Monthly Archives: Abril 2011

Datas históricas em desacordo com a Bíblia

As datas históricas do Império Neo-Babilônico

Aquilo que se convenciona chamar de Império Neo-Babilônico refere-se ao período histórico compreendido entre os governos de Nabopolasar, pai de Nabucodonosor, e o fim do período determinado pela ascensão medo-persa, apontada na Bíblia pela queda da Babilônia pelas mãos de Dario, o medo, conforme diz a Bíblia, ou de Ciro, o Grande, conforme preconiza a história secular.

Nabopolasar foi um líder caldeu que, segundo data do Museu Britânico, subiu ao trono em 626 AC depois da morte de Assurbanipal, rei da Assíria em 627 AC, vindo a conquistar cidades importantes do Império Assírio, incluindo Nipur, Uruk e finalmente Níneve, em 612 AC.

Foi sucedido em 605 AC, por Nabucodonosor II, seu filho, o qual, conforme vimos, viria a conquistar a Palestina, extinguindo nesta campanha o reino de Judá.

Nosso interesse neste ponto não é propriamente fazer uma conciliação da cronologia bíblica com a história secular, mas sim, tirar proveito da informação histórica e colocá-la no contexto de nosso trabalho, uma vez que a Bíblia não menciona a extensão do governo de Evil-Merodaque, sucessor de Nabuco, nem cita os reis posteriores, vindo a se manifestar apenas no caso de Belsazar, derrubado por Dario, o medo, na queda da Babilônia.

A Bíblia, conforme visto, aponta que a morte de Nabucodonosor se deu no 37º ano do cativeiro de Joaquim, o que em nossa cronologia representa o Anno Mundi 3328 correspondente a 568 AC De acordo com as fontes históricas em geral, e particularmente o Museu Britânico, seria o ano 562 AC.

É preciso que se preste atenção às datas consagradas pela história secular à luz da Bíblia considerando as diferenças sobre alguns eventos bastante conhecidos. Para verificar esta questão vamos abandonar momentaneamente a evolução do Império Babilônico e focar na acuidade histórica do período precedente.

Na tabela que vem a seguir podemos comparar cinco eventos importantes entre a queda da Samaria e a morte de Nabucodonosor, datados pela história secular entre 722 AC e 562 AC.

Tais datas se situam num período em que a história da Bíblia é facilmente datável e não permite de forma alguma que o período bíblico seja estendido. Poderia, sim, ser diminuído, se fosse o caso de propor uma ou mais co-regências, mas nunca ser expandindo.

Nossa intenção em examinar tais eventos objetiva demonstrar que de acordo com a Bíblia, particularmente um texto do Profeta Isaías, as datas aceitas historicamente como corretas contém erros, ficando, desta forma, em desacordo coma Bíblia.

Senaqueribe tenta invadir Jerusalém – 701 AC ou 715 AC?
Tanto a Bíblia quanto a história reconhecem a queda da Samaria em 722 AC, que de acordo com o redator de 2 Reis ocorreu no 6º ano do rei Ezequias. (2 Rs 18:10)

A Bíblia diz que Senaqueribe tentou sem sucesso conquistar Jerusalém no 14º ano de Ezequias (Is 36:1), ou seja, sete anos após a queda de Israel.

Lembre-se que no 14º ano, Ezequias havia governado 13 anos, pois na contabilidade dos reis, o seu ano de ascensão sempre é contado como ano de governo, ainda que naquele ano ele tenha governado apenas um dia.

Veja também que a se basear na Bíblia trata-se de uma data imutável.

Do 6º ao 14º ano de Ezequias se passaram 7 anos, não 8, portanto, a tentativa de invadir Jerusalém se deu no ano 715 AC. A conta é simples:

O Museu Britânico, como também várias outras fontes históricas, situam o mesmo evento em 701 AC, ou seja, 14 anos antes da data fixada pelo Profeta Isaías.

Neste caso não é uma questão de comparar nossa cronologia com a data historicamente aceita, mas sim, comparar a data histórica com o Profeta Isaías, uma vez que tanto a Bíblia quanto a história partem do ano 722 AC, o que nos faz concluir que a história secular erra neste ponto, e erra talvez, por caracterizar a Bíblia como um livro meramente religioso.

Os historiadores deveriam ter a humildade de recorrer à Bíblia, como deveriam também recorrer ao Talmude, pois, independente de questões religiosas, estes são documentos inseparáveis da história de seu povo.
O relato da tentativa de Senaqueribe invadir Jerusalém pode ser verificado no site do Museu Britânico no seguinte endereço:

http://www.britishmuseum.org/explore/highlights/article_index/s/sennacherib,_king_of_assyria.aspx

Início de Nabucodonosor – 611 AC ou 605 AC?
No que se refere ao início de Nabucodonosor dá-se uma situação semelhante, com uma diferença menor, de 6 anos, mas que vai se fazer refletir nas datas históricas subseqüentes.

