Ezequias – 12º rei de Judá – 29 anos – 728 AC a 700 AC

Anno Mundi 3168 a 3196 A.M. – (2 Rs 18:1-3)

Referência Bíblica
“E sucedeu que, no terceiro ano de Oséias, filho de Elá, rei de Israel, começou a reinar Ezequias, filho de Acaz, rei de Judá. Tinha vinte e cinco anos de idade quando começou a reinar, e vinte e nove anos reinou em Jerusalém; e era o nome de sua mãe Abi, filha de Zacarias.” (2 Rs 18:1-2)

Ezequias governou por 29 anos a partir do 3º ano de Oséias, conforme 2 Rs 18:1-2, portanto, entre os anos 3168 A.M. a 3196 A.M., ano em que Manasses começou a reinar.

Ezequias foi um rei fiel a Deus e promoveu a partir de seu primeiro ano de governo, no mesmo ano da morte de Acaz, seu pai, profundas reformas religiosas, restaurando o templo, bem como a ordem dos serviços da Casa de Deus.

Teve a sensibilidade de perceber que toda sorte de horrores que caíram sobre Judá e Jerusalém não era outra coisa senão a manifestação da ira de Deus, conforme se lê em 2 Cr 29:6-10: “Porque nossos pais transgrediram, e fizeram o que era mau aos olhos do Senhor nosso Deus, e o deixaram, e desviaram os seus rostos do Tabernáculo do Senhor, e lhe deram as costas. Também fecharam as portas do alpendre, e apagaram as lâmpadas, e não queimaram incenso nem ofereceram holocaustos no santuário ao Deus de Israel.

Por isso veio grande ira do Senhor sobre Judá e Jerusalém, e os entregou à perturbação, à assolação, e ao escárnio, como vós o estais vendo com os vossos olhos. Porque eis que nossos pais caíram à espada, e nossos filhos, e nossas filhas, e nossas mulheres; por isso estiveram em cativeiro. Agora me tem vindo ao coração, que façamos uma aliança com o Senhor Deus de Israel, para que se desvie de nós o ardor da sua ira.”

Seus primeiros anos de reinado foram prioritariamente dedicados à restauração dos princípios religiosos baseados na Lei de Moisés.

Israel deixou de existir como nação no 7º ano de Ezequias, sendo oportuno lembrar que em seu 4º ano de governo o rei da Assíria já havia sitiado a Samaria (2 Rs 18:9).

O auge do período de reformas de Ezequias foi registrado com a volta da celebração da Páscoa, que não era festejada desde os dias de Salomão (2 Cr 30:26).

Por volta de seu 9º ano de reinado (2 Cr 30:1), quando além de convocar o povo de Judá para as festividades, mandou também convidar os de Israel que haviam sobrevivido ao cativeiro assírio e permanecido na terra: “Foram, pois, os correios com as cartas, do rei e dos seus príncipes, por todo o Israel e Judá, segundo o mandado do rei, dizendo: Filhos de Israel, convertei-vos ao Senhor Deus de Abraão, de Isaque e de Israel; para que ele se volte para o restante de vós que escapou da mão dos reis da Assíria.“ (2 Cr 30:6)

Entre os de Israel que atenderam ao convite se destacam os de Aser, Manasses, Zebulom (2 Cr 30:11), Efraim, e Issacar (2 Cr 30:18). Muitos, no entanto, rejeitaram o convite (2 Cr 30:10), mesmo depois de haverem sido assolados pelo rei da Assíria.

No Anno Mundi 3181, conforme 2 Rs 18:13: no 14º ano de Ezequias, 8 anos depois de destruir Israel, Senaqueribe, rei da Assíria, invadiu Judá e tomou suas cidades fortificadas.

Entre outras razões, invadiu Judá para prevenir uma possível aliança entre Ezequias e o rei do Egito, conforme sugere 2 Rs 18:21: “Eis que agora tu confias naquele bordão de cana quebrada, no Egito, no qual, se alguém se encostar, entrar-lhe-á pela mão e a furará; assim é Faraó, rei do Egito, para com todos os que nele confiam.”

Corrobora com isto o fato registrado em 2 Rs 18:14, onde Ezequias por alguma razão reconhece que errou, o que pode ser entendido como uma tentativa de se aliar de fato ao Egito: “Então Ezequias, rei de Judá, enviou ao rei da Assíria, a Laquis, dizendo: Pequei; retira-te de mim; tudo o que me impuseres suportarei. Então o rei da Assíria impôs a Ezequias, rei de Judá, trezentos talentos de prata e trinta talentos de ouro.”

Ezequias concordou por decorrência disto em pagar tributos a Senaqueribe, retirando ouro e prata da Casa de Deus (2 Rs 18:14-16).

Mesmo assim Senaqueribe manteve seus planos de tomar Jerusalém.

Ezequias orou a este respeito e foi atendido (2 Rs 19:19-20). A ação direta de Deus fez destruir o exército assírio. Senaqueribe foi obrigado a retornar a Níneve onde foi morto pelos próprios filhos (2 Rs 19:35-37).

Depois disto Ezequias adoeceu de morte (2 Rs 20:1) e Deus lhe acrescentou 15 anos de vida (2 Rs 20:6).

O epsódio referente à invasão de Senaqueribe se encontra igualmente documentado no chamado Prisma de Senaqueribe, onde este rei fez registrar o acontecimento segundo a sua ótica parcial.

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