A Seder Olam Rabbah

Trata-se de uma crônica escrita em hebraico por volta do ano 160 D.C. majoritariamente pelo rabino Yose ben Halafta e por discípulos de sua escola, cujo propósito foi datar eventos bíblicos de Adão até o período persa.

Hoje já se encontra facilmente cópias recentes deste livro, além de muitas referências a ele. O próprio Talmude recorre à Serder Olam Rabbah para definir datas importantes da história do judaísmo.

Até um certo ponto da história dos hebreus é possível, a título de conferência de datas, recorrer à Seder Olam. Já dentro do período persa ou na fase helênica (influência grega) da história de Israel, ou mesmo antes, dá-se conta da impossibilidade de seu uso pelo advento dos “anos faltantes” no calendário hebraico, algo entre 130 a 165 anos.

Falaremos mais adiante sobre estes “anos faltantes”, mas por ora basta saber que que uma diminuição proposital significativa na duração do período persa causou a falta deste tempo no calendário em uso pelos judeus.

De qualquer maneira, os princípios ali utilizados são muito úteis quando se refere a encontrar datas não muito claras na Bíblia. O trabalho do Rabi Yose ben Halafta data os principais eventos do Antigo Testamento, além de acontecimentos não claramente indicados na Bíblia.

Um dos princípios que foram sabiamente adotados pelo Rabi Yose, foi o de assumir que o autor bíblico teve, sempre que possível, a intenção de datar os eventos com precisão. A máxima do Rabi Yose é esta: “A Escritura veio para esclarecer, não para confundir”.

Embora a datação da Seder Olam seja corretíssima até certo ponto da história, é ela também a responsável pelos anos faltantes do calendário judaico, sendo, desta forma, responsável pelo desvio de milhões de judeus do conhecimento de Jesus como Messias, o que invalida, sobre qualquer ponto de vista, seu próprio objetivo de esclarecer os eventos bíblicos ao invés de confundir.

Veremos um exemplo de utilização da metodologia do Rabi Yose quando se trata de datar os acontecimentos da Torre de Babel.

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