O reencontro de Jacó e Isaque

1689 AC – (Anno Mundi 2207). – mortes de Débora, Rebeca e Labão
Gênesis omite as datas de nascimento e morte de Rebeca, Débora, sua ama, e Labão, irmão de Rebeca. De acordo com Jasher (36:4-7), os três teriam falecido no mesmo ano, em 2.207 A.M., quando Jacó teria noventa e nove anos de idade (2.108 + 99).

1688 AC – (Anno Mundi 2208) – nascimento de Benjamin e morte de Raquel
De Betel Jacó se pos a caminho de Hebrom para o reencontro com seu pai, mas antes disto, nas proximidades de Efrata nasceu Benjamin. Gênesis não nos informa a data do seu nascimento, no entanto, há em Jasher 36:8-12 um relato que menciona que Jacó teria cem anos de idade quando nasceu Benjamin, e consequentemente morreu Raquel, que teria segundo Jasher, quarenta e cinco anos ao falecer (Jasher 36:8-12).

Abraão é considerado o patriarca de Israel quando nos referimos a este termo no singular. Quando nos referimos aos patriarcas, termo no plural, falamos de Abraão, Isaque e Jacó. Mas, quando se trata da matriarca, o termo é associado exclusivamente à pessoa de Raquel, a mãe que morre após dar a luz um filho.

1687 AC – (Anno Mundi 2209) – Jacó se estabelece nas cercanias de Belém
Conforme Gn 35:21: “ Então partiu Israel (de Belém), e estendeu a sua tenda além de Migdal Eder”. Mais uma vez Jacó interrompe sua viagem de reencontro com seu pai, desta vez, para cumprir os dias de luto por Raquel, sua esposa amada, vindo a permanecer por meses em Migdal Eder.

1687 AC – (Anno Mundi 2209) – Ruben deita-se com Bila
Gênesis 35:22 nos relata um acontecimento bastante inusitado e de difícil compreenção; Ruben, pimogênito de Jacó, deita-se com Bila, concubina de seu pai. O texto nos relata este acontecimento da seguinte forma: “E aconteceu que, habitando Israel naquela terra (Migdal Eder), foi Rúben e deitou-se com Bila, concubina de seu pai; e Israel o soube”.

Não há nenhum comentário mais esclarecedor sobre este fato em Gênesis, a não ser do próprio Jacó, quando na proximidade de sua morte repreende Ruben, conforme veremos adiante.

Jasher, no entanto, comenta de forma esclarecedora o fato: Jacó, depois da morte de Raquel, movido pela íntima ligação que tinha com sua esposa amada, estendeu sua tenda junto à tenda em que moravam Bila, serva de Raquel, e seus filhos. Seria, talvez, uma forma de minimizar sua dor, ou mesmo mostrar seu amor por Raquel, estando próximo àquela que suscitara filhos a Raquel.

No ponto de vista de Ruben, filho de Lia, primeira e legítima esposa de Jacó, isto constitui uma grande ofensa contra sua mãe. Desta forma, movido por sentimento de vingança, maculou o leito de seu pai tomando a força Bila, sabendo que por esta razão Jacó jamais voltaria a tocá-la.

Custou-lhe caro esta atitude. A promessa de Deus feita a Abraão, passou por direito de sucessão a Isaque e posteriormente a Jacó, e seria, por privilégio de nascimento, transmitida a Ruben, primogênito de Jacó. Diante de sua traição, perdeu seu direito à primogenitura, direito este que passaria a Simeão, segundo filho de Jacó.

Simeão também perdeu este direito quando vingou a honra de Diná, sua irmã, o mesmo acontecendo com Levi, o terceiro na linha de sucessão de Jacó, pela mesma razão de Simeão, a mortandade sobre a gente de Salém. Desta forma, Judá, o quarto filho de Jacó, se tornou por direito, o sucessor de seu pai à primogenitura.

Moisés, pouco antes de sua morte, dará sua benção às tribos de Israel, conforme o capítulo 33 de Deuteronômio, onde dentre todas as doze tribos, Simeão não é incluída na benção. Desta forma, pode-se concluir, ou intuir, ao menos, que tanto Levi quanto Ruben foram perdoados, mas não Simeão. Judá será a tribo remanescente de Israel, de cuja raiz nascerá o rei Davi, seus descentes, e por fim nosso Senhor Jesus Cristo.

1687 AC – (Anno Mundi 2209) – Jacó vai ter com Isaque
Conforme Gn 35:27, “Jacó veio a seu pai Isaque, a Manre, a Quiriate-Arba (que é Hebrom), onde peregrinaram Abraão e Isaque”, quatro anos após ter saído de Padã-Arã.

1682 AC – (Anno Mundi 2214) – morte de Léia
Conforme Gn 37:2: “Estas são as gerações de Jacó. Sendo José de dezessete anos, apascentava as ovelhas com seus irmãos; sendo ainda jovem, andava com os filhos de Bila, e com os filhos de Zilpa, mulheres de seu pai; e José trazia más notícias deles a seu pai”.

O texto não nomeia Léia como esposa de Jacó, de onde se conclui que já houvesse falecido. Jasher 41:2 revela que Léia faleceu aos 51 anos de idade, quando Jacó teria 106 anos, no décimo ano desde sua saída de Padã-Arã.

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