrelevante.
O Paraguai é hoje o quarto maior exportador de soja do mundo: semeia cerca de 3 milhões de hectares. Praticamente tudo o que produz é transgênico. Exporta a maior parte de sua produção para a União Europeia, que utiliza esta soja para alimentação de gado, seguido da Argentina, que produz biodiesel com soja importada.
A Revista Time publicou tempos atrás uma matéria dando conta que o uso de semente transgênica, associada aos pesticidas necessários para sua proteção, têm envenenado as fontes de água próximas às regiões cultivadas. Populações inteiras, nas regiões próximas a estas plantações não têm água para beber. Dependem de água engarrafada, pois seus lençóis freáticos estão contaminados.
A semente geneticamente modificada não pode ser replantada, o que significa que, contrariando o que acontece na agricultura desde sempre, onde o agricultor guarda uma parte de sua colheita como semente para o próximo ano, no caso da SGM isto não funciona. Ela germina apenas no primeiro plantio. Se guardar a semente, ela não brota, servindo desta forma apenas para alimentar as galinhas. É como os cientistas da Monsanto, Cargil, e outros gigantes do mercado agrícola modificaram o gene. Ganham, assim, imensas quantias de dinheiro, pois os lavradores são obrigados a comprar novas sementes a cada safra.
Outra coisa: se uma abelha ou qualquer outro inseto pousar na planta geneticamente modificada, aquela estória da polinização que a mãe conta pro “filinho” na hora de dormir, lembra? Isto acabou. A abelha cai morta fulminada na mesma hora. Não há, portanto, polinização neste tipo de agricultura, como também ninguém tem a menor ideia sobre como os micro organismos que vivem na terra sobreviverão, ou se sofrerão mutações genéticas ao longo do tempo.
Mas o fato mais alarmante envolvendo as SGM é o fato de serem todas derivadas de um único gene, o que as torna altamente suscetíveis a uma praga que as dizimaria em todo o mundo levadas pelo vento. É um cenário possível. Uma praga resistente aos pesticidas hoje utilizados neste tipo de lavoura poderia em questão de meses, ou poucos anos, extinguir estas sementes, deixando assim um rastro de fome espalhado por todo o mundo.
O terceiro selo já foi aberto.

Terremotos
Façamos uma breve análise da evolução dos terremotos. Começamos citando um interessante artigo do City-Data – http://www.city-data.com/# – uma empresa americana que coleta dados de várias fontes, cuja missão é prover informações sobre diversas cidades dos EUA.. Diz o seguinte, o artigo:
“Entre o ano 1 e 1800 DC houve aproximadamente 28 grandes terremotos registrados pela história. Isto resulta numa média de 1 grande terremoto ocorrendo a cada 60 anos; De 1801 até 1900 houve aproximadamente 31 terremotos acima de 7 graus na Escala Richter, o que resulta em 1 grande terremoto a cada 3,2 anos; De 1901 a 2000 ocorreram 222 grandes terremotos acima de Richter 7, resultando numa média de 1 a cada 6 meses; De 2000 a 2003 foram 59 grandes terremotos,o que resulta uma média de 1 a cada 24 dias.
O artigo segue dizendo: “Isto nos trás a tempos mais recentes, onde um dos mais notáveis terremotos de grande porte ocorreu em Bam, Irã, em 26 de dezembro de 2003. Exatamente um ano depois, no dia 26 de dezembro de 2004, em Sumatra, Indonésia, ocorreu outro grande terremoto, este seguido de um tsunami devastador. Somente estes dois mataram cerca de 330 mil pessoas.
De 2004 a 2007 houve 56 grandes terremotos maiores que 7 na Escala Richter, resultando numa média de 1 a cada 25 dias; Em 2008 houve 12 grandes terremotos, o que resulta uma média de 1 a cada 30 dias. Note que isto aconteceu em apenas um ano; Em 2009 houve 17 grandes terremotos acima de Richter 7, resultando numa média de 1 cada 20 dias; Em 2010, ocorreram 22 grandes terremotos acima de Richter 7, resultando uma média de 1 a cada 15 dias”.
O artigo continua com esta observação: “Eu não tenho dúvida que os zombadores vão rir desta informação, mas os números não mentem.”
Faça sua pesquisa e constate o que dizem as publicações científicas. Todas concordam que tem havido um aumento significativo na atividade sísmica do planeta.
Citamos outro artigo, este da http://earthsky.org/ intitulado “Are large earthquakes increasing in frequency?” – “Estão os grandes terremotos crescendo em frequência?”
O artigo confirma que terremotos acima de Richer 8 tem acontecido com maior frequência desde 2004, mas argumentam que isto pode ser puro acaso. Leia a íntegra do artigo, que é bastante otimista, diga-se de passagem. Diz o pessimista que os números não mentem. Mas antes de rotular uma pessoa como pessimista, lembre-se que o pessimista é apenas um otimista bem informado.
http://earthsky.org/earth/are-large-earthquakes-increasing-in-frequency
Outro artigo da Live Science (27 de Junho de 2014) traz a seguinte manchete: “Grandes terremotos dobraram desde 2014, mas não estão conectados”.

