A conexão do 20º ano de Artaxerxes com a crucificação de Jesus

De acordo com todo o capítulo 9 do Livro de Daniel, no primeiro ano de Dario, o medo, o profeta refletia sobre o texto de Jeremias a respeito do fim do exílio de seu povo quando foi visitado por Gabriel.

Já vimos, quando tratamos do final do exílio, que Daniel orava a respeito de seu entendimento acerca do fim do cativeiro judaico, quando Gabriel veio a lhe colocar outro assunto totalmente distinto: o futuro de Israel.

De fato os dois assuntos se mesclam de tal maneira, que muitos entendem ser a mesma coisa, os 70 anos de Jeremias (Jr 29:10) e as 70 semanas proféticas (Dn 9:24). Em nossa opinião não são. Os 70 anos de exílio são literais e destacados em várias citações (Jr 25:11, Jr 25:12, Jr 29:10, Dn 9:2).

A palavra do Profeta Zacarias pronunciada no 4º ano de Dario I, não o medo, mas o filho de Cambises, neto de Ciro, quando o exílio já é passado, também nos fala que os 70 anos foram literais: “Fala a todo o povo desta terra, e aos sacerdotes, dizendo: Quando jejuastes, e pranteastes, no quinto e no sétimo mês, durante estes setenta anos, porventura, foi mesmo para mim que jejuastes?” (Zc 7:5) Isto significa que durante os 70 anos de exílio o povo cumprira este ritual destacado por Zacarias.

Quando Daniel refletia acerca do final do exílio, Gabriel vem a lhe colocar a par de outra coisa totalmente distinta. Veja que naquela altura ambas versavam acerca do futuro: o final do exílio que aconteceria dali a dois anos e as semanas proféticas que revelam a data da morte do Messias e o final dos tempos. Vejamos o texto completo:

“Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo, e sobre a tua santa cidade, para cessar a transgressão, e para dar fim aos pecados, e para expiar a iniqüidade, e trazer a justiça eterna, e selar a visão e a profecia, e para ungir o Santíssimo.

Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar, e para edificar a Jerusalém, até ao Messias, o Príncipe, haverá sete semanas, e sessenta e duas semanas; as ruas e o muro se reedificarão, mas em tempos angustiosos.

E depois das sessenta e duas semanas será cortado o Messias, mas não para si mesmo; e o povo do príncipe, que há de vir, destruirá a cidade e o santuário, e o seu fim será com uma inundação; e até ao fim haverá guerra; estão determinadas as assolações.

E ele firmará aliança com muitos por uma semana; e na metade da semana fará cessar o sacrifício e a oblação; e sobre a asa das abominações virá o assolador, e isso até à consumação; e o que está determinado será derramado sobre o assolador.” (Dn 9:24-27)

Examinemos, portanto, a lógica do tempo estipulado neste texto respondendo as seguintes questões:

1 – Qual o significado de “setenta semanas estão determinadas” de Dn 9:24? Cito a resposta do ex-padre e Pastor Batista Aníbal Pereira dos Reis com a qual estão de acordo as principais correntes teológicas cristãs acreditadas:

“O sentido é figurativo, e não há de se entender que se refira literalmente a 490 dias. O vocábulo hebraico “chabua”, comumente traduzido por semana, fundamentalmente significa setenário, que é o espaço de sete dias ou sete anos.

O de sete anos se justifica pela existência do ano sabático (Lv 25:8), e também pela palavra de Ez 4:6: “E, quando tiveres cumprido estes dias, tornar-te-ás a deitar sobre o teu lado direito, e levarás a iniqüidade da casa de Judá quarenta dias; um dia te dei para cada ano”. Cada sentido de sete dias ou sete anos, há de ser estabelecido pelo contexto.

Em nosso caso presente o contexto, é evidente, exige o de sete anos. São, portanto, setenta períodos de sete anos cada um, ou quatrocentos e noventa anos ao todo”. (Ex-padre, Pastor Aníbal Pereira dos Reis, Edições Caminho de Damasco, 1981 – As Visões de Daniel – Pág. 50)

(Também contarás sete semanas de anos, sete vezes sete anos; de maneira que os dias das sete semanas de anos te serão quarenta e nove anos. Lv 25:8)

2 – De que ponto se inicia a contagem das 70 semanas? O próprio texto de Daniel nos responde: “Desde a saída da ordem para restaurar, e para edificar a Jerusalém” (Dn 9:25), portanto, no 20º ano de Artaxerxes I, no Anno Mundi 3442.

3 – Como o relato de Daniel divide a expansão destas 70 semanas? Também o texto nos responde:

“Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar, e para edificar a Jerusalém, até ao Messias, o Príncipe, haverá sete semanas, e sessenta e duas semanas; as ruas e o muro se reedificarão, mas em tempos angustiosos.

