A duração das vidas dos homens depois do dilúvio

1800 AC – (Anno Mundi 2096) – morte de Arfaxade
No Anno Mundi de 2096 morre Arfaxade, filho de Sem, neto de Noé, o primeiro homem nascido depois do dilúvio, com 438 anos de idade. Arfaxade viveu praticamente a metade do tempo dos seus ancestrais pré-diluvianos.

Nota-se, neste período da história, um acentuado decréscimo na expectativa de vida dos homens. Conforme vimos, ao passar pelas datas referentes a Babel, o Talmude atribui a Eber a qualificação de grande profeta de Deus, pois deu a seu filho mais velho o nome de Pelegue, que significa “divisão”, referindo-se ao fato de que nos dias de Pelegue a terra foi dividida (Gn 10:25) e Joctã, ao filho mais novo, que significa “encurtar”, tendo desta forma entendido, quer por revelação divina, quer por observação dos fatos, que os homens já não viviam tanto tempo.

Falemos um pouco sobre Gn 6:3: “Então disse o Senhor: Não contenderá o meu Espírito para sempre com o homem; porque ele também é carne; porém os seus dias serão cento e vinte anos”.

Entendem alguns, que Gn 6:3 faz referência ao tempo de antecedência em que Deus adverte Noé sobre o dilúvio. Faz sentido. Seria então, o Anno Mundi 1536, vinte anos antes do nascimento de Jafé, filho de Noé, cento e vinte anos antes do dilúvio.

No entanto, não se pode ignorar o fato de que a longevidade das vidas dos homens depois do dilúvio sofreu um acentuado decréscimo, indo se estabilizar em torno dos cento e vinte anos, idade de Moisés ao falecer  (Deuteronômio 31 : 2). Depois dele a  Bíblia registra, conforme bem observado por  um de nossos leitores (anônimo, infelizmente), o caso de Joiada, que morreu com 130 anos (2 Cr 24.15). É, portanto, inegável que Deus tenha alterado nossa genética, ou ainda, as condições atmosféricas depois do dilúvio, de maneira a limitar nosso tempo de vida. Vejamos os gráficos abaixo que se baseiam em levantamento de dados referentes às gerações relatadas na Bíblia de Adão a Moisés.

De fato, a forma como Deus implementou esta alteração vai além da nossa compreensão, pois de alguma forma, a idade dos homens nascidos após o dilúvio foi declinando acentuadamente até o limite estabelecido de cento e vinte anos, e continuou a declinar até os tempos modernos, seguindo a mesma trajetória descendente, se bem que por fatores que comentaremos abaixo.

Embora a narrativa de Gênesis nos induza a pensar que a decisão de Deus tenha ocorrido em data próxima ao dilúvio, é preciso notar que a ordem dos acontecimentos relatados não é cronológica, mas sim, contextualizada.

Ao analisarmos a tabela acima notamos que a idade de Sem ao morrer difere muito da de seus ancestrais, pois viveu 68% da média de tempo de vida de seus predecessores, o que nos força a aceitar que a decisão de Deus de limitar a idade do homem ocorreu antes de seu nascimento. A partir de Sem os homens viverão cada vez menos tempo.

A idade de Arfaxade ao morrer, o primeiro nascido depois do dilúvio, era de 438 anos, 162 a menos que Sem.

Vejamos os dados da geração de Arfaxade: considerando que a idade média dos homens anteriores ao dilúvio era de 881 anos, e que a idade de Sem ao morrer foi de 600 anos, conforme os dados acima extraídos de Gênesis, concluímos que houve um declínio de 29% na expectativa de vida dos homens daquela geração, ou seja, aqueles que nasceram até 100 anos depois do dilúvio tiveram menos da metade de tempo de vida que os primeiros homens. A expectativa média de vida desta segunda geração veio a ser de 424 anos de idade.

Notamos outro decréscimo acentuado, de mais 53%, com relação à geração anterior, na expectativa de vida das gerações seguintes, nascidas entre 100 e pouco menos de 200 anos depois da determinação de Deus: estas gerações tiveram uma expectativa de vida de 225 anos de idade, 47% da anterior, e 26% da expectativa de vida das gerações pré-dilúvio.

