Josias – 15º rei de Judá – 31 anos – 645 AC a 615 AC

Anno Mundi 3251 a 3281 A.M. – (2 Rs 22:1)

Referência Bíblica
“Tinha Josias oito anos de idade quando começou a reinar, e reinou trinta e um anos em Jerusalém; e era o nome de sua mãe, Jedida, filha de Adaías, de Bozcate.” (2 Rs 22:1)

Josias começou a reinar aos 8 anos de idade, no Anno Mundi 3251, e reinou por 31 anos. Foi um rei justo perante Deus. Buscou andar na presença de Deus desde sua juventude. Conforme 2 Cr 34:3 aos 16 anos de idade, por iniciativa própria, Josias começou a purificar Judá da idolatria. Josias se empenhou em conduzir o restante das tribos a igualmente se voltarem a Deus, derrubando em Simeão, Manasses, Efraim, Naftali e em toda terra de Israel os templos e objetos de culto pagão (2 Cr 34:6-7).

Do ponto de vista prático, a exemplo de Ezequias, Josias era o rei de todos os israelenses, a ponto de suas crônicas serem registradas no Livro da História dos reis de Israel e Judá (2 Cr 35:27).

Josias derrubou os lugares altos de Jerusalém edificados por Salomão para o culto a Astarote e outras divindades (2 Rs 23:13). Derrubou também o altar construído em Betel por Jeroboão.

Vale a pena ler a passagem sobre este acontecimento, porque nela é mencionado textualmente o rei Josias 286 anos antes, de acordo com 1 Rs 13:1-6: “E eis que, por ordem do Senhor, veio, de Judá a Betel, um homem de Deus; e Jeroboão estava junto ao altar, para queimar incenso. E ele clamou contra o altar por ordem do Senhor, e disse: Altar, altar! Assim diz o Senhor: Eis que um filho nascerá à casa de Davi, cujo nome será Josias, o qual sacrificará sobre ti os sacerdotes dos altos que sobre ti queimam incenso, e ossos de homens se queimarão sobre ti.

E deu, naquele mesmo dia, um sinal, dizendo: Este é o sinal de que o Senhor falou: Eis que o altar se fenderá, e a cinza, que nele está, se derramará. Sucedeu, pois, que, ouvindo o rei a palavra do homem de Deus, que clamara contra o altar de Betel, Jeroboão estendeu a sua mão de sobre o altar, dizendo: Pegai-o! Mas a sua mão, que estendera contra ele, se secou, e não podia tornar a trazê-la a si.

E o altar se fendeu, e a cinza se derramou do altar, segundo o sinal que o homem de Deus apontara por ordem do Senhor. Então respondeu o rei, e disse ao homem de Deus: Suplica ao Senhor teu Deus, e roga por mim, para que se me restitua a minha mão. Então o homem de Deus suplicou ao Senhor, e a mão do rei se lhe restituiu, e ficou como dantes.”

Josias cumpriu integralmente as palavras do profeta, como se vê no texto de 2 Rs 23:15:20, quando profanou as sepulturas dos sacerdotes do tempo de Jeroboão, bem como matou os sacerdotes de seu tempo que serviam em Betel queimando seus ossos sobre o altar.

Em seu 17º ano de governo (629 AC) empreendeu uma grande reforma no Templo de Jerusalém. É interessante realçar que a reforma foi feita com dinheiro não só dos dízimos e ofertas dos judeus, mas de todas as tribos de Israel (2 Cr 34:9).
Durante as reformas no Templo, o Livro da Lei da Casa de Deus (Deuteronômio) foi encontrado e lido posteriormente perante o rei, que entendeu desta forma que historicamente o povo andava contrário à vontade de Deus. Josias se humilhou perante Deus, razão pela qual o Senhor poupou toda a nação nos seus dias (2 Rs 22:20).

O Profeta Ezequiel faz referência a este acontecimento no quinto ano do cativeiro de Jeoiaquim: “E aconteceu no trigésimo ano, no quarto mês, no quinto dia do mês, que estando eu no meio dos cativos, junto ao rio Quebar, se abriram os céus, e eu tive visões de Deus. No quinto dia do mês, no quinto ano do cativeiro do rei Jeoiaquim” (Ez 1:1-2)

Josias foi morto em batalha contra o rei do Egito, que ia a guerra contra a Assíria e não tinha interesse em se bater Judá (2 Cr 35:20-27).

A este respeito Flávio Josefo comenta que a morte de Josias foi uma infelicidade, pois de fato Neco, rei do Egito, “marchava em direção ao Eufrates a fim de se tornar Senhor da Ásia”, nada tendo contra Israel na ocasião.
Comenta ainda que o Profeta Jeremias compôs versos fúnebres por ocasião de sua morte, dizendo ainda que este viveu em Jerusalém desde o terceiro ano de Josias até a queda da cidade nos tempos de Matanias. História dos Hebreus – Flávio Josefo, Cap. VI, § 417, Pág. 248.