E depois das sessenta e duas semanas será cortado o Messias, mas não para si mesmo; e o povo do príncipe, que há de vir, destruirá a cidade e o santuário, e o seu fim será com uma inundação; e até ao fim haverá guerra; estão determinadas as assolações.

E ele firmará aliança com muitos por uma semana; e na metade da semana fará cessar o sacrifício e a oblação; e sobre a asa das abominações virá o assolador, e isso até à consumação; e o que está determinado será derramado sobre o assolador.” (Dn 9:25-27)

O texto informa claramente que do 20º ano de Artaxerxes, quando foi dada a ordem para a reconstrução da cidade, até que o Messias seja cortado, referindo-se à crucificação de Jesus, são 69 semanas, ou seja, 483 anos.

A 70ª semana é escatológica e diz respeito a acontecimentos que se referem a Israel no futuro. Há que se destacar que o ciclo profético de Daniel se completa apenas na septuagésima semana, a semana isolada das demais, que nos revela acontecimentos ainda no porvir: “Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo, e sobre a tua santa cidade, para cessar a transgressão, e para dar fim aos pecados, e para expiar a iniqüidade, e trazer a justiça eterna, e selar a visão e a profecia, e para ungir o Santíssimo” (Dn 9:24).

A unção do Santíssimo e o tempo de cessar as transgressões e pecados ainda não aconteceram, dizem respeito aos últimos dias.

Temos, portanto, que contados 483 anos a partir do 20º ano de Artaxerxes I (Anno Mundi 3442), resulta que Jesus foi crucificado no Anno Mundi 3925, ponto do qual partiremos para concluir as demais datas de seu ministério. Retomaremos este tema quando tratarmos adiante sobre a vida de Jesus.

É necessário que se apresente aqui uma explicação de como serão calculadas as datas deste ponto em diante. Todas elas, incluindo a morte de Artaxerxes I, a data que veremos a seguir, são extraídas de compêndios históricos, pois estamos a entrar naquilo que se convencionou chamar de “Período Inter Testamentário”.

Especificamente no período dos Macabeus nossa principal fonte são os escritos de Flávio Josefo contidos na História dos Hebreus de oito volumes. Josefo nos dá informações importantes e impressionante riqueza de detalhes sobre os fatos. As datas deste período, no entanto, vêm de fontes históricas, uma vez que o autor data seus eventos em forma de Olimpíadas ou anos de deslocamento com relação ao início do império grego, o que é bastante difícil de precisar e converter para ano Gregoriano. Optamos assim pelas datas históricas.

Chegamos até aqui, conforme vimos, baseados exclusivamente nas informações que nos dá a Bíblia, exceto nos intervalos a que se refere o período persa, para o qual nos valemos das informações do Museu Britânico. Vimos que a forma como a Bíblia e a história secular se completam não é fruto do acaso.

Daqui até o nascimento de Jesus só nos valeremos de datas historicamente comprovadas das quais obtivemos o Anno Mundi a partir do ano Gregoriano, ficando, portanto, esta cronologia dividida conforme explica a tabela abaixo:

A Questão das Sete Semanas

Um comentário de rodapé na Bíblia que uso atualmente diz que estes 49 anos se referem ao tempo de reconstrução do Templo, mas não faz sentido.

Veja que se o ano 20 de Artaxerxes (nno Mundi 3442 ou 454 AC), for o início da contagem dos 49 anos, a data cairia em 405 AC ou 3451 A.M.

Artaxerxes, conforme a história secular, estaria morto há 29 anos, e estaríamos dentro do período intertestamentário, a meio século de distância do nascimento de Alexandre, o Grande (para termos uma referência histórica), e com o templo, a cidade e os muros já restaurados quase cincoenta anos antes. Faça as contas e veja que contados a partir do ano 20 de Artaxerxes os 49 anos não nos levam a nada.

Tentando encaixar estes 49 anos a partir de algum evento significativo encontrei uma coincidência interessante: retrocedendo 49 anos desde o ano da morte do Senhor (3925 A.M. – ano 30 DC) chegamos ao ano 20 A.C. (3876 A.M.), ano em que Herodes inicia a construção do Templo em que Jesus irá pisar.

Conforme Josefo, Herodes iniciou a construção do Templo no décimo oitavo ano de seu reinado e demorou 9,5 anos para terminá-lo.

De acordo com o Evangelho de João (Jo 2:20), Jesus purificou o Templo pela primeira vez no primeiro ano de seu ministério. Os outros evangelhos, os sinóticos, mostram uma outra purificação, uma semana antes da morte de Jesus. Na primeira Jesus usa de um chicote e expulsa cambistas e animais, e na segunda, derruba as mesas dos cambistas.