Desta forma, tentando encurtar uma longa estória, se consideramos que a queda da Samaria se deu em 722 AC, o início de Nabucodonosor não poderia se dar em 605 AC, 117 anos depois como quer a história secular, pois, de acordo com a Bíblia, apenas 111 anos se passaram entre os dois eventos.

A cronologia dos reis de Judá neste período é extremamente rígida, fácil de ser calculada, e não admite a extensão do período. Vale lembrar que não é a Bíblia neste caso quem invade a história secular, mas o contrário, a história secular invade a Bíblia ao querer datar um evento bíblico, que diz respeito a Israel, desconsiderando o registro histórico de datas dos judeus. Vejamos os números

Desde o 6º ano de Ezequias até o seu 29º e último ano governo, são 22 anos; Manasses assumiu no mesmo ano da morte de Ezequias e reinou 55 anos, contado o ano de ascensão, o que significa que se passaram mais 54 anos; Amon veio a seguir e reinou 2 anos, o que significa que descontado o ano de ascensão, reinou apenas 1 ano; Veio Josias e da mesma forma reinou 30 dos seus 31 quando se inclui o ano de ascensão.

Jeoacaz reinou apenas 3 meses no mesmo ano que contamos como o final de Josias; e finalmente somamos os 4 anos de Jeoiaquim, pois foi no 4º ano de Jeoiaquim que Nabucodonosor passou a reinar na Babilônia, conforme Jr 25:1.

A somatória destes anos resulta em 111 anos. Não só não podemos encurtar este período propondo uma ou mais co-regências, como também não podemos aumentá-lo, pois, conforme vimos há vários sincronismos bíblicos que travam qualquer possibilidade de mudança na fixação destas datas.

De qualquer forma, se aceitamos que a queda de Israel se deu em 722 AC, não podemos aceitar 605 como ascensão de Nabucodonosor.

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Matanias (Zedequias) – 19º rei de Judá – 11 anos – 603 AC a 593 AC

Anno Mundi 3293 a 3303 A.M. – (2 Rs 24:17)

Referências Bíblicas
“E o rei de Babilônia estabeleceu a Matanias, seu tio, rei em seu lugar; e lhe mudou o nome para Zedequias. Tinha Zedequias vinte e um anos de idade quando começou a reinar, e reinou onze anos em Jerusalém; e era o nome de sua mãe Hamutal, filha de Jeremias, de Libna.” (2 Rs 24:17)

“E lhe veio também nos dias de Jeoiaquim, filho de Josias, rei de Judá, até ao fim do ano undécimo de Zedequias, filho de Josias, rei de Judá, até que Jerusalém foi levada em cativeiro no quinto mês.” (Jr 1:3)

Matanias foi empossado rei de Judá por Nabucodonosor com juramento de fidelidade (2 Cr 36:13) logo após a deposição de Joaquim no Anno Mundi 3293. Foi o 19º e último rei de Judá.

Curiosamente se verifica que tanto Israel quanto Judá tiveram cada qual 19 reis. O Reino de Judá subsistiu a partir da cisão depois da morte de Salomão por 339 anos, enquanto Israel por 210 anos.

603 AC – (Anno Mundi 3293) – 1º ano de Zedequias – 9º ano de Nabucodonosor
Seria natural pensar que Zedequias tivesse assumido o trono no mesmo ano em que Joaquim foi deposto, uma vez que este reinou apenas 3 meses. No entanto, pelo sincronismo de Jr 32:1 sabemos que foi no ano seguinte. Vejamos o texto: “A palavra que veio a Jeremias da parte do Senhor, no ano décimo de Zedequias, rei de Judá, o qual foi o décimo oitavo de Nabucodonosor.” (Jr 32:1)

O 18º ano de Nabucodonosor foi o Anno Mundi 3302, que por sua vez equivale ao 10º de Zedequias; logo, seu 1º ano foi o Anno Mundi 3293 (3302 – 9) descontado o ano de ascensão.

598 AC – (Anno Mundi 3298) – Deus rompe o pacto com o povo
No sexto ano do cativeiro de Joaquim, três anos antes do cerco de Jerusalém, Deus revela pelo Profeta Ezequiel o terrível castigo que haveria de vir sobre Jerusalém e seus habitantes.

É o rompimento definitivo do pacto estabelecido com Abraão e seus descendentes pela persistência do povo em andar pelo caminho dos gentios.

Leiamos as palavras de condenação: “E disse-me: Filho do homem, levanta agora os teus olhos para o caminho do norte.

E levantei os meus olhos para o caminho do norte, e eis que ao norte da porta do altar, estava esta imagem de ciúmes na entrada.

E disse-me: Filho do homem, vês tu o que eles estão fazendo? As grandes abominações que a casa de Israel faz aqui, para que me afaste do meu santuário? Mas ainda tornarás a ver maiores abominações. E levou-me à porta do átrio; então olhei, e eis que havia um buraco na parede.

E disse-me: Filho do homem, cava agora naquela parede. E cavei na parede, e eis que havia uma porta. Então me disse: Entra, e vê as malignas abominações que eles fazem aqui. E entrei, e olhei, e eis que toda a forma de répteis, e animais abomináveis, e de todos os ídolos da casa de Israel, estavam pintados na parede em todo o redor.

