Assuero (Xerxes I) – O Livro de Ester

493 AC – (Anno Mundi 3403) – Assuero (Xerxes I), Imperador da Pérsia
O rei Assuero, do Livro de Ester, historicamente conhecido como Xerxes I assumiu o império persa com a morte de seu pai, e tal como ele, empenhou-se ao máximo em dar continuidade à conquista da Grécia.

Tal obsessão terminou por fazê-lo perder grande parte de seu exército em batalha no território grego na baía de Salamina, em seu 5º ano de governo, a partir do que, Xerxes ficou praticamente restrito à região da Ásia Central. Construiu em Persépolis inúmeros palácios, monumentos e complexas obras arquitetônicas de grande beleza.

491 AC – (Anno Mundi 3405) – início dos acontecimentos do livro de Ester
A história de Ester começa no 3º ano de reinado de Assuero, quando este oferece um banquete aos grandes e pequenos de todo seu reino e ao fim da primeira semana a rainha Vasti se recusa comparecer perante o rei. (Et 1)

488 AC – (Anno Mundi 3408) – Assuero derrotado pelos gregos
De acordo com a história secular, Xerxes foi derrotado pelos gregos em Salamina no seu 5º ano de governo, em 29 de Setembro de 480 AC.

Como estamos seguindo o deslocamento de datas de acordo com a Bíblia, e desde a ascensão de Nabucodonosor temos uma defasagem de cerca de 6 a 8 anos com relação às datas históricas, situamos aqui este evento em 488 AC, não no sentido de desafiar a história, mas sim, de seguir com fidelidade a contagem bíblica.

Daniel profetizou sobre este evento no primeiro ano de Dario, o medo (Dn 11:1) descrevendo a investida de Assuero contra a Grécia da seguinte maneira: “Eu (Gabriel), pois, no primeiro ano de Dario, o medo, levantei-me para animá-lo e fortalecê-lo. E agora te declararei a verdade: Eis que ainda três reis estarão na Pérsia, e o quarto acumulará grandes riquezas, mais do que todos; e, tornando-se forte, por suas riquezas, suscitará a todos contra o reino da Grécia”.

Este quarto rei se refere a Xerxes, “que confiante em sua riqueza excessiva agitou-se até a Europa, tentando invadi-la, em sua ânsia de derrotar a Grécia, não só para vingar seu antecessor Hispastes (Dario, o Grande), mas sobretudo para reprimir as manifestações iniciais do agigantamento grego. Suas operações bélicas, embora calcadas em concentrada riqueza, redundaram em fracasso ao ser derrotado pelos gregos nas Termópilas e em Salamina.” (Ex-padre, Pastor Aníbal Pereira dos Reis, Edições Caminho de Damasco, 1981 – As Visões de Daniel – Pág. 68)

487 AC – (Anno Mundi 3409) – Ester levada à presença de Assuero
De acordo com Et 2:16, apenas no sétimo ano de Assuero a rainha Vasti veio a ser substituída. Como se sabe, promoveu-se no reino a procura uma nova rainha que veio a ser Ester.

É bastante sugestiva a ordem destes acontecimentos. Note-se que no 3º ano de Assuero ocorreu o incidente que culminou no afastamento da rainha Vasti, mas apenas no 7º ano é que esta é finalmente substituída por outra.

Entendendo que Assuero esteve entre o 4º e 5º anos de seu governo envolvido com a conquista da Grécia, ocasião em que foi derrotado, só no 7º ano o assunto da reposição de Vasti volta às preocupações do rei, o que é bastante coerente.

482 AC – (Anno Mundi 3414) – Hamã pede o extermínio dos judeus
De acordo com Et 3:7-9, no 12º ano de Assuero, Hamã pediu a morte de todos os judeus da Pérsia.

No mesmo ano Assuero emitiu o decreto autorizando a petição: “E enviaram-se as cartas por intermédio dos correios a todas as províncias do rei, para que destruíssem, matassem, e fizessem perecer a todos os judeus, desde o jovem até ao velho, crianças e mulheres, em um mesmo dia, a treze do duodécimo mês (que é o mês de Adar), e que saqueassem os seus bens.” (Et 3:13)

482 AC – (Anno Mundi 3414) – Hamã e os inimigos dos judeus enforcados
Numa reviravolta dos acontecimentos, é sabido que Hamã acaba por ser executado na própria forca que preparara para Mardoqueu (Et 7:10), provavelmente no mês de Sivan (Et 8:9), equivalente aos meses de Maio ou Junho, e a sentença de morte que pairava sobre todos os judeus da Pérsia tornou-se contra os seus inimigos.