As gerações seguintes, nascidas entre aproximadamente 200 a 300 anos após o dilúvio tiveram uma tempo médio de vida de 176 anos, o que representava apenas 20% da expectativa de vida dos primeiros homens, e um declínio de 22% com relação à anterior.

A queda se mostra contínua nas gerações seguintes, nascidas entre aproximadamente 300 a 400 anos após o dilúvio, com um declínio de 16% com relação à geração anterior, representando cerca de apenas 17% do tempo de vida dos homens primitivos.

Segue-se o mesmo nas gerações entre aproximadamente 450 a 700 anos após o dilúvio, que registram um tempo médio de vida de 131 anos de idade, 15% da vida dos homens primitivos e 11% a menos que a geração anterior.

Interessante notar que é apenas no tempo de Moisés, nascido mais de 700 anos após o dilúvio, que o decreto de Deus se cumpre integralmente. Moisés, diga-se como curiosidade, morreu justamente no dia em que completava 120 anos de idade.

Quanto ao homem de nossos dias, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a maior expectativa de vida é a dos japoneses, com 77 anos, o que representa menos de 10% da vida dos homens anteriores à determinação de Deus. Em Moçambique a expectativa de vida para homens é de 41 anos.
Nos dias de hoje, com todos os avanços da medicina, sabe-se que se pode viver até cerca de cento e vinte anos e com qualidade de vida.

No entanto, o que se observa, segundo dados da ONU citados em 17 de Junho de 2009 por ocasião do Dia Mundial de Luta Contra a Desertificação e a Seca, há uma tendência de diminuição da expectativa média de vida da humanidade, não só em função dos graves transtornos causados em decorrência da escassez de alimentos no futuro breve, mas também pela falta de água tratada para consumo humano, guerras, desajustes climáticos, e um sem número de outros fenômenos adversos, todos eles causados pelo homem. Curiosamente a tendência é a continuidade do declínio em termos de expectativa média de vida.

Gráfico analítico da expectativa de vida dos homens

A curva acentuada de declínio que vemos no gráfico acima, localizada pouco antes do ano -1000 se refere a Enoque, que foi arrebatado por Deus no Anno Mundi 987, quando tinha 365 anos de idade, não tendo desta forma experimentado a morte.

23 comentários

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23 responses to “A duração das vidas dos homens depois do dilúvio

  1. joao leopoldo

    Eu tenho uma visão muito particular sobre o seu trabalho.
    Mas do ponto de vista histórico acho que traz um contributo importante, e pode gerar discusões acaloradas,
    mas do ponto vista profético não faz sentido.

  2. Olá João.
    Nosso enfoque aqui é histórico, uma vez que desejamos mostrar a precisão das datas estabelecidas na Bíblia e o sincronismo com as datas históricas consagradas, para as quais usamos como paradigma o Museu Britânico.

    Toda profecia tem uma data para seu cumprimento, e os principais eventos do Antigo Testamento são proféticos, como os 400 anos de servidão, o êxodo, os 70 anos do cativeiro babilônico, ou a data da crucificação de Jesus contada a partir do ano 20 de Artaxerxes I, ou ainda profecias pouco conhecidas como a construção de um templo dos judeus no Egito no período dos Macabeus, no caso, Jônatas (160 a 143 AC), conforme Is 19:18-20.

    Gostaria de entender o que, no seu ponto de vista, não faz sentido em termos proféticos, um dia você me explica.

    Grato pelo comentário.

  3. Arnaldo

    Gostei muito de ler sobre o assunto e acho que tudo faz muito sentido, o mundo esta ficando pior, acho que poderemos chegar novamente a uma Sodoma e Gomorra se tudo continuar assim, talvez por isso a queda acentuada no tempo de vida e talvez na qualidade dela.
    Um dia saberemos o porque de tudo certo ?
    abração e continue escrevendo
    Arnaldo

    • Arnaldo
      Comecei estudar a cronologia da Bíblia logo depois da morte de um grande amigo brasileiro que morava aqui há 30 anos, o Christiano. Ele estava muito mal de saúde, praticamente terminal.

      Toda quarta-feira ele vinha aqui em casa e a gente improvisava um jantar onde entre outras coisas falávamos das coisas de Deus, porque vendo a morte se aproximar, sobretudo com hora marcada, como no caso dele, é natural pensar num possível ajuste de contas.