E estavam em pé diante deles setenta homens dos anciãos da casa de Israel, e Jaazanias, filho de Safã, em pé, no meio deles, e cada um tinha na mão o seu incensário; e subia uma espessa nuvem de incenso. Então me disse: Viste, filho do homem, o que os anciãos da casa de Israel fazem nas trevas, cada um nas suas câmaras pintadas de imagens? Pois dizem: O Senhor não nos vê; o Senhor abandonou a terra.” (Ez 8:5-12)

Israel chegou ao cúmulo de colocar dentro do Templo imagens pagãs as quais eram adoradas à luz do dia. O castigo era inevitável e terrível. Os judeus voltarão do exílio babilônico definitivamente curados da idolatria.

595 AC – (Anno Mundi 3301) – 9º de Zedequias – Jerusalém cercada
Conforme 2 Rs 25:1-2: “E sucedeu que, no nono ano do seu reinado, no mês décimo, aos dez do mês, Nabucodonosor, rei de Babilônia, veio contra Jerusalém, ele e todo o seu exército, e se acampou contra ela, e levantaram contra ela trincheiras em redor. E a cidade foi sitiada até ao undécimo ano do rei Zedequias.”

594 AC – (Anno Mundi 3302) – 10º de Zedequias – 3ª leva de deportados
Nabucodonosor conseguiria tomar Jerusalém apenas no 11º ano de Zedequias, mas conforme Jr 52:29 Nabucodonosor levou em 18º ano 832 judeus para a Babilônia. Vejamos o texto: “No ano décimo oitavo de Nabucodonosor, ele levou cativas de Jerusalém oitocentas e trinta e duas pessoas.”

Sabemos, conforme 2 Rs 25:3, que houve muita fome em Jerusalém nestes anos em que a cidade esteve sitiada. Vejamos o texto: “Aos nove do mês quarto, quando a cidade se via apertada pela fome, nem havia pão para o povo da terra.” (2 Rs 25:3)

Desta forma podemos concluir que estes cativos que foram tomados provavelmente desertaram a cidade preferindo o exílio a morrer de fome.

593 AC – (Anno Mundi 3303) – 11º de Zedequias – Jerusalém invadida
Conforme Jr 52:7 “foi aberta uma brecha na cidade, e todos os homens de guerra fugiram, e saíram da cidade de noite, pelo caminho da porta entre os dois muros, a qual estava perto do jardim do rei (porque os caldeus cercavam a cidade ao redor), e foram pelo caminho da campina.”

593 AC – (Anno Mundi 3303) – 11º ano – Zedequias é preso
Vendo que a cidade havia sido invadida Zedequias tenta fugir, mas logo se vê cercado e abandonado por seu exército. Foi levado à Babilônia, onde viu todos os seus filhos serem mortos, conforme sentença de Nabucodonosor. Após a execução de seus filhos teve seus olhos vazados e foi atirado ao cárcere onde permaneceu até o dia de sua morte. (Jr 52: 8-11)

Cumpriu-se desta forma a profecia de Jeremias: “E Zedequias, rei de Judá, não escapará das mãos dos caldeus; mas certamente será entregue na mão do rei de Babilônia, e com ele falará boca a boca, e os seus olhos verão os dele.” (Jr 32:4)

Zedequias conhecia esta profecia e deve ter se perguntado muitas vezes enquanto gozava de liberdade, como seria possível falar com Nabucodonosor sem o ver.

593 AC – (Anno Mundi 3303) – Jerusalém é destruída
Jerusalém foi totalmente saqueada e destruída, o que inclui o Templo construído por Salomão, de onde foram retirados todos os objetos de valor que ainda restavam (Jr 52), sendo sido depois disto queimado, como também foram queimadas a casa do rei e todas as demais casas da cidade e edifícios públicos.

Também seus muros foram derrubados e o povo levado cativo, sendo deixados apenas os pobres e lavradores. A narrativa de 2 Cr 36:17-21 nos dá a correta dimensão deste acontecimento:

“Porque fez subir contra eles o rei dos caldeus, o qual matou os seus jovens à espada, na casa do seu santuário, e não teve piedade nem dos jovens, nem das donzelas, nem dos velhos, nem dos decrépitos; a todos entregou na sua mão.

E todos os vasos da casa de Deus, grandes e pequenos, os tesouros da casa do Senhor, e os tesouros do rei e dos seus príncipes, tudo levou para Babilônia. E queimaram a casa de Deus, e derrubaram os muros de Jerusalém, e todos os seus palácios queimaram a fogo, destruindo também todos os seus preciosos vasos.

E os que escaparam da espada levou para Babilônia; e fizeram-se servos dele e de seus filhos, até ao tempo do reino da Pérsia. Para que se cumprisse a palavra do Senhor, pela boca de Jeremias, até que a terra se agradasse dos seus sábados; todos os dias da assolação repousou, até que os setenta anos se cumpriram.”
De nada adiantou o Profeta Jeremias anunciar a destruição de Judá por 23 anos seguidos contados a partir do 3º ano do rei Josias (Jr 25:1-3) tendo sido mesmo ameaçado de morte por causa da dureza com que se dirigia ao rei e ao povo.