http://www.livescience.com/46576-more-earthquakes-still-random-process.html

Começa assim, o artigo: “Se você acha que este ano (2014) tem acontecido mais terremotos que o usual, você está certo. Um novo estudo aponta que ocorreram no primeiro trimestre de 2014 mais que o dobro de grandes terremotos quando comparados com a média desde 1979. Passamos por um período com a mais alta frequência de grandes terremotos jamais registrada, diz o autor do estudo, Tom Parsons, pesquisador de geofísica do U.S. Geological Survey (USGS) – Menlo Park, California”.
Só não vê a realidade quem não quer. Todas as palavras de Jesus têm se cumprido com precisão absoluta. Os quatro cavaleiros do Apocalipse não são uma realidade reservada para o futuro, mas fatos constatáveis em nosso presente.

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Sermão Profético – Eu sou o Cristo

O Sermão Profético é um discurso proferido por Jesus dois dias antes de sua crucificação para quatro de seus discípulos, quando no entardecer do dia, o Senhor se retira com eles para o Monte das Oliveiras. Eram Pedro, André, João e Tiago. (Mc 13:3)
Seu último pronunciamento público daquele dia, conforme registrado em Mateus 23, fora dirigido aos escribas e fariseus, sendo o mais aberto dos discursos de Jesus contra a hipocrisia religiosa. Na conclusão o Senhor pronuncia (Mt 23:36) uma sentença terrível: “Em verdade vos digo que todas estas coisas hão de vir sobre esta geração”. Depois disto ao sair do Templo, quando os discípulos elogiam a arquitetura do local, o Mestre diz: “Não ficará aqui pedra sobre pedra”.
A noite os discípulos indagam: “Mestre, quando serão, pois, estas coisas? E que sinal haverá quando isto estiver para acontecer?” (Lc 21:7)
Pode-se dizer que Jesus responde estas duas questões de forma distinta, detalhando primeiramente vários acontecimentos que culminam com o julgamento final da humanidade, mas intercala também o assunto da destruição do Templo, o que aparentemente para os discípulos seria a mesma coisa, ou seja, que o Templo seria destruído por ocasião da volta de Jesus.
No encerramento de seu discurso contra os fariseus Jesus disse: “Porque eu vos digo que desde agora me não vereis mais, até que digais: Bendito o que vem em nome do Senhor”. Esta palavra se relaciona a outras ocasiões em que o Senhor havia falado sobre este mesmo assunto, sua volta. Trata-se, portanto, de um tema recorrente em seu ministério, como se vê em Lucas 12:35-40, ou em Mc 8:38, ou em Mateus 16:26-27, na parábola do servo vigilante, em que Jesus conclui: “estai vós também apercebidos; porque virá o Filho do homem à hora que não imaginais.”
Tudo neste sermão é dirigido a crentes no Evangelho, e absolutamente nada a descrentes.
Jesus começa dizendo que viriam muitos em seu nome enganando a muitos, não gente de fora do Evangelho, mas de dentro, tanto enganados como enganadores.