      Eu tinha um certo conhecimento bíblico, mas insuficiente para convencer o Christiano a se reconciliar com Deus, de maneira que quando ele faleceu, na cerimônia que fizemos pra ele foi praticamente impossível dar um toque espiritual porque ele professava todas as religiões que existem e ao mesmo tempo nenhuma. Seria então hipocrisia falar sobre este aspecto da vida dele e falamos de outras coisas, como uma viagem que fizemos aos garimpos no norte e das pessoas que ele ajudou.

      Bom, tudo isto era pra dizer que depois sua morte eu comecei a cronologia e este estudo foi gradativamente mudando a minha vida, e reavivando a minha fé que andava praticamente morta, e ainda hoje estou meio que fechado pra balanço, reavaliando a minha vida dia-a-dia e procurando viver em sintonia com Deus.

      Sabe, Arnaldo, você me conhece quase tão bem quanto eu, e sabe muito dos meus defeitos. Mas a conclusão é a seguinte: nós, você, eu e o resto, somos pecadores. Jesus morreu por causa dos teus pecados e dos meus e de todos os demais, e se em vida a gente não reconhecer isto, estaremos perdidos e a caminho do inferno, independente de sermos bons, honestos, de darmos esmolas, de ajudar os pobres, etc. Nada disto tem valor algum. Se tivesse valor, Jesus teria morrido em vão, porque bastaria a gente ser bom e pronto.

      Desejo que esta conversa desperte em você o interesse pela Bíblia e que independente de qualquer igreja ou religião você busque nas Escrituras o esclarecimento que todos precisamos e que você possa encontrar-se pessoalmente com Jesus.

  4. Fabbri, muito bom meu irmão. vc não imagina como eu fico contente por vc estar se aplicando a estudar as Escrituras, pois sendo ela a Palavra Viva de Deus, ao estuda-la ela mesmo irá, cada vez mais, ministrando em sua vida a fé que vem pelo ouvir a Palavra de Deus.
    Em Hebreus 4:12 diz: “Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração.”
    Mesmo com o enfoque histórico, sei que Deus usará para reforçar seu conhecimento até que as promessas dEle, se tornem “âncoras” para você.
    Grande abç e parabéns.

  5. Fonseca

    Achei interessante seu trabalho mas gostaria de esclarecer uma dúvida , você fala que o filho mais velho de Noé foi Jafé e olhando pelo seu trabalho da para concordar ,mas Gênesis 10:21 diz o seguinte ” E a Sem nasceram filhos, e ele é o pai de todos os filhos de Éber, o irmão mais velho de Jafé.” gostaria de entender isso do seu ponto de vista, obrigado.

  6. Oi, Fonseca, muito bom o teu comentário. Como foi uma pergunta que já me fizeram num outro post, passo para tua consideração a mesma resposta.

    Quando estava analisando estas datas parei um bom tempo tentando entender isto que você coloca, mas a conclusão foi esta:

    Noé teve três filhos, dos quais o Gênesis revela as datas de nascimento de dois:

    1 – A data de Sem é explícita, que conforme Gn 11:10 ocorreu 98 anos antes do dilúvio, no Anno Mundi 1558;

    2 – A data do outro filho, a que se refere Gn 5:3, foi o ano 500 da vida de Noé, Anno Mundi 1556. Seria, portanto, referente ao nascimento de Jafé, uma vez que Gn 9:24 declara que Cão era o mais novo.

    Ter-se-ia ainda que lidar com as duas situações que você aponta:

    1 – A questão do que significa dois anos depois do dilúvio, uma vez que o dilúvio durou um ano, e poderia significar depois do fim do dilúvio.

    Neste caso optei por entender que se trata do início do dilúvio, uma vez que se fosse depois dele, o texto deveria ser explícito a respeito, seguindo assim o preceito de que o autor está datando o evento de forma clara. Se o redator quisesse se referir à contagem depois do término do dilúvio ele deveria ser claro a este respeito. Também o Talmude e a Seder Olam Rabbah datam este evento no mesmo ano.

