Dois grandes eventos em nosso horizonte: a instalação de um governo global e o arrebatamento

Se durante todas as eras se falou da volta de Cristo, há hoje, em vista dos sinais que se manifestam, a impressão geral no meio cristão que não tarda o Senhor.

Não falta nada, absolutamente nada. Todas as profecias necessárias para permitir a volta de Jesus já foram cumpridas, de maneira que nada impede que o fato se consume a qualquer momento.

Há, portanto, dois grandes eventos em nosso horizonte: o arrebatamento dos crentes fiéis a Cristo, e a instalação de um governo global, sob o qual de se desenrolará a grande tribulação. Trata-se do quarto império destacado pelo Profeta Daniel, a besta descrita por João em Apocalipse 13.

De fato, consolida-se diante de nossos olhos este império, que segundo Daniel seria, e é, como podemos constatar, diferente dos que o antecederam.

Veja que se o que nos motiva é o fato, e não somente o desejo de que a volta de Jesus se consume em breve, pode-se afirmar que este império  já existe, e difere dos demais que o antecederam porque não se firma somente no poder militar, mas no poder financeiro. O mundo é hoje dominado não pelas superpotências militares, mas pelo dinheiro, a quem estas superpotências obedecem cegamente. É o poder financeiro quem controla os governos e deles se serve para expandir seus interesses.

Os mais jovens podem analisar a história recente, tendo em vista, por exemplo, os eventos posteriores a 2001, depois da queda das Torres Gêmeas em Nova Iorque, usadas pelos Estados Unidos como pretexto para invadir o Afeganistão, depor Saddam Hussein no Iraque e em seguida Muammar Kadafi na Líbia.

O objetivo destas guerras nunca foi o combate ao terrorismo, mas sim o controle do tráfico da heroína produzida no Afeganistão, e do petróleo iraquiano e líbio.

Já as gerações anteriores se lembrarão de fatos pregressos, como a deposição do ex-primeiro ministro do Irã, Mohammed Mosaddeq, em 1953, por contrariar interesses da Anglo-Iranian Oil Company, a atual BP – British Petroleum; ou de Salvador Allende, presidente do Chile, assassinado em 1973 depois de nacionalizar as riquezas do subsolo chileno, o que contrariou interesses das empresas americanas exploradoras de cobre; ou de Arbenz Guzman, presidente da Guatemala, assassinado em 1954 depois de fazer a reforma agrária que retirou da americana United Fruit Company o monopólio agrícola no país; ou de Jaime Roldós, presidente do Equador, assassinado em 1981 por se opor aos interesses das petrolíferas americanas; ou de Omar Torrijos, presidente do Panamá, também em 1981, impedindo assim que se consolidasse um acordo com os japoneses para a ampliação do Canal do Panamá. Estes fatos estão amplamente detalhados no livro “ Confissões de um Assassino Econômico” de autoria de John Perkins sobre o qual falaremos adiante.

A lista de abusos cometidos por empresas que comandam governos é interminável, e hoje (2017), se lê nos jornais o mesmo emprenho do império para derrubar os governos da Síria, Coreia do Norte e Venezuela, usando as mesmas táticas de sempre, e pior, com o apoio da maioria da maioria das pessoas comuns, porque estas formam seu juízo sobre o acontece no mundo através de jornais e noticiários das grandes emissoras de rádio e TV.

Não seja um destes que toma por verdade o que diz a mídia, porque esta expressa a sua versão do fato, e a versão é sempre condizente com o que o sistema determina. O governo venezuelano, por exemplo, é um governo medíocre, como também é medíocre o governo brasileiro. São farinha do mesmo saco, mas daí a financiar o caos interno como faz a CIA americana na Venezuela  é outra estória.

Não foi Jesus que chamou Satanás de “príncipe deste mundo”? Não foi Satanás quem ofereceu ao Senhor o poder terreno em troca de adoração? Então de que maneira a imprensa como os demais poderes não estariam em suas mãos? A mídia oficial, mídia chapa-branca, está a serviço das trevas, assim como as demais entidades que exercem poder sobre as nossas vidas.

Veja o exemplo do Brasil e de tantos outros países onde a imprensa massacra corruptos, o que é louvável, mas tudo isto não passa de um chamariz para nos deixar alheios e desinformados sobre o que realmente acontece no mundo. Diante da realidade mundial a lava-jato no Brasil, ou a mediocridade do governo venezuelano não passam de um roubo de manga no quintal do vizinho.