Desta forma veio a destruição: aqueles que não foram deportados foram mortos pela fome, ou pela peste, ou pela espada, conforme a palavra de Jeremias. Nabucodonosor não poupou sequer os animais. (Jr 21:8-14).

Este episódio da vida do povo escolhido é sem dúvida aquele que no Antigo Testamento mais nos ensina sobre o senso de justiça de Deus. Raramente o pecado do povo teve uma punição imediata, mas sempre foi imediata a repreensão vinda da parte de Deus por meio de seus profetas. O fim de Judá nos mostra o quão perigoso é que nos sintamos seguros diante de tanta apatia face a palavra de advertência de Deus.
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589 AC – (Anno Mundi 3307) – 4ª deportação
No 23º ano de Nabucodonosor registra-se a quarta e última leva de exilados: “No ano vinte e três de Nabucodonosor, Nebuzaradã, capitão da guarda, levou cativas, dos judeus, setecentas e quarenta e cinco pessoas.” (Jr 52:30)

568 AC – (Anno Mundi 3328 – morte de Nabucodonosor – Início de Evil-Merodaque
Nabucodonosor reinou 43 anos, vindo a falecer no 37º ano do cativeiro de Joaquim. Neste mesmo ano Evil-Merodaque, seu filho o sucede no governo da Babilônia. O primeiro ato do novo governante é libertar Joaquim de seu cativeiro. Vejamos o texto:

“Depois disto sucedeu que, no ano trinta e sete do cativeiro de Joaquim, rei de Judá, no mês duodécimo, aos vinte e sete do mês, Evil-Merodaque, rei de Babilônia, no ano em que reinou, levantou a cabeça de Joaquim, rei de Judá, tirando-o da casa da prisão.

E lhe falou benignamente; e pôs o seu trono acima do trono dos reis que estavam com ele em Babilônia. E lhe mudou as roupas de prisão, e de contínuo comeu pão na sua presença todos os dias da sua vida. E, quanto à sua subsistência, pelo rei lhe foi dada subsistência contínua, a porção de cada dia no seu dia, todos os dias da sua vida.” (2 Rs 25:27-30)

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Joaquim (Jeconias) – 18º rei de Judá – 3 meses – 604 AC

Anno Mundi 3292 – (2 Rs 24:8)

Referências Bíblicas
“Tinha Joaquim dezoito anos de idade quando começou a reinar, e reinou três meses em Jerusalém; e era o nome de sua mãe, Neusta, filha de Elnatã, de Jerusalém.” (2 Rs 24:8)

“Então saiu Joaquim, rei de Judá, ao rei de Babilônia, ele, sua mãe, seus servos, seus príncipes e seus oficiais; e o rei de Babilônia o tomou preso, no ano oitavo do seu reinado.” (2 Rs 24:12)

“Depois disto sucedeu que, no ano trinta e sete do cativeiro de Joaquim, rei de Judá… Evil-Merodaque, rei de Babilônia, no ano em que reinou, levantou a cabeça de Joaquim, rei de Judá, tirando-o da casa da prisão.”
(2 Rs 25:27)

604 AC – (Anno Mundi 3292) – início e deposição de Joaquim
Conforme 2 Rs 24:8 Joaquim reinou 3 meses após a deposição de seu pai, logo após o que Nabucodonosor mandou prende-lo e transportá-lo para a Babilônia.

De acordo com 2 Rs 24:12, isto aconteceu no 8º ano de Nabucodonosor, na primavera do Anno Mundi 3292. Joaquim é também chamado Jeconias, e é o último dos reis de Judá na linha genealógica de Jesus.

604 AC – (Anno Mundi 3292) – 2ª leva de deportados
Naqueles dias Nabucodonosor saqueou o Templo bem como o palácio do rei, transportando para a Babilônia o maior número de exilados entre todas as deportações, cerca de 10 mil pessoas. Vejamos o relato bíblico:

“(…) toda a Jerusalém como também a todos os príncipes, e a todos os homens valorosos, dez mil presos, e a todos os artífices e ferreiros; ninguém ficou senão o povo pobre da terra.

Assim transportou Joaquim à Babilônia; como também a mãe do rei, as mulheres do rei, os seus oficiais e os poderosos da terra levou presos de Jerusalém à Babilônia. E todos os homens valentes, até sete mil, e artífices e ferreiros até mil, e todos os homens destros na guerra, a estes o rei de Babilônia levou presos para Babilônia.” (2 Rs 24:14-16)

É importante a contagem dos anos que seguem à deportação de Joaquim, pois o 37º ano de seu exílio marca a morte de Nabucodonosor e a ascensão de Evil-Merodaque, seu filho e sucessor. (2 Rs 25:27)

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Gráfico Histórico das deportações de Judá

grafico deportacoes cópia.jpg

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Jeoiaquim (Eliaquim) – 17º rei de Judá – 11 anos – 614 AC a 604 AC

