Roboão – 1° rei de Judá – 17 anos – 932 AC a 916 AC

Roboão – 1° rei de Judá – 17 anos – 932 AC a 916 AC – Anno Mundi 2964 a 2980 A.M. (2 Cr 12:13)

Referências Bíblicas
“ E dormiu Salomão com seus pais, e o sepultaram na cidade de Davi seu pai; e Roboão, seu filho, reinou em seu lugar.” (2 Cr 9:31)

“E Roboão, filho de Salomão, reinava em Judá; de quarenta e um anos de idade era Roboão quando começou a reinar, e dezessete anos reinou em Jerusalém, na cidade que o Senhor escolhera de todas as tribos de Israel para pôr ali o seu nome; e era o nome de sua mãe Naamá, amonita.” (1 Rs 14:21)

“Fortificou-se, pois, o rei Roboão em Jerusalém, e reinou; porque Roboão era da idade de quarenta e um anos, quando começou a reinar; e reinou dezessete anos em Jerusalém, a cidade que o Senhor escolheu, dentre todas as tribos de Israel, para pôr ali o seu nome; e era o nome de sua mãe Naamá, amonita.” (2 Cr 12:13)

Roboão governou por pouco tempo o Israel unido que herdara de Salomão, e foi o 1° rei de Judá, depois da cisão que ele próprio causou. Governou Judá enquanto Israel foi governado por Jeroboão. Roboão sucedeu naturalmente Salomão, seu pai, no ano de sua morte, portanto, no Anno Mundi 2964 (932 AC).

Conforme 2 Cr 12:13, sua mãe era amonita, um dos mais destacados inimigos de Israel, tendo sido este povo combatido por Eúde (Jz 3:13), por Jefté (Jz 10:7), por Samuel (1 Sm 12:12), por Saul (1 Sm 11:11) e por Davi (2 Sm 10:6).

Pesa ainda sobre os amonitas o fato da própria lei de Moisés proibir de forma veemente a presença de amonitas na na congregação de Deus, conforme lemos em Dt 23: 3: “Nenhum amonita nem moabita entrará na congregação do Senhor; nem ainda a sua décima geração entrará na congregação do Senhor eternamente.”

Salomão, que havia há muito tempo deixado de ser fiel a Deus, no tempo de sua morte era odiado pelo povo por conta da excessiva carga de tributos que cobrava. Robão, razões à parte, além de causar a divisão do reino de Israel, permitiu a edificação de vários lugares de culto pagão, além da presença de prostitutos-culturais no meio do povo.

Roboão foi um péssimo rei, que além de idólatra, fraco, permissivo e indeciso, morreu ainda taxado de covarde pelo julgamento da história.

Flávio Josefo comenta na História dos Hebreus, Volume 3, Capítulo 348 que “como acontece ordinariamente, que a prosperidade produz a corrupção dos costumes, o aumento de poder de Roboão fê-lo esquecer-se de Deus e o povo o seguiu na sua impiedade”. Diz ainda Josefo a respeito do povo de Judá que “como o exemplo da virtude do rei os conseva (o povo) no cumprimento do dever, também o exemplo de seus vícios os leva à desordem, porque seria condenável não imitarem o rei”.

Muito sábio o comentário de Josefo que complementa ainda que “assim como Roboão calcou aos pés todo respeito e temor a Deus, seus súditos caíram no mesmo crime, como se tivessem medo de ofender o rei, querendo ser mais justos que ele”.

No ano quinto de seu governo, Sizaque, rei do Egito tomou Jerusalém de uma forma humilhante e saqueou o templo construído por Salomão bem como os tesouros da casa do rei (2 Cr 12:2).

Sisaque deve ter sido estimulado a invadir Jerusalém por Jeroboão, que vivera no Egito sob sua proteção quando Salomão tentara mata-lo (1 Rs 11:40).

Faça-se uma idéia da fortuna incalculável que Sizaque levara então para o Egito tendo em conta todos os tesouros depositados no templo por Salomão, bem como os tesouros da casa do rei, pois Salomão era muito rico e deixara uma imensa fortuna para seus filhos.

O historiador Heródoto faz menção desta guerra, em que Sizaque, na mesma campanha derrotara tanto a “Palestina” quanto a Síria, poupando, desta forma, Israel que está situado entre as duas nações.

Comenta ainda que Sizaque mandara levantar colunas nos lugares que haviam sido entregues a ele sem luta, e que nestas colunas estavam gravados símbolos do sexo das mulheres, referindo-se claramente à covardia de Roboão.

Josefo, a respeito deste acontecimento, comenta que Roboão foi o único rei da história de Israel que entregou Jerusalém sem luta.

A triste história de Roboão tem muito a nos ensinar. Reinou 17 anos e morreu no Anno Mundi 2985, aos 57 anos de idade, sendo substituído por seu filho Abias. Durante todo seu reinado, reinou sobre Israel apenas Jeroboão, seu 1º rei.

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