Na primeira purificação, no calor da discussão os judeus pediram a Jesus explicações sobre sua atitude: “Que sinal nos mostras para fazeres isto? – Jesus respondeu, e disse-lhes: Derribai este templo, e em três dias o levantarei. Disseram, pois, os judeus: Em quarenta e seis anos foi edificado este templo, e tu o levantarás em três dias? – Mas ele falava do templo do seu corpo.” (Jo 2:18-21)

Flávio Josefo diz que o templo demorou 9,5 anos para ser erguido, mas os judeus, com base em alguma informação que não temos, entendiam, na ocasião, que a contrução demorara 46 anos. Teria terminado, observando o início em 20 A.C., conforme Josefo, no ano anterior (27 DC).

O início do ministério de Jesus está assinalado em 28 DC. Este relato de João 2 aconteceu este ano, 28 DC.

Quando comento isto lá pra frente, baseado em Lucas 3, comento que esta data (28 DC) é a única data possível de ser concluída em todo Novo Testamento. É a ÚNICA. As demais são decorrência desta.

É no mínimo emblemático que estes 46 anos acrescidos dos três anos do ministério do Senhor totalizem 49 anos.

Quando trabalhava as datas do Templo, a cronologia de Herodes e dos fatos que antecederam o nascimento de Jesus, lembro que quando deparei com esta passagem dos 46 anos (Jo 2:20), pensei comigo: esta informação só veio para atrapalhar, porque o Josefo foi categórico em dizer que foram 9,5 anos. A informação dos 46 anos parece perdida, mas não está.

Vejamos novamente o texto de Daniel:

“Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar, e para edificar a Jerusalém, até ao Messias, o Príncipe, haverá sete semanas, e sessenta e duas semanas; as ruas e o muro se reedificarão, mas em tempos angustiosos.
E depois das sessenta e duas semanas será cortado o Messias, mas não para si mesmo; e o povo do príncipe, que há de vir, destruirá a cidade e o santuário, e o seu fim será com uma inundação; e até ao fim haverá guerra; estão determinadas as assolações.”
Se tentarmos entender que a sequência, em termos de semanas, são 7 + 62 – não chegamos a lugar algum. Mas se entendermos que o ponto de partida é a crucificação do Senhor, poderíamos concluir que a referência é contada 62 + 7. Aí faria algum sentido.

Não quero dizer que esta é a interpretação correta das sete semanas, mas é a única que faz sentido em termos cronológicos.

434 AC – (Anno Mundi 3462) – morte de Artaxerxes I
Artaxerxes reinou, conforme dados históricos, por 39 anos, tendo, desta forma, falecido em 3462 A.M.

6 comentários

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6 responses to “A conexão do 20º ano de Artaxerxes com a crucificação de Jesus

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  2. Clóvis J. Lira

    Dn 9.24-27
    O v.25 faz paralelo com o V.26.
    25 “… haverá [1°]7semanas, e [2°]62semanas;
    [1°]as ruas e o muro se reedificarão, mas em tempos angustiosos”.
    26 “[2°]E depois das 62semanas será cortado o Messias…”
    Deu-me a entender que a construção levou 49anos!!!
    Há qual fato o anjo se refere entre o fim das 7semanas e o início das 62semanas, o fim da construção do muro e ruas???
    Clóvis, Cariacica, ES.

  3. Oi Clovis, como está?

    Olha que de fato acabei por fugir deste assunto depois de passar muito tempo tentando encontrar uma solução para esta dita semana. Tenho voltado a este texto constantemente sem nunca ter encontrado uma solução satisfatória.

    A Bíblia que uso atualmente, por exemplo, diz exatamente isto que você disse, que estes 49 anos se referem ao tempo de reconstrução do Templo. Mas não confere.

    Veja que se o ano 20 de Artaxerxes (nno Mundi 3442 ou 454 AC), for o início da contagem dos 49 anos, a data cairia em 405 AC ou 3451 A.M.

    Artaxerxes, conforme a história secular, estaria morto há 29 anos, e estaríamos dentro do período intertestamentário, a meio século de distância do nascimento de Alexandre, o Grande (para termos uma referência histórica), e com o templo, a cidade e os muros já restaurados quase cincoenta anos antes. Faça as contas e veja que contados a partir do ano 20 de Artaxerxes os 49 anos não nos levam a nada.

    Tentando encaixar estes 49 anos a partir de algum evento significativo encontrei uma coincidência interessante: retrocedendo 49 anos desde o ano da morte do Senhor (3925 A.M. – ano 30 DC) chegamos ao ano 20 A.C. (3876 A.M.), ano em que Herodes inicia a construção do Templo em que Jesus irá pisar.

    Conforme Josefo, Herodes iniciou a construção do Templo no décimo oitavo ano de seu reinado e demorou 9,5 anos para terminá-lo.