    2 – A questão do Gn 10:21, por consequência, não poderia contrapor o significado cronológico, ou melhor ainda, matemático, dos textos acima, e desta forma, se refere ao valor moral da primogenitura dos filhos de Noé, onde se do ponto de vista prático Jafé é de fato o primogênito, do ponto de vista espiritual a bennção da primogenitura é de Sem, de quem Abraão será descendente. Mais para frente um pouco, na cronologia, eu faço o seguinte comentário:

    O Talmude atribui a Eber (que é referido em Gn 10:21), pai de Pelegue, a qualificação de grande profeta de Deus, pois deu a seu filho mais velho o nome de Pelegue, que significa “divisão”, referindo-se ao fato de que nos dias de Pelegue a terra seria dividida (Gn 10:25).

    Faz sentido a referência, ainda mais se notarmos o significado do nome do outro filho de Eber, Joctã, que significa “encurtar”. Lembremos que em Gn 6:3, conforme o comentário que fazemos no contexto da análise da data do dilúvio, que Deus decide diminuir o tempo de vida dos homens, e este fato pôde ser percebido por Eber nos dias em que gerou seus filhos, pois era evidente que os homens já não viviam o mesmo tempo de seus ancestrais.
    Algo tinha de fato acontecido. Arfaxade, o primeiro a nascer depois do dilúvio, permanecerá vivo depois da morte das gerações posteriores a ele, entre os quais, Pelegue e Joctã…etc.

    O caso de Gn 10:21 parece refletir mais a questão do valor espiritual atribuído à primogenitura, conforme a história repete nos acontecimentos de Esaú e Jacó, ou mesmo de Léia e Raquel, num certo aspecto, ou ainda a Manassés e Efraim, filhos de José, etc.

    Diz aí o que acha.

    Deus te abençoe.

    • Fonseca

      Esclareceu minha dúvida,muito obrigado,eu gostaria de saber se você pode me indicar um site confiável que eu possa baixar o Livro de Jasher. Deus te abençoe.

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  8. Olá, primeiramente parabéns pelo trabalho, estou muito admirado com a sua coerência ao tratar este tema “espinhoso” que é a cronologia bíblica, tornando-o mais palatável e fortalecendo assim a fé de muito.
    Sobre o tema discutido tenho um ponto de vista particular, que gostaria de compartilhá-lo e, se possível, conhecer a sua opinião:
    Poderia o encurtamento da duração da vida humana se dar devido ao “cruzamento” mais próximo dos seres humanos?
    Afinal o pool genético foi drasticamente reduzido com o dilúvio, só havia três casais, de três irmãos, o que forçou o casamento de parentes muitos próximos, principalmente após a “divisão” da terra. E sabemos como a consangüinidade é dolosa à reprodução.
    Obrigado e parabéns.

  9. Oi Willian, tudo certo?

    Acho que há espaço para várias teorias sobre este tema. A Bíblia fala que Deus interveio neste assunto, mas não de que forma.

    Sabe-se que o casamento consaguíneo favorece determinadas doenças genéticas pois neste caso a possibilidade de ambos portarem um mesmo defeito num mesmo gene é mais alta; os judeus são prova disto. No entanto, é possível observar que nem por esta razão eles têm uma expectativa menor que de outros povos. Ademais, também conforme a Bíblia, somos todos de uma mesma descendência.

    Um abraço.

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  11. aygor saldanha

    uma pergunta que faço me desculpa se parecer meio até besta ,mas como estou começando a estudar faz pouco tempo , a minha pergunta é:muitos ancestrais viram seu filhos morrer ?pois a cronologia me faz pensar assim obgado . o seu trabalho é excelente e nos traz uma grande ajuda na hora de pesquisarmos sobre as escrituras

  12. Oi Aygor. Me parece que não acontece isto. A morte prematura é um fenômeno ligado à imprevisibilidade da vida. Nada que chame a atenção. Você tem algum exemplo em mente?

    Abc.

  13. Andréa

    Adorei a tabela que você fez. Parabéns me ajudou há alcalmar minhas inquietações quanto a idade de Sara e o fato de com 90 anos ela ainda estar atraente.
    Valeu!

  14. Paz do Senhor,

    Quero lhe parabenizar pelo seu trabalho, tem sido muito útil para melhor compreensão dos textos bíblicos. Ao analisar a tabela de duração das vidas dos homens com a que montei encontrei uma diferença no calculo da idade de Selá até Reú, creio que faltou somar a idade quando teve o filho com a idade restante.