Eu sou o Cristo
A primeira coisa que Jesus disse foi: “Acautelai-vos, que ninguém vos engane; Porque muitos virão em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo; e enganarão a muitos. (Mateus 24:4, Marcos 13:6, Lucas 21:8)
Alguns comentaristas identificam nesta profecia figuras como Simão Bar Kokba, que entre os anos 132 e 135 comandou a terceira revolta dos judeus contra o império romano. Alguns rabinos concordam no Talmude que Simão era o messias, embora outros, no mesmo Talmude o chamam de impostor.
No tempo dos apóstolos, conforme registrado no Livro de Atos, capítulo 5, Gamaliel nos conta que eles já existiam antes mesmo de Jesus. “Porque antes destes dias levantou-se Teudas, dizendo ser alguém; a este se ajuntou o número de uns quatrocentos homens; o qual foi morto, e todos os que lhe deram ouvidos foram dispersos e reduzidos a nada. Depois deste levantou-se Judas, o galileu, nos dias do alistamento, e levou muito povo após si; mas também este pereceu, e todos os que lhe deram ouvidos foram dispersos.” (At 5:34-39)
Em 2009, o National Geographic Channel fez um documentário com três homens que dizem ser o messias. São eles, o pastor Apollo Quiboloy, fundador do Reino de Jesus Cristo, nas Filipinas, que afirma ter seis milhões de seguidores no mundo inteiro; Sergei Torop, um ex-guarda de trânsito da Rússia, que depois da queda da União Soviética perdeu o emprego e virou Jesus de Nazaré; e David Shayler, um ex-agente do serviço de inteligência britânico MI5, o equivalente à CIA, americana, que afirma ser a alma de Jesus encarnada. O documentário mostra as pessoas que acreditam nas suas extraordinárias afirmações.
Falsos cristos se espalham pelo mundo. Recentemente (2013) um deles, José Luis de Jesus Miranda, cidadão porto-riquenho, faleceu vítima de cirrose aos 67 anos de idade. Este tipifica o embusteiro que é dotado de uma capacidade aguçada para perceber a fraqueza espiritual das pessoas. Travestiu-se de cristo, fundou sua própria igreja (Crescendo na Graça), e lançou sua mentira, que se por um lado não foi aceita pela maioria, era tida como verdade por um considerável número de pessoas. Neste caso, este pseudo-messianismo deve ser visto como um meio de vida, porque o referido cidadão teve por cerca de 30 anos uma boa vida, porque o homem era muito rico, sustentado por uma multidão de ignorantes. Se chegou a ser notícia nas mídias do mundo inteiro, foi pelo fato de ter conseguido enganar com uma estória simplória tanta gente.
Há também o australiano Alan John Miller, que se anunciou como cristo num programa matinal de TV. Estava acompanhado de uma mulher chamada Mary Luck, que diz ser a reencarnação de Maria Madalena.
São centenas, milhares que se podem contar. Vão desde Simon Magus, e Dositheos, ambos no primeiro século; Tancheelm de Antuérpia (1.110); Ann Lee (1736–1784), que se dizia ser Cristo nascido em forma de mulher; Bernhard Müller (1799–1834) que se proclamava o Leão de Judá; John Nichols Thom (1799–1838); Arnold Potter (1804–1872); Hong Xiuquan (1814–1864), um chines que clamava ser irmão mais novo de Cristo; a brasileira Jacobina Mentz Maurer (1842-1874) de origem alemã, que viveu e morreu no Rio Grande do Sul, que dizia ser a encarnação de Jesus Cristo; William W. Davies (1833–1906), mormon, que clamava que seu filho Arthur era Jesus encarnado; Mirza Ghulam Ahmad, indiano, que entre outras divindades, clamava ser também Jesus reencarnado; Cyrus Reed Teed (1839 – 1908); Pai Divino – George Baker (1880 – 1965), cidadão americano que dizia ser Deus; André Matsoua (1899–1942), congoles; Ahn Sahng-hong (1918–1985), fundador da World Mission Society Church of God, adorado pelos seus seguidores como sendo o messias; o famoso Reverendo Moon, Sun Myung Moon (1920–2012), líder da Igreja da Unificação; Yahweh ben Yahweh (1935–2007); Laszlo Toth (1940) que dizia ser Deus, e atacou a Pietá, de Michelangelo; Wayne Bent (1941); Iesu Matayoshi (1944), que criou em 1997 o World Economic Community Party baseado em convicções de que ele é Deus e Cristo; o coreano Jung Myung Seok (1945), que era membro da Igreja da Unificação do Rev Moon, que proclama ser uma revelação de Cristo; o frances Claude Vorilhon, conhecido como Raël (1946), que diz que em 1973 encontrou-se com extraterrestres e se transformou no Messias; o brasileiro Inri Cristo, nascido em 1948, que diz ser a segunda vinda de Jesus; Apollo Quiboloy (1950), líder da comunidade Reino de Jesus Cristo, que se proclama filho de Deus; David Icke (1952), cidadão ingles, que diz ser o filho de Deus e canal do Espírito de Cristo; Brian David Mitchell (1953), americano, que diz ser o Messias que vai restaurar o Reino de Israel…Bem, a lista é interminável… David Koresh, Jim Jones, Marshall Applewhite, etc.
