O Cilindro de Ciro – Parte 1

http://www.britishmuseum.org/explore/highlights/highlight_objects/me/c/cyrus_cylinder.aspx

Conforme informações do Museu Britânico, “trata-se de um cilindro de barro inscrito em cuneiforme babilônico por conta de Ciro, Rei da Pérsia, que relata sua conquista da Babilônia e a captura de Nabonido.

Nele Ciro credita sua vitória a Marduke, deus da Babilônia, e descreve as medidas de alívio que trouxe para os habitantes da cidade, e como fez retornar as imagens de deuses que Nabonido havia coletado na Babilônia para seus próprios templos espalhados pela Mesopotâmia e Irã ocidental, ao mesmo tempo em que providenciou a restauração destes templos, e o retorno para suas terras de inúmeras pessoas presas pelos reis predecessores e mantidas em cativeiro na Babilônia.

Embora os judeus não sejam mencionados neste documento, seu retorno à Palestina seguindo a deportação de Nabucodonosor II era parte de sua política. Este cilindro tem por vezes sido descrito como a “primeira carta de direitos humanos”, mas de fato reflete uma longa tradição na Mesopotâmia, onde desde os primórdios do terceiro milênio antes de Cristo os reis começavam seus governos com declarações de reforma.” (P. Michalowski, ‘The Cyrus Cylinder’ in Historical Sources in Translat (Oxford, Blackwell Publishing, 2006), pp.426-30 ; T.C. Mitchell, The Bible in the British Museum (London, The British Museum Press, 1988); J.B. Pritchard, Ancient Near Eastern texts rel, 3rd ed. (Princeton University Press, 1969))

O cilindro de Ciro se encontra um tanto danificado, o que impede a sua leitura completa. O texto cuneiforme foi literalmente traduzido para o idioma persa por Shahrokh Razmjou, curador do Departamento de Médio Oriente do Museu Britânico e pode ser obtido no seguinte endereço eletrônico:

http://www.britishmuseum.org/pdf/Cyrus%20Cylinder-Persian%20Translation-Main.PDF

A tradução de seu conteúdo constituído por 45 parágrafos para o idioma inglês foi efetuada por Irving Finkel, assistente responsável pelo Departamento de Médio Oriente do Museu Britânico e pode ser obtida na íntegra no seguinte endereço eletrônico:

http://www.britishmuseum.org/explore/highlights/article_index/c/cyrus_cylinder_-_translation.aspx

Ciro segundo Ciro
De todo texto interessa destacar alguns parágrafos pois estes vão de encontro com passagens bíblicas co-relatas ao período que nos interessa. Destacamos primeiramente os parágrafos 20 a 22 onde o próprio Ciro se apresenta:

“20 – Eu sou Ciro, rei do universo, o grande rei, o poderoso rei, rei da Babilônia, rei da Suméria e Acádia, rei dos quatro cantos do mundo, 21 – filho de Cambises, o grande rei, rei da cidade de Anshan, neto de Ciro, o grande rei, rei da cidade de Anshan, descendente de Teispes, o grande rei, rei da cidade de Anshan, 22 – perpétua semente da realeza, cujo reino Baal (Marduke) e Nabú amam, e cujo reinado, para sua alegria, lhes interessa.” (Cilindro de Ciro)

A aparente falta de modéstia de Ciro, conforme veremos, era um padrão comum a todos os grandes governantes da época. A Crônica de Nabonido abre seu relato nomeando-o da mesma forma, sem qualquer economia de adjetivos pomposos.

2 comentários

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2 responses to “O Cilindro de Ciro – Parte 1

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  2. Carlos Bazuca

    Pelo que sei, é neste artefato que o mundo deu o braço a torcer para a Bíblia, pois Belshazar (integrante de uma das passagens mais polêmicas descritas por Daniel) era informado apenas na Bíblia. O cilindro atesta claramente sua existência no local e no tempo certo.