Anno Mundi 3282 a 3292 A.M. – (2 Rs 23:36)

Referências Bíblicas
“Tinha Jeoiaquim vinte e cinco anos de idade quando começou a reinar, e reinou onze anos em Jerusalém; e era o nome de sua mãe Zebida, filha de Pedaías, de Ruma.” (2 Rs 23:36)

“A palavra que veio a Jeremias acerca de todo o povo de Judá no quarto ano de Jeoiaquim, filho de Josias, rei de Judá (que é o primeiro ano de Nabucodonosor, rei de Babilônia), A qual anunciou o profeta Jeremias a todo o povo de Judá, e a todos os habitantes de Jerusalém, dizendo: Desde o ano treze de Josias, filho de Amom, rei de Judá, até o dia de hoje, período de vinte e três anos, tem vindo a mim a palavra do Senhor, e vo-la tenho anunciado, madrugando e falando; mas vós não escutastes.” (Jr 25:1-3)

“A palavra que veio a Jeremias da parte do Senhor, no ano décimo de Zedequias, rei de Judá, o qual foi o décimo oitavo de Nabucodonosor.” (Jr 32:10)

614 AC – (Anno Mundi 3282) – 1º ano de Jeoiaquim
Jeoiaquim começou a governar no Anno Mundi 3282, ano seguinte à morte de seu pai Josias e da deposição de seu irmão Jeoacaz.

Jeoacaz reinou apenas 3 meses, e foi deposto pelo Faraó Neco, o que poderia levar a supor que Jeoiaquim assumisse o trono no mesmo ano de sua deposição, mas graças ao sincronismo de datas estabelecido por Jr 21:1 e Jr 25:1-3 sabemos que foi no ano seguinte, conforme se demonstra na confirmação do início de Nabucodonosor que veremos à frente, que também sincroniza o início de Jeoiaquim no Anno Mundi 3282.

Eliaquim, a quem o Faraó mudou o nome para Jeoiaquim, foi igualmente instalado no trono por Neco que lhe impôs uma pena tributária de cem talentos de prata e um talento de ouro. (2 Rs 23:33).

Passados dois anos deixaria de pagar tributo a Neco para começar a pagar para Nabucodonosor. Começou a governar aos 25 anos de idade e reinou por 11 anos (2 Rs 23:36).

612 AC – (Anno Mundi 3284) – 3º ano de Jeoiaquim – Daniel no Exílio
De acordo com 2 Rs 24:1 “nos seus dias subiu Nabucodonosor, rei de Babilônia, e Jeoiaquim ficou três anos seu servo; depois se virou, e se rebelou contra ele.”

Nabucodonosor invadiu Jerusalém no ano 3º de Jeoiaquim. É o que nos informa Dn 1:1-6: ”No ano terceiro do reinado de Jeoiaquim, rei de Judá, veio Nabucodonosor, rei de Babilônia, a Jerusalém, e a sitiou. E o Senhor entregou nas suas mãos a Jeoiaquim, rei de Judá, e uma parte dos utensílios da casa de Deus, e ele os levou para a terra de Sinar, para a casa do seu deus, e pôs os utensílios na casa do tesouro do seu deus. E disse o rei a Aspenaz, chefe dos seus eunucos, que trouxesse alguns dos filhos de Israel, e da linhagem real e dos príncipes, Jovens em quem não houvesse defeito algum, de boa aparência, e instruídos em toda a sabedoria, e doutos em ciência, e entendidos no conhecimento, e que tivessem habilidade para assistirem no palácio do rei, e que lhes ensinassem as letras e a língua dos caldeus. E o rei lhes determinou a porção diária, das iguarias do rei, e do vinho que ele bebia, e que assim fossem mantidos por três anos, para que no fim destes pudessem estar diante do rei. E entre eles se achavam, dos filhos de Judá, Daniel, Hananias, Misael e Azarias.”

Temos, portanto, que Daniel foi levado para a Babilônia em 3284 A.M., terceiro ano de Jeoiaquim.
Jeoiaquim pagou, portanto, tributos ao rei do Egito em seus três primeiros anos de reinado e a seguir Nabucodonosor saqueou o Templo (Dn 1:2) e tornou o reino de Judá tributário por três anos, desde 3284 A.M. até 3286 A.M.

Embora tenha parado de pagar os tributos em seu 6º ano de reinado, Nabucodonosor só viria contra Judá no 10º ano de Jeoiaquim (2 Rs 24:10). Ainda assim, isto não significa que Judá tenha tido um intervalo de paz nestes anos, pois “o Senhor enviou contra ele as tropas dos caldeus, as tropas dos sírios, as tropas dos moabitas e as tropas dos filhos de Amom; e as enviou contra Judá, para o destruir, conforme a palavra do Senhor, que falara pelo ministério de seus servos, os profetas.” (2 Rs 24:2)

Como veremos a seguir, Nabucodonosor era ainda, no 3º ano de Jeoiaquim, príncipe regente da Babilônia, pois Nabonido, seu pai, ainda era vivo. A qualificação de rei da Babilônia, conforme o texto acima, se refere a seu status quando a narrativa foi elaborada, da mesma forma que se poderia dizer que “o presidente John Kennedy participou da Segunda Guerra Mundial servindo no Pacífico até 1945”, quando ele, na verdade, ainda não era presidente dos EUA. Trata-se de um expediente literário comum em todos os tempos, incluindo os nossos dias.