    Existe algum calendário com os meses do ano no tempo de Cristo mostrando o tipo de clima em cada mês? Com isso poderíamos ter uma ideia melhor do tipo de clima enfrentado em cada acontecimento bíblico.

    Que Deus lhe de cada vez mais sabedoria.

  15. Oi Leandro,
    Existem vários calendários que retroagem ao tempo de Jesus, mas nenhum que conheço que identifique o clima.
    Parece aceitável que não haja grande diferença com o presente.
    Uma maneira de ver isto seria acompanhar relatos de festas ou eventos históricos bem marcados prestando atenção se há comentários sobre o clima.
    Um exemplo clássico são os pastores no campo quando Jesus nasceu, o que excluiria a possibilidade de ser dezembro, porque dezembro é inverno em Israel.
    Anota este calendário, que não fala de clima, mas é muito bom de resto.
    http://www.jewishyear.com/

    abc

  16. josafá

    Tudo quanto é da Palavra de Deus interessa-me, por isso gostei do seu artigo, e o interessante mesmo é beber de aguas profundas que vem do trono de Deus. Segundo algumas pesquisas que fiz, entre as muitas causas do encurtamento da vida humana é o uso regime cárneo liberado após o diluvio. Percebe-se claramente que os antediluvianos eram vegetarianos estritos, e que no deserto Deus tirou a carne dos israelitas e deu-lhe o maná, o que eles murmuraram muito pelo fato e pediram carne e isto provocou a ira divina e o salmista diz que eles pediram uma coisa má. Qual é o seu ponto de vista sobre isso. Vc tem mais alguma coisa, algum site que corrobore tal posição? Segundo o livro patriarcas e profetas da escritora americana Ellen White na pag, 106, cap.9, era designio de Deus que o homem se mantivesse inteiramente com as produções da terra.Há algo mais que prove esta posição?

  17. Olá, Josafá.
    Veja que muito antes do dilúvio o Gênesis diz que Abel era pastor de ovelhas, de onde se imagina que servissem de alimento.
    Também por toda a Bíblia se ve que a carne era consumida: Os patriarcas eram criadores de gado;Jacó prosperou criando gado; A própria Lei de Moisés prescrevia não só a maneira como a carne deveria ser oferecida em sacrifício, mas qual seria a parte dada ao sacerdote para consumo; O ítem principal da ceia pascal é o cordeiro. Jesus comia carne; Paulo explica que era lícito consumir até mesmo a a carne sacrificada aos ídolos.
    Desta forma se vê que há um bocado de mito nesta dieta vegetariana que nada tem a ver com o que ensina a Bíblia. É coisa denominacional ,que se enquadra na categoria definida por Paulo, quando este manda Timóteo ficar em Éfeso,”para advertires a alguns, que não ensinem outra doutrina, nem se dêem a fábulas ou a genealogias intermináveis, que mais produzem questões do que edificação de Deus”. Esta coisa vegetariana é fábula adventista.
    Se uma pessoa não come carne como forma de protesto contra o maltrato sofrido por animais confinados, tudo bem; é uma posição pessoal bastante dígna. Mas enfiar isto como doutrina bíblica é fábula, como são fábulas e heresias todas as coisas ensinadas pela Ellen White.
    Todo ensino adventista pode ser rotulado como “doutrina da mão do gato”. Primeiro gato não tem mão; segundo,porque é uma forma covarde de negar Deus da forma como está revelado na Bíblia. Mil vezes ouvir um ateu dizer às claras que Deus não existe, que um adventista negar a Bíblia baseado nos ensinos de uma mulher compromissada com o inferno.
    Se você quer mesmo “beber de águas profundas que vem do trono de Deus”, comece por se concentrar exclusivamente naquilo que diz a palavra de Deus.
    Jesus não é suficiente?

  18. Anônimo

    “Depois dele [Moisés] não se tem notícia na Bíblia de quem tenha ultrapassado esta idade [120 anos]”.
    Errado.
    Joiada morreu com 130 anos (2Cr 24.15), como vocês mesmos falaram no capítulo sobre o rei Joás.
    E onde vocês encontraram na Bíblia que Moisés morreu exatamente no dia em que completou 120 anos?