    De acordo com o Evangelho de João (Jo 2:20), Jesus purificou o Templo pela primeira vez no primeiro ano de seu ministério. Os outros evangelhos, os sinóticos, mostram uma outra purificação, uma semana antes da morte de Jesus. Na primeira Jesus usa de um chicote e expulsa cambistas e animais, e na segunda, derruba as mesas dos cambistas.

    Na primeira purificação, no calor da discussão os judeus pediram a Jesus explicações sobre sua atitude: “Que sinal nos mostras para fazeres isto? – Jesus respondeu, e disse-lhes: Derribai este templo, e em três dias o levantarei. Disseram, pois, os judeus: Em quarenta e seis anos foi edificado este templo, e tu o levantarás em três dias? – Mas ele falava do templo do seu corpo.” (Jo 2:18-21)

    Flávio Josefo diz que o templo demorou 9,5 anos para ser erguido, mas os judeus, com base em alguma informação que não temos, entendiam, na ocasião, que a contrução demorara 46 anos. Teria terminado, observando o início em 20 A.C., conforme Josefo, no ano anterior (27 DC).

    O início do ministério de Jesus está assinalado em 28 DC. Este relato de João 2 aconteceu este ano, 28 DC.

    Quando comento isto lá pra frente, baseado em Lucas 3, comento que esta data (28 DC) é a única data possível de ser concluída em todo Novo Testamento. É a ÚNICA. As demais são decorrência desta.

    É no mínimo emblemático que estes 46 anos acrescidos dos três anos do ministério do Senhor totalizem 49 anos.

    Quando trabalhava as datas do Templo, a cronologia de Herodes e dos fatos que antecederam o nascimento de Jesus, lembro que quando deparei com esta passagem dos 46 anos (Jo 2:20), pensei comigo: esta informação só veio para atrapalhar, porque o Josefo foi categórico em dizer que foram 9,5 anos. A informação dos 46 anos parece perdida, mas não está.

    Vejamos novamente o texto de Daniel:

    “Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar, e para edificar a Jerusalém, até ao Messias, o Príncipe, haverá sete semanas, e sessenta e duas semanas; as ruas e o muro se reedificarão, mas em tempos angustiosos.

    E depois das sessenta e duas semanas será cortado o Messias, mas não para si mesmo; e o povo do príncipe, que há de vir, destruirá a cidade e o santuário, e o seu fim será com uma inundação; e até ao fim haverá guerra; estão determinadas as assolações.”

    Se tentarmos entender que a sequência, em termos de semanas são 7 + 62 – não chegamos a lugar algum. Mas se entendermos que o ponto de partida é a crucificação do Senhor, poderíamos entender que a referência é contada 62 + 7. Aí faria algum sentido.

    Não quero dizer que esta é a interpretação correta das sete semanas, mas é a única que faz sentido em termos cronológicos.

    Um abraço

    PS – Incluí a tua resposta ao texto original

  4. Olá irmãos

    Estive lendo algumas matérias e achei-as interessante.
    E a questão das primeiras 7 semanas determinadas sobre Jerusalém e os judeus, somadas as 62 semanas até o Messias – a partir da ordem de sua edificação; realmente as primeiras 7 semanas se referem à edificação do Templo do Senhor em Jerusalém.
    E tanto a profecia de Daniel 9 – quanto os livros de Esdras, Ageu e Zacarias, também Neemias e o próprio evangelho de João, 2:20 nos dizem todos os pormenores desse período e nos fecham esta questão, mostrando os fatos que se deram dentro destes destes 49 anos, e o que deveria de fato se cumprir no tempo determinado pela profecia no termino dos primeiros 49 anos, a saber, a conclusão do templo do Senhor.

    E se os irmãos desejarem examinar mais a fundo, favor acessar a página:
    http://www.estudosdofim.org/as_primeiras_7_semanas.htm

  5. Marcelo Fonseca

    Graça e paz, irmãos.
    O rei persa Artarxerxes I emitiu o decreto em 457 a.C. Ele envolvia tanto a reconstrução do templo quanto a edificação de Jerusalém como centro político e administrativo ( Ed 7:25,26). Apenas esse decreto é seguido por ação de graças pela influência divina sobre o rei ( Ed 7:27,28). Somente tendo 457 a.C. como ponto de partida, as 70 semanas(490 anos) atingem o tempo de Cristo, o Ungido, o Príncipe de Daniel 9:52-27, lembrando que quando Jesus nasceu o ano já era 3 a.C.
    a.C.457——408 a.C.————————-27 d.C.—31 a.C.—34 d.C.
    7 semanas | 62 semanas | 1 semana |
    ou 49 anos ou 434 anos ou 7 anos

  6. OI Cícero, eu não disse o que você diz que eu disse. Desculpe.