Este é o motivo da festa judaica do Purim (sorte), que é festejado até hoje no dia 14 de Adar (12º mês do calendário judaico) que equivale aos meses de Fevereiro ou Março em nosso calendário. Afora o mês, os dias também não coincidem. 14 de Adar de 2010, por exemplo, equivaleu a 28 de Fevereiro de 2010.

No dia 13 de Adar (Fevereiro ou Março) foram executados os inimigos dos judeus, incluindo os dez filhos de Hamã (Et 9:7-10) que se encontravam na cidade de Susã, os quais tiveram no dia seguinte, 14 de Adar, mesmo já estando mortos, os corpos dependurados em forca para a vista de toda a cidade (Et 9:14).

Um paralelo interessante tem sido observado com relação aos nazistas executados após o julgamento de Nuremberg: Dos vinte e quatro que foram levados a julgamento, três foram absolvidos, um teve a acusação cancelada, quatro tiveram penas de prisão de 10 a 20 anos, três foram condenados a prisão perpétua, e treze foram condenados à morte por enforcamento.

Destes treze condenados à forca, Göring e Robert Levi suicidaram-se na prisão. Martin Bormann conseguiu fugir da Alemanha tendo sido julgado in absentia. Borman viria a morrer em Berlim em 1973, tendo seu corpo sido reconhecido por peritos que atestaram ser ele próprio. Restaram, portanto, dez, os chamados 10 filhos de Hitler, todos eles enforcados: Hans Frank, Wilhelm Frick, Alfred Jodl, Ernst Kaltenbrunner, Wilhelm Keitel, Joachim Ribbentrop, Alfred Rosenberg, Fritz Sauckel, Arthur Seyss-Inquart, e Julius Streicher.

473 AC – (Anno Mundi 3.423) – morte de Xerxes I
Assuero (Xerxes I) reinou, conforme dados históricos, 20 anos, e teria falecido em 465 AC. De acordo com a contagem bíblica, respeitada a informação histórica de seu tempo de governo, teria falecido em 473 AC.

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5 Comentários

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5 responses to “Assuero (Xerxes I) – O Livro de Ester

  1. interessante estudo…

  2. Grato, também gostei do teu blog, especialmente do artigo “Quem é livre por dentro é livre por fora” – que li com muito gosto.

    • pr paulo

      bem posto assuero na verdade so se importava com a instituiçao da democracia mas DEUS se importava com o se povo

  3. Olá,
    Acredito que a cronologia secular não seja nem um pouco confiável, e nem um pouco verídica.
    Segundo consta aqui neste mesmo site, Jeconias foi levado cativo no ano de 604 a.C.
    E, os anos de governo de Xerxes I (considerado pela cronologia secular como sendo o rei Assueiro, de Ester e Mardoqueu) em que foi instituído o purim ém em 482 a.C. – isto daria uma diferença de 122 anos.

    Ora,, conforme a Bíblia, Mardoqueu, era um homem morador de Susã na mesma época de Assueiro; e pelo relato bíblico, ele fora transportado de Jerusalém, por Nabucodonosor junto c/ Jeconias.
    Se olharmos pela conforme a cronologia do site, se Mardoqueu fosse apenas recém nascido na época do exílio de Jeconias, ele então teria “apenas” 122 anos de idade, na época do Purim, e não sria, então um homem, mas um ancião de 122 anos; e que ancião… hein ???

    Realmente, não se pode conciliar datas e histórias da tal cronologia secular c/ os relatos bíblicos.
    E não confio na mesma, a qual não se vê precisão alguma e foi composta no segundo século depois de Cristo.

    Um abraço.

  4. FABIO FERREIRA DA COSTA

    Olha. Eu gostei muito do que encontrei aqui. Não podemos precisar, evidentemente datas, pois sabemos que no AT todas as datas são aproximadamente. Até mais !

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