Como sempre nos chamam a atenção os tipos mais exóticos, não os reputamos por perigosos. Nós os tomamos por piada de mau gosto, por loucos, caras de pau, aproveitadores, malandros, nada mais que isto; fazem parte da legião de excentricidades que inundam e sempre inundaram a história do cristianismo. Mas seriam todos eles tipificáveis como excêntricos? Nem todos; alguns são mesmo pessoas perigosas. Jim Jones (1931 – 1978) ficou mundialmente conhecido nos anos 70 como o “Pastor da Guiana”. Foi lá, numa comunidade que ele próprio fundou, chamada Jonestown (cidade de Jones), na antiga Guiana Inglesa, que ele levou ao suicídio coletivo, em 1978, mais de 900 pessoas, 300 das quais eram crianças. É o maior suicídio coletivo da história moderna, e em termos de perdas civis, só foi superado em 2001 pelo atentado ao WTC em Nova York.
Se procurarmos no cumprimento literal desta profecia por indivíduos que se identificaram no passado ou se identificam como Cristo em nosso tempo, podemos tomar todos estes como exemplos de falsos cristos.
Conheci de vista, nos anos 70, nas ruas de São Paulo, um deles: o Inri, um tipo magro, de cabelos compridos, vestido de Jesus, que parava na esquina do antigo Mappin, na Praça Ramos, e fazia ali algumas pregações. O tipo estava mais para figura exótica do que para pregador, e como o visse constantemente naquele local, falando sempre as mesmas bobagens, nem sequer percebi que se fazer passar por Cristo era sua pretensão. Achei que era um artista, um comediante fazendo um bico para ganhar uns trocados. Saía o Inri e chegava um rapaz que engolia bolas de bilhar. Para mim o Inri competia com este, e não com Jesus.
Some-se a estes os pregadores dos outros evangelhos: o da prosperidade, das curas de picadeiro, das fronhas miraculosas, tijolinhos santos, churrasco ungido, fogueira santa, do ódio aos gays supostamente em nome da família, os que pregam que a igreja pode melhorar o mundo elegendo políticos evangélicos, das unções de araque, evangelho de levitas e tantas outras imundices onde o nome de Jesus é atirado diariamente na lama. Falta uma pérola que vem com nome estrangeiro: Ultimate Reborn Fight – luta de MMA dentro da igreja rebatizada de “Estratégia de evangelismo”.
Para descrever esta gente poderia citar Frederico Nietsche, filósofo abertamente anticristão, que disse: “Onde bebe a canalha, as fontes foram contaminadas. Mas quando chamam de sonho seus pensamentos imundos, conspurcam também as palavras”.
Alguém poderia se perguntar como é possível crer nestes malandros? Não é preciso ser muito tolo para crer nesta gente?
A resposta foi dada por Jesus em Mateus 13:14-15, quando explicava a parábola do semeador: “Neles se cumpre a profecia de Isaías, que diz: Ouvindo, ouvireis, mas não compreendereis, E, vendo, vereis, mas não percebereis. Porque o coração deste povo está endurecido, E ouviram de mau grado com seus ouvidos, E fecharam seus olhos; Para que não vejam com os olhos, E ouçam com os ouvidos, E compreendam com o coração, E se convertam, E eu os cure”.
Os evangelhos insistem na necessidade de conhecer a verdade: “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”. Desta forma, o contrário também acontece: Conhecereis a mentira e a mentira vos escravizará.
Trata-se de uma lei espiritual, onde o único caminho para a verdade é Jesus, e desta forma, se uma pessoa toma outro caminho, a decepção é uma coisa infalível, e os crentes nestes falsos messias são pessoas pouco dadas a examinar as escrituras. São como tipos surtados que vão atrás de coisas excêntricas. E num mundo de mais de 7 bilhões de pessoas, pode crer, eles são muitos milhões.
“E por isso Deus lhes enviará a operação do erro, para que creiam a mentira.” [2 Tessalonicenses 2:11].