Para quem ainda não sabe, o mundo todo faliu. O dólar americano que controla o comércio mundial está falido. Os EUA possuem hoje uma dívida de mais de 20 trilhões de dólares. O mundo, ou seja, os bancos centrais de todos os países devem aproximadamente 250 trilhões de dólares. Imagina o que significa isto?

Veja que as crises causadas por bolhas no mercado financeiro foram crises de empresas, enquanto a atual é uma crise de governos.

Em 2008 tivemos a bolha causada pelo “subprime” americano: Bancos de investimento, agências de rating e seguradoras perpetraram à luz do dia o maior assalto a investidores já visto na história da humanidade. Mentindo a seus investidores, geraram para si  bilhões de lucro e depois se declararam insolventes, de maneira que apelaram para os governos de seus países salvá-las. E claro que salvaram.

Na transição de Bush para Obama os dois governos colocaram nas contas bancárias dos mesmos que geraram a crise cerca de 2 trilhões de dólares, trilhões com T, ou seja, roubaram uma montanha de dinheiro através de fraude planejada e receberam uma cordilheira de dólares em recompensa. Ganharam duas vezes. E quem pagou? O contribuinte americano. A mesma coisa aconteceu na Alemanha, no Japão e em vários outros países. Ficou conhecido o jargão “ grande demais para quebrar”, porque se estas empresas quebrassem, quebravam a economia do mundo.

Mas hoje a coisa é imensamente pior porque quem está quebrado desta vez são os governos, ou seja, os bancos centrais, o que nos leva a questionar: quem vai salvá-los? Ninguém, e assim está posto o pano de fundo da crise que culminará num governo mundial.

Se o dólar está falido o que irá substituí-lo no comércio internacional? Talvez o SDR (Special Drawing Right – Direito Especial de Saque) do  FMI (Fundo Monetário Internacional) venha a se transformar em unidade monetária para este propósito, ou mesmo uma cripto moeda semelhante ao bitcoin ou o ethereum. Na prática ninguém sabe, mas o que se sabe é que a falência do dólar americano e consequentemente da economia americana são inevitáveis.

A China jogou recentemente a pá de cal sobre o dólar quando lançou um substitutivo ao petrodólar, quer seja o yuan (moeda chinesa) conversível em ouro, o que significa que a China propõe pagar suas importações de petróleo em moeda nacional (yuan) conversível em ouro.

Países como Rússia, Irã, e toda SCO – (Shanghai Cooperation Organization) – Organização de Cooperação de Changai aderiram ao processo de arquitetura de um novo sistema monetário alternativo ao dólar com a anuência do FMI. A SCO é um bloco composto pela China, Rússia, Cazaquistão, Usbequistão, Tadjiquistão, e Quirguistão, e deve contar brevemente com o ingresso da Índia e do Paquistão.

Considere-se ainda que China e Rússia lideram os BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul). Somados, todos estes blocos, representam mais da metade da população do planeta, e por ser uma alternativa concreta de escapar às sanções comerciais impostas pela Secretaria de Estado americana ou pela ONU, obviamente ingressarão no coro todos os países pressionados por embargos, como Venezuela, Síria, Coreia do Norte, entre outros.

É digno de nota, no caso do Brasil, que do ponto de vista econômico o país faça parte dos BRICS por decisão do ex-presidente Lula, que se por um lado nos arranjou tantos problemas, por outro talvez tenha nos colocado, ainda que por teimosia, não no lugar certo, na hora certa, mas no lugar menos ruim, considerando a hecatombe que está por vir. O tempo dirá.

De acordo com Apocalipse 13, em breve viveremos num mundo em que ninguém poderá “comprar ou vender, senão aquele que tiver o sinal, ou o nome da besta, ou o número do seu nome.” (v 17). Como chegaremos a isto?

Primeiro, sabendo que chegaremos, porque assim diz a Palavra de Deus. Segundo prevendo que haverá um caos de tamanha proporção que permitirá uma grande aliança global de nações debaixo de uma única autoridade.

Os nacionalistas diriam que é impossível, mas os nacionalistas talvez não saibam que nacionalismo é um sentimento que nada tem a ver com a realidade. O pragmatismo do mundo financeiro nos levará a isto.

Os ingredientes do caos já estão sendo cozinhados na panela global. Antes que ele chegue a igreja de Cristo será arrebatada deste mundo. Não a igreja nominal, mas apenas os vencedores destacados nos capítulos 2 e 3 de Apocalipse. O resto fica para a tribulação.

Foi Jesus quem disse: “Assim também vós, quando virdes sucederem estas coisas, sabei que já está perto, às portas.” (Marcos 13:29).

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