Como se vê no gráfico de seu reinado, o ano 13º de Josias está em sincronismo com o 4º ano de Jeoiaquim por conseqüência de Jr 25:1-3, indicando que a advertência de Deus pela palavra do Profeta sobre a destruição de Judá foi insistentemente pregada por 23 anos. Vejamos o texto:

“A palavra que veio a Jeremias acerca de todo o povo de Judá no quarto ano de Jeoiaquim, filho de Josias, rei de Judá (que é o primeiro ano de Nabucodonosor, rei de Babilônia), A qual anunciou o profeta Jeremias a todo o povo de Judá, e a todos os habitantes de Jerusalém, dizendo: Desde o ano treze de Josias, filho de Amom, rei de Judá, até o dia de hoje, período de vinte e três anos, tem vindo a mim a palavra do Senhor, e vo-la tenho anunciado, madrugando e falando; mas vós não escutastes.” (Jr 25:1-3).

Tal sincronismo serve para indicar que Jeoiaquim assumirá o trono no ano seguinte à morte de Jeoacaz, filho de Josias, conforme veremos a seu tempo. Josias morreu no Anno Mundi 3281.

De acordo com I Crônicas Josias teve quatro filhos: “E os filhos de Josias foram: o primogênito – Joanã; o segundo – Jeoiaquim; o terceiro – Zedequias; o quarto – Salum”.  (I Crônicas 3 : 15)

Apenas dois deles vieram a reinar sobre Judá: Jeioaquim e Salum. Note que estes são nomes babilônicos atribuídos a ambos por Neco, Faraó do Egito.

Salum é Jeoacaz (2 Cr 36:1), 16º rei de Judá, o que se verifica em Jr 22:11-12: “Porque assim diz o Senhor acerca de Salum, filho de Josias, rei de Judá, que reinou em lugar de Josias, seu pai, e que saiu deste lugar: Nunca mais ali tornará. Mas no lugar para onde o levaram cativo ali morrerá, e nunca mais verá esta terra”. De fato Jeoacaz foi deposto e  transportado para o Egito pelo Faraó Neco e lá morreu. (2 Rs 23:34)

Eliaquim (2 Cr 36:4), 17º rei, que II Cr 36:4 esclarece ser Jeoiaquim: “E o rei do Egito pôs a Eliaquim, irmão de Jeoacaz, rei sobre Judá e Jerusalém, e mudou-lhe o nome em Jeoiaquim”.

O sucessor de Jeoaquim foi seu filho Joaquim (2 Rs 24:6), 18º rei de Judá, também chamado Jeconias (Jr 24:1).

O sucessor de Joaquim foi seu tio Matanias (2 Rs 24:17), irmão de Josias, pois Joaquim tinha 18 anos ao assumir o governo, e não possuía filhos nesta altura.

A linhagem de Jesus virá de Joaquim (Jeconias) que foi transportado para a Babilônia no Ano Bíblico 3295.

 

5 comentários

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5 responses to “Josias – 15º rei de Judá – 31 anos – 645 AC a 615 AC

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  2. paulo

    Querido, simplesmente estou maravilhado com os textos aqui encontrados se pudesse te-los todos em arquivo de estudo em pdf, seria pra mim algo inusitado…..graça e paz!

  3. Fabricia Oliveira Saraiva

    A parte sobre os filhos de Josias que lhe sucederam no trono está muito confusa. Eu presumo que o mesmo sucessor aparece na Bíblia com nomes diferentes, mas pelo seu texto não consegui entender quem é quem. De resto, o texto me tirou muitas dúvidas, muito obrigada.

  4. Oi Fabrícia, de fato está complicado, vamos revisar e te avisamos por email. Obrigado.

  5. OI Fabrícia, veja se ficou melhor:

    De acordo com I Crônicas Josias teve quatro filhos: “E os filhos de Josias foram: o primogênito – Joanã; o segundo – Jeoiaquim; o terceiro – Zedequias; o quarto – Salum”. (I Crônicas 3 : 15)

    Apenas dois deles vieram a reinar sobre Judá: Jeioaquim e Salum. Note que estes são nomes babilônicos atribuídos a ambos por Neco, Faraó do Egito.

    Salum é Jeoacaz (2 Cr 36:1), 16º rei de Judá, o que se verifica em Jr 22:11-12: “Porque assim diz o Senhor acerca de Salum, filho de Josias, rei de Judá, que reinou em lugar de Josias, seu pai, e que saiu deste lugar: Nunca mais ali tornará. Mas no lugar para onde o levaram cativo ali morrerá, e nunca mais verá esta terra”. De fato Jeoacaz foi deposto e transportado para o Egito pelo Faraó Neco e lá morreu. (2 Rs 23:34)

    Eliaquim (2 Cr 36:4), 17º rei, que II Cr 36:4 esclarece ser Jeoiaquim: “E o rei do Egito pôs a Eliaquim, irmão de Jeoacaz, rei sobre Judá e Jerusalém, e mudou-lhe o nome em Jeoiaquim”.

    O sucessor de Jeoaquim foi seu filho Joaquim (2 Rs 24:6), 18º rei de Judá, também chamado Jeconias (Jr 24:1).

    O sucessor de Joaquim foi seu tio Matanias (2 Rs 24:17), irmão de Josias, pois Joaquim tinha 18 anos ao assumir o governo, e não possuía filhos nesta altura.

    A linhagem de Jesus virá de Joaquim (Jeconias) que foi transportado para a Babilônia no Ano Bíblico 3295.