611 AC – (Anno Mundi 3285) – 4º ano de Jeoiaquim – início de Nabucodonosor
O ano 4º de Jeoiaquim é o primeiro ano de Nabucodonosor (Jr 25:1) como rei da Babilônia após a morte de seu pai Nabopolasar (Nabopolassar, Nabu-apla-utsur), que faleceu, segundo a história secular, em 605 AC
Podemos certificar de outra maneira o sincronismo da data:

1 – De acordo com Jr 25:1-3, contados 23 anos desde o ano 13 de Josias chegamos ao ano 4 de Jeoiaquim.

2- O ano 13 de Josias é o Anno Mundi 3263, que acrescido de 23 resulta o Anno Mundi 3285 (3263 + 22, contado o ano de ascensão).

3 – Se 3285 é o quarto ano de Jeoiaquim, 3282 A.M. é o primeiro (3285-3, contado o ano de ascensão).

4 – Josias reinou, conforme vimos, 31 anos, havendo morrido em 3281, mesmo ano da ascensão de Jeoacaz, um ano antes do início de Jeoiaquim.

5 – De acordo com o texto, o quarto ano de Jeoiaquim é o primeiro ano de Nabucodonosor.

6 – A mesma data de início de Nabucodonosor se sincroniza com o 10º ano de Matanias, último rei de Judá, pela referência de Jr 32:1, sobre a qual falaremos adiante. As duas referências de Jeremias certificam desta forma o início de Jeoiaquim, bem como sincronizam, ambas, o início de Nabucodonosor no 4º ano de Jeoiaquim, no Anno Mundi 3285.

Como é sabido, a história secular fixa a data de ascensão de Nabucodonosor no ano 605 AC Mais adiante faremos uma comparação entre a data histórica e a data bíblica a fim de demonstrar a impossibilidade de ter ocorrido em 605 AC

610 AC – (Anno Mundi 3286) – 5º ano de Jeoiaquim – Daniel governa na Babilônia
Conforme relato do capítulo 2 de Daniel, foi no 2º ano de Nabucodonosor que Daniel passou da qualidade de vassalo a colaborador de Nabucodonosor. Destacamos do referido capítulo os versos 1 e 48 que tratam do assunto: “E no segundo ano do reinado de Nabucodonosor, Nabucodonosor teve sonhos; e o seu espírito se perturbou, e passou-se-lhe o sono. (…) Então o rei engrandeceu a Daniel, e lhe deu muitas e grandes dádivas, e o pôs por governador de toda a província de Babilônia, como também o fez chefe dos governadores sobre todos os sábios de Babilônia.”

Note que será somente cinco anos à frente deste tempo que acontecerá o exílio massivo de Judá em duas primeiras levas, entre os anos 3291 A.M. e 3292 A.M.

609 AC – (Anno Mundi 3287) – 6º ano – Jeoiaquim cessa o pagamento de tributos
Havendo Judá sido invadido a primeira vez por Nabucodonosor no 3º ano de reinado de Jeoiaquim, ocasião em que Daniel é levado para o cativeiro (Dn 1:1), sabemos que desde então passou a pagar tributos para o rei da Babilônia, o que fez por três anos seguidos até que se revoltou, em seu 6º ano de governo, conforme 2 Rs 24:1 : “nos seus dias subiu Nabucodonosor, rei de Babilônia, e Jeoiaquim ficou três anos seu servo; depois se virou, e se rebelou contra ele.”

Entendemos, portanto, que nos dois primeiros anos de governo, Jeoiaquim pagou tributos a Neco, rei do Egito; Judá foi então invadido por Nabucodonosor no seu 3º ano de governo, e a partir de então, passou a pagar, conforme os textos acima, tributos à Babilônia, o que fez por três anos, até o seu 6º ano de governo, quando se revoltou.

Desta forma, Nabucodonosor viria à forra somente no 10º ano de Jeoiaquim, pois supostamente estaria ocupado consolidando seu império, e não pode se dedicar a Judá.

Flávio Josefo, na História dos Hebreus, Vol 3, Cap. VII, Pág 251 tem outra opinião: no seu entendimento, bastante lógico por sinal, Jeoiaquim teria pagado tributos até o seu 10º ano de governo e cessado nesta ocasião, o que fez com que Nabucodonosor viesse imediatamente contra ele.

Embora esta seja uma situação mais confortável de que a que propomos, é difícil, pela Bíblia, entender que Daniel tenha sido levado para o exílio no 3º ano de Jeoiaquim e que Nabucodonosor não houvesse imposto tributos a Judá na ocasião.

605 AC – (Anno Mundi 3291) – 10º ano de Jeoiaquim – 1ª leva de deportados
O 7º ano de Nabucodonosor corresponde ao 10º e penúltimo ano de Jeoiaquim.