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Introdução ao Sermão Profético – Uma análise breve do nosso presente

Introdução ao Sermão Profético
O Sermão Profético, proferido por Jesus três dias antes de sua crucificação, representa o mais compreensivo dos textos bíblicos sobre escatologia, os acontecimentos do futuro. Trata de dois assuntos distintos: a destruição do Templo e a volta do Senhor.
O relato está presente nos três evangelhos sinóticos, e, por serem textos aparentemente simples, são, de fato complexos e ambíguos, favorecendo, principalmente quando harmonizados com outros textos escatológicos, a possibilidade de várias interpretações que circulam em nosso meio sobre a volta de Jesus, sendo a maioria delas bastante fantasiosas, sem qualquer apego ao relato bíblico.
Os sinais apontados neste sermão são conhecidos: guerras, fomes, pestes e terremotos nos quatro cantos do planeta. Como nos dias de Noé e Ló, violência, luxúria e amor ao dinheiro sem precedentes, e no que concerne à igreja, apostasia e culto à futilidade. A mensagem mais importante sobre a volta de Jesus é esta: ESTEJAMOS PREPARADOS PARA AQUELE DIA.

Palavras do Sermão Profético

A tabela acima representa uma contabilidade simples do Sermão Profético de Mateus, capítulos 24 e 25. Das 7731 palavras proferidas por Jesus, 3208 foram gastas expressando uma coisa parecida com um relato histórico do porvir, enquanto 4523 foram usadas para nos advertir, ou seja, Jesus dedicou quase 60% de suas palavras para fixar em nossas mentes que devemos estar preparados para aquele dia.
Mas, apesar do consenso, apesar do fato de reconhecermos que estamos todos avisados sobre a importância de estarmos prontos para aquele dia, o que mais salta aos olhos é que poucos estão de fato preparados.
Afora os avisos, dentre todos os sinais alertando a proximidade daquele dia, guerras, terremotos, fomes e doenças, por serem tão constantes, sobretudo em nossos dias, deixamos de vê-los com clareza. É como a canção de Caetano Veloso que fala da beleza da Bahia da Guanabara: estamos cegos de tanto vê-la. Simplesmente não vemos o que vemos a todo instante.
As notícias chegam todos os dias pelos meios de comunicação: milhares de mortos em terremotos na Malásia, Irã, China, Nepal, Papua Nova Guiné… AIDS, Ébola, Marburg, vírus extremamente letais espalhados pelos quatro cantos da Terra… Cerca de um bilhão de pessoas passando fome atualmente… Uma criança morrendo a cada 20 segundos em decorrência de falta de saneamento básico e água potável, enfim, um terrível cenário da realidade.
Mas, se por um lado poderia ser justificável ao homem comum não perceber estes sinais, pois dependem de acesso à informação, um deles é facilmente identificável: a apostasia da igreja.
Pedro diz sobre o fim dos tempos: “E também houve entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá também falsos doutores, que introduzirão encobertamente heresias de perdição, e negarão o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina perdição. E muitos seguirão as suas dissoluções, pelos quais será blasfemado o caminho da verdade. E por avareza farão de vós negócio com palavras fingidas”. (II PE 2:1-3)
Observando a situação do mundo e da igreja em particular, quase todos concordamos que estamos vivendo estes dias descritos pelo apóstolo. No texto acima Pedro diz que muitos seguirão estes falsos profetas e que igreja seria transformada num negócio. Mas pergunte a qualquer crente, ou a si mesmo, se a sua igreja faz parte destes muitos. A resposta será NÃO. Nenhuma faz parte deste movimento apóstata. Nenhum de nós está andando pelo caminho largo, e desta forma, não vemos nem os terremotos e nem a apostasia como sinais da volta do Senhor.
É daí que Pedro tirou a expressão: “Mas o dia do Senhor virá como o ladrão de noite.” (II Pedro 3 : 10)