De acordo com o Profeta Jeremias, houve neste ano uma primeira deportação massiva de judeus que veio a acontecer no 7º ano de reinado de Nabucodonosor, enquanto Jeoiaquim ainda reinava: “Este é o povo que Nabucodonosor levou cativo, no sétimo ano: três mil e vinte e três judeus.“ (Jr 52:28).

Nem Reis nem Crônicas fazem registro desta deportação. Ao chegarem a Babilônia, estes exilados deparariam com Daniel, um judeu que já governava suas províncias há cinco anos.

604 AC – (Anno Mundi 3292) – 11º ano de Jeoiaquim – fim do reinado
Conforme 2 Cr 36:5-8, Jeoiaquim tinha 25 anos de idade quando começou a reinar e reinou 11 anos. Foi deposto por Nabucodonosor aos 36 anos de idade.

Nem Reis, Crônicas ou Jeremias fornecem detalhes precisos sobre a morte de Jeoiaquim, mas sabemos que foi preso por Nabucodonosor (2 Cr 36:5-6) vindo a falecer depois disto. (2 Rs 24:6).

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Jeoacaz (Salum) – 16º rei de Judá – 3 meses – 615 AC

Anno Mundi 3281 – (2 Rs 23:31)

Referência Bíblica
“Tinha Joacaz vinte e três anos de idade quando começou a reinar, e três meses reinou em Jerusalém; e era o nome de sua mãe Hamutal, filha de Jeremias, de Libna.” (2 Rs 23:31)

Joacaz tinha 23 anos de idade quando começou a reinar, e reinou apenas 3 meses em Jerusalém. Seu nome, conforme já vimos, é referido em Jr 22:11-12 como Salum, o 4º filho de Josias listado em 1 Cr 3:15.

O rei do Egito, que na ida para a guerra contra os povos do Eufrates matara Josias, na volta manda prender Jeoacaz e o depõe, substituindo-o por seu irmão Eliaquim, a quem mudou o nome para Jeoiaquim.

Flávio Josefo comenta que Jeoacaz foi chamado pelo rei do Egito à Síria e ali o prendeu e levou ao Egito onde permaneceu até sua morte.

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Josias – 15º rei de Judá – 31 anos – 645 AC a 615 AC

Anno Mundi 3251 a 3281 A.M. – (2 Rs 22:1)

Referência Bíblica
“Tinha Josias oito anos de idade quando começou a reinar, e reinou trinta e um anos em Jerusalém; e era o nome de sua mãe, Jedida, filha de Adaías, de Bozcate.” (2 Rs 22:1)

Josias começou a reinar aos 8 anos de idade, no Anno Mundi 3251, e reinou por 31 anos. Foi um rei justo perante Deus. Buscou andar na presença de Deus desde sua juventude. Conforme 2 Cr 34:3 aos 16 anos de idade, por iniciativa própria, Josias começou a purificar Judá da idolatria. Josias se empenhou em conduzir o restante das tribos a igualmente se voltarem a Deus, derrubando em Simeão, Manasses, Efraim, Naftali e em toda terra de Israel os templos e objetos de culto pagão (2 Cr 34:6-7).

Do ponto de vista prático, a exemplo de Ezequias, Josias era o rei de todos os israelenses, a ponto de suas crônicas serem registradas no Livro da História dos reis de Israel e Judá (2 Cr 35:27).

Josias derrubou os lugares altos de Jerusalém edificados por Salomão para o culto a Astarote e outras divindades (2 Rs 23:13). Derrubou também o altar construído em Betel por Jeroboão.

Vale a pena ler a passagem sobre este acontecimento, porque nela é mencionado textualmente o rei Josias 286 anos antes, de acordo com 1 Rs 13:1-6: “E eis que, por ordem do Senhor, veio, de Judá a Betel, um homem de Deus; e Jeroboão estava junto ao altar, para queimar incenso. E ele clamou contra o altar por ordem do Senhor, e disse: Altar, altar! Assim diz o Senhor: Eis que um filho nascerá à casa de Davi, cujo nome será Josias, o qual sacrificará sobre ti os sacerdotes dos altos que sobre ti queimam incenso, e ossos de homens se queimarão sobre ti.

E deu, naquele mesmo dia, um sinal, dizendo: Este é o sinal de que o Senhor falou: Eis que o altar se fenderá, e a cinza, que nele está, se derramará. Sucedeu, pois, que, ouvindo o rei a palavra do homem de Deus, que clamara contra o altar de Betel, Jeroboão estendeu a sua mão de sobre o altar, dizendo: Pegai-o! Mas a sua mão, que estendera contra ele, se secou, e não podia tornar a trazê-la a si.

E o altar se fendeu, e a cinza se derramou do altar, segundo o sinal que o homem de Deus apontara por ordem do Senhor. Então respondeu o rei, e disse ao homem de Deus: Suplica ao Senhor teu Deus, e roga por mim, para que se me restitua a minha mão. Então o homem de Deus suplicou ao Senhor, e a mão do rei se lhe restituiu, e ficou como dantes.”

Josias cumpriu integralmente as palavras do profeta, como se vê no texto de 2 Rs 23:15:20, quando profanou as sepulturas dos sacerdotes do tempo de Jeroboão, bem como matou os sacerdotes de seu tempo que serviam em Betel queimando seus ossos sobre o altar.

Em seu 17º ano de governo (629 AC) empreendeu uma grande reforma no Templo de Jerusalém. É interessante realçar que a reforma foi feita com dinheiro não só dos dízimos e ofertas dos judeus, mas de todas as tribos de Israel (2 Cr 34:9).
Durante as reformas no Templo, o Livro da Lei da Casa de Deus (Deuteronômio) foi encontrado e lido posteriormente perante o rei, que entendeu desta forma que historicamente o povo andava contrário à vontade de Deus. Josias se humilhou perante Deus, razão pela qual o Senhor poupou toda a nação nos seus dias (2 Rs 22:20).

O Profeta Ezequiel faz referência a este acontecimento no quinto ano do cativeiro de Jeoiaquim: “E aconteceu no trigésimo ano, no quarto mês, no quinto dia do mês, que estando eu no meio dos cativos, junto ao rio Quebar, se abriram os céus, e eu tive visões de Deus. No quinto dia do mês, no quinto ano do cativeiro do rei Jeoiaquim” (Ez 1:1-2)

Josias foi morto em batalha contra o rei do Egito, que ia a guerra contra a Assíria e não tinha interesse em se bater Judá (2 Cr 35:20-27).

A este respeito Flávio Josefo comenta que a morte de Josias foi uma infelicidade, pois de fato Neco, rei do Egito, “marchava em direção ao Eufrates a fim de se tornar Senhor da Ásia”, nada tendo contra Israel na ocasião.
Comenta ainda que o Profeta Jeremias compôs versos fúnebres por ocasião de sua morte, dizendo ainda que este viveu em Jerusalém desde o terceiro ano de Josias até a queda da cidade nos tempos de Matanias. História dos Hebreus – Flávio Josefo, Cap. VI, § 417, Pág. 248.

Como se vê no gráfico de seu reinado, o ano 13º de Josias está em sincronismo com o 4º ano de Jeoiaquim por conseqüência de Jr 25:1-3, indicando que a advertência de Deus pela palavra do Profeta sobre a destruição de Judá foi insistentemente pregada por 23 anos. Vejamos o texto:

“A palavra que veio a Jeremias acerca de todo o povo de Judá no quarto ano de Jeoiaquim, filho de Josias, rei de Judá (que é o primeiro ano de Nabucodonosor, rei de Babilônia), A qual anunciou o profeta Jeremias a todo o povo de Judá, e a todos os habitantes de Jerusalém, dizendo: Desde o ano treze de Josias, filho de Amom, rei de Judá, até o dia de hoje, período de vinte e três anos, tem vindo a mim a palavra do Senhor, e vo-la tenho anunciado, madrugando e falando; mas vós não escutastes.” (Jr 25:1-3).

Tal sincronismo serve para indicar que Jeoiaquim assumirá o trono no ano seguinte à morte de Jeoacaz, filho de Josias, conforme veremos a seu tempo. Josias morreu no Anno Mundi 3281.

De acordo com I Crônicas Josias teve quatro filhos: “E os filhos de Josias foram: o primogênito – Joanã; o segundo – Jeoiaquim; o terceiro – Zedequias; o quarto – Salum”.  (I Crônicas 3 : 15)

Apenas dois deles vieram a reinar sobre Judá: Jeioaquim e Salum. Note que estes são nomes babilônicos atribuídos a ambos por Neco, Faraó do Egito.

Salum é Jeoacaz (2 Cr 36:1), 16º rei de Judá, o que se verifica em Jr 22:11-12: “Porque assim diz o Senhor acerca de Salum, filho de Josias, rei de Judá, que reinou em lugar de Josias, seu pai, e que saiu deste lugar: Nunca mais ali tornará. Mas no lugar para onde o levaram cativo ali morrerá, e nunca mais verá esta terra”. De fato Jeoacaz foi deposto e  transportado para o Egito pelo Faraó Neco e lá morreu. (2 Rs 23:34)

Eliaquim (2 Cr 36:4), 17º rei, que II Cr 36:4 esclarece ser Jeoiaquim: “E o rei do Egito pôs a Eliaquim, irmão de Jeoacaz, rei sobre Judá e Jerusalém, e mudou-lhe o nome em Jeoiaquim”.

O sucessor de Jeoaquim foi seu filho Joaquim (2 Rs 24:6), 18º rei de Judá, também chamado Jeconias (Jr 24:1).

O sucessor de Joaquim foi seu tio Matanias (2 Rs 24:17), irmão de Josias, pois Joaquim tinha 18 anos ao assumir o governo, e não possuía filhos nesta altura.

A linhagem de Jesus virá de Joaquim (Jeconias) que foi transportado para a Babilônia no Ano Bíblico 3295.

 

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