Uma análise breve do nosso presente
Tendo em vista que os sinais deixados por Jesus são cíclicos na história da humanidade, é fácil notar que eles assombraram, sem dúvida, a consciência dos cristão desde sempre. Não houve uma geração sequer que não os visse em seus dias.
Mesmo no que se refere à apostasia apontada por Paulo e Pedro, esta sempre fez parte da história da igreja, tanto da igreja primitiva reportada nos livros do Novo Testamento, quanto suas sucessoras. No século II, por exemplo, uma geração após a morte de João, o último dos apóstolos, movimentos como o gnosticismo e montanismo constituíram uma grande ameaça ao cristianismo.
Mas diferente dos dias atuais, nunca a apostasia esteve tão próxima à descrição da igreja retratada nos capítulos 17 e 18 de Apocalípse, onde o nome de Deus e Mamon se configuram numa única personalidade, qual seja, a grande Babilônia. Babilônia, no Apocalípse não é uma entidade pagã, mas sim um retrato da igreja dita evangélica dos últimos dias.
Quando se fala em Apocalípse, vem a mente a imagem dos quatro cavaleiros. Foquemos por um instante no terceiro, o que monta o cavalo preto.
No consenso geral, este cavaleiro simboliza a fome grassando pelo mundo (uma medida de trigo por um dinheiro, e três medidas de cevada por um dinheiro) em contraste com artigos de luxo disponíveis para quem possa pagar por eles (não danifiques o azeite e o vinho).
Veja o panorama da fome nos dias de hoje de acordo com a WFD (Programa Mundial de Alimentação da ONU):
Cerca de 800 milhões de pessoas não têm hoje, no instante em que você lê este artigo, comida suficiente para possibilitar uma vida saudável. Isto significa que uma entre nove pessoas do mundo estão neste minuto com fome. A Ásia é o continente com o pior cenário, representando dois terços do total de famintos do mundo. A desnutrição é a causa de 45% das mortes de crianças abaixo dos 5 anos de idade, o que traduzido em números significa 3 milhões de crianças mortas por ano.
A fome traz consigo doenças terríveis, mas talvez nenhuma condene tanto este cenário do absurdo quanto a Noma. Já ouviu falar desta doença? Faça uma pesquisa na internet e veja a brutalidade que acomete milhões de pessoas em nossos dias.
Em sintonia com o cenário atual, constatam todas as projeções realistas, que a curto prazo, a perspectiva é que bilhões de pessoas sejam atiradas muito em breve para baixo da linha da pobreza. É uma situação já irreversível. Trataremos disto nos próximos capítulos.
Mas em contraste com esta realidade brutal, o que se vê, por outro lado, é o culto à opulência grassando da mesma forma em uma sociedade que cultua homens bem sucedidos como ídolos religiosos, sobretudo no meio dos jovens. Para estes, um empresário bem sucedido é como um deus. Compram suas biografias e as leem vorazmente tentando absorver os mínimos detalhes de seu comportamento para imitá-los e citá-los como referência de suas tomadas de decisão. Vivemos em dias de insanidade completa.
Tive a oportunidade de assistir há pouco tempo, e recomendo que você também assista, um documentário da HBO intitulado Red obsession – Obsessão Vermelha – dirigido por David Roach e Warwick Ross. É sobre o vinho.
Começa pela região de Bordeaux, na França, onde são produzidos os melhores vinhos do mundo, e termina na China, que se tornou hoje o maior mercado consumidor da bebida.
Assistindo o documentário me veio imediatamente à mente Apocalípse 6:5-6, que trata da abertura do terceiro selo, conforme os versos citados anteriormente, onde o texto de João descreve sucintamente os dias em que fome e opulência coexistem lado a lado.
O documentário diz que o vinho é hoje um grande investimento, tal como é o ouro, diamante ou ações, ressaltando que desde o início dos anos 90 o vinho bateu todas as demais opções tornando-se, desta forma, mais rentável que qualquer delas, inclusive o ouro.
Diferentemente do ouro, quando há uma boa safra de vinho, muitas garrafas são bebidas, tornando assim as que foram guardadas mais raras e valiosas.
Nem todo vinho vale a pena como investimento, mas principalmente os da região de Bordeaux, na França, fazendo parte deste seleto clube apenas cerca de 250 produtores.
No topo desta lista de vinhos valorosos estaria, por exemplo, segundo Robert Parker, maior especialista da matéria no mundo, um Chateau Margox 1792. Uma garrafa destas poderia chegar a custar cerca de 200 mil dólares, baseado no argumento de que esta mesma safra poderia ter sido bediba por Thomas Jeferson logo após a revolução francesa.
O seletíssimo segmento de leilões de vinhos caros e raros movimenta milhões de dólares por ano, sendo operado por casas de renome como a Christie’s e Sotheby’s, famosas pelas vendas de obras de Picasso, Matisse e Reinoir, entre outros..
Na lista abaixo mostramos alguns vinhos que alcançaram preços extraordinários em leilões recentes:
Em 2010, um lote de 12 garrafas de Hermitage La Chapelle 1961 foi arrematado, na Christie´s de Londres, por 123.750 libras (aproximadamente US$20 mil / garrafa). Veja este ranking:
1. Château Lafite Rothschild 1787 – US$ 156.450,00 – Dezembro de 1985, Christie’s, Londres;
2. Château d’Yquem 1811 – US$ 100.000 – Fevereiro de 2006, Antique Wine Company, Londres;
3. Penfolds Grange Hermitage 1951 – US$ 50.200 dólares australianos (aproximadamente US$ 38.420,00 dólares americanos) – Maio de 2004, Melbourne, Austrália
4. Cheval Blanc 1947 – US$ 33.781,00 por uma garrafa de 750 ml. (US$ 135.125,00 por 3 garrafas) – Julho de 2006, Vinfolio, San Francisco.
Quem compra esta futilidade? Principalmente emergentes, gente que há pouco tempo não tinha nada, mas enriqueceu a ponto de entrar no clube dos bilionários, e que desejam mostrar o quanto valem, como são importantes, consumindo estas obscenidades. Já não teria sido aberto o terceiro selo de Apocalípse?
Falando do segundo cavaleiro, que retrata a guerra, segundo dados do IEP (Institute for Economics and Peace’s), entre 162 países que fizeram parte da pesquisa, apenas 11 não estão envolvidos em nenhum tipo de guerra. Leia a íntegra da análise no endereço abaixo:

http://www.brasilpost.com.br/2014/08/15/paises-em-guerra-mundo_n_5683289.html

Para quem lê o jornal e tem a impressão que o mundo inteiro está em guerra, segundo esta pesquisa, está mesmo. Nações como Alemanha e Inglaterra, que aparentemente vivem em paz, estão envolvidas em guerras no Iraque e Afeganistão. Chegam todos os dias em seus aeroportos corpos de seus jovens soldados mortos em combate em terra alheia.
No Brasil, dizem alguns, graças a Deus não há guerras. Errado. Segundo o Global Security Org, os conflitos armados nas favelas do Rio de Janeiro, por exemplo, não são considerados pela ONU como atividade criminosa. Ao invés disto, certas favelas são listadas como estados independentes onde se travam conflitos caracterizados como guerra civil. O conceito é muito simples: crime acontece na Avenida Nossa Senhora de Copacabana, onde a polícia do estado ou do município chegam para apurar o ocorrido. Mas, em algumas favelas, a polícia não entra, e desta forma, o estado do Rio de Janeiro não tem autoridade judicial naquela localidade, configurando, desta forma, estas zonas, como estados independentes.
No caso da Inglaterra em guerra no Afeganistão, Jesus descreveu como nação contra nação. Nas favelas do Rio é reino contra reino, guerra civil, como acontece em maior escala na Síria ou na Líbia, atualmente.
Especialistas apontam que nas próximas décadas, a questão da falta de água potável incrementará os conflitos entre nações de forma muito acentuada. Isto significa que nossos filhos viverão muito em breve esta situação caótica, que não será apenas uma questão de falta de água, como terá também como consequência a falta de alimentos, uma vez que a maior parte da água consumível do mundo é utilizada na irrigação de lavouras.
Sugiro, a quem quer ter uma noção real do que acontece realmente no mundo que leia ou assista no Youtube os noticiários do Vice News. Por acaso a Folha de São Paulo e outros jornais republicam o Vice News, mas as notícias que selecionam não valem a pena, pois tratam apenas do lado fútil da vida. Vá direto ao site: https://news.vice.com/ e veja como a coisa vai de mal a pior. Leia sobre a situação real do nosso meio ambiente; sobre a escalada do tráfico de drogas em países como o Irá; sobre a questão de saneamento básico em países como a Índia, onde milhões de pessoas vivem cercadas por fezes; sobre a resistência que virus e bactérias adquiriram nas últimas décadas a ponto de serem quase indestrutíveis, e constate a real situação do mundo.
É de estarrecer quando em meio a tudo isto vemos que a maior preocupação dos crentes é a sua